1º Trimestre de 2026
SUBSÍDIO PARA A LIÇÃO 05
Texto Base: Lucas 1:31,32,34,35; Mateus 17:1-8
“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o” (Mt.17:5b).
Lucas 1:
31.E eis que em teu
ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
32.Este será grande e
será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu
pai.
34.E disse Maria ao
anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?
35.E, respondendo o
anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te
cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será
chamado Filho de Deus.
Mateus 17:
1.Seis dias depois,
tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em
particular a um alto monte.
2.E transfigurou-se
diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se
tornaram brancas como a luz.
3.E eis que lhes
apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
4.E Pedro, tomando a
palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui
três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias.
5.E, estando ele
ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz
que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.
6.E os discípulos,
ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo.
7.E, aproximando-se
Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo.
8.E, erguendo eles os
olhos, ninguém viram, senão a Jesus.
Nesta lição, avançamos no estudo da doutrina bíblica da Trindade ao
contemplarmos a Pessoa do Deus Filho. As Escrituras afirmam de forma
inequívoca que em Jesus Cristo “habita corporalmente toda a plenitude da
divindade” (Cl.2:9). Ele não é apenas um mensageiro de Deus, mas o próprio Deus
que se revelou plenamente, assumindo a natureza humana sem jamais deixar de ser
divino.
Em Cristo, o Pai se fez conhecido de maneira perfeita e definitiva. O
Filho é a expressão exata do ser de Deus e, ao mesmo tempo, aquele que entrou
na história humana, participou das nossas limitações e se identificou conosco,
sem pecado. Por isso, Ele é o único e suficiente mediador entre Deus e os
homens, que, por meio de sua entrega redentora, reconciliou a humanidade com o
Pai (1Tm.2:5,6).
A Igreja, ao longo dos séculos, confessou essa verdade essencial
declarando que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem - duas
naturezas distintas e completas unidas em uma única Pessoa. Essa verdade
fundamental da Cristologia é conhecida como “união hipostática” (*),
e preserva tanto a plena divindade quanto a plena humanidade de Cristo.
Para compreendermos corretamente quem é Jesus e o significado de sua
obra salvadora, é necessário examinar com atenção as evidências bíblicas que
revelam suas características humanas — como o nascimento, o sofrimento e a
morte — e, simultaneamente, aquelas que confirmam sua natureza divina — como
sua eternidade, autoridade, poder e glória. Somente assim teremos uma visão
equilibrada, bíblica e reverente do Deus Filho, o Senhor que se fez carne para
nossa redenção.
(*) “A União
Hipostática é um conceito central na teologia cristã que descreve como
Jesus Cristo é uma única pessoa que possui duas naturezas completas e
distintas: plenamente Deus e plenamente homem, sem mistura, confusão ou
separação, uma união estabelecida no Concílio de Calcedônia (451 d.C.) para
explicar o mistério da Encarnação. Em essência, é a união da Pessoa divina do
Verbo com uma natureza humana (corpo e alma racional), mantendo a identidade de
ambas em uma única Pessoa, o Deus-Homem” (Wikipedia).
I - A DIVINDADE DO FILHO
1. A Concepção virginal de Jesus
A concepção virginal de Jesus foi um ato
sobrenatural, realizado exclusivamente pela ação do Espírito Santo.
Conforme Lucas 1:35, Maria concebeu sem qualquer relação humana - “o Espírito
Santo descerá sobre ti, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra”.
Isso aconteceu durante o período do noivado com José, antes da consumação do
casamento.
O anjo Gabriel anunciou a Maria que ela seria a mãe
do Salvador e explicou que o nascimento do menino seria único e miraculoso. Por
essa razão, Jesus seria chamado “Santo” e “Filho de Deus” (Lc.1:35).
O corpo humano de Cristo foi preparado pelo próprio
Deus, conforme declara Hebreus 10:5, mostrando que sua entrada no mundo foi
resultado direto da vontade divina. O evangelista Mateus é claro ao afirmar que
Maria “achou-se grávida pelo Espírito Santo” (Mt.1:18). Para confirmar que esse
evento fazia parte do plano de Deus, Mateus recorre à profecia de Isaías 7:14,
que anunciou que uma virgem conceberia e daria à luz o Emanuel — “Deus conosco”
(Mt.1:23).
Quando falamos em concepção virginal, estamos
afirmando que a origem de Jesus é divina, e não humana. Isso não
significa desprezar o papel de José e Maria, que foram escolhidos por Deus para
criar e educar Jesus, mas sim destacar que o nascimento de Cristo ocorreu sem
intervenção humana, cumprindo fielmente as promessas do Antigo Testamento.
Após o nascimento de Jesus, a Bíblia afirma que
Maria e José tiveram outros filhos (Mt.13:55), o que reforça que a virgindade
de Maria foi preservada especificamente no momento da concepção de Cristo
(Mt.1:25).
Negar a concepção virginal é comprometer a verdade
do Evangelho, pois ela está diretamente ligada à missão salvadora de Jesus.
Sendo o Salvador, Ele não poderia nascer sob a condição do pecado. Sua
concepção milagrosa garantiu que Ele viesse ao mundo em uma natureza humana sem pecado, assim como Adão antes da
queda.
É importante destacar que a concepção virginal não nega a humanidade de Jesus. Pelo
contrário, ela confirma que Cristo assumiu plenamente a natureza humana, porém
sem pecado, para vencer o pecado e oferecer salvação a todos os que creem n’Ele
(João 3:16).
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Síntese do item – “A concepção virginal
de Jesus” A concepção virginal
de Jesus foi um ato sobrenatural e exclusivo de Deus, realizado pelo poder do
Espírito Santo, sem intervenção humana. Esse milagre afirma que Jesus não é
fruto de mitos ou tradições pagãs, mas cumprimento direto das profecias do Antigo
Testamento, especialmente Isaías 7:14. Ao nascer de uma
virgem, Jesus entrou no mundo com natureza verdadeiramente humana, porém sem
pecado, preservando Sua condição de Salvador. Essa doutrina sustenta tanto a divindade
quanto a humanidade de Cristo, confirmando que Ele é o Filho de Deus
enviado para redimir a humanidade. Negar a concepção virginal é comprometer a
própria base bíblica da salvação cristã. 📌 Aplicação Prática
|
2. A deidade absoluta do
Filho
Ao estudarmos a deidade absoluta do Filho, entramos no coração da fé
cristã. A Bíblia não apresenta Jesus apenas como um grande profeta, mestre
moral ou líder religioso, mas como verdadeiro Deus, possuidor da mesma essência
do Pai.
Os Evangelhos, especialmente Lucas, revelam essa verdade de maneira
equilibrada. Jesus é chamado de “Filho
de Deus” (Lc.1:35), título que aponta diretamente para Sua natureza divina, e também de “Filho do Homem” (Lc.5:24), expressão
que destaca Sua plena humanidade.
Esses dois títulos não se contradizem; pelo contrário, se completam. Eles
revelam que Jesus é uma única Pessoa com duas naturezas: divina e humana,
perfeita e inseparavelmente unidas.
Ao usar frequentemente o título “Filho do Homem”, Jesus também evitava
ser confundido com o Messias político esperado por muitos judeus. Contudo, isso
não significava negar Sua divindade. Pelo contrário, Ele demonstrava plena
consciência de quem era, como vemos quando afirma que precisava estar “na casa
de seu Pai” (Lc.2:49) e quando declara Sua autoridade para perdoar pecados —
algo que somente Deus pode fazer (Lc.5:24).
A Igreja primitiva foi clara e corajosa ao afirmar essa verdade. Textos
como João 20:28, quando Tomé confessa: “Senhor meu e Deus meu”, e
Colossenses 2:9, que declara que toda a plenitude da divindade habita
corporalmente em Cristo, mostram que os apóstolos não tinham dúvidas quanto à
identidade de Jesus. Eles O adoravam como Deus, algo inadmissível se Ele fosse
apenas uma criatura.
Embora os judeus rejeitassem essa verdade — chegando a acusar Jesus de
blasfêmia —, a Escritura do Antigo ao Novo Testamento confirma repetidamente
que o Messias prometido é identificado com o próprio Javé. Títulos exclusivos
de Deus, como “Deus Forte”, “Justiça Nossa”, “Alfa e Ômega” e “Todo-Poderoso”,
são aplicados diretamente a Cristo.
Vejamos:
Ø
O Filho é chamado "Deus
Forte" (Is.9:6);
Ø
Javé, "Justiça Nossa"
ou "O SENHOR. Justiça Nossa” (Jr.23:6);
Ø
"e o Verbo era Deus"
(João 1:1);
Ø
"Tomé respondeu, e
disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!" (João 20:28);
Ø
"e dos quais é Cristo,
segundo a carne, o qual é sobre todos. Deus bendito eternamente Amém"
(Rm.9:5);
Ø
"Que, sendo em forma de
Deus, não teve por usurpação ser Igual a Deus" (Fp.2:6);
Ø
"enriquecidos da plenitude
da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus Cristo” (Cl.2:2);
Ø
"Porque nele habita
corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl.2:9);
Ø
"Aguardando a
bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso
Senhor Jesus Cristo” (Tt.2:13);
Ø
"Mas, do Filho diz: Ó
Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o
cetro de teu reino" (Hb.1:8);
Ø
“Simão Pedro, servo e apostolo
de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça
do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo" (2Pd.1:1);
Ø
"E sabemos que já o Filho
de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e
no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o
verdadeiro Deus e a vida eterna" (1João 5:20);
Ø "Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que
traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. Eu
sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e
que há de vir, o Todo-Poderoso (Ap.1:7,8).
Portanto, afirmar a deidade absoluta do Filho não é um exagero
teológico, mas uma confissão bíblica. Jesus é o mesmo Deus que criou todas as
coisas, que se revelou a Israel e que, no tempo determinado, se fez carne para
nossa salvação. Crer nisso é permanecer no ensino apostólico e na fé histórica
da Igreja.
Portanto, assim como os primeiros cristãos, confessamos com convicção:
Jesus Cristo é o Filho de Deus, verdadeiro Deus e Salvador eterno.
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Síntese do item – “A deidade absoluta do Filho” A Bíblia apresenta Jesus Cristo como
verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Os títulos “Filho de Deus” e “Filho do
Homem” revelam essa dupla verdade: Ele é plenamente divino e plenamente
humano. Ao assumir o título “Filho do Homem”, Jesus cumpriu as profecias
messiânicas e revelou sua humanidade perfeita, sem negar sua divindade. Já a
expressão “Filho de Deus” afirma claramente sua igualdade com o Pai. A Igreja primitiva confessou sem
hesitação a divindade absoluta de Cristo, reconhecendo-O como Deus eterno,
consubstancial ao Pai, possuidor de todos os atributos divinos. Essa verdade
está amplamente testemunhada nas Escrituras, tanto no Antigo quanto no Novo
Testamento, onde Jesus é chamado de Deus, Senhor, Alfa e Ômega, Deus Forte e
Salvador. Negar a deidade de Cristo é rejeitar o próprio testemunho bíblico e
comprometer a fé cristã, pois somente um Salvador plenamente divino poderia
oferecer redenção eterna. Assim, a fé cristã repousa na convicção
de que Jesus não é apenas um mestre moral ou profeta, mas o próprio Deus
encarnado, digno de adoração, confiança e obediência. 📌 Aplicação prática Crer na deidade absoluta de Jesus deve
impactar profundamente nossa vida cristã. Se Ele é verdadeiramente Deus,
então:
Viver à luz da deidade de Cristo é
submeter cada área da vida ao seu senhorio, confiando que aquele que é Deus
eterno também é o Salvador presente e suficiente para nos guardar até o fim. |
3. Os atributos divinos
de Jesus
Ao estudarmos os atributos divinos de Jesus, afirmamos uma verdade
central da fé cristã: o Filho não é apenas semelhante a Deus, Ele é Deus. Como Segunda Pessoa da
Trindade, Jesus compartilha plenamente da mesma essência divina do Pai e do
Espírito Santo. Por isso, os atributos que pertencem exclusivamente a Deus
também são manifestos em Cristo.
Veja alguns atributos divinos de Jesus:
a) A eternidade de Jesus. Mostra que Ele não teve
começo. Isaías o chama de “Pai da Eternidade” (Is.9:6), e o Novo Testamento
confirma que Ele existe antes de todas as coisas (Cl.1:17). Isso elimina
qualquer ideia de que Jesus seja uma criatura ou um ser criado no tempo.
b) A imutabilidade. Revela que Jesus não muda em seu ser, caráter ou propósitos. Hebreus
afirma que Ele permanece o mesmo, enquanto todas as coisas passam (Hb.1:12; 13:8).
Isso garante ao crente segurança, pois Aquele que salva hoje é o mesmo que
salvou ontem e continuará salvando amanhã.
c) A onipresença. Indica que Jesus não está limitado ao espaço. Sua promessa: “Onde
estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt.18:20),
demonstra que Ele pode estar presente simultaneamente com todos os seus
seguidores, algo possível apenas a Deus.
d) A onisciência. Evidencia que Cristo conhece todas as coisas. Ele conhece os corações,
pensamentos e intenções humanas (João 2:24,25; 21:17). Nada está oculto diante
dEle, o que confirma sua autoridade divina e sua perfeita capacidade de julgar
com justiça.
e) A onipotência. Afirma que Jesus possui todo o poder. Ele domina sobre a criação, os
demônios, a morte e a história. Em Apocalipse, Ele se apresenta como “o
Todo-Poderoso” (Ap.1:8), título reservado exclusivamente a Deus.
Portanto, reconhecer os atributos divinos de Jesus não é um detalhe
teológico secundário, mas uma afirmação essencial do Evangelho.
Crer em Cristo como verdadeiro Deus fortalece nossa fé, assegura nossa
salvação e nos conduz à adoração genuína. Negar esses atributos é esvaziar a
identidade de Cristo e comprometer a própria mensagem da redenção (João 20:31).
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Síntese do item – “Os atributos divinos de Jesus” Jesus Cristo, como a Segunda Pessoa da
Trindade, possui plenamente todos os atributos que pertencem exclusivamente a
Deus. As Escrituras afirmam que Ele é eterno, sem começo nem fim; imutável,
o mesmo ontem, hoje e eternamente; onipresente, presente com o seu
povo em todo lugar; onisciente, conhecedor de todas as coisas,
inclusive os pensamentos humanos; e onipotente, detentor de todo poder
nos céus e na terra. Esses atributos não são concedidos nem
compartilhados com criaturas, mas pertencem unicamente ao Deus verdadeiro.
Portanto, ao manifestar tais atributos, Jesus revela de forma clara e
incontestável a sua plena divindade. Crer nesses atributos é essencial para
compreender corretamente quem é Cristo e para permanecer fiel ao Evangelho. 📌 Aplicação prática Reconhecer os atributos divinos de Jesus
fortalece nossa fé e nossa confiança diária nEle. -Saber que Cristo é eterno nos traz
segurança quanto à nossa salvação; -Saber que Ele é imutável nos assegura
que suas promessas jamais falharão; -Crer em sua onipresença nos consola,
pois nunca estamos sozinhos; -Confiar em sua onisciência nos ensina a
viver com sinceridade e reverência; e -Depender de sua onipotência nos encoraja
a enfrentar desafios com esperança. Assim, a vida cristã deve ser marcada por
adoração sincera, obediência confiante e entrega total Àquele que é
verdadeiro Deus e Senhor sobre todas as coisas. |
II - A CENTRALIDADE DO DEUS
FILHO
1. A
glória sobrenatural de Jesus
O episódio da transfiguração é um dos momentos mais reveladores da
identidade de Jesus Cristo (Mateus 17). Ao subir o monte com Pedro, Tiago e
João (Mt.17:1), Jesus não deixou de ser homem, mas permitiu que sua glória
divina, normalmente velada pela carne, fosse manifestada de forma visível. O
texto bíblico afirma que Ele “transfigurou-se diante deles; e o seu rosto
resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz” (Mt.17:2).
Nesse momento glorioso houve uma mudança externa que revelou uma realidade
interna já existente: Cristo é Deus.
O termo grego “metamorphóō” indica uma transformação que não
altera a essência, mas revela aquilo que já estava presente. Jesus não “se
tornou” divino naquele momento, Ele manifestou aquilo que sempre foi. Sua
glória, encoberta durante a encarnação, brilhou por um instante diante dos
discípulos, confirmando que o Filho do Homem é também o Filho eterno de Deus.
Esse evento aponta para três verdades fundamentais:
-Primeiro, confirma a união das duas naturezas de Cristo: Ele é plenamente homem,
pois estava ali com seus discípulos; e plenamente Deus, pois sua glória
resplandeceu como o sol.
-Segundo, antecipa a glória futura de Cristo ressuscitado e exaltado, oferecendo
aos discípulos um vislumbre do Senhor glorificado que João mais tarde
contemplaria em Apocalipse.
-Terceiro, fortalece a fé dos discípulos diante da iminente cruz, mostrando que o
sofrimento não seria o fim, mas o caminho para a glorificação.
A transfiguração revela que a centralidade do Deus Filho não está apenas
em sua obra redentora, mas também em sua glória eterna. O Cristo que caminha
rumo ao Calvário é o mesmo que reina em majestade. Assim, a glória sobrenatural
de Jesus confirma que Ele é digno de adoração, obediência e fé, pois n’Ele
habita a plenitude da glória de Deus revelada aos homens.
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Síntese do item – “A glória sobrenatural de
Jesus” A transfiguração de Jesus revela, de
forma momentânea e visível, a glória da Sua natureza divina. Diante de Pedro,
Tiago e João, o Filho manifestou aquilo que sempre foi: Deus verdadeiro,
revestido de humanidade. O resplendor do Seu rosto e das Suas vestes não foi
uma mudança de essência, mas uma revelação da glória que estava velada pela
encarnação. Esse episódio confirma a união das duas naturezas em Cristo —
divina e humana — em uma única Pessoa. Além disso, a transfiguração antecipa
a glória futura do Cristo ressuscitado e exaltado, apontando para a vitória
final e a exaltação do Filho conforme o plano eterno de Deus. 📌 Aplicação prática
Enfim, a glória sobrenatural de Jesus nos
convida a viver com os olhos fixos no Cristo glorificado, firmes na fé,
reverentes na adoração e perseverantes na esperança da glória eterna. |
2. O testemunho da Lei e
dos Profetas
No episódio da transfiguração, a presença de Moisés e Elias ao lado de Jesus não foi algo casual, nem simbólico
sem fundamento bíblico. Trata-se de uma revelação profundamente teológica e
cristocêntrica. Mateus registra: “E eis que lhes apareceram Moisés e Elias,
falando com ele” (Mt.17:3). Esse encontro extraordinário não representa
comunicação com os mortos, algo claramente rejeitado pelas Escrituras (Mc.12:27;
Lc.16:26), mas uma manifestação sobrenatural permitida por Deus para confirmar
a identidade e a missão do Filho.
-Moisés personifica a Lei. Ele foi o mediador da Antiga Aliança, aquele
por meio de quem Deus entregou os mandamentos ao povo (Êx.24:7,8). Sua presença
na transfiguração aponta para o fato de que toda a Lei tinha um propósito
maior: conduzir o povo até Cristo. O próprio Jesus afirmou: “Não cuideis que
vim destruir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir” (Mt.5:17).
Assim, Moisés testifica que Jesus é o cumprimento perfeito da Lei.
-Elias representa os Profetas. Ele é um dos maiores símbolos do
ministério profético em Israel, associado à fidelidade à Palavra e à esperança
messiânica. Os profetas anunciaram, de diferentes formas, a vinda do Messias
prometido (Is.9:6; Ml.4:5,6). A presença de Elias confirma que as profecias do
Antigo Testamento encontram em Jesus o seu pleno cumprimento.
Portanto, a reunião de Moisés (Lei), Elias (Profetas) e Jesus revela uma
verdade central das Escrituras: toda a
revelação bíblica converge para Cristo. Mais tarde, o próprio Jesus
explicaria isso aos discípulos, dizendo que em todas as Escrituras falava-se a
respeito dele (Lc.24:27).
A transfiguração mostra, de maneira visível, o que Hebreus resume
teologicamente: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes e de muitas
maneiras aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo
Filho” (Hb.1:1,2).
Assim, o testemunho da Lei e dos Profetas confirma a superioridade,
centralidade e autoridade de Jesus Cristo. Ele não é apenas mais um mestre ou
profeta, mas o Filho de Deus, aquele em quem a revelação divina se completa e
se cumpre plenamente.
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Síntese do item – “O testemunho da Lei e dos Profetas” No monte da transfiguração, a aparição de
Moisés e Elias ao lado de Jesus possui profundo significado bíblico e
teológico. Moisés representa a Lei, pois foi o mediador da Antiga
Aliança e aquele por meio de quem Deus entregou os mandamentos ao povo de
Israel (Êx.24:7,8). Elias representa os Profetas, sendo um dos maiores
expoentes do ministério profético, símbolo da proclamação e da esperança
messiânica (Is.9:6; Ml.4:5,6). A presença desses dois personagens não
indica comunicação com os mortos, o que a Escritura reprova (Mc.12:27; Lc.16:26),
mas uma manifestação sobrenatural permitida por Deus com propósito
revelatório. Juntos, Lei e Profetas testificam que Jesus é o cumprimento de
toda a revelação do Antigo Testamento (Mt.5:17; Lc.24:27). Assim, a
transfiguração confirma que Cristo é superior a Moisés e Elias, sendo o
centro, o clímax e a plena revelação de Deus à humanidade (Hb.1:1,2). 📌 Aplicação prática Essa verdade nos ensina que toda a
Escritura deve ser lida e compreendida à luz de Cristo. A Lei e os Profetas
não são fins em si mesmos, mas apontam para Jesus como o Salvador prometido.
Na prática cristã, isso nos chama a valorizar toda a Bíblia, reconhecendo sua
unidade e seu propósito redentor. Além disso, somos desafiados a colocar
Cristo no centro da nossa fé, da nossa interpretação bíblica e da nossa vida
diária. Assim como o Pai declarou no monte: “Este é o meu Filho amado; a Ele
ouvi” (Mt.17:5), o crente é chamado a ouvir, obedecer e seguir a Jesus acima
de qualquer tradição, líder ou sistema religioso. Quando Cristo ocupa o
centro, nossa fé se torna firme, bíblica e verdadeiramente transformadora. |
No episódio da transfiguração, Deus Pai intervém de forma direta e
audível para confirmar quem Jesus é. Mateus registra que “uma nuvem luminosa os
cobriu” e, dela, saiu a voz do Pai (Mt.17:5a). Na Bíblia, a nuvem é um símbolo
clássico da presença manifesta de Deus — a chamada Shekinah. Ela guiou
Israel no deserto (Êx.13:21), encheu o tabernáculo (Êx.40:34) e o templo (1Rs.8:10,11).
Aqui, essa mesma presença divina envolve Jesus, mostrando que Ele está no
centro da revelação de Deus.
A declaração do Pai — “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo;
a Ele ouvi” (Mt.17:5b) — não é nova, mas reafirmada. As mesmas palavras já
haviam sido pronunciadas no batismo de Jesus (Mt.3:17). Isso demonstra
continuidade e confirmação: desde o início até o auge do ministério terreno de
Cristo, o Pai testifica publicamente a identidade do Filho.
Ao chamá-lo de “meu Filho amado”, o Pai afirma a filiação eterna
de Jesus, não apenas um título funcional, mas uma relação de natureza. Jesus
não se tornou Filho; Ele é o Filho. A expressão “em quem me comprazo”
(gr. eudokēsa) revela o pleno agrado do Pai no Filho, ecoando a profecia
messiânica de Isaías: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu escolhido,
em quem a minha alma se compraz” (Is.42:1). Assim, o Pai declara que Jesus é o
Messias prometido, perfeitamente alinhado à Sua vontade.
O comando final — “a Ele ouvi” — é extremamente significativo.
Moisés (a Lei) e Elias (os Profetas) estavam presentes, mas agora o Pai
direciona a atenção exclusivamente para o Filho. Isso ensina que toda a
revelação anterior encontra em Cristo seu cumprimento e sua autoridade máxima
(Hb.1:1,2). Jesus é o critério final da fé, da doutrina e da obediência cristã
(João 14:6; 14:9).
Portanto, a aprovação divina do Pai na transfiguração confirma três
verdades centrais:
- Jesus é o
Filho eterno e amado de Deus (Mt.17:5; João 3:35);
- O Pai se
agrada plenamente do Filho, em sua Pessoa e em sua obra redentora (Is.42:1;
João 8:29);
- Cristo ocupa o
lugar central e supremo na revelação de Deus, sendo aquele a quem a Igreja
deve ouvir, seguir e obedecer (João 14:6; Cl.1:18).
Esse momento glorioso fortalece a fé dos discípulos e da Igreja,
mostrando que Jesus não é apenas um grande mestre, mas o Filho de Deus aprovado
pelo Pai, digno de toda confiança, adoração e obediência.
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Síntese do item – “A aprovação divina do Pai” Na transfiguração, Deus Pai manifesta-se
de forma audível e solene para confirmar a identidade e a missão de Jesus. A
voz que sai da nuvem luminosa — símbolo da presença divina (Êx.13:21) —
declara: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt.17:5),
reafirmando o que já havia sido dito no batismo de Jesus (Mt.3:17). Essa
declaração não apenas autentica o ministério de Cristo, mas revela Sua
natureza divina: Ele é o Filho eterno, amado e plenamente aprovado pelo Pai. A expressão “em quem me comprazo” indica
o perfeito deleite do Pai no Filho (Is.42:1), evidenciando a harmonia e
unidade da Trindade. Assim, a voz do Pai coloca Jesus no centro da revelação
e da salvação, confirmando que Ele é o caminho exclusivo para Deus (João
14:6) e a perfeita revelação do Pai (João 14:9,10). |
III - A MISSÃO REDENTORA DO DEUS FILHO
1. O Filho como revelação suprema
É importante destacar que a transfiguração não foi
apenas uma manifestação de glória, mas uma declaração teológica clara sobre a
supremacia de Cristo como a revelação final de Deus. Esse ensino pode ser
compreendido de forma didática nos seguintes pontos:
a) A ordem do Pai: “Escutai-o” (Mt.17:5). No monte da transfiguração, após a manifestação da glória do Filho, o
Pai intervém de forma direta e solene:
“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o” (Mt.17:5). Essa ordem não é
apenas um convite, mas um mandamento divino. O Pai direciona toda a atenção dos
discípulos para o Filho, afirmando que a voz autorizada de Deus agora é Cristo.
Trata-se de uma mudança decisiva no modo como Deus se revela ao seu povo.
b) O cumprimento da promessa profética (Dt.18:15). A expressão “escutai-o” remete diretamente à promessa feita por Moisés: “O
Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti… a ele ouvireis”
(Dt.18:15).
O Novo Testamento identifica claramente Jesus como
esse Profeta prometido (João 6:14; Atos 3:20-23). Assim, Cristo não é apenas
mais um mensageiro de Deus, mas o cumprimento pleno da revelação anunciada no
Antigo Testamento.
c) A supremacia do Filho sobre a Lei e os Profetas.
Moisés (Lei) e Elias (Profetas) aparecem ao lado de
Jesus (Mt.17:3), mas não permanecem como centro da cena. Quando a voz do Pai
ecoa, apenas Jesus permanece (Mt.17:8). Isso ensina que:
- A Lei teve sua função pedagógica (Gl.3:24);
- Os Profetas anunciaram o Messias (Lc.24:27);
- Cristo é o cumprimento e a plenitude de ambos (Mt.5:17).
Por isso, Hebreus afirma: “Havendo Deus antigamente
falado muitas vezes e de muitas maneiras… nestes últimos dias nos falou pelo
Filho” (Hb.1:1,2).
d) A transição da Antiga para a Nova Aliança. A ordem “escutai-o” marca a transição da Antiga para a Nova Aliança. A
revelação agora não está centrada em sombras e figuras, mas na Pessoa de Cristo:
“Porque a lei tinha a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das
coisas” (Hb.10:1);
“Tudo isso era sombra do que havia de vir; a realidade, porém, é Cristo” (Cl.2:17).
Ouvir a Cristo, portanto, é reconhecer que Ele é o
centro da fé, da doutrina e da vida cristã.
e) As implicações espirituais dessa verdade. Negar a supremacia da voz de Cristo é rejeitar a própria revelação de
Deus: “Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a
vida” (1João 5:12).
Ignorar, relativizar ou substituir a Palavra de
Cristo por tradições humanas, filosofias ou experiências subjetivas é
afastar-se da verdade revelada (João 14:6).
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Síntese didática do item – “O Filho com
revelação suprema” O Filho é a revelação
suprema de Deus. Nele, a Lei se cumpre, os Profetas encontram seu sentido
e a vontade do Pai é plenamente revelada. Ouvir a Cristo é ouvir o próprio
Deus; rejeitá-lo é rejeitar a única fonte de vida e salvação. 📌 Aplicação prática
👉 Ensinar essa verdade é conduzir a igreja
a uma fé cristocêntrica, bíblica e madura, firmada na revelação final e
perfeita de Deus em Jesus Cristo. |
2. A exclusividade de
Cristo na redenção
A declaração bíblica — “ninguém viram, senão a Jesus” (Mt.17:8) —
encerra uma verdade central da fé cristã: Cristo é exclusivo e suficiente na
obra da redenção. A retirada de Moisés e Elias da cena simboliza que a Lei e os
Profetas encontram seu cumprimento pleno em Jesus (Mt.5:17; Lc.24:27). Ele não
é apenas mais um mensageiro de Deus, mas o próprio Deus revelado em carne (João
14:9), o resplendor da glória divina (Hb.1:3).
Veja alguns
pontos correlatos ao item:
a) “Somente Jesus” é o centro absoluto da revelação. Após o momento sublime da
transfiguração, o texto bíblico registra: “E, erguendo eles os olhos, ninguém
viram, senão a Jesus” (Mt.17:8). Essa afirmação não é apenas descritiva, mas
profundamente teológica. Moisés (a Lei) e Elias (os Profetas) desaparecem da
cena, e somente Cristo permanece. Isso ensina que toda a revelação anterior
converge e se cumpre na pessoa de Jesus. A Lei e os Profetas apontavam para
Ele, mas não substituem nem competem com Ele (Mt.5:17; Lc.24:27).
b) Cristo é o cumprimento pleno das Escrituras. Jesus não veio abolir a Lei
nem os Profetas, mas cumprir plenamente ambos (Mt.5:17). Tudo o que Deus
revelou anteriormente era provisório, pedagógico e preparatório (Hb.10:1).
Agora, na Nova Aliança, a revelação é plena e definitiva no Filho (Hb.1:1,2).
Por isso, depois da transfiguração, não resta mais nenhum mediador simbólico:
resta apenas Cristo, o centro da história da salvação (Cl.2:17).
c) Cristo é mais que Profeta: é Deus revelado em carne. Cristo não é apenas mais um
mensageiro divino. Ele é a própria revelação de Deus: “Quem me vê a mim vê o
Pai” (João 14:9). Ele é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do
seu ser (Hb.1:3). Diferente dos profetas, que falavam em nome de Deus, Jesus
fala como Deus, porque é Deus encarnado.
d) Cristo é o único e exclusivo mediador. A exclusividade de Jesus na
redenção é claramente afirmada nas Escrituras: “E em nenhum outro há salvação”
(Atos 4:12). Paulo reafirma: “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus
e os homens, Jesus Cristo, homem” (1Tm.2:5). Não há outros caminhos, atalhos ou
mediadores alternativos. A reconciliação com Deus acontece exclusivamente por
meio de Cristo.
e) O sacrifício de Cristo é absolutamente suficiente. O sacrifício de Cristo é
completo, perfeito e definitivo. Por meio de sua morte na cruz, Ele reconciliou
todas as coisas com Deus (Cl.1:20-22). Não há necessidade de complementos,
ritos adicionais ou méritos humanos. Sua obra é suficiente para salvar
plenamente todo aquele que crê (Hb.7:25).
f) A mensagem final da transfiguração. A cena encerra uma verdade
inegociável: diante da glória de Cristo, tudo o mais perde centralidade. Moisés
e Elias saem de cena; Jesus permanece. Isso ensina que nenhuma tradição,
sistema religioso ou figura humana pode ocupar o lugar que pertence somente ao
Filho. Na redenção, na fé e na vida cristã, “somente Jesus” é suficiente.
Em resumo, a transfiguração
ensina que Cristo é o cumprimento da Lei e dos Profetas, a revelação suprema de
Deus e o único mediador da salvação. Quando tudo passa, Jesus permanece. Ele é
exclusivo, suficiente e central no plano redentor.
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Síntese do item – “A exclusividade de Cristo na redenção” A declaração bíblica — “ninguém viram,
senão a Jesus” (Mt.17:8) — encerra uma verdade central da fé cristã: Cristo é
exclusivo e suficiente na obra da redenção. A retirada de Moisés e Elias da
cena simboliza que a Lei e os Profetas encontram seu cumprimento pleno em
Jesus (Mt.5:17; Lc.24:27). Ele não é apenas mais um mensageiro de Deus, mas o
próprio Deus revelado em carne (João 14:9), o resplendor da glória divina
(Hb.1:3). Por isso, não há outro mediador entre
Deus e os homens (1Tm.2:5), nem outro nome pelo qual possamos ser salvos
(Atos 4:12). Seu sacrifício é perfeito, completo e definitivo, reconciliando
o pecador com Deus de uma vez por todas (Cl.1:20-22). Na economia da
salvação, somente Cristo permanece como o centro, o fundamento e o caminho
único para Deus. 📌 Aplicação
prática
👉
Em resumo: quando todas as vozes se calam, tradições se dissipam e
referências humanas desaparecem, Jesus permanece. Olhar somente para Ele é o
caminho seguro da fé, da salvação e da vida cristã autêntica. |
3. O aprendizado pela
experiência
A transfiguração de Jesus não foi apenas uma revelação momentânea de Sua
glória divina, mas também um ato pedagógico de Deus para formar
espiritualmente os discípulos. O que eles viram no Monte os prepararia para
compreender a cruz, a ressurreição e a vitória final de Cristo.
Veja alguns
pontos correlatos:
a) Uma experiência que fortaleceu a fé dos discípulos. Os discípulos veriam, em pouco
tempo, o mesmo Jesus ser preso, humilhado e crucificado. A visão da glória de
Cristo no monte serviu como fortalecimento antecipado da fé, para que não
tropeçassem diante do escândalo da cruz (Mt.26:31; João 16:32).
Pedro mais tarde testemunha que essa experiência não foi uma “fábula
engenhosamente inventada”, mas uma vivência real da majestade de Cristo (2Pd.1:16,17).
b) Um vislumbre do Cristo ressurreto e glorificado. A transfiguração é um prenúncio
da ressurreição e da exaltação de Jesus. A glória revelada aponta para o Cristo
triunfante, entronizado eternamente, cujo reino jamais terá fim (Hb.1:8-12; Fp.2:9-11).
O que os discípulos viram foi uma antecipação daquilo que se consumaria após a
cruz: vitória sobre a morte, autoridade universal e glória eterna.
c) Uma pedagogia divina baseada na experiência. Deus ensina não apenas por
palavras, mas também por experiências marcantes. A transfiguração foi uma aula
viva sobre quem Jesus é e sobre o destino final da obra redentora. Essa
experiência moldou a compreensão apostólica sobre a Pessoa e a missão de Cristo
(João 1:14; 1João 1:1-3).
d) Um chamado à contemplação, adoração e perseverança. Diante dessa revelação, a
resposta adequada não é apenas entendimento intelectual, mas adoração, fé e
perseverança. O autor de Hebreus nos exorta a manter os olhos fixos em Jesus,
“autor e consumador da fé” (Hb.12:2). A glória futura de Cristo sustenta o
crente nas provações presentes, lembrando-nos de que o sofrimento não é o fim,
mas o caminho para a vitória final.
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Síntese didática do item – “O aprendizado pela experiência” A transfiguração ensinou aos discípulos
que:
📌 Aplicação prática Assim como os discípulos, somos chamados
a:
👉
Quem contempla a glória de Cristo aprende a confiar nEle, mesmo nos vales da
dor. |
CONCLUSÃO
Ao longo desta Lição, fomos conduzidos à contemplação
da grandeza, da glória e da centralidade do Deus Filho. As Escrituras
testemunham de forma clara, coerente e progressiva que Jesus Cristo é
verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, possuidor de plena divindade e perfeita
humanidade, unidas em uma só Pessoa. Nele habita corporalmente toda a plenitude
da divindade (Cl.2:9), e por meio d’Ele Deus se revelou de maneira definitiva à
humanidade (João 1:18).
Vimos que a divindade do Filho se manifesta desde a
sua concepção virginal, passando pela afirmação bíblica de sua deidade
absoluta, seus atributos divinos e sua glória revelada na transfiguração. A Lei
e os Profetas testificam que Cristo é o cumprimento das promessas antigas, e a
própria voz do Pai confirma: “Este é o meu Filho amado; a Ele ouvi” (Mt.17:5). Assim,
Jesus não é apenas um mensageiro de Deus, mas o próprio Deus revelado, aprovado
e exaltado.
Também aprendemos que a missão do Deus Filho é
exclusivamente redentora. Somente Ele permaneceu no monte; somente Ele é o
mediador; somente Ele tem um sacrifício suficiente e eficaz para reconciliar o
ser humano com Deus (1Tm.2:5; Hb.9:14). A experiência da transfiguração ensinou
aos discípulos — e a nós — que a glória futura sustenta a fé no presente e
fortalece a esperança diante do sofrimento.
Dessa forma, a Lição nos chama a uma resposta
prática e espiritual: ouvir a Cristo, confiar plenamente em sua obra, adorá-lo
como Senhor e viver sob a autoridade de sua Palavra. Reconhecer Jesus como o
Deus Filho é o fundamento da fé cristã, o centro da revelação bíblica e a
garantia da nossa salvação.
Que nossa vida, doutrina e testemunho estejam
firmados nesta verdade eterna: Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Senhor
glorificado, único Salvador e Rei eterno.
Luciano de Paula Lourenço – EBD/IEADTC
Disponível em: https://luloure.blogspot.com/
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo – Palavras Chave – Hebraico e
Grego. CPAD
William Macdonald. Comentário Bíblico popular
(Antigo e Novo Testamento).
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal.
CPAD.
Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento.
CPAD.
Dicionário VINE.CPAD.
O Novo Dicionário da Bíblia. VIDA NOVA.
Rev. Hernandes Dias Lopes. Mateus. HAGNOS.
Rev. Hernandes Dias Lopes. Lucas. HAGNOS.
Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
Louis Berkhof. Teologia Sistemática.
Stanley Horton. Teologia Sistemática: uma
perspectiva Pentecostal. CPAD.

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