1º
Trimestre de 2026
A
OBRA DO FILHO
Texto Base: Filipenses 2:5-11; Hebreus 9:24-28
“Pelo
que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o
nome” (Fp.2:9).
Filipenses
2:
5.De sorte que haja em vós o mesmo sentimento
que houve também em Cristo Jesus,
6.que, sendo em forma de Deus, não teve por
usurpação ser igual a Deus.
7.Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma
de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8.e, achado na forma de homem, humilhou-se a si
mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.
9.Pelo que também Deus o exaltou soberanamente
e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,
10.para que ao nome de Jesus se dobre todo
joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11.e toda língua confesse que Jesus Cristo é o
Senhor, para glória de Deus Pai.
Hebreus
9:
24.Porque Cristo não entrou num santuário
feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora
comparecer, por nós, perante a face de Deus;
25.nem também para a si mesmo se oferecer
muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue
alheio.
26.Doutra maneira, necessário lhe fora padecer
muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos,
uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
27.E, como aos homens está ordenado morrerem
uma vez, vindo, depois disso, o juízo,
28.assim também Cristo, oferecendo-se uma vez,
para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o
esperam para a salvação.
INTRODUÇÃO
Nesta
lição, contemplaremos a grandiosa e perfeita obra realizada pelo Filho de Deus
em favor da humanidade. A Escritura revela que a obra de Cristo não foi um
acontecimento isolado, mas um plano eterno de Deus, executado com precisão
divina, amor sacrificial e poder redentor. A obra do Filho se manifesta em três
dimensões inseparáveis: sua humilhação voluntária, sua obra redentora e sua
exaltação gloriosa.
Ao
estudarmos Filipenses 2:5-11, veremos que Jesus, sendo Deus, não abriu mão de
sua divindade, mas voluntariamente esvaziou-se de sua glória, assumindo a forma
de servo e tornando-se semelhante aos homens. Sua humilhação alcançou o ápice
na cruz, onde se fez obediente até a morte, cumprindo plenamente a vontade do
Pai. Em Hebreus 9:24-28, aprenderemos que sua morte não foi simbólica nem
repetitiva, mas um sacrifício único, perfeito e suficiente para a expiação
definitiva dos pecados.
A
obra do Filho não termina na cruz. O mesmo Cristo que se humilhou foi exaltado
soberanamente pelo Pai, recebendo o nome que está acima de todo nome, para que
todo joelho se dobre e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor. Assim,
esta lição nos levará a compreender que a obra de Cristo é completa, eficaz e
eterna, sendo o único fundamento da salvação, da esperança cristã e da adoração
verdadeira.
Diante
dessa obra tão sublime, somos chamados não apenas a conhecê-la
intelectualmente, mas a responder com fé, gratidão, obediência e adoração ao
Filho de Deus, que vive para sempre e reina em glória.
I – A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO
1. A submissão de Cristo
“De
sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”
(Fp.2:5).
Podemos
compreender este item à luz do ensino pastoral e prático do apóstolo Paulo em
Filipenses 2:1–5. Paulo escreve aos filipenses chamando a igreja à
unidade, ao amor fraternal e à humildade cristã (Fp.2:1–4). O problema não era
doutrinário, mas relacional. Para corrigir isso, o apóstolo apresenta Cristo
como o modelo supremo de vida cristã. Antes de falar da obra redentora, Paulo
destaca a atitude interior de Jesus.
a)
“Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo”. Em Filipenses 2:5, Paulo afirma: “De
sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”. A
palavra grega “phroneō” indica mais do que emoção; refere-se a uma disposição
mental contínua, um modo de pensar que orienta atitudes e escolhas. Assim, ter
a mente de Cristo significa adotar voluntariamente uma postura de humildade,
obediência e serviço (1João 2:6).
b)
A submissão como expressão da humildade de Cristo. A submissão de Cristo
não foi forçada, mas voluntária. Ele escolheu obedecer ao Pai, mesmo quando
isso implicava renúncia e sofrimento (João 6:38). Em João 13:15, ao lavar os
pés dos discípulos, Jesus ensina que a verdadeira grandeza está em servir. Sua
submissão revela amor sacrificial e perfeita obediência à vontade divina.
c)
A submissão de Cristo é um padrão para a vida cristã. Essa submissão
conforma o crente ao caráter de Cristo (Mt.11:29); implica renunciar ao egoísmo
e à autossuficiência, buscando o bem do próximo acima dos próprios interesses
(Rm.12:2). O discípulo verdadeiro não apenas crê em Jesus, mas vive segundo o
seu exemplo.
A submissão de Cristo
nos ensina que a verdadeira espiritualidade se expressa em humildade prática,
obediência sincera e amor ao próximo. Ter a mente de Cristo é permitir que
nossos pensamentos, atitudes e ações sejam moldados pelo seu exemplo perfeito.
|
Síntese do item – “A submissão de Cristo” A submissão de Cristo, apresentada em
Filipenses 2:5, revela o modelo supremo de humildade cristã. O apóstolo Paulo
exorta a igreja a adotar o mesmo modo de pensar que houve em Jesus: uma
disposição interior marcada por humildade, obediência e amor sacrificial. Cristo, embora sendo Senhor, não viveu para si
mesmo, mas se colocou voluntariamente a serviço do Pai e do próximo (João
13:15). Sua submissão não foi sinal de fraqueza, mas expressão consciente de
obediência e entrega total à vontade divina. Assim, imitar a mente de Cristo significa
abandonar o egoísmo, rejeitar a soberba e viver de modo coerente com o
Evangelho, permitindo que nossa mente seja transformada segundo o padrão de
Deus (Rm.12:2). 📌 Aplicação
Prática
👉 Em resumo: seguir Jesus não é apenas crer n’Ele, mas
pensar como Ele, agir como Ele e submeter-se como Ele, para a glória de Deus
e edificação do próximo. |
2. O esvaziamento de Sua glória
“que,
sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas
aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos
homens” (Fp.2:6,7).
Este
texto é um dos mais profundos da Cristologia bíblica e revela o coração da
humilhação voluntária do Filho de Deus. O apóstolo Paulo não está descrevendo
uma perda da divindade de Cristo, mas a forma como Ele escolheu agir ao vir ao
mundo para cumprir o plano da redenção.
Veja alguns pontos
correlatos ao item:
a)
Cristo em “forma de Deus” (Fp.2:6). Paulo afirma que Jesus, “sendo em forma de
Deus”, existia plenamente na condição divina. A expressão “forma” (gr. morphē)
indica aquilo que pertence à essência, à natureza verdadeira. Ou seja, Cristo
não parecia Deus: Ele era Deus, compartilhando da mesma natureza do Pai (João
1:1; João 10:30). Portanto, antes da encarnação, Jesus já possuía glória,
autoridade e igualdade com Deus Pai (João 17:5).
b)
Igualdade com Deus não como usurpação. Paulo prossegue dizendo que Cristo “não teve
por usurpação ser igual a Deus” (Fp.2:6). Isso significa que Jesus não precisou
“se apoderar” da divindade, porque ela já lhe pertencia por direito. Diferente
de Adão, que desejou ser como Deus (Gn.3:5), Cristo já era Deus, mas não se
apegou aos privilégios dessa posição. Aqui está o contraste:
- Adão, sendo homem,
quis se exaltar;
- Cristo, sendo Deus,
escolheu se humilhar.
c)
O significado do “esvaziamento” (Kenosis). O texto afirma que Jesus “aniquilou-se
a si mesmo” (Fp.2:7). A palavra grega kenóō significa “esvaziar”,
“abrir mão”, “renunciar”. Esse esvaziamento não foi da Sua divindade, mas dos
direitos e da glória que Ele possuía junto ao Pai. Cristo não deixou de ser
Deus; Ele deixou de manifestar plenamente Sua glória divina durante sua vida
terrena (João 1:14; 2Co.8:9).
d)
Assumindo a forma de servo. O esvaziamento se concretiza quando Cristo “tomou
a forma de servo” (Fp.2:7b). Ele assumiu a natureza humana de modo real e
completo (Hb.4:15), vivendo em obediência, humildade e serviço (Mc.10:45; João
13:14,15). Jesus não veio como rei terreno, mas como servo sofredor, cumprindo
a missão redentora estabelecida pelo Pai (Is.53; João 6:38).
e)
A renúncia da glória, não da divindade. É essencial afirmar que Cristo não deixou de
ser Deus em momento algum. Ele apenas renunciou temporariamente à
manifestação visível de Sua glória, que foi plenamente restaurada após a obra
da cruz (Fp.2:9-11; João 17:5). Assim, o esvaziamento revela não fraqueza, mas amor
sacrificial, obediência perfeita e compromisso absoluto com a salvação da
humanidade.
Em suma: O
esvaziamento de Cristo ensina que o Filho eterno, sendo Deus, escolheu
humilhar-se, abrir mão de Seus privilégios e assumir a condição humana para
cumprir o plano redentor. Ele não perdeu Sua divindade, mas revelou o caráter
de Deus por meio da humildade, do serviço e da obediência.
Essa verdade
fundamenta nossa fé e define o padrão de vida cristã: a grandeza no Reino de
Deus se manifesta pela humildade e pelo serviço.
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Síntese do item – “O esvaziamento de Sua glória” O esvaziamento de Cristo (kenosis) revela a
profundidade da sua humildade e amor. Mesmo sendo plenamente Deus, possuindo
a mesma natureza e glória do Pai (Fp.2:6; João 1:1), Jesus não abriu mão da
sua divindade, mas renunciou voluntariamente aos privilégios e direitos que
lhe pertenciam. Diferente de Adão, que desejou ser como Deus (Gn.3:5),
Cristo, sendo Deus, escolheu servir. Esse esvaziamento consistiu em assumir a forma
de servo e a natureza humana (Fp.2:7; Hb.4:15), vivendo em plena obediência
ao Pai. Ele ocultou sua glória eterna por um tempo (João 17:5), submetendo-se
às limitações humanas, ao sofrimento e, posteriormente, à morte. Assim, a
kenosis não diminui Cristo; ao contrário, revela a grandeza do seu caráter,
marcado por amor sacrificial e entrega total em favor da humanidade. 📌 Aplicação Prática A “kenosis” de Cristo nos chama a uma vida de
humildade genuína. Se o Filho de Deus abriu mão de privilégios para servir,
quanto mais nós devemos renunciar ao orgulho, ao egoísmo e à busca por
status. Seguir a Cristo implica aprender a colocar os interesses do próximo
acima dos nossos (Fp.2:4), servindo com amor, mesmo quando isso exige
renúncia pessoal. Na prática cristã, isso se traduz em atitudes
simples, porém profundas: disposição para servir sem reconhecimento,
obediência à vontade de Deus mesmo quando é difícil e amor sacrificial nas
relações diárias. O exemplo de Cristo nos ensina que a verdadeira grandeza no
Reino de Deus não está em ser servido, mas em servir (Mt.20:28). Assim, ao
imitarmos o esvaziamento de Cristo, refletimos o caráter do Evangelho diante
do mundo. |
3. Obediência sacrificial até à cruz
“e,
achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e
morte de cruz” (Fp.2:8).
A
obediência de Cristo constitui o ápice de Sua humilhação voluntária e o
fundamento da obra redentora. Filipenses 2:8 apresenta o movimento final da kenosis:
da encarnação à cruz. Essa obediência não foi circunstancial, mas consciente,
contínua e plenamente alinhada à vontade do Pai.
Veja alguns pontos
correlatos ao item:
a)
A obediência como expressão da verdadeira humilhação. O apóstolo Paulo
afirma que Cristo, “achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo
obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp.2:8). A humilhação de Jesus não
foi apenas circunstancial, mas voluntária e obediente. Ele não foi
constrangido pelas circunstâncias, nem vencido por forças externas; antes,
submeteu-se livremente à vontade do Pai.
Essa
obediência não começou no Calvário, mas permeou toda a sua vida terrena, desde
a encarnação (Lc.2:51) até o cumprimento final da missão redentora. A
obediência de Cristo revela que a verdadeira humildade bíblica não é apenas uma
atitude interior, mas uma disposição prática de submissão total à vontade de
Deus (João 6:38).
b)
A profundidade da obediência: “até à morte de cruz”. Paulo enfatiza o ponto
máximo dessa obediência ao declarar que ela foi “até à morte, e morte de
cruz” (Fp.2:8b). A cruz representava a forma mais humilhante, dolorosa e
vergonhosa de execução no mundo romano (Dt.21:23; Gl.3:13). Cristo não apenas
morreu; Ele morreu da maneira mais ignominiosa, assumindo o lugar de pecadores.
Essa obediência sacrificial cumpre o propósito eterno de Deus e revela o amor
insondável do Filho: “Porque já conheceis a graça de nosso Senhor Jesus
Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre” (2Co.8:9). Assim, a
cruz não foi um acidente histórico, mas o centro do plano redentor divino (Hb.12:2).
c)
O contraste entre o primeiro e o segundo Adão. A Escritura estabelece
um contraste teológico fundamental entre Adão e Cristo. Pelo primeiro Adão, a
desobediência trouxe pecado e condenação à humanidade; pelo segundo Adão,
Cristo, a obediência perfeita trouxe justificação e vida: “Porque, como pela
desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela
obediência de um, muitos serão feitos justos” (Rm.5:19).
Enquanto
Adão buscou autonomia e exaltou a própria vontade (Gn.3:5), Cristo submeteu-se
plenamente à vontade do Pai, mesmo quando isso implicou sofrimento extremo. Sua
obediência não foi parcial, mas completa, contínua e suficiente, fundamentando
toda a obra da redenção.
d)
A obediência de Cristo como fundamento da salvação. A salvação não repousa
nos méritos humanos, mas exclusivamente na obediência substitutiva de Cristo.
Ele declarou: “Porque desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a
vontade daquele que me enviou” (João 6:38). Essa obediência culminou no
sacrifício vicário que satisfez plenamente a justiça divina.
Paulo
reafirma que a salvação é resultado da graça, não das obras humanas: “Porque
pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós” (Ef.2:8,9).
Logo, a cruz é a prova suprema de que nossa redenção é obra exclusiva do Filho
obediente.
e)
Implicações espirituais para a vida cristã. A obediência de Cristo não é apenas um
fundamento doutrinário, mas também um modelo ético e espiritual para o crente.
Assim como Cristo se ofereceu em submissão total ao Pai, somos chamados a
apresentar nossas vidas como sacrifício vivo:
“Rogo-vos,
pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em
sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm.12:1).
Seguir
a Cristo implica aceitar o caminho da obediência, da renúncia e do compromisso
com a vontade de Deus, mesmo quando isso exige sacrifício pessoal (Lc.9:23).
Enfim, a obediência sacrificial
de Cristo até à cruz revela o ápice de sua humilhação voluntária e o alicerce
eterno da nossa salvação. Ele obedeceu onde Adão falhou, sofreu onde nós
merecíamos sofrer e venceu onde a humanidade estava derrotada. Seu exemplo nos
chama não apenas à fé, mas a uma vida marcada por submissão, obediência e
entrega total a Deus.
|
Síntese do item – “Obediência sacrifical até à cruz” A Obediência sacrificial de Jesus até à cruz
destaca que a obra redentora de Cristo foi marcada por uma obediência plena, consciente
e voluntária, que se estendeu desde a encarnação até a morte na cruz
(Fp.2:8). Ao assumir a forma humana, Jesus não apenas se humilhou social e
existencialmente, mas submeteu-se integralmente à vontade do Pai, mesmo
quando isso implicou sofrimento extremo e morte vergonhosa (Hb.12:2). Essa obediência contrasta diretamente com a
desobediência do primeiro Adão, que trouxe condenação à humanidade. Cristo,
como o segundo Adão, trouxe justiça e vida por meio de sua fidelidade
absoluta ao Pai (Rm.5:19). Sua entrega não foi resultado de coerção, mas de
amor e submissão: Ele veio para fazer a vontade daquele que o enviou (João
6:38). Dessa forma, a salvação não se fundamenta em
méritos humanos, mas na obediência perfeita do Filho, aplicada a nós pela
graça mediante a fé (Ef.2:8,9). A cruz torna-se, portanto, o ápice da
humilhação e, ao mesmo tempo, o fundamento da redenção. 📌 Aplicação Prática
👉 Em resumo, a obediência sacrificial de Cristo até à cruz é o
alicerce da nossa redenção e o padrão supremo da vida cristã. Olhar para a
cruz não apenas fortalece nossa fé, mas também orienta nosso modo de viver
diante de Deus e dos homens. |
II – A OBRA REDENTORA DO FILHO
1. A ineficácia do sacerdócio levítico
No
Antigo Testamento, o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos apenas uma vez
por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur), levando sangue de animais para fazer
propiciação pelos pecados próprios e do povo (Lv.16:11-15).
Esse rito evidenciava duas grandes limitações:
- O sacerdote
também era pecador e precisava oferecer sacrifício por si mesmo.
- O sacrifício
precisava ser repetido anualmente, mostrando sua insuficiência para
remover definitivamente o pecado (Hb.9:25; 10:1-4).
Assim,
o sistema levítico tinha valor pedagógico e cerimonial, mas não redentor em
sentido pleno.
Veja alguns pontos
correlatos ao item:
a)
O caráter tipológico do sacerdócio levítico. O sacerdócio levítico não era o fim em
si mesmo, mas um tipo, uma figura que apontava para Cristo, o
verdadeiro e eterno Sumo Sacerdote (Hb.2:17; 8:5). A Lei e seus ritos
funcionavam como “sombra dos bens futuros” (Hb.10:1), preparando o povo
para compreender a obra perfeita que seria realizada pelo Filho de Deus.
Dessa
forma, o sacerdócio levítico revelava a gravidade do pecado, mas também
anunciava, de maneira profética, a necessidade de um sacrifício superior.
b)
A superioridade do sacerdócio de Cristo. Diferente dos sacerdotes terrenos,
Cristo entrou não em um santuário feito por mãos humanas, mas no Céu mesmo,
para comparecer agora por nós diante de Deus (Hb.9:24).
Ele não levou sangue alheio, mas ofereceu a si mesmo, uma única vez, obtendo
eterna redenção (Hb.9:12).
Enquanto
os sacerdotes levíticos eram muitos e passageiros, Cristo possui um sacerdócio
imutável e eterno, pois vive para sempre (Hb.7:23,24).
c)
Uma redenção plena, suficiente e definitiva. A obra sacerdotal de Cristo é eficaz
porque:
- Foi realizada uma
única vez
(Hb.9:26-28);
- Remove o pecado de forma
definitiva, não apenas o encobre;
- Garante acesso
direto
a Deus, abolindo a necessidade de sacrifícios repetidos (Hb.10:19-22).
Assim,
o sacerdócio levítico revelou sua ineficácia salvífica, enquanto o sacerdócio
de Cristo manifesta a plenitude da graça redentora de Deus.
d)
Ensinamento central para a Igreja. Este contraste ensina que a salvação não vem
por ritos, esforços humanos ou sistemas religiosos, mas exclusivamente pela
obra perfeita do Filho de Deus (Hb.7:25). Cristo é o único mediador entre Deus e
os homens (1Tm 2:5), e somente n’Ele encontramos perdão, reconciliação e vida
eterna.
Em suma: O sacerdócio
levítico foi temporário, limitado e simbólico. O sacerdócio de Cristo é eterno,
perfeito e plenamente eficaz. Nele, a redenção deixou de ser promessa e
tornou-se realidade consumada.
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Síntese do item – “A
ineficácia do sacerdócio levítico” O sacerdócio levítico, instituído por Deus no Antigo Testamento,
tinha caráter temporário, repetitivo e limitado. O sumo sacerdote precisava
entrar anualmente no Santo dos Santos, oferecendo sangue de animais
para expiação dos pecados próprios e do povo (Lv.16:11-15; Hb.9:25). Esses
sacrifícios, porém, não removiam definitivamente o pecado, apenas o cobriam
de forma provisória, revelando a insuficiência do sistema levítico. Esse sacerdócio e o santuário terreno eram figuras e sombras das
realidades celestiais (Hb.8:5). Apontavam para Cristo, o verdadeiro e eterno
Sumo Sacerdote (Hb.2:17), que não entrou em um tabernáculo feito por mãos
humanas, mas no próprio Céu, diante do Pai (Hb.8:1,2). Diferente dos
sacerdotes levíticos, sujeitos à morte e à sucessão, Cristo ofereceu uma
única vez o sacrifício perfeito, com seu próprio sangue, garantindo eterna
redenção (Hb.9:12; Hb.7:23,24). Assim, a ineficácia do sacerdócio levítico evidencia a
superioridade, suficiência e eternidade da obra redentora de Cristo. 📌 Aplicação Prática
👉 Em resumo: a
ineficácia do sacerdócio levítico nos ensina que somente Cristo salva
plenamente, e essa verdade deve moldar nossa fé, nossa prática cristã e nossa
esperança eterna. |
2. O sacrifício único
e suficiente
Na Antiga Aliança, os
sacrifícios pelos pecados eram oferecidos continuamente, pois não possuíam
eficácia plena para remover o pecado. O autor de Hebreus afirma que o sumo
sacerdote entrava repetidas vezes no santuário “com sangue alheio” (Hb.9:25) e
que a Lei possuía apenas “a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das
coisas” (Hb.10:1).
Esses sacrifícios
tinham valor tipológico e pedagógico, apontando para algo maior que ainda
viria, mas eram incapazes de purificar definitivamente a consciência humana
(Hb.10:2-4).
Veja
alguns pontos correlatos ao item:
a) A singularidade do
sacrifício de Cristo. Em contraste com o
sistema levítico, Cristo ofereceu a Si mesmo uma única vez: “Assim também
Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos” (Hb.9:28a).
A palavra grega hápax (“uma vez”) comunica a ideia de algo definitivo,
irrepetível e suficiente. O sacrifício de Jesus não precisa ser renovado, pois
Ele não apenas cobriu o pecado, mas o removeu de forma eficaz (Hb.10:10).
b) A eficácia eterna
da obra consumada. Diferente dos
sacrifícios antigos, a obra de Cristo possui alcance eterno. Sua oferta
foi perfeita em natureza, valor e resultado, garantindo redenção completa aos
que creem (Hb.9:12). Na cruz, Jesus declarou: “Está consumado” (João 19:30), confirmando
que nada mais precisava ser acrescentado à obra da salvação. Não há complemento
humano, ritual ou mérito pessoal que possa aperfeiçoar aquilo que já foi
plenamente realizado por Cristo.
c) O livre acesso à
presença de Deus. Com a morte de Jesus,
o véu do templo foi rasgado de alto a baixo (Mt.27:51), simbolizando que a
separação entre Deus e o homem foi removida. Agora, por meio de Cristo, temos livre
acesso ao Pai (Hb.10:19-22). Essa realidade reforça que não existe outro meio
de salvação além de Jesus: “E em nenhum outro há salvação” (Atos 4:12).
d) Cristo como
fundamento exclusivo da salvação. A
salvação não é alcançada por rituais religiosos ou esforço humano, mas pela fé
na obra completa do Filho de Deus. Cristo não é parte do caminho — Ele é o
caminho (João 14:6). O Calvário é suficiente, final e absoluto. Por isso,
afirmamos com convicção: Jesus é tudo!
Em suma: O sacrifício de Cristo é único, porque aconteceu
uma só vez; suficiente, porque remove plenamente o pecado; e eterno, porque
seus efeitos nunca se esgotam. Diferente dos sacrifícios da Antiga Aliança, a
obra do Filho não precisa ser repetida, pois nela Deus reconciliou consigo o
mundo.
|
Síntese
do item – “O sacrifício único e suficiente” O ensino bíblico apresenta um contraste claro entre os sacrifícios
da Antiga Aliança e a obra redentora de Cristo. No sistema levítico, os
sacrifícios eram repetidos continuamente porque eram incapazes de remover
definitivamente o pecado (Hb.9:25; 10:1-4). Eles apontavam para algo maior que
ainda viria. Em Cristo, esse limite é superado. Sua morte foi única,
suficiente e definitiva: Ele se ofereceu “uma vez” (gr. hápax) para
tirar os pecados de muitos (Hb.9:28). Essa expressão enfatiza o caráter
completo e eterno de sua obra (Hb.10:10). Ao declarar “Está consumado” (João
19:30), Jesus confirmou que nada mais precisava ser acrescentado ao plano da
salvação. Com sua morte, o véu do templo foi rasgado (Mt.27:51), simbolizando
o livre acesso do ser humano à presença de Deus. A salvação, portanto, não
depende de rituais, méritos humanos ou novas ofertas, mas exclusivamente da
fé na obra consumada de Cristo (At.4:12). O Calvário é plenamente suficiente
— Jesus é tudo o que o pecador necessita. 📌 Aplicação
Prática
👉 Em suma: quem compreende a suficiência do sacrifício de
Cristo vive com fé segura, coração agradecido e compromisso fiel com o
Evangelho. |
3. A substituição vicária
A
substituição vicária é um dos pilares centrais da doutrina da redenção. Ela
revela como Deus, em sua justiça e amor, resolveu o problema do pecado por meio
da obra sacrificial de Cristo.
Veja alguns pontos
correlatos ao item:
a)
O significado bíblico da substituição vicária. A palavra “vicária”,
derivada do latim vicarius, significa “em lugar de outro”.
Biblicamente, isso aponta para a verdade de que Cristo morreu no lugar do
pecador, assumindo uma penalidade que não era Sua. A Escritura afirma que o
pecado exige punição, pois Deus é justo e não pode simplesmente ignorá-lo
(Rm.3:26; Rm.5:21). A justiça divina requer satisfação, e essa satisfação não
poderia ser alcançada pelo próprio homem, corrompido pelo pecado.
b)
A justiça de Deus e a necessidade do sacrifício. A substituição vicária
está diretamente ligada à justiça de Deus. Em Romanos 3:26, Paulo afirma que
Deus é “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. Isso
significa que Deus não anulou Sua justiça para salvar o pecador; antes, a
satisfez plenamente em Cristo. Por essa razão, Deus “não poupou o seu
próprio Filho, antes, por todos nós o entregou” (Rm.8:32). Jesus assumiu
voluntariamente a penalidade que era devida a nós, tornando-se nosso substituto
perfeito.
c)
A tipologia do sistema sacrificial da Lei. No Antigo Testamento, os sacrifícios de
animais apontavam simbolicamente para a substituição. O animal morria no lugar
do ofertante, representando a transferência da culpa. No entanto, esses
sacrifícios eram insuficientes para remover o pecado, pois “é impossível que o
sangue de touros e de bodes tire pecados” (Hb.10:4). Essas ofertas eram apenas sombras
e figuras, preparando o caminho para o sacrifício definitivo de Cristo
(Hb.8:5).
d)
Cristo, o substituto perfeito e definitivo. Em Cristo, a substituição vicária
alcança sua plenitude. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo
(João 1:29). O autor de Hebreus declara que Jesus “uma vez se manifestou, para
aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hb.9:26b). Diferente dos
sacrifícios levíticos, a oferta de Cristo é:
- Única (Hb.9:28);
- Perfeita (Hb.10:10);
- Definitiva e
eterna.
Na
cruz, Cristo não apenas sofreu conosco, mas sofreu por nós, em nosso lugar,
carregando a culpa, a condenação e o castigo que nos pertenciam (Is.53:4-6).
e)
Implicações espirituais da substituição vicária. A substituição vicária
não é apenas uma doutrina teológica, mas uma verdade que transforma a vida
cristã. O apóstolo Paulo afirma: “E ele morreu por todos, para que os
que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e
ressuscitou” (2Co.5:15).
A
redenção em Cristo nos chama a uma vida de:
- Gratidão;
- Adoração;
- Consagração;
- Serviço fiel ao
Senhor.
Enfim, a substituição vicária revela o
equilíbrio perfeito entre a justiça e o amor de Deus. Na cruz, Cristo assumiu o
nosso lugar, pagou a nossa dívida e abriu o caminho da reconciliação com Deus.
Não há outro sacrifício, não há outro mediador, não há outro meio de salvação.
Jesus é o Substituto perfeito, suficiente e eterno.
|
Síntese do item – “A substituição vicária” A substituição vicária ensina que Cristo morreu
em lugar do pecador, assumindo voluntariamente a penalidade que a justiça
divina exigia. O pecado não pode ser ignorado por Deus, pois Ele é justo (Rm.3:26;
Rm.5:21). Por isso, o Pai entregou o Filho para morrer por nós (Rm.8:32). No Antigo Testamento, os sacrifícios de animais
apenas prefiguravam essa substituição, mas eram incapazes de remover o pecado
de forma definitiva (Hb.10:4). Em Jesus, o Cordeiro de Deus, a substituição
se cumpre de maneira perfeita, única e eterna: Ele se ofereceu uma vez por
todas para aniquilar o pecado (Hb.9:26). Assim, a salvação não é fruto de méritos
humanos, mas resultado direto do sacrifício de Cristo, que morreu para que
vivêssemos para Ele (2Co.5:15). 📌 Aplicação Prática
👉 Em síntese, viver à luz da substituição vicária é viver com
gratidão, obediência e missão, conscientes de que “Jesus morreu por nós, para
que vivamos para Ele”. |
III – A EXALTAÇÃO GLORIOSA DO FILHO
1. Recebido à destra do Pai
A
exaltação de Cristo não ocorre de forma isolada, mas como consequência direta
de sua humilhação e obediência perfeita. O texto afirma: “Pelo que também Deus
o exaltou soberanamente” (Fp.2:9a), conectando essa exaltação à obediência
sacrificial descrita anteriormente (Fp.2:8). O Pai honra o Filho porque Ele
cumpriu integralmente a sua missão redentora. Essa dinâmica revela um princípio
espiritual: no Reino de Deus, a humilhação precede a exaltação (cf. Mt.23:12;
Tg.4:10).
O
verbo grego “hyperýpsōsen” (“exaltou soberanamente”) indica uma elevação
suprema, acima de toda medida possível. Cristo não foi apenas restaurado ao
estado anterior, mas recebeu uma posição singular e absoluta no universo. Sua
exaltação ultrapassa qualquer autoridade criada, pois Ele foi colocado acima de
todo nome, poder e domínio (Ef.1:20-22). Isso confirma que Jesus reina com
autoridade universal, tanto nos céus como na terra.
Veja alguns pontos
correlatos ao item:
a)
À destra do Pai: lugar de honra, autoridade e soberania. Estar “à destra do
Pai” não é uma referência geográfica, mas teológica. Esse lugar simboliza
honra, poder e autoridade suprema. Hebreus afirma que Cristo, “havendo feito
por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade
nas alturas” (Hb.1:3). O fato de estar assentado indica que sua obra redentora
está completa e plenamente aceita pelo Pai (Jo.17:4,5).
b)
O Filho entronizado e reconhecido pelo Pai. Diferente dos sacerdotes levíticos, que
permaneciam de pé por causa da repetição constante dos sacrifícios (Hb.10:11),
Cristo assentou-se no trono. Isso expressa o reconhecimento divino da eficácia
plena e definitiva da obra do Filho. Ele não apenas voltou ao céu, mas foi
entronizado como Senhor glorificado (Fp.3:21).
c)
A exaltação de Cristo e seus efeitos para a Igreja. A exaltação do Filho
tem implicações diretas para os crentes. Por estar à destra do Pai, Cristo
garante nosso acesso à presença de Deus e exerce contínua intercessão em nosso
favor: “é também quem intercede por nós” (Rm.8:34). Além disso, Ele reina como
o soberano absoluto, o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16),
assegurando à Igreja vitória final, esperança eterna e plena confiança na
salvação.
Enfim, a exaltação do Filho confirma que sua
humilhação não foi derrota, mas caminho para a glória. Cristo reina hoje como
Senhor soberano, intercessor fiel e Rei eterno. Sua posição à destra do Pai é a
garantia de que a obra da redenção foi concluída, aceita e eternamente eficaz.
|
Síntese do item – “Recebido à destra do Pai” A exaltação de Cristo à destra do Pai é o
resultado direto de Sua humilhação voluntária e obediência perfeita até à
morte de cruz (Fp.2:8,9). O Pai O exaltou soberanamente, conferindo-Lhe a
posição suprema no Universo. Assentado à destra de Deus, Jesus exerce
autoridade, glória e soberania absolutas (Hb.1:3). Essa posição não é apenas
honrosa, mas funcional: ela confirma que Sua obra redentora foi plenamente
aceita (Jo.17:4,5). Além disso, Cristo intercede continuamente pelos salvos
(Rm.8:34) e reina eternamente como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap.19:16),
garantindo acesso seguro à presença de Deus para todos os que creem. 📌 Aplicação Prática
|
Em Filipenses 2:9b,
Paulo afirma que Deus concedeu a Cristo “um nome que é sobre todo nome”. Na mentalidade
bíblica, nome não se limita a uma designação verbal, mas expressa identidade,
caráter, autoridade e posição. Assim, receber um nome superior significa
receber suprema autoridade e reconhecimento universal. Esse princípio é
confirmado em Efésios 1:21, onde Cristo é exaltado acima de todo principado,
potestade, poder e domínio, tanto no presente século quanto no futuro
(Ef.1:21a,b).
Veja
alguns pontos correlatos ao item:
a) A exaltação acima
de toda autoridade criada. A declaração paulina
aponta para a supremacia absoluta de Cristo sobre todas as esferas da
existência: celestial, terrena e espiritual. Nenhuma autoridade humana,
angelical ou demoníaca pode se comparar ao seu senhorio (1Pedro 3:22). Cristo
reina soberano sobre o bem e o mal, sobre o visível e o invisível. Sua
exaltação não é local nem temporária, mas cósmica e eterna, confirmando
que Ele é o Senhor absoluto da criação (Cl.1:16-18).
b) O Nome como
expressão de poder e senhorio. O
Nome de Jesus não é apenas objeto de veneração devocional, mas fonte real de
poder espiritual. Em Atos 4:12, a Escritura afirma que “não há salvação em
nenhum outro nome”. Esse Nome carrega autoridade para salvar, libertar e
transformar vidas. Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus
Cristo é o Senhor (Fp.2:10,11), reconhecendo sua soberania universal.
c) A autoridade do
Nome delegada à Igreja. O Cristo exaltado
compartilha, de forma delegada, a autoridade do seu Nome com a Igreja. Jesus
afirmou que os que cressem nele expulsariam demônios, curariam enfermos e
proclamariam o Evangelho em seu Nome (Marcos 16:17,18). Isso não significa
autonomia humana, mas atuação em submissão ao Senhor exaltado. A Igreja age em
missão porque está debaixo da autoridade daquele cujo Nome está acima de todo
nome (Mt.28:18-20).
d) Implicações
doutrinárias e espirituais. Reconhecer que Jesus
possui um Nome sobre-excelente implica confessá-lo não apenas como Salvador,
mas como Senhor. Essa verdade combate qualquer tentativa de relativizar Cristo
ou colocá-lo no mesmo nível de líderes religiosos ou sistemas espirituais. Ele
é único, incomparável e soberano (Ap.19:16).
|
Síntese do
item – “Um Nome acima de todo nome” O “Nome acima de todo nome” revela que Jesus Cristo foi exaltado à
posição suprema do Universo, possuindo autoridade absoluta sobre todas as
coisas. Esse Nome expressa sua identidade divina, seu senhorio eterno e o
poder salvador que opera na vida da Igreja. 📌 Aplicação
prática A Igreja deve viver e ministrar com reverência, fé e submissão
ao Nome de Jesus. Cada cristão é chamado a invocar esse Nome com confiança,
não como fórmula, mas como expressão de relacionamento com o Senhor exaltado.
Ao mesmo tempo, somos desafiados a viver de modo digno desse Nome,
testemunhando com palavras e atitudes que Jesus Cristo é, de fato, o Senhor
de nossas vidas. |
3. Soberania universal
e retorno triunfal
O apóstolo Paulo
afirma que, diante do nome de Jesus, “se dobre todo joelho” (Fp.2:10).
Essa declaração revela que a soberania de Cristo é universal, abrangendo céus,
terra e regiões inferiores. Não existe esfera da criação fora do seu domínio.
Pedro confirma essa verdade ao declarar que Deus Pai fez Jesus “Senhor e
Cristo” (At.2:36). Cristo não reina apenas sobre a Igreja, mas sobre toda a
criação, sobre autoridades espirituais, poderes terrenos e realidades futuras
(Ef.1:21).
Veja
alguns pontos correlatos ao item:
a) A confissão
universal do senhorio de Cristo. A
Escritura ensina que “toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor” (Fp.2:11).
Essa confissão ocorrerá de duas formas distintas:
- Confissão voluntária, feita por aqueles que, pela fé,
reconhecem Jesus como Senhor e Salvador nesta vida (Rm.10:9,10). Essa
confissão resulta em salvação, reconciliação e vida eterna.
- Confissão compulsória, feita por aqueles que rejeitaram
Cristo, mas que O reconhecerão como Senhor no dia do juízo (Rm.14:11).
Aqui, a confissão não será para salvação, mas para o reconhecimento da
justiça e soberania divina.
Essa verdade demonstra
que ninguém poderá negar eternamente a autoridade de Cristo.
b) O retorno triunfal
do Filho. O escritor aos Hebreus
afirma que Cristo “aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para
salvação” (Hb.9:28). Essa segunda vinda não será em humilhação, como na
primeira, mas em glória, poder e majestade (Mt.24:30).
Jesus retornará como
Rei triunfante, cumprindo sua promessa de buscar a sua Igreja (João 14:2,3).
Esse retorno culminará no estabelecimento pleno do Reino de Deus, quando “os
reinos do mundo vierem a ser do nosso Senhor e do seu Cristo” (Ap.11:15).
c) Glória eterna:
salvação ou juízo. A glória de Cristo
será reconhecida por todos, mas com desfechos diferentes:
- Para os salvos, será dia de redenção, alegria e
comunhão eterna.
- Para os ímpios, será dia de juízo, prestação de contas
e condenação justa.
Essa realidade
ressalta que o senhorio de Cristo é inescapável: Ele reina agora e reinará para
sempre.
Portanto, a soberania
universal de Cristo e seu retorno triunfal revelam que a história caminha para
um desfecho glorioso, no qual Jesus será publicamente reconhecido como Senhor
absoluto. A Igreja vive entre a exaltação já consumada e a manifestação final
desse Reino eterno, aguardando com esperança a volta do Rei dos reis.
|
Síntese do item – “Soberania universal e retorno
triunfal” Conforme Filipenses 2:10,11, chegará o dia em que todos os seres —
nos céus, na terra e debaixo da terra — se dobrarão diante do nome de Jesus,
reconhecendo-o como Senhor. Essa soberania já é uma realidade estabelecida
por Deus (Atos 2:36), embora ainda não plenamente manifesta a todos. A confissão de que “Jesus Cristo é o Senhor” acontecerá de duas
formas:
O comentário também destaca a dimensão escatológica dessa soberania.
Cristo não apenas reina, mas retornará triunfalmente. Hebreus 9:28 afirma que
Ele voltará para salvar os que o aguardam, e essa vinda será marcada por
glória, poder e juízo (Mateus 24:30). Para a Igreja, esse retorno é esperança
e redenção; para o mundo incrédulo, será prestação de contas. No fim, Cristo
reinará eternamente, e o seu senhorio será plenamente reconhecido (Apocalipse
11:15). 📌 Aplicação
Prática
👉 Em resumo, o assunto deste item nos chama a viver agora
aquilo que um dia será reconhecido por todos: Jesus Cristo é o Senhor,
soberano, glorioso e triunfante. A pergunta prática é: estamos vivendo
hoje como súditos fiéis do Rei que voltará? |
CONCLUSÃO
Ao
longo desta lição, contemplamos a grandiosidade e a profundidade da Obra do
Filho de Deus, revelada de forma progressiva e harmoniosa nas Escrituras. Vimos
que a obra de Cristo se desenvolve em três movimentos inseparáveis: humilhação
voluntária, redenção perfeita e exaltação gloriosa.
Na
humilhação, o Filho eterno esvaziou-se de sua glória, assumiu a forma de servo
e foi obediente até à morte de cruz (Fp.2:6–8). Essa atitude revela não apenas
a sua missão redentora, mas também o modelo supremo de humildade, submissão e
amor sacrificial. Cristo não perdeu sua divindade, mas abriu mão de seus
privilégios para salvar a humanidade caída.
Na
obra redentora, aprendemos que o sacrifício de Jesus é único, suficiente e
definitivo. Diferente do sacerdócio levítico, limitado e repetitivo, Cristo
ofereceu a si mesmo, uma vez por todas, como sacrifício vicário pelos pecados
(Hb 9:12,28). Sua morte satisfez plenamente a justiça divina e garantiu eterna
redenção aos que creem, confirmando que a salvação é pela graça, mediante a fé,
e não por obras (Ef.2:8,9).
Por
fim, na exaltação gloriosa, o Pai exaltou soberanamente o Filho, dando-lhe um
Nome acima de todo nome e colocando-o à sua destra, como Senhor absoluto do
Universo (Fp.2:9–11). Hoje, Cristo reina, intercede por nós e governa sobre
todas as coisas, aguardando o dia do seu retorno triunfal, quando toda língua
confessará que Ele é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Assim,
a Lição 07 nos conduz a uma certeza inabalável: a obra do Filho é completa,
perfeita e eterna. Diante dessa verdade, somos chamados não apenas a crer, mas
a viver em obediência, adoração e esperança, servindo a Cristo com gratidão,
aguardando a sua gloriosa volta e proclamando que Jesus Cristo é o Senhor, para
sempre.
Luciano de Paula
Lourenço
– EBD/IEADTC
Disponível
em: https://luloure.blogspot.com/
Referências Bibliográficas:
Bíblia
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Bíblia
de estudo – Aplicação Pessoal.
Bíblia
de Estudo – Palavras Chave – Hebraico e Grego. CPAD
William
Macdonald. Comentário Bíblico popular (Antigo e Novo Testamento).
Comentário
do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.
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Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. CPAD.
Dicionário
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Teologia
Sistemática Pentecostal. CPAD.
Louis
Berkhof. Teologia Sistemática.
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Horton. Teologia Sistemática: uma perspectiva Pentecostal. CPAD.

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