sábado, 14 de fevereiro de 2026

CARNAVAL: A ILUSÃO DA ALEGRIA SEM DEUS

 


A alegria prometida pelo carnaval é breve e ilusória; somente em Deus o coração encontra plenitude duradoura.

Em determinados momentos, o ser humano busca o anonimato como forma de fuga. Deseja libertar-se, ainda que por um curto período, das responsabilidades, da disciplina e dos limites morais. No carnaval, a máscara deixa de ser apenas um adereço festivo e passa a simbolizar algo mais profundo: a tentativa de esconder a própria consciência, silenciar a voz interior e experimentar uma alegria sem compromisso. Contudo, essa liberdade é enganosa e passageira. Os dias de euforia passam rapidamente e, invariavelmente, ao prazer descontrolado segue-se a ressaca — não apenas do corpo, mas da alma. O que permanece é o vazio, a irritação, a sensação de monotonia e um gosto amargo de frustração.

Ainda que o folião, por trás da máscara, se esconda na multidão ou se perca na balbúrdia, há uma verdade que não pode ser anulada: existe um Deus que vê além das máscaras. Nenhuma fantasia, nenhuma escuridão e nenhum anonimato são capazes de ocultar o coração diante d’Ele. O Salmo 139 afirma que o Senhor sonda e conhece, acompanha cada passo e percebe até os pensamentos mais íntimos. Não há fuga possível de Sua presença. Mesmo quando alguém imagina estar encoberto pelas trevas, para Deus não há diferença entre luz e escuridão. Assim, ainda que ninguém reconheça o rosto por trás da máscara, Deus reconhece a pessoa, conhece suas intenções e sabe exatamente tudo o que é feito.

Essa realidade conduz a uma reflexão inevitável: como fica o coração depois que a festa termina? A alegria prometida revela-se superficial e breve. O tempo da folia chega vestido de cores, música e entusiasmo, mas sempre é seguido por sombras de aflição, dores de consciência, sofrimento interior e, muitas vezes, desespero. A máscara cai, e a alma se vê diante da própria fragilidade. É nesse ponto que se impõe uma verdade libertadora: feliz é aquele que permite que sua máscara caia diante de Deus hoje. Diferente do desmascaramento do juízo, o desmascaramento pela graça não destrói; ele cura.

Deus oferece uma alegria que não depende de encenação nem se esgota com o fim de um evento. Trata-se de uma alegria verdadeira, profunda e permanente, capaz de acompanhar a vida cotidiana. Para aqueles que se sentem sujos, manchados pelo pecado, decepcionados e vazios, a Escritura apresenta um convite claro e cheio de esperança: vir a Jesus Cristo, o Filho de Deus. O amor divino, manifestado na entrega de Cristo, oferece vida eterna; Seu sangue purifica de todo pecado; Suas promessas asseguram perdão, restauração e redenção. O mesmo Deus que tudo vê é aquele que apaga as transgressões e chama o pecador ao arrependimento.

Em muito breve, todas as pessoas comparecerão diante de Deus, e nenhuma máscara permanecerá. Toda justiça própria, orgulho e altivez serão removidos, e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Diante dessa certeza, o apelo é urgente e essencial: deixar-se desmascarar hoje pela graça é escolher não ser desmascarado amanhã pelo juízo. Aceitar agora o perdão oferecido em Cristo é iniciar uma nova vida com Deus — uma vida verdadeira, reconciliada e livre da vergonha eterna.

Quando as máscaras caem diante de Deus, não resta desespero, mas a possibilidade real de uma vida transformada, marcada por autenticidade, esperança e uma alegria que não termina quando a festa acaba.

 

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