domingo, 12 de agosto de 2018

Aula 08 – A SOBRIEDADE NA OBRA DE DEUS


3º Trimestre/2018

Texto Base: Levítico 10:8-11; 1Timóteo 3:1-3

 “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Ef.5:18).
INTRODUÇÃO
Nesta Aula trataremos da Sobriedade na Obra de Deus. Sóbrio é aquele que está sem nenhum distúrbio físico ou mental por uso de qualquer substância inebriante. É aquela pessoa que não se encontra sob o efeito do álcool, que não é alcoólatra. Sóbrio, portanto, é estar no pleno controle de si mesmo. Se não nos dominarmos a nós mesmos, o que só é possível mediante a ação do Espírito Santo em nossas vidas, seremos dominados pelo pecado da ebriedade.
Na Aula anterior, estudamos a respeito do juízo de Deus sobre Nadabe e Abiú, os quais foram irreverentes ao apresentarem “fogo estranho” no altar do Incenso” (Lv.10:1,2). Possivelmente, esses dois sacerdotes não estavam sóbrios quando do cumprimento de suas obrigações no Tabernáculo Santo. Tal afirmação tem como fundamento o fato de que, logo após o juízo divino, Moisés tratou a respeito da proibição do vinho para os sacerdotes, quando estivessem ministrando no Santo Tabernáculo (Lv.10:8-11). O sacerdote precisava julgar com equidade, e para isso era necessário que ele estivesse sóbrio; ele não deveria fazer uso de vinho, pois o álcool afetaria os seus sentidos e o seu raciocínio lógico. Está escrito: "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio”(Pv.20:1). Na Nova Aliança, um dos pré-requisitos bíblicos para o ministério é, precisamente, o da sobriedade (cf. 1Tm.3:3; Tt.1:7).
O apóstolo Paulo adverte: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados...herdarão o Reino de Deus” (1Co.6:10).
O apóstolo Pedro exorta: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (2Pd.5:8).
O apóstolo Paulo exorta: “E não vos embriagueis com vinho [...]” (Ef.5:18). “Sê sóbrio em tudo [...] (2Tm.4:5).
Portanto, na Obra de Deus, o ministro tem de ser um exemplo de temperança, sobriedade e domínio próprio.
I. O VINHO NA HISTÓRIA SAGRADA
A cultura dos hebreus tinha o vinho como bebida principal, tanto que Jesus transformou a água em vinho em uma festa de casamento; contudo, a Palavra de Deus tem várias advertências contra o excesso que leva a embriaguez. O seu mau uso levou homens santos a cometerem escândalos, torpezas e até crimes, haja vista os casos de Noé, Ló e Davi. As nações pagãs ao redor de Israel tinham o costume da embriaguez, mas o povo de Deus deveria ser santo, distinto, separado a fim de que fosse exemplo e manifestasse a grandeza e a santidade do Senhor.
1. A embriaguez de Noé.E bebeu do vinho e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda” (Gn.9:21). É a primeira vez que a bebida alcoólica é falada na Bíblia e é coisa ruim, e continua sendo ruim na Bíblia toda. Noé, além de um excelente marceneiro, era lavrador. Ele plantou uma vinha (Gn.9:20): “E começou Noé a ser lavrador da terra e plantou uma vinha”. Esta é a primeira vez que a produção de vinho é aludida na Bíblia. Juntamente com a vinha, o patriarca constrói uma adega. E, com a ciência que trouxera da primeira civilização, põe-se a vinificar suas uvas. Desenvolvendo a enologia, produz a primeira safra de vinho da nova civilização. Mas essa sua nova atividade trar-lhe-ia constrangimento e desintegração espiritual ao lar.
Noé, o grande herói da fé, caiu no pecado de embriaguez em seu próprio lar; ficou nu dentro de sua tenda. Este ato foi um mau exemplo para sua família; trouxe desgraças para um dos seus netos, Canaã. Isto nos alerta que os longos anos de fidelidade não garantem que o homem seja imune a tentações novas.
Segundo George Herbert Livingston, Noé pode ter sido inocente, não conhecendo o efeito que a fermentação causa no suco de uva nem o efeito que o vinho fermentado exerce no cérebro humano. Isto, porém, não impediu que a vergonha entrasse no círculo familiar. Perdendo os sentidos, Noé tirou a roupa e se deitou nu. A nudez era detestada pelos primitivos povos semíticos, sobretudo pelos hebreus que a associavam com a libertinagem sexual (cf. Lv.18:5-19; 20:17-21).
As consequências da embriaguez de Noé foram terríveis para a sua vida (Gn.9:21). Perdeu a sua dignidade de pai de família, perdeu o respeito do seu filho mais novo, Cão; de bênção para todos os homens, passou a ser instrumento de maldição para seu próprio neto. Esta é a degradação trazida pela bebida alcoólica, pelas substâncias entorpecentes em geral; devemos não só evitar usá-las, como também ter uma participação mais ativa na sociedade para a diminuição dos seus efeitos deletérios na comunidade.
Martyn Lloyd-Jones, médico e pastor, disse: “O vinho e o álcool, farmacologicamente falando, não são estimulantes, mas depressivos. O álcool sempre está classificado na farmacologia entre os depressivos. O álcool é um ladrão de cérebros. A embriaguez, deprimindo o cérebro, tira do homem o autocontrole, a sabedoria, o entendimento, o julgamento, o equilíbrio e o poder para avaliar as coisas. Ou seja, a embriaguez impede o homem de agir de maneira sensata”.
O Rev. Hernandes Dias Lopes disse: “O resultado da embriaguez é a dissolução. As pessoas que estão bêbadas entregam-se a ações desenfreadas, dissolutas e descontroladas. Perdem o pudor e a vergonha, profanam a vida e envergonham o lar. Trazem desgraças, lágrimas, pobreza, separação e opróbrio à família. Buscam uma fuga para seus problemas no fundo de uma garrafa, mas o que encontram é apenas um substituto barato, falso, maldito e artificial para a verdadeira alegria. A embriaguez leva à ruina”.
A orientação bíblica é de abstinência de toda imundícia, inclusive de substâncias entorpecentes - “... renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente” (Tt.2:12).
2. A devassidão das filhas de Ló.Vem, demos a beber vinho a nosso pai e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos semente de nosso pai” (Gn.19:32). Nos tempos de Abraão, o vinho embriagante contribuiu para o incesto que resultou em gravidez nas filhas de Ló.
Ló era homem justo (2Pd.2:8) que teve um fim trágico e deprimente. Ele perdeu tudo o que tinha por causa da concupiscência. Ele perdeu filhos, esposa, reputação, caráter; no fim, se acabou na desgraça. A última vez que vemos Ló no Velho Testamento é numa situação deprimente: ele está morando numa caverna depois de ficar bêbado e ter cometido incesto com as suas próprias filhas. A vida de Ló se tornou em um desastre após o outro. Ele saiu de Betel com a esposa, filhos, gado, ovelhas, tendas, empregados, riqueza; mas se acabou sem nada, numa caverna, embriagado, e vítima de conspiração pecaminosa empreendida pelas próprias filhas.
As filhas de Ló tinham muitas desculpas para a conspiração pecaminosa que empreenderam. Elas não tinham nenhuma esperança de maridos. Os filhos eram uma proteção para os velhos e sem eles o nome da família desapareceria, pois não haveria descendentes. O pecado delas teve prosseguimento, e foi motivado pela falta de fé de que Deus iria suprir suas necessidades, e também pela ausência de padrões morais. Os filhos desse incesto foram os ancestrais de duas nações (Moabe, pai dos Moabitas; e Ben-Ami, pai dos Amonitas – Gn.19:37,38) que se tornaram um problema habitual para Israel.
As filhas de Ló foram culpadas do pecado do incesto; e Ló, do pecado de embriaguez. Sem dúvida, o convívio achegado dessas jovens com os ímpios habitantes de Sodoma, tolerado por seu pai (Gn.19:14), fê-las adotar baixos padrões morais de conduta. Por Ló ser indulgente com a impiedade, ele perdeu a família e teve uma descendência ímpia. Ló tornou-se um exemplo de pai crente, cuja fé e perseverança bastaram para ele se salvar, mas não para salvar a sua família. Aprendeu, tarde demais, que o verdadeiro caminho da fé é ensinar nossa família a separar-se do mal, e não amar o mundo (1João 2:15,17; ver 2Co.6:14). Há muitas lições em tudo isso:
·        A vida que não é vivida de acordo com a direção de Deus é como desmoronar montanha abaixo.
·        Se nós criamos nossos filhos da mesma maneira que o mundo cria, não devemos nos surpreender se eles aprenderem os caminhos do mundo.
·        A embriaguez é um grande pecado que abre a porta para pecados ainda maiores.
Destaques interessantes
- As filhas de Ló, embora já estivessem noivas, ou prometidas em casamento, não estavam grávidas e nem eram mães solteiras. Na declaração feita por Ló, ficou claro que elas eram virgens – “E disse: meus irmãos, rogo-vos que não façais mal. Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conhecem varão...” (Gn.19:8).
- Lá em Sodoma, ao que parece, havia um considerável resquício de moralidade entre o povo, e a família era uma instituição séria. A autoridade paterna era respeitada. Na “Sodoma” destes “últimos dias” os pais nem mesmo podem, caso quisessem, exercer a autoridade bíblica sobre seus filhos.
- Lá em Sodoma, os filhos obedeciam e acreditavam em seus pais. Vemos isto no episódio que envolveu os futuros genros de Ló. Eles não acreditaram que a cidade seria destruída – “Então, saiu Ló, e falou a seus genros, aos que haviam de tomar as suas filhas, e disse: levantai-vos; sai deste lugar, porque o Senhor há de destruir a cidade. Foi tido, porém, por zombador aos olhos de seus genros”(Gn.19:14). Contudo, as filhas de Ló, certamente duas jovens de tenra idade, deixaram seus noivos e acompanharam seus pais. Não sabemos se por pura obediência, ou por confiança de que o pai sabia o que estava fazendo. É até possível que elas não estivessem entendendo nada daquilo que Deus ia fazer, mas, a obediência, ou a confiança no velho pai, garantiu a sobrevivência delas. Na “Sodoma” destes “últimos dias”, ao que parece, o relacionamento entre pais e filhos está pior do que na Sodoma de Ló. Hoje os pais são tidos como “quadrados” e os filhos pensam estar sempre com a razão.
- Os fatos sociais dos últimos dias, em temos do declínio espiritual, em termos da degeneração moral dos costumes, em termos de decadência social, com certeza, não encontram paralelos na história de qualquer época. Por certo estamos vivendo naqueles dias preditos por Paulo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobreviverão tempos trabalhosos”(2Tm.3:1). Por certo que estamos também naqueles dias da multiplicação da iniquidade, referidos por Jesus: ”E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará”(Mt.24:12).
3. O vinho como instrumento de corrupção. Temos um exemplo emblemático na Bíblia Sagrada: o do rei Davi. Este, certa feita, ao invés de ir adiante do seu exército na batalha, conforme fizera antes, ficou em Jerusalém; foi tomado de uma indolência que não demorou a levá-lo ao colapso moral e espiritual. Sua vida de conforto e luxo como rei desenvolveu nele a autoconfiança e o tornou uma pessoa descomedida.
Quando deixamos de fazer aquilo que nos é incumbido fazer, notadamente quando servimos a Deus, armamos uma arapuca para nós mesmos. Ao ficar no palácio em vez de sair à guerra, Davi ficou à mercê do adversário do povo de Deus que, sabedor da fraqueza de Davi para com as mulheres, armou-lhe uma astuta cilada. Davi caiu nos ardis do Diabo. Adulterou. Não podemos ignorar os ardis do inimigo (2Co.2:11).
Quando soube que Bate-Seba estava grávida, ele chamou Urias para dar noticias da guerra, e em seguida ofereceu-lhe um presente e deu-lhe licença para ir a sua própria casa (2Sm.11:6-8). Tudo era mentira, engano, logro. Ele achou possível esconder seu pecado, enganando o próprio marido traído. Urias não facilitou o plano de Davi. Por ser um soldado dedicado, ele recusou tirar férias quando os colegas estavam na batalha.
Não dando certo a tática anterior, Davi parte para agressão moral de Urias: embriaga o seu fiel soldado; Davi usou o vinho para corromper um de seus heróis mais notáveis. Ele ofereceu um banquete a Urias com vinho embriagante (2Sm.11:12,13). Foi uma armadilha enganadora para que ele fosse a sua casa para se deitar com Bate-Seba e, assim, encontrar justificativa para Davi encobrir o seu pecado. O texto sagrado, porém, afirma que Urias “não desceu à sua casa” (2Sm.11:13). Se o seu plano houvesse dado certo, aquela criança ficaria na conta de Urias, o heteu.
Frustrado, Davi avançou das mentiras ao homicídio (2Sm.11:14,15). O próprio Urias levou a carta que selou a morte dele e de mais alguns soldados. Um assassinato covarde de um leal soldado, planejado pelo rei da nação escolhida (2Sm.11:16,17). Neste plano sinistro, o rei envolveu mais uma pessoa, Joabe. Ele era o comandante do exército e serviu de cúmplice sem saber os motivos de Davi.
As tentativas de esconder o pecado geralmente levam o pecador ao fundo do poço. Davi, cujo coração costumava ser dedicado ao Senhor, se entregou ao pecado e à vontade do diabo. Quando o crente procede dessa forma, o julgamento divino o aguarda, pois "Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl.6:7).
O pecado de Davi demonstra até onde pode cair uma pessoa que se desvia de Deus e da orientação do Espírito Santo. Quando Deus inicialmente chamou Davi para ser rei, este era um homem segundo o próprio coração de Deus (1Sm.13:14; At.13:22); ao mandar eliminar Urias e tomar a sua esposa, Davi estava desprezando a Deus e a sua Palavra(2Sm.12:9,10; cf.1Co.10:12). Desprezar significa tratar com menosprezo, fazer pouco caso. Portanto, mediante seus atos, Davi estava declarando que Deus não era tão importante, nem digno de amor e consagração.
Semelhantemente, na igreja local de hoje, obreiros que venham a cometer adultério revelam assim que não têm apreço por Deus e sua santa Palavra. Tratam com desprezo o evangelho e o sangue de Cristo, como se fossem coisas vulgares, e que não merecem sua fidelidade. As Escrituras mostram que obreiros que se comportam assim não são qualificados para o ministério(1Tm.3:2).
O adultério de Davi com Bate-Seba e o consequente homicídio de Urias, nos ensina, em primeiro lugar, que o servo de Deus nunca pode ficar ocioso na missão que lhe foi confiada pelo Senhor.
II. O VINHO NO OFÍCIO DIVINO
No Antigo Testamento, em Israel, era prática habitual o uso de vinho alcoólico e outras bebidas fermentadas naturalmente. Por não dispor das modernas técnicas de engarrafamento de sucos, sem geladeiras, sem conservantes como temos hoje, e sem embalagens apropriadas, toda uma produção de sucos e sumos estavam sujeitas ao processo natural de fermentação. Os odres (recipientes de couro costurado), vasos de barro, madeira ou metal não impediam a ação das bactérias, tendo os antigos que conviver com as condições que dispunham nesta parte. Bebiam, pois, vinho sem fermentar quando ainda novo, recém espremido das uvas, chamado no Antigo Testamento de TIROSH ou vinho novo; esta palavra aparece 38 vezes no Antigo Testamento. A bebida consumida tempos depois e já fermentada naturalmente, ou que foi fabricada em processo de fermentação era denominada normalmente de SHEKAR (usada 23 vezes no Antigo Testamento). Para bebidas em geral, fermentadas ou não, era usado o termo YAIM indistintamente, e que aparece 140 vezes no Antigo Testamento.
Portanto, a própria necessidade alimentar de uma bebida nutritiva e a carência de técnicas e recursos de conservação modernos, obrigava as pessoas a terem na fermentação natural da bebida uma necessidade e mal necessário, uma vez que, o grau alcoólico nestas bebidas, trazia embutido o problema do vício do alcoolismo, embriaguez e suas consequências morais, físicas e espirituais. Por isso o ideal era não usá-las a exemplo dos recabitas, povo abstêmio que vivia entre os israelitas, e cuja virtude e lealdade foi ressaltada pelo próprio Deus (Jr.35:2-5).
É válido também ressaltar que o mais alcoólico dos vinhos da Palestina tinha cerca de 8% de álcool, segundo estudiosos do assunto. Pela lei, esses vinhos eram diluídos em água, normalmente três ou quatro partes de água para uma parte de vinho. Esses vinhos fracos, enfraquecidos mais ainda pela adição de enormes quantidades de água, passaram a ser usados como bebidas para acompanhar as refeições. Não eram usados como bebidas, mas apenas como se usa um copo de água ou uma xícara de café que se bebe com a refeição. Vários textos bíblicos parecem apontar para esse uso do vinho como uma bebida para acompanhar as refeições (cf.1Tm.3:3,8; Tito 1:7; Mt.11:18,19).
1. No Antigo Testamento. O vinho, por simbolizar a alegria e as bênçãos de Deus, foi usado no Antigo Testamento como oferenda ao Senhor. Em sua oferta de manjares ao Senhor, os israelitas faziam-lhe também a libação de um quarto de him.
“E falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra, que vos hei de dar, e segardes a sua sega, então, trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote; e ele moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos; ao seguinte dia do sábado, o moverá o sacerdote. E, no dia em que moverdes o molho, preparareis um cordeiro sem man­cha, de um ano, em holocausto ao Senhor. E sua oferta de manjares serão duas dízimas de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta queimada em cheiro suave ao Senhor, e a sua libação de vinho, o quarto de um him” (Lv.23:9-13).
“E de vinho para libação preparareis a quarta parte de um him, para holocausto ou para sacrifício por cordeiro” (Nm.15:5).
Observação: Um quarto de um him correspondia mais ou menos a 1,3 litros. Duas dízimas seriam cerca de 7,2 litros.
Nessa oferenda, o adorador reconhecia que tudo quanto ele possuía provinha do Senhor e, em última análise, pertencia a Ele. Em razão disso, deveria usar de forma santa e responsável tudo quanto Ele deixou-nos.
Devido ao potencial das bebidas alcoólicas para corromper, Deus ordenou que todos os sacerdotes de Israel se abstivessem do vinho e doutras bebidas fermentadas, durante a sua vida ministerial. Deus considerava a violação desse mandamento suficientemente grave para motivar a pena capital ao sacerdote (cf.Lv.10:9-11). Foi o que aconteceu com Nadabe e Abiú. Estes dois sacerdotes julgando-se acima de recomendações e preceitos, vinham abusando do álcool. E, como bem diz o Pr. Claudionor de Andrade, “de abuso em abuso, e já desconsiderando a santidade de Jeová, entraram no Tabernáculo do Senhor sem o fogo apropriado à queimação do incenso. Já imaginou dois obreiros embriagados, trôpegos e resmungando com voz pastosa as fórmulas e credos sagrados? Imagine ambos, agora, cambaleando entre o candelabro e a mesa dos pães da apresentação. Se tropeçassem diante do altar do incenso, cairiam no Santo dos Santos”.
Observações importantes
Observação 1
Libação era o derramamento de algum liquido, geralmente era vinho, óleo e até mesmo leite, como um ato de culto a Deus. Na Bíblia encontramos, mesmo antes da Lei dada a Moisés, a prática da libação, mas, claro, em adoração a Deus. Vejamos: “Então, Jacó erigiu uma coluna de pedra no lugar onde Deus falara com ele; e derramou sobre ela uma libação e lhe deitou óleo” (Gn.35:14).
Mais tarde, temos a libação presente nas leis dadas por Deus ao povo de Israel. Em Êxodo 29:40 há a ordem para que houvesse libação juntamente com ofertas de sacrifício: “Com um cordeiro, a décima parte de um efa de flor de farinha, amassada com a quarta parte de um him de azeite batido; e, para libação, a quarta parte de um him de vinho”. Dessa forma essa prática se tornou parte do código de leis cerimoniais dadas por Deus aos israelitas.
Temos também o uso dessa expressão de forma figurada no Novo Testamento. O apóstolo Paulo pegou emprestado essa figura do Antigo Testamento para falar a respeito da sua iminente morte: “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado” (2Tm.4:6). Paulo estava querendo dizer que, da mesma forma que a libação era uma oferta derramada e oferecida a Deus, a vida dele também em breve seria derramada e oferecida a Deus, ou seja, Paulo via a sua morte como um sacrífico agradável a Deus, que estava muito próximo de acontecer.
Observação 2
A libação era uma prática realizada na festa das Primícias. A colheita não podia ser tocada antes de terem sido oferecidas as primícias e com elas um holocausto e uma oferta de manjares. Diz o texto sagrado: "E sua oferta de manjares serão duas dízimas de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta queimada em cheiro suave ao SENHOR, e a sua libação de vinho, o quarto de um him. E não comereis pão, nem trigo tostado, nem espigas verdes, até àquele mesmo dia em que trouxerdes a oferta do vosso Deus" (Lv.23:13,14).
A formosa ordenação da apresen­tação do molho das primícias (Lv.23:10,11), que ocorria no segundo dia da Festa dos Pães Asmos (no dia imediato ao sábado, isto é, o primeiro dia da semana) tipificava a ressurreição de Cristo, que, "no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana", saiu triunfante do túmulo, tendo cumprido a obra gloriosa da redenção. A Sua ressurreição foi "de entre os mortos"; e nela temos a garantia e o tipo da ressurreição do Seu povo. "Cristo, as primícias; depois os que são de Cristo, na sua vinda". Quando Cristo vier, o Seu povo será "ressuscitado de entre os mortos"; quer dizer, aqueles de entre eles que dormem em Jesus. "Mas os outros mortos não reviveram até que os mil anos se acabaram" (Ap.20:5).
A ressurreição de Cristo é a garantia de que todos aqueles que nasceram do novo, que são salvos em Cristo, que permaneceram fiéis a Ele até o fim, receberão a imortalidade por meio da ressureição.
2. No Novo Testamento. No Novo Testamento, existem dois casos clássicos sobre o vinho.
- Primeiro, o milagre da transformação de água em vinho (João 2:1-11). Nessa festa de casamento, segundo estudiosos, Jesus transformou perto de 600 litros de água em vinho. Fez isso depois que os convidados da festa "beberam fartamente".
Que tipo de vinho Jesus fez? Vinho não-alcoólico - suco de uva - ou vinho alcoólico? Lembre-se que as duas coisas são possíveis tendo em vista a própria definição do termo vinho. Mas há duas considerações que nos levam a crer firmemente que se tratava de suco e não de bebida alcoólica. Em primeiro lugar, Jesus o fez o vinho na hora. No primeiro momento em que o vinho daquela época era produzido, ele era suco. Somente após um processo de envelhecimento e de fermentação é que se tornava alcoólico. Em segundo lugar, o que é mais importante, se Jesus tivesse feito vinho alcoólico, ele teria estado incentivando a embriaguez. A questão aqui não é um ou dois copos de vinho. Essas pessoas, após já terem bebido muito, receberam mais umas centenas de litros. Jesus jamais incentivou os pecados do homem, tampouco contribuiu para eles. Portanto, parece claro que esse vinho era do tipo não-alcoólico.
- Segundo, a Ceia do Senhor. Ao instituir a Ceia, o Senhor Jesus fez uso desse mesmo produto, a fim de simbolizar o seu sangue redentor (Mt.26:26-30). Desde então, a Igreja de Cristo vem utilizando o fruto da vide para oficiar a sua maior celebração: a Ceia do Senhor (1Co.11:23-32).
Identificado na Bíblia como "fruto da vide" e "cálice do Senhor" (Mt.26:29; 1Co.11:27), o vinho na Ceia simboliza o sangue de Cristo vertido na cruz para redimir a todos as pessoas que o aceitarem com Senhor e Salvador, e ratificar a “Nova Aliança” ou “Novo Testamento” (1Co.11:25).
Segundo estudiosos da Bíblia, as evidências bíblicas apoiam a posição de que o suco de uva não estava fermentado na Ceia do Senhor. Nem Lucas nem qualquer outro escritor bíblico emprega a palavra “vinho” (gr. oinos) no tocante à Ceia do Senhor. Os escritores dos três primeiros Evangelhos empregam a expressão “fruto da vide” (Mt.26:29; Mc.14:25; Lc.22:18). O vinho não fermentado é o único “fruto da vide” verdadeiramente natural, contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool. A fermentação destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produz. O vinho fermentado não é produzido pela videira.
Jesus instituiu a Santa Ceia quando Ele e seus discípulos estavam celebrando a Páscoa. A lei da Páscoa em Êxodo 12:14-20 proibia, durante a semana daquele evento, a presença de fermento ou qualquer agente fermentador. Deus dera essa lei porque a fermentação simbolizava a corrupção e o pecado (cf. Mt.16:6,12; 1Co.5:7,8). Jesus, o Filho de Deus, cumpriu a lei em todas as suas exigências (Mt.5:17). Logo, teria cumprido a lei de Deus para a Páscoa, e não teria usado vinho fermentado. Isto é fato.
3. Advertência quanto ao uso do vinho. O uso de bebida alcoólica ativa a ação da carne, por isso é necessária a abstinência em qualquer circunstância. O efeito do vinho é excitar a natureza humana, e todo o sentimen­to natural prejudica aquela condição tranquila e equilibrada da alma que é essencial ao desempenho das funções sacerdotais. A embriaguez é ruim para qualquer pessoa, mas é especialmente escandalosa e perniciosa nos ministros, que, dentre todos os homens, devem ter as mentes mais esclarecidas e os corações puros.
O apóstolo Paulo exorta aos ministros do Evangelho que não sejam dados ao vinho (1Tm.3:3). Sob o efeito do álcool o servo de Deus não tem condição moral para servir no santuário e para formar um juízo imparcial entre o que é imundo e o que é puro, e para explicar e transmitir a Palavra de Deus. É bem possível que Nadabe e Abiú tenham entrado no lugar santo do Tabernáculo sob o efeito do álcool. Sem qualquer temor ou reverência a Deus, apresentaram “fogo estranho” no altar divino. Sob o efeito do álcool, Nadabe e Abiú, na sua adoração, afastaram-se da Palavra de Deus que os havia claramente instruído acerca do modo do seu culto. Por causa de sua atitude irreverente diante do altar do Senhor, eles foram mortos. Logo após a morte de ambos, o Senhor fez séria advertência a Arão:
“Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso, entre as vossas gerações, para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo e para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado pela mão de Moisés" (Lv.10:8-11).
Esta incisiva proibição de ingestão de vinho e de bebidas fortes no ofício sagrado serviu para que, no futuro, tragédias como a de Nadabe e Abiú não viessem a ocorrer. Aos desobedientes, a punição seria a morte.
Desnecessário é dizer que o crente deve ser propriamente zeloso quanto ao uso do vinho ou bebida forte. O seu caminho é um caminho de santa separação e dedicação ao serviço do Senhor. A alegria dos “sacerdotes” de Deus não é a alegria terreal, mas a celestial, a do santuário. "A alegria do Senhor é a vossa força" (Ne.8:10).
Se não conservamos as nossas “vestes” sacerdotais e se não nos guardamos de tudo quanto possa excitar a nossa natureza, certa­mente cairemos. O crente deve guardar cuidadosamente o seu coração, do contrário, como levita falhará, e como guerreiro será derrotado. A comunhão particular com Deus deve ser mantida, do contrário seremos inúteis, como servos; e como guerreiros, seremos vencidos.
Timóteo, como sabemos, precisou de uma recomendação apostólica para se convencer até mesmo a tocar no vinho, por amor da sua saúde (1Tm.5:23). Uma agradável prova da abstinência habitual de Timóteo e do amor solícito do Espírito por intermédio do apóstolo. Devo dizer que o nosso sentido moral sente-se ofendido por ver crentes (crentes?) fazendo uso de bebida forte em casos que, seguramente, não necessitam dela como remédio. Trememos ao ver um crente tornar-se um simples escravo de um mau hábito, seja o que for esse hábito. É uma prova de que não mantém o seu corpo em sujeição e corre o perigo de ser "reprovado" (1Co.9:27).
III. MINISTROS CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO
A Obra de Deus foi e sempre será realizado por pessoas guiadas e capacitadas pelo Espírito Santo. Logo, é clarividente que ao escolher alguém para ser líder na Sua Obra, Deus o adorna com algo a mais, a fim de que o Seu propósito seja o mais amplamente alcançado.
Em algumas situações especificas, para execução de seu plano, Deus escolhe diretamente os seus líderes e lhes diz o que devem fazer, e faz severas advertências; dentre essas advertências está o uso do vinho. A exortação é imperativa: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Ef.5:18).
Veja, a seguir, algumas severas advertências quanto ao uso do vinho no Novo Testamento.
1. Recomendações aos ministros. No princípio da Igreja, o candidato ao Santo Ministério não podia ser um homem escravizado pelo vinho (1Tm.3:3,8; Tt.1:7) - “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível [...] não dado ao vinho...”(1Tm.3:2,3). A embriaguez não combina com o ministério do pastoreio. O mesmo apóstolo que orientou Timóteo a beber um pouco de vinho por motivos terapêuticos (1Tm.5:23) agora declara que um pastor dado ao vinho não está apto para a liderança da igreja de Deus. Aliás, o obreiro deve ser pessoa que não se deixe dominar por qualquer vício, seja ele qual for, pois não pode, como qualquer crente, deixar-se dominar por coisa alguma (cf. 1Co.6:12).
Imaginem a imagem de um pastor embriagado dirigindo o culto ao Senhor ou a batizar ou a ministrar a Santa Ceia! O que os membros e congregados não diriam? Que escândalo esse ministro embriagado não causaria? Que o Senhor Jesus nos guarde das intemperanças e desregramentos.
2. Recomendações à Igreja. A recomendação quanto aos prejuízos decorrentes do vinho não se limita aos ministros do Evangelho. Ela diz respeito, também, a toda a Igreja. O apóstolo Paulo, escrevendo à igreja da cidade de Éfeso, exorta: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Ef.5:18).
Embriagar-se com vinho alcoólico era associado com o antigo modo de vida e seus desejos egoístas, terminando, por fim, em contenda. Isto não tem lugar na vida dos crentes. Além do mais, de acordo com Paulo, nós não precisamos do álcool, pois podemos nos encher do Espírito Santo, deixando que Ele nos controle. Na embriaguez, o homem perde o controle de si mesmo; no enchimento do Espirito, ele ganha o controle de si, pois o domínio próprio é fruto do Espirito Santo.
Concordo com o Rev. Hernandes Dias Lopes, quando diz que “a embriaguez, deprimindo o cérebro, tira do homem o autocontrole, a sabedoria, o entendimento, o julgamento, o equilíbrio e o poder para avaliar as coisas. Ou seja, a embriaguez impede o homem de agir de maneira sensata. O que o Espirito Santo faz é exatamente o oposto. Ele não pode ser posto num manual de farmacologia, mas Ele é estimulante, antidepressivo. Ele estimula a mente, o coração e a vontade”.
“As pessoas que estão bêbadas entregam-se a ações desenfreadas, dissolutas e descontroladas. Perdem o pudor, perdem a vergonha, conspurcam a vida, envergonham o lar. Trazem desgraças, lágrimas, pobreza, separação e opróbrio sobre a família. Buscam uma fuga para os seus problemas no fundo de uma garrafa, mas o que encontram é apenas um substituto barato, falso, maldito e artificial para a verdadeira alegria. A embriaguez leva à ruína. Todavia, os resultados de estar cheio do Espírito são totalmente diferentes. Em vez de nos aviltarmos, embrutecermos, o Espírito nos enobrece, nos enleva e eleva. Torna-nos mais humanos, mais parecidos com Jesus”.
No dia de Pentecostes, os discípulos foram cheios do Espírito Santo (At.2:1-4), de tal forma que eles foram tidos como bêbados (At 2:13). Mas, após o sermão de Pedro, todos vieram a conscientizar-se de que eles falavam e operavam no poder de Deus (At.2:40,41). Para proclamar o evangelho, para liderar o povo de Deus é preciso sempre ser cheio do Espirito Santo. Nos Atos dos apóstolos deparamo-nos com os apóstolos e discípulos proclamando o Evangelho sempre no poder do Espírito Santo (At.4:8,31; 7:55; 13:9,10).
Portanto, “não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito”.
CONCLUSÃO
Na Obra de Deus, faz-se necessário a sobriedade plena. O mesmo princípio que regia os sacerdotes da Antiga Aliança, que ministravam perante o Senhor a favor do povo (Lv.10:8-11), os quais não podiam ingerir bebidas embriagantes, aplica-se também ao povo de Deus da Nova Aliança, que é constituído de reis e sacerdotes de Deus, pertencentes ao reino espiritual de Deus (1Pd.2:9; Ef.5:18). Portanto, devem todos os crentes em Cristo seguir o exemplo dos recabitas. Estes, voluntariamente, abstinham-se de qualquer bebida forte para que a aliança de seus ancestrais permanecesse firme (Jr.35:6-10). E, por causa de sua fidelidade, foram honrados pelo Senhor. Que assim possamos proceder.
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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 75. CPAD.
Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.
Comentário Bíblico Bacon.
C.H. Mackintosh. Estudo sobre o Livro de Levítico.
Pr. Claudionor de Andrade. Adoração, Santificação e Serviço – Os princípios de Deus para sua Igreja em Levítico. CPAD.
Paul Hoff – O Pentateuco. Ed. Vida.
Comentário Bíblico Beacon. CPAD.
Victor P. Hamilton - Manual do Pentateuco. CPAD.
Rev. Hernandes Dias Lopes. Como ser cheio do Espírito Santo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Lição 07 – FOGO ESTRANHO DIANTE DE DEUS - Plano de Aula

3º Trimestre/2018
Tempo previsto de Aula: 70 minutos
Texto Base: Levítico 10:1-11
 “E disse Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se” (Lv.10:3).
INTRODUÇÃO
TRATAREMOS DO PERIGO DE CULTUARMOS A DEUS DE MANEIRA ERRADA, OU SEJA, DE LEVARMOS “FOGO ESTRANHO DIANTE DE DEUS”, QUE CONSISTE EM CONTRARIAR OS MANDAMENTOS DIVINOS QUANTO À ADORAÇÃO.
NEM TODA ADORAÇÃO AGRADA A DEUS; HÁ O PERIGO DE TRAZERMOS “FOGO ESTRANHO” DIANTE DO ALTAR E DO TRONO DO SENHOR (LV.10:1,2).
O LIVRO DE LEVÍTICO ENFATIZA QUE DEUS É SANTO E EXIGE SANTIDADE DO SEU POVO E DE TODOS AQUELES QUE SÃO CHAMADOS PARA O SEU SERVIÇO.
SEM SANTIDADE NINGUÉM PODE SE APROXIMAR DELE, ATRAIR SUA PRESENÇA OU VER A SUA MANIFESTAÇÃO NO CULTO QUE OFERECEMOS A ELE.
NADABE E ABIÚ, FILHOS DE ARÃO, NÃO ATENTARAM PARA ISSO, E SE APRESENTARAM DIANTE DO ALTAR DO INCENSO DE FORMA IRREVERENTE E IRRESPONSÁVEL. PECARAM DELIBERADAMENTE CONTRA O SENHOR DEUS DE ISRAEL.
O JUÍZO DO SENHOR FOI IMEDIATO: ELES MORRERAM, NÃO APENAS FISICAMENTE, TAMBÉM ESPIRITUALMENTE.
ISTO NOS ENSINA UMA LIÇÃO: NÃO APENAS A ADORAÇÃO A FALSOS DEUSES É PROIBIDA, MAS TAMBÉM A ADORAÇÃO AO VERDADEIRO DEUS DE MANEIRA ERRADA (ML.1:7-10; OS.6:4-6; AM.5:21).
DEUS EXIGE SANTIDADE, PUREZA, REVERÊNCIA, TEMOR E TREMOR DE CADA UM DE SEUS ADORADORES, QUANDO VÃO SE APRESENTAR DIANTE DELE.
“DEUS NÃO SE DEIXA ESCARNECER; PORQUE TUDO O QUE O HOMEM SEMEAR, ISSO TAMBÉM CEIFARÁ” (GL.6:7).
I. OS PRIVILÉGIOS DE NADABE E ABIÚ
FELIZES SÃO OS PAIS CUJOS FILHOS SÃO AJUIZADOS.
A BÍBLIA NARRA ALGUNS FILHOS QUE DERAM TRABALHO AOS SEUS PAIS: JACÓ E ESAÚ (GN.25:28); HOFNI E FINÉIAS (1SM.4:11); NADABE E ABIÚ (LV.10:1,2).
TRATAREMOS, AQUI, A RESPEITO DOS FILHOS DE ARÃO, NADABE E ABIÚ. ELES ERAM FILHOS PRIVILEGIADOS, DE CLASSE SOCIAL NOBRE; TINHAM TUDO O QUE QUERIAM, MAS ERAM DESPROVIDOS DE PRUDÊNCIA E SOBRIEDADE. 
VEJAMOS, A SEGUIR, ALGUMAS PARTICULARIDADES ACERCA DOS PRIVILÉGIOS QUE TINHAM NADABE E ABIÚ.
1. ASCENDÊNCIA LEVÍTICA.
OS LEVITAS FORAM ESCOLHIDOS A DEDO POR DEUS. O PRÓPRIO DEUS HAVIA DITO: “OS LEVITAS SERÃO MEUS” (NM.3:12).
SER LEVITA ERA NÃO SOMENTE PERTENCER A UMA CLASSE SOCIAL PRIVILEGIADA EM ISRAEL, MAS TAMBÉM SER HONRADO POR DEUS COMO EXCLUSIVO PARA A INTERMEDIAÇÃO ENTRE O POVO E DEUS.
NADABE E ABIÚ ERAM DE ASCENDÊNCIA LEVÍTICA, ESCOLHIDOS PARA EXERCERAM O OFÍCIO MAIS HONROSO DE TODO O ISRAEL, O OFÍCIO SACERDOTAL (NM.3:3; 28:1). NEM OS REIS PODIAM EXERCÊ-LO (2CR.26:18).
TODAVIA, LANÇARAM FORA O DOM QUE DEUS LHES DEU; APRESENTARAM FOGO ESTRANHO NO ALTAR, BANALIZANDO O CULTO SAGRADO.
ESTE EPISÓDIO OFERECE UMA LIÇÃO REFLEXIVA AO POVO DE DEUS DA NOVA ALIANÇA.
PRECISAMOS TER CUIDADO QUANDO NOS POMOS DIANTE DE DEUS PARA OFERECER CULTO A ELE.
NÃO PODEMOS CULTUAR A DEUS DE QUALQUER MANEIRA, COM INDIFERENÇA E IRREVERÊNCIA.
DEUS EXIGE SANTIDADE, VERDADEIRA REVERÊNCIA DE SEUS MINISTROS.
ENTÃO, TOMEMOS CUIDADO PARA NÃO NOS APRESENTARMOS DIANTE DO SENHOR COM “FOGO ESTRANHO”, POIS, O DEUS QUE PUNIU A NADABE E ABIÚ NÃO MORREU. DEUS NÃO SE DEIXA ESCARNECER; CONSCIENTIZEMO-NOS DISSO.
2. ASCENDÊNCIA ARAÔNICA.
SOMENTE OS ASCENDENTES DA FAMÍLIA DE ARÃO (DA FAMÍLIA DE COATE, UM DOS TRÊS FILHOS DE LEVI – GN.46:8,11) TORNOU-SE A FAMÍLIA SACERDOTAL.
NADABE E ABIÚ ERAM FILHOS DO SUMO SACERDOTE ARÃO; PORTANTO, SUCESSORES IMEDIATOS DO PAI NESSE GLORIOSO MINISTÉRIO (NM.3:10).
“E ESTES SÃO OS NOMES DOS FILHOS DE ARÃO: O PRIMOGÊNITO, NADABE; DEPOIS, ABIÚ, ELEAZAR E ITAMAR. ESTES SÃO OS NOMES DOS FILHOS DE ARÃO, DOS SACERDOTES UNGIDOS, CUJAS MÃOS FORAM SAGRADAS PARA ADMINISTRAR O SACERDÓCIO” (NM.3:3).
ELES PERTENCIAM A NOBREZA DA SOCIEDADE ISRAELITA.
A NOBREZA ERA CONSTITUÍDA NÃO APENAS PELOS DESCENDENTES REAIS, MINISTROS DE ESTADO E CHEFES MILITARES, MAS IGUALMENTE PELA CLASSE SACERDOTAL.
ALIÁS, OS LEVITAS DO ALTAR ERAM CONSIDERADOS, EM VIRTUDE DE SEU OFÍCIO, MAIS NOBRES DO QUE OS PRÓPRIOS NOBRES.
NESSE CONTEXTO, NADABE E ABIÚ, POR SEREM FILHOS DO SUMO SACERDOTE ARÃO, ENCONTRAVAM-SE NO TOPO SOCIAL DE ISRAEL.
ELES TINHAM CONHECIMENTO EM PRIMEIRA MÃO SOBRE A SANTIDADE DE DEUS COMO POUCOS HOMENS JÁ TIVERAM, E PELO MENOS POR UM TEMPO, SEGUIRAM A DEUS DE TODO O CORAÇÃO (LV.8:36).
MAS, EM ALGUM MOMENTO CRUCIAL, NADABE E ABIÚ ESCOLHERAM TRATAR COM INDIFERENÇA AS CLARAS INSTRUÇÕES DE DEUS, E A CONSEQUÊNCIA DESSE PECADO FOI DRÁSTICA, INSTANTÂNEA; FOI ALGO QUE CHOCOU A TODO O POVO DE ISRAEL DE SUA ÉPOCA.
3. PARTICIPANTES DA GLÓRIA DE DEUS.
POR TER UMA POSIÇÃO PRIVILEGIADA, ELES VIRAM BEM DE PERTO A MANIFESTAÇÃO DA GLORIA DE DEUS, JUNTAMENTE COM MOISÉS, ARÃO E SETENTA ANCIÃOS (ÊX.24:9-11):
“E SUBIRAM MOISÉS E ARÃO, NADABE E ABIÚ, E SETENTA DOS ANCIÃOS DE ISRAEL, E VIRAM O DEUS DE ISRAEL, E DEBAIXO DE SEUS PÉS HAVIA COMO UMA OBRA DE PEDRA DE SAFIRA E COMO O PARECER DO CÉU NA SUA CLARIDADE. PORÉM ELE NÃO ESTENDEU A SUA MÃO SOBRE OS ESCOLHIDOS DOS FILHOS DE ISRAEL; MAS VIRAM A DEUS, E COMERAM, E BEBERAM”.
ELES NASCERAM NO EGITO, MAS FORAM TESTEMUNHAS OCULARES DOS ATOS PORTENTOSOS DE DEUS NO ÊXODO.
ALÉM DE PRESENCIAREM A MANIFESTAÇÃO DA GLÓRIA DIVINA, NADABE E ABIÚ FORAM TESTEMUNHAS OCULARES DA ALIANÇA QUE O SENHOR FIRMARA COM OS FILHOS DE ISRAEL (CF. ÊX.24:8).
CONQUANTO TIVESSEM USUFRUÍDO DE TÃO SINGULAR PRIVILÉGIO, NÃO SE COMPORTARAM DIANTE DO SENHOR COMO MANDAVA O MANUAL LEVÍTICO.
ELES RESOLVERAM, POR CONTA PRÓPRIA, OFERECER AO SENHOR UM COMPORTAMENTO FORA DO PADRÃO ESTABELECIDO POR DEUS.
CORREMOS O RISCO DE COMETER O MESMO ERRO DESSES DOIS SACERDOTES, QUANDO TRATAMOS A JUSTIÇA E A SANTIDADE DE DEUS DE FORMA LEVIANA.
É BOM NOS CONSCIENTIZARMOS DE QUE, ENTRE O POVO DE DEUS, TER UMA POSIÇÃO SOCIAL ELEVADA E DESTACADA POSIÇÃO ECLESIÁSTICA NÃO SIGNIFICA NADA DIANTE DE DEUS.
O FATOR MAIS IMPORTANTE É TER UMA VIDA DE ÍNTIMA COMUNHÃO COM DEUS E ADORÁ-LO COM TEMOR E TREMOR.
A RECOMENDAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS É ENFÁTICA:
“DE TUDO O QUE SE TEM OUVIDO, O FIM É: TEME A DEUS E GUARDA OS SEUS MANDAMENTOS; PORQUE ESTE É O DEVER DE TODO HOMEM” (EC.12:13).
“Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor” (Sl.2:11).
II. FOGO ESTRANHO NO ALTAR
NO CAPÍTULO 8 DE LEVÍTICO ESTUDAMOS A IMPRESSIONANTE CERIMÔNIA DE CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES, QUE DUROU SETE DIAS; A CERIMÔNIA FOI ENCERRADA COM UMA FESTA DE SACRIFÍCIO (LV.CAP.9).
O PONTO CULMINANTE DAQUELA FESTA FOI A MANIFESTAÇÃO DA GLÓRIA DO SENHOR NO MEIO DO SEU POVO (LV.9:23).
NESTA GLORIOSA FESTA “O FOGO SAIU DE DIANTE DO SENHOR E CONSUMIU O HOLOCAUSTO E A GORDURA SOBRE O ALTAR; O QUE VENDO TODO O POVO, JUBILOU E CAIU SOBRE AS SUAS FACES” (LV.9:24).
ENTRETANTO, LOGO EM SEGUIDA A ESTA GLORIOSA FESTA DE CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES, EM QUE A GLÓRIA DO SENHOR SE FEZ PRESENTE DE MODO VISÍVEL, E MAL OS SACERDOTES TINHAM INICIADO AS SUAS FUNÇÕES SAGRADAS, UM ATO DE SACRILÉGIO FOI PERPETRADO PELOS SACERDOTES, OS FILHOS DE ARÃO.
VEJA O QUE O TEXTO SAGRADO DIZ:
 “E OS FILHOS DE ARÃO, NADABE E ABIÚ, TOMARAM CADA UM O SEU INCENSÁRIO, E PUSERAM NELES FOGO, E PUSERAM INCENSO SOBRE ELE, E TROUXERAM FOGO ESTRANHO PERANTE A FACE DO SENHOR, O QUE LHES NÃO ORDENARA. ENTÃO, SAIU FOGO DE DIANTE DO SENHOR E OS CONSUMIU; E MORRERAM PERANTE O SENHOR” (LV.10:1,2).
NADABE E ABIÚ TINHAM SIDO CLARAMENTE PROIBIDOS DE OFERECER “FOGO ESTRANHO” DIANTE DO SENHOR (ÊX.30:7-9).
“ARÃO QUEIMARÁ SOBRE ELE [Altar do Incenso] O INCENSO AROMÁTICO; CADA MANHÃ, QUANDO PREPARAR AS LÂMPADAS, O QUEIMARÁ. QUANDO, AO CREPÚSCULO DA TARDE, ACENDER AS LÂMPADAS, O QUEIMARÁ; SERÁ INCENSO CONTÍNUO PERANTE O SENHOR, PELAS VOSSAS GERAÇÕES. NÃO OFERECEREIS SOBRE ELE INCENSO ESTRANHO...”.
TODAVIA, NADABE E ABIÚ, NÃO ATENTARAM PARA O MANDAMENTO DO SENHOR; REBELARAM-SE CONTRA ELE E SUA PALAVRA.
ELES, QUE DEVERIAM ENSINAR A LEI DE DEUS, COM ESSA ATITUDE, NEGARAM-SE A LEVAR A SÉRIO OS SEUS MANDAMENTOS.
O CONTEXTO INDICA QUE NADABE E ABIÚ PUSERAM NOS SEUS INCENSÁRIOS (ISTO É, QUEIMADOR DE INCENSO) CARVÕES EM BRASA DE FONTE ESTRANHA.
ALÉM DISSO, OFERECER INCENSO NO ALTAR TINHA QUE SER FEITO EXCLUSIVAMENTE PELO SUMO SACERDOTE (ÊX.30:7-9; LV.16:11-13).
ALGUNS INTÉRPRETES SUGEREM QUE NADABE E ABIÚ FIZERAM ISSO SOB O EFEITO DE BEBIDA ALCÓOLICA (LV.10:9,10).
FOI UM CONTRASTE COM A CENA DO CAPÍTULO NOVE.
- ALI, TUDO FOI FEITO "COMO O SENHOR ORDENOU", E O RESULTADO FOI A MANIFESTAÇÃO DA GLÓRIA DE DEUS.
- AQUI, EM LEVÍTICO 10:1,2, FOI FEITA O QUE O SENHOR NÃO ORDENOU, E O RESULTADO FOI O JUÍZO DE DEUS.
·        APENAS CESSOU O ECO DO GRITO DE GLÓRIAS, ALELUIAS E DE LOUVORES PELA PRESENÇA VISÍVEL E EXTRAORDINÁRIA DO SENHOR, E JÁ OS ELEMENTOS DE UM CULTO CORROMPIDO ESTAVAM EM EVIDÊNCIA.
·        APENAS A POSIÇÃO DIVINA LHES HAVIA SIDO ATRIBUÍDA, E JÁ ERA DELIBERADAMENTE ABANDONADA POR NEGLIGÊNCIA DO MANDAMENTO DIVI­NO.
·        APENAS ESTES SACERDOTES ACABAVAM DE SEREM CONSAGRADOS E INSTALADOS, E JÁ FALHAVAM GRAVEMENTE NO CUMPRIMENTO DAS SUAS FUNÇÕES SACERDOTAIS.
E EM QUE CONSISTIU O PECADO DESSES JOVENS?
ERAM FALSOS SACERDOTES? DE MODO NENHUM! ELES ERAM FILHOS LEGÍTIMOS DE ARÃO - VERDADEIROS MEMBROS DA FAMÍLIA SACERDOTAL -, SACERDOTES DEVIDAMENTE ORDENADOS.
ELES PROFANARAM O RECINTO SAGRADO COM ALGUM CRIME QUE OFENDESSE A MORAL? NÃO EXISTEM PROVAS DE QUE TIVESSEM FEITO TAIS COISAS.
NA VERDADE, FOI ESTE O SEU PECADO:
“... TROUXERAM FOGO ESTRANHO PERANTE A FACE DO SENHOR, O QUE LHES NÃO ORDENARA".
AFASTARAM-SE, PORTANTO, NA SUA ADORAÇÃO AO SENHOR, DA PALAVRA DE DEUS QUE OS HAVIA CLARAMENTE INSTRUÍDO ACERCA DO MODO CORRETO DO SEU CULTO QUE HÁ POUCO TEMPO FORA ESTABELECIDO.
OBSERVE O CONTRASTE:
- NOS VERSÍCULOS FINAIS DO CAPÍTULO 9 LEMOS:
"...O FOGO SAIU DE DIANTE DO SENHOR E CONSUMIU O HOLOCAUSTO E A GORDURA SOBRE O ALTAR" (LV.9:24).
AQUI, O SENHOR MOSTRAVA QUE ACEITAVA UM SACRIFÍCIO VERDADEIRO.
- NO CAPÍTULO 10, PORÉM, VEMOS O JUÍZO DE DEUS SOBRE OS SACERDOTES DESVIADOS DOS MANDAMENTOS DE DEUS.
É UMA DUPLA AÇÃO DO MESMO FOGO:
- O FOGO DO SACRIFICIO VERDADEIRO SUBIA COMO CHEIRO SUAVE;
- O "FOGO ESTRANHO" FOI REJEITADO COMO UMA ABOMINAÇÃO.
O SENHOR FOI GLORIFICADO NO PRIMEIRO, MAS TERIA SIDO UMA DESONRA ACEITAR O SEGUNDO.
A GRAÇA DIVINA ACEITAVA E DELEITAVA-SE NAQUILO QUE ERA UMA FIGURA DO PRECIOSO SACRIFÍCIO DE CRISTO.
PORÉM, A SANTIDADE DIVINA REJEITAVA O QUE ERA FRUTO DA VONTADE CORROMPIDA DO HOMEM.
NADABE E ABIÚ PODIAM PENSAR QUE UMA ESPÉCIE DE "FOGO" ERA TÃO BOA COMO A OUTRA; PORÉM, NÃO ERA DA SUA COMPETÊNCIA DECIDIR NESSE SENTIDO.
DEVERIAM TER ATUADO SEGUNDO A PALAVRA DO SENHOR. MAS, EM LUGAR DISSO, AGIRAM SEGUNDO A SUA PRÓPRIA VONTADE, E COLHERAM OS SEUS TERRÍVEIS FRUTOS.
NÃO SE PODE PERMITIR QUE O HOMEM INTRODUZA AS SUAS IDEIAS OU INVENÇÕES NO CULTO A DEUS.
TODOS OS SEUS ESFORÇOS SÓ PODEM TER COMO RESULTADO A APRESENTAÇÃO DE "FOGO ESTRANHO" - INCENSO IMPURO - OU SEJA, UM CULTO FALSO.
AS SUAS MELHORES TENTATIVAS NÃO PASSAM DE UMA ABOMINAÇÃO AOS OLHOS DE DEUS.
SEGUNDO O PR. CLAUDIONOR DE ANDRADE, TRÊS ATITUDES MARCARAM O ATO LEVIANO E INCONSEQUENTE DE NADABE E ABIÚ: IGNORARAM A DEUS; IMPACIENTARAM-SE; E, SEM QUALQUER TEMOR APRESENTARAM FOGO ESTRANHO NO ALTAR SAGRADO.
1. IGNORARAM A DEUS.
AO ADENTRAREM O LUGAR SANTO, NADABE E ABIÚ:
- IGNORARAM A PRESENÇA DE DEUS, POIS O SENHOR ENCONTRAVA-SE NÃO SOMENTE NO TABERNÁCULO COMO EM TODO O ARRAIAL DE ISRAEL (ÊX.25:8; NM.14:14).
- IGNORARAM OS PRECEITOS ESTABELECIDOS PARA O CULTO AO SENHOR.
AOS OLHOS DE NADABE E ABIÚ, OS TRABALHOS QUE FAZIAM NO TABERNÁCULO ERAM APENAS UM AFAZER QUALQUER, UMA ROTINA PROFISSIONAL.
LIDAR COM A CASA DE DEUS OCASIONAVA-LHES ENFADO, ESTRESSE, CANSEIRA.
NÃO SERVIAM AO SENHOR COM ALEGRIA.
ISSO NÃO PARECE COM OS PASTORES DE IGREJAS NOS TEMPOS ATUAIS?
OS PASTORES PRECISAM APRENDER COM O EPISÓDIO DE NADABE E ABIÚ.
O MODUS OPERANDI DE DEUS NÃO É O MESMO, PORÉM, O SEU JUÍZO É CERTO ÀQUELES QUE NEGLIGENCIAM A SUA OBRA, QUE AGEM FORA DOS DITAMES DA SUA PALAVRA.
“Maldito aquele que fizer a obra do SENHOR relaxadamente...” (Jr.48:10).
2. IMPACIÊNCIA PROFANA.
DE ACORDO COM AS INSTRUÇÕES QUE O SENHOR, ATRAVÉS DE MOISÉS, TRANSMITIRA AOS FILHOS DE ISRAEL, SOMENTE O SUMO SACERDOTE ESTAVA AUTORIZADO A OFERECER O INCENSO NO ALTAR DO INCENSO.
VEJA NOVAMENTE O QUE DEUS DIZ EM ÊXODO 30:7-9 E LEVÍTICO 16:12:
“E ARÃO SOBRE ELE QUEIMARÁ O INCENSO DAS ESPECIARIAS; CADA MANHÃ, QUANDO PÕE EM ORDEM AS LÂMPADAS, O QUEIMARÁ. E, ACENDENDO ARÃO AS LÂMPADAS À TARDE, O QUEIMARÁ; ESTE SERÁ INCENSO CONTÍNUO PERANTE O SENHOR PELAS VOSSAS GERAÇÕES. NÃO OFERECEREIS SOBRE ELE INCENSO ESTRANHO, NEM HOLOCAUSTO, NEM OFERTA; NEM TAMPOUCO DERRAMAREIS SOBRE ELE LIBAÇÕES” (ÊX.30:7-9).
“TOMARÁ TAMBÉM O INCENSÁRIO CHEIO DE BRASAS DE FOGO DO ALTAR, DE DIANTE DO SENHOR, E OS SEUS PUNHOS CHEIOS DE INCENSO AROMÁTICO MOÍDO E O METERÁ DENTRO DO VÉU” (LV.16:12).
TODAVIA, NADABE E ABIÚ IGNORARAM ESTE PRECEITO. ELES ENTRARAM NO LUGAR SAGRADO E TROUXERAM UM FOGO QUE NÃO FOI ORDENADO POR DEUS.
ELES ESTAVAM CIENTES DE QUE APENAS O SUMO SACERDOTE ARÃO ESTAVA AUTORIZADO A OFERECER O INCENSO NO ALTAR DE OURO, MAS IGNORARAM ESTA REGRA SACERDOTAL.
PRECIPITARAM-SE E NÃO SOUBERAM ESPERAR A HORA DE SE COLOCAREM NO ALTAR, E ASSIM PROFANARAM O CULTO SAGRADO.
JULGARAM-SE ACIMA DAS ORDENANÇAS E ESTATUTOS DO SENHOR.
LEMBREMOS QUE O DEUS QUE PUNIU NADABE E ABIÚ NÃO MUDOU (ML.3:6); SUA JUSTIÇA CONTINUA INALTERÁVEL.
3. APRESENTARAM FOGO ESTRANHO AO SENHOR.
NADABE E ABIÚ DEMONSTRARAM IRREVERÊNCIA E PRESUNÇÃO AO FAZER O QUE BEM LHES PARECIA.
PRESTARAM CULTO A DEUS DE UMA FORMA NÃO AUTORIZADA POR ELE.
ELES ASCENDERAM INCENSO COM FOGO QUE NÃO VEIO DO ALTAR DE COBRE (LV.16:12), SEM AUTORIZAÇÃO PARA FAZER, INCENSO FALSO E NO LUGAR ERRADO.
NÃO BASTAVA TER O INCENSO PRESCRITO PELO SENHOR; ERA IMPERIOSO TER IGUALMENTE A BRASA CERTA, PARA QUE DEUS FOSSE DIGNAMENTE ADORADO (ÊX.30:9; LV.16:12).
SE O INCENSO ERA EXCLUSIVO, A BRASA TAMBÉM O ERA (ÊX.30:37).
MAS, PELO CONTEXTO DA NARRATIVA SAGRADA, NADABE E ABIÚ NÃO ESTAVAM PREOCUPADOS, NEM COM O INCENSO NEM COM O FOGO.
POR ISSO, O SENHOR FULMINOU-OS DIANTE DO ALTAR.
SIM, ELES FORAM MORTOS DEVIDO À SUA INSOLÊNCIA, BLASFÊMIA E SACRILÉGIO.
A OBRA DE DEUS É PARA SER FEITA COMO ELE DETERMINA OU A CONSEQUÊNCIA SERÁ SEVERA.
A OBRA É DO SENHOR E ELE EXIGE UMA EXATIDÃO NA SUA OBRA.
ALGUÉM PODERÁ DIZER QUE O CASTIGO APLICADO AOS FILHOS DE ARÃO FOI MUITO SEVERO.
TODAVIA, É BOM INFORMAR QUE OS SACERDOTES ACABAVAM DE SER INVESTIDOS DA AUTORIDADE SACERDOTAL E DE PRESENCIAR A GLÓRIA DE DEUS.
SE NO PRINCÍPIO DE SUAS ATIVIDADES SACERDOTAIS SE DESCUIDASSEM DAS INSTRUÇÕES DE DEUS, QUE FARIAM NO FUTURO? SENDO SACERDOTES, DEVERIAM TER SIDO MAIS RESPONSÁVEIS.
SEU ATO ENVOLVEU TODA A NAÇÃO, POIS ERAM SEUS REPRESENTANTES.
ENFIM, A NAÇÃO DE ISRAEL ERA MUITO JOVEM E ACABAVA DE SER INAUGURADA A DISPENSAÇÃO DO CONCERTO VETEROTESTAMENTÁRIO.
ISRAEL PRECISAVA APREN­DER QUE DEUS É SANTO E QUE O HOMEM NÃO PODE FAZER A SUA PRÓPRIA VONTADE E CONTINUAR A AGRADAR-LHE.
A IGREJA PRIMITIVA TEVE DE APRENDER A MESMA LIÇÃO NO CASO DE ANANIAS E SAFIRA (ATOS 5:1-11).
O EPISÓDIO DE NADABE E ABIÚ É EXEMPLO SOLENE PARA TERMOS MUITO CUIDADO PARA NÃO MUDAR NENHUMA COISA QUE DEUS ORDENOU.
HOJE, INFELIZMENTE, MUITOS QUE SE DIZEM ADORADORES APRESENTAM CULTO ESTRANHO DIANTE DO SENHOR. IMAGINAM QUE DEUS ESTÁ RECEBENDO TAL CULTO.
ENTÃO POR QUE O JUIZO DE DEUS NÃO VEM SOBRES ESSES ADORADORES QUE OFERECEM TAL CULTO, COMO CAIU SOBRE NADABE E ABIÚ?
PORQUE DEUS ESTÁ EM CRISTO RECONCILIANDO CONSIGO O MUNDO, NÃO LHES IMPUTANDO OS SEUS PECADOS (2Co.5:19).
PORTANTO, NÃO É PORQUE O CULTO SEJA ACEITÁVEL, MAS PORQUE DEUS É MISERICORDIOSO E LONGÂNIME.
CONTUDO, APROXIMA-SE RAPIDAMENTE O DIA EM QUE O “FOGO ESTRANHO” SERÁ APAGADO PARA SEMPRE:
- QUANDO O TRONO DE DEUS NÃO SERÁ MAIS INSULTADO PELAS NUVENS DO “INCENSO” IMPURO ASCENDENDO DE ADORADORES IMPUROS.
- QUANDO TUDO QUE É ADULTERADO SERÁ ABOLIDO;
- QUANDO TODO O UNIVERSO SERÁ COMO UM VASTO E MAGNIFICENTE TEMPLO, NO QUAL O VERDADEIRO DEUS, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, SERÁ ADORADO PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS POR VERDADEIROS E SANTOS ADORADORES.
III. LUTO NO SANTO MINISTÉRIO
OS CADÁVERES DE NADABE E ABIÚ FORAM REMOVIDOS DO TABERNÁCULO POR MISAEL E ELSAFÃ, FILHOS DE URIEL, TIO DE ARÃO (Cf.Lv.10:4).
ELES OS LEVARAM PARA FORA DO ARRAIAL.
APÓS ISSO, MOISÉS INSTRUIU ARÃO E SEUS OUTROS DOIS FILHOS (ELEAZAR E ITAMAR) A NÃO FICAREM DE LUTO, MAS A PERMANECER DENTRO DO TABERNÁCULO ENQUANTO TODA A CASA DE ISRAEL LAMENTAVA O DERRAMAMENTO DA IRA DE DEUS.
“E MOISÉS DISSE A ARÃO E A SEUS FILHOS ELEAZAR E ITAMAR: NÃO DESCOBRIREIS AS VOSSAS CABEÇAS, NEM RASGAREIS VOSSAS VESTES, PARA QUE NÃO MORRAIS, NEM VENHA GRANDE INDIGNAÇÃO SOBRE TODA A CONGREGAÇÃO; MAS VOSSOS IRMÃOS, TODA A CASA DE ISRAEL, LAMENTEM ESTE INCÊNDIO QUE O SENHOR ACENDEU. NEM SAIREIS DA PORTA DA TENDA DA CONGREGAÇÃO, PARA QUE NÃO MORRAIS; PORQUE ESTÁ SOBRE VÓS O AZEITE DA UNÇÃO DO SENHOR. E FIZERAM CONFORME A PALAVRA DE MOISÉS” (LV.10:6,7).
"ARÃO CALOU-SE" (LV.10:3).
A MANEIRA COMO ARÃO RECEBEU O DURO GOLPE DA JUSTIÇA DIVINA FOI UMA COISA EXTRAORDINARIAMENTE IMPRESSIONANTE E TOCANTE.
ERA UMA CENA SOLENE. OS SEUS DOIS FILHOS MORTOS A SEU LADO - MORTOS PELO FOGO DO JUÍZO DIVINO.
- HÁ POUCO TEMPO (Lv.cap.8) ARÃO TINHA VISTO OS SEUS FILHOS REVESTIDOS COM AS SUAS VESTES DE GLÓRIA E BELEZA - LAVADOS, ORNADOS E UNGIDOS.
- ARÃO TINHA ESTADO COM ELES PERANTE O SENHOR, PARA SEREM CONSAGRADOS AO MINISTÉRIO SACERDOTAL.
- ARÃO TINHA OFERECIDO, EM COMPANHIA DELES, OS SACRIFÍCIOS DETERMINADOS.
- NADABE E ABIÚ TINHAM VISTO OS RAIOS DA GLÓRIA DIVINA IRRADIANDO DA COLUNA DE NUVEM (SINAL DA PRESENÇA DE DEUS).
- TINHAM VISTO CAIR O FOGO DO SENHOR SOBRE O SACRIFÍCIO E CONSUMI-LO.
- TINHAM OUVIDO IRROMPER DA CONGREGAÇÃO, PROSTRADA EM ADORAÇÃO, AS EXCLAMAÇÕES DE JÚBILO.
TUDO ISTO ARÃO ACABAVA DE PASSAR ANTE SEUS OLHOS. MAS, AGORA, OS SEUS DOIS FILHOS JAZIAM A SEU LADO NAS GARRAS DA MORTE.
O FOGO DO SENHOR, QUE POUCO ANTES FORA ALIMENTADO POR UM SACRIFÍCIO ACEITÁVEL, TINHA, AGORA, CAÍDO EM JUÍZO SOBRE ELES.
O QUE ARÃO PODIA DIZER? NADA. SIMPLESMENTE "ARÃO CALOU-SE”.
ARÃO, SEM DÚVIDA, SENTIU QUE AS PRÓPRIAS COLUNAS DA SUA CASA FORAM SACUDIDAS PELO TROVÃO DO JUÍZO DIVINO; E, PORTANTO, SÓ PODIA PERMANECER EM SILÊNCIO SEPULCRAL DIANTE DAQUELA CENA ATERRORIZADORA.
ELE SÓ TINHA DE SE COMPORTAR À SEMELHANÇA DO SALMISTA: “EMUDECI; NÃO ABRO A MINHA BOCA, PORQUANTO TU O FIZESTE" (SL.39:9).
AINDA QUE A MÃO DE DEUS PUDESSE PARECER MUITO PESADA, ARÃO SÓ TINHA QUE CURVAR A CABEÇA, EM TEMOR SILENCIOSO E REVERENTE AQUIESCÊNCIA.
"EMUDECI... TU O FIZESTE", ERA A ATITUDE MAIS ADEQUADA DIANTE DO JUÍZO DIVINO.
QUE POSSAMOS APRENDER A ANDAR SUAVEMENTE NA PRESENÇA DIVINA E A PISAR OS ÁTRIOS DO SENHOR COM OS “PÉS DESCALÇOS” E ESPÍRITO REVERENTE.
VEJA, PELO TEXTO SAGRADO, QUE O JUÍZO DE DEUS NÃO DEVIA ABALAR A ATIVIDADE SACERDOTAL (LV.10:6,7).
OS QUE ESTAVAM FORA, QUE ESTAVAM A UMA DISTÂNCIA DO SANTUÁRIO, QUE NÃO ESTAVAM NA POSIÇÃO DE SACERDOTES, PODIAM "LAMENTAR A MORTE DE NADABE E ABIÚ.
MAS, QUANTO A ARÃO E SEUS FILHOS, DEVIAM CONTINUAR NO DESEMPENHO DAS SUAS SANTAS FUNÇÕES, COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO.
SACERDOTES NO SANTUÁRIO NÃO DEVIAM LAMENTAR-SE, MAS ADORAR.
SACERDOTES NO SANTUÁRIO NÃO DEVIAM CHORAR NA PRESENÇA DA MORTE, MAS CURVAR AS CABEÇAS UNGIDAS NA PRESENÇA DA VISITAÇÃO DIVINA.
"O FOGO DO SENHOR" PODIA AGIR E FAZER A SUA OBRA DE JUÍZO, MAS, A UM SACERDOTE, NÃO INTERESSAVA O QUE ESSE "FOGO" TINHA VINDO FAZER:
- SE VINHA PARA EXPRESSAR APROVAÇÃO DIVINA CONSUMINDO O SACRIFÍCIO OU O DESAGRA­DO DIVINO CONSUMINDO OS QUE OFERECIAM "FOGO ESTRANHO". O SACERDOTE SÓ TINHA QUE ADORAR.
O PROFETA EZEQUIEL FOI CHAMADO, NOS SEUS DIAS, PARA APRENDER ESTA LIÇÃO. VEJA O QUE O TEXTO SAGRADO AFIRMA:
“E VEIO A MIM A PALAVRA DO SENHOR, DIZENDO: FILHO DO HOMEM, EIS QUE TIRAREI DE TI O DESEJO DOS TEUS OLHOS DE UM GOLPE, MAS NÃO LAMENTARÁS, NEM CHORARÁS, NEM TE CORRERÃO AS LÁGRIMAS. REFREIA O TEU GEMIDO; NÃO TOMARÁS LUTO POR MORTOS; ATA O TEU TURBANTE E COLOCA NOS PÉS OS TEUS SAPATOS; E NÃO TE REBUÇARÁS E O PÃO DOS HOMENS NÃO COMERÁS. E FALEI AO POVO PELA MANHÃ, E À TARDE MORREU MINHA MULHER; E FIZ PELA MANHÃ COMO SE ME DEU ORDEM”(EZ.24:15-18).
DEUS AVISOU A EZEQUIEL QUE ESTE PERDERIA A ESPOSA, A QUEM ELE MUITO AMAVA; CONTUDO, ELE NÃO DEVERIA LAMENTAR PUBLICAMENTE A SUA MORTE, NEM PARTICIPAR DOS RITUAIS DE LUTO.
DEUS NÃO PROIBIU, COM ESTA ORDEM, QUE EZEQUIEL SENTISSE PENA NO SEU ÍNTIMO PELA PERDA DA ESPOSA.
O FATO DE O PROFETA EZEQUIEL DEIXAR DE EXTERNAR QUALQUER PESAR SERVIA DE SINAL AOS EXILADOS DE QUE A QUEDA DE JERUSALÉM E DO TEMPLO SERIAM TÃO DEVASTADORES QUE OS JUDEUS NÃO CONSEGUIRIAM EXPRESSAR SUA TRISTEZA DE MANEIRA COMUM.
A OBEDIÊNCIA DO PROFETA EZEQUIEL NESSA SITUAÇÃO DEVE TER SIDO UMA DAS SUAS TAREFAS MAIS DIFÍCEIS COMO PROFETA.
EMBORA SOB GRANDE TRISTEZA POR CAUSA DA PERDA DA SUA ESPOSA, TINHA DE CONTINUAR PROFETIZANDO DIA APÓS DIA A UM POVO REBELDE.
COMPARTILHAVA DOS SOFRIMENTOS DE DEUS, POIS O PRÓPRIO DEUS FICARIA SEM O SEU POVO, SUA CIDADE E O SEU TEMPLO, ASSIM COMO SEU PROFETA FIEL FICARIA SEM SUA ESPOSA QUERIDA.
SER FIEL A DEUS PODE SIGNIFICAR UM PREÇO ALTO A PAGAR.
OS CRENTES DA NOVA ALIANÇA, DE IGUAL MODO, SÃO CONCLAMADOS A COMPARTILHAR DOS SOFRIMENTOS DE CRISTO.
CONCLUSÃO
ESTE FATÍDICO JUÍZO DIVINO OCORRIDO ENSINA-NOS QUÃO GRAVE É, À VISTA DE DEUS, SUBSTITUIR AS COISAS SAGRADAS PELAS COISAS CARNAIS.
AO LONGO DA HISTÓRIA DA IGREJA OS HOMENS TÊM SUBSTITUÍDO O EVANGELHO SIMPLES PELA TRADIÇÃO, O CULTO DE CORAÇÃO PELOS RITOS, A REVELAÇÃO PELO RACIONALISMO, O EVANGELHO DA SALVAÇÃO PELO EVANGELHO DE BOAS OBRAS, E O FOGO DO ESPÍRITO SANTO PELO FOGO DA PAIXÃO RELIGIOSA.
ESTÁ NA HORA DE PARAR COM AS LITURGIAS BIZARRAS, CULTOS PROFANOS, TEOLOGIAS PERMISSIVAS E COSTUMES QUE FEREM A PALAVRA DE DEUS.
SE NÃO ATENTARMOS À SANTIDADE E À GLÓRIA DIVINAS, NÃO SUBSISTIREMOS, POIS O NOSSO DEUS, EMBORA SEJA CONHECIDO PELO AMOR E BONDADE, É TAMBÉM UM FOGO CONSUMIDOR (IS.30:27; HB.12:29). PENSE NISSO!
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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com