domingo, 9 de dezembro de 2018

Aula 11 – DESPERTEMOS PARA A VINDA DO GRANDE REI - Subsídio


4º Trimestre/2018

Texto Base: Mateus 25:1-13


"Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” (Mt.24:42).

Mateus 25:1-13
1- Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.
2- E cinco delas eram prudentes, e cinco, loucas.
3- As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.
4- Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.
5- E, tardando o esposo, tosquenejaram todas e adormeceram.
6- Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro!
7- Então, todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas.
8-  E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.
9- Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós.
10- E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.
11- E, depois, chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, senhor, abre-nos a porta!
12- E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço.
13- Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir.

INTRODUÇÃO

Dando continuidade ao estudo das Parábolas de Jesus, estudaremos nesta Aula a respeito da Parábola das Dez Virgens, narrada apenas no Evangelho de Jesus Cristo segundo escreveu Mateus, em virtude de a mesma está umbilicalmente ligada a costumes próprios dos judeus, o que tornaria a sua compreensão difícil para os destinatários gentios dos outros dois evangelhos sinóticos (Marcos e Lucas). O aspecto do despertamento é o assunto central a ser apreendido nesta Parábola. A sua mensagem principal é muito evidente e essencial: urge estarmos preparados para encontrarmos com o grande Rei, ou como alerta a Parábola, o Noivo. Aqui, Jesus declara solenemente a impossibilidade de sabermos o momento da sua volta, por isso, temos de estar preparados, vigilantes e despertados para tal acontecimento.

I. INTERPRETANDO A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS

“A Parábola das Dez Virgens é um comentário adicional sobre a Parábola dos Dois Servos (Mt.24:45-51), que estudamos na Aula anterior. Note como Mateus liga as duas parábolas com o conectivo 'Então'. Na parábola anterior os servos são recompensados ou condenados de acordo com o comportamento íntegro ou abusivo de cada um. Nesta parábola, as virgens prudentes e loucas (ou sábias e tolas) são avisadas a perseverar enquanto esperam o noivo”. Jesus afirma que o Reino dos céus é semelhante a dez virgens, ou seja, compara o Reino de Deus com dez dessas moças que acompanhavam a noiva desde o início dos preparativos para seu encontro com o noivo até a chegada ao novo lar do casal.
1. O Reino dos céus será semelhante a dez virgens. Jesus afirma que o Reino dos céus é semelhante a dez virgens. A linguagem é figurada, porém a mensagem é literal. Jesus queria ensinar aos seus discípulos sobre a, sempre, necessidade de cada crente estar preparado para a vinda de Cristo.
Para bem entendermos quem são estas virgens, faz-se necessário que saibamos o costume judaico da celebração do casamento. Estas virgens, segundo o costume judaico, preparavam a noiva desde o início do primeiro dia das bodas, de modo que a noiva estivesse devidamente trajada e adornada para se encontrar com o noivo no final do dia. A noiva era praticamente adornada como uma rainha (veja Ap.21:2). Depois de banhada, ela tinha os cabelos trançados com todas as pedras preciosas que a família possuía ou podia tomar emprestado (cf.Sl.45:14,15; Is.61:10; Ez.16:11,12). As moças que a ajudavam a vestir-se permaneceriam a seu lado como “companheiras”. No fim do dia havia uma procissão. O noivo saía de sua casa para buscar a noiva na casa dos pais dela. Nesse ponto, a noiva usava um véu. Em algum ponto o véu era retirado e colocado no ombro do noivo, e feita a seguinte declaração: “O governo estará sobre os seus ombros”. A procissão deixava então a casa da noiva e seguia para o novo lar do casal, e a estrada escura era iluminada por lâmpadas a óleo carregadas pelos convidados.
Na história contada por Jesus, o noivo demorou mais do que o esperado, de modo que o azeite nas lâmpadas das dez virgens começou a se acabar. Só as que tinham levado um frasco de óleo de reserva puderam reabastecer suas lâmpadas e dar as boas-vindas ao noivo (Mt.25:8,9). Havia canções e músicas ao longo do caminho (cf.Jr.16:9), e algumas vezes a própria noiva participava da dança (cf.Ct.6.13).
As virgens eram as “companheiras” da noiva, que estavam com ela desde o início dos preparativos para a festividade (o que, atualmente, se denomina de “o dia da noiva”) e que a levavam até a casa onde passaria a morar com o noivo.
As virgens, portanto, não são noivas: elas são pessoas que participam do propósito da noiva de se encontrar com o seu noivo e de morar com ele, em um lugar diferente de onde estava morando, ou seja, a casa dos seus pais; são pessoas que sabem muito bem o que está acontecendo, ou seja, que a noiva vai se mudar de lugar de habitação, que vai deixar a casa dos seus pais para ir morar na casa do noivo. As virgens têm consciência plena de que a noiva precisa se preparar, trocar as suas vestes, pôr adornos e enfeites, a fim de que, como rainha, chegar ao encontro do noivo e ir com ele para morar na casa dele.
Muitos se embaraçam com a interpretação da parábola, vez que entendem que, se as virgens não são noivas, não poderiam, portanto, representar a Igreja, já que esta é a Noiva do Cordeiro. O fato, porém, de a Igreja ser tida como a Esposa do Cordeiro (Ap.21:9; 22:17) em nada impede que as virgens simbolizem a Igreja. Não devemos nos esquecer que a parábola é uma comparação, é uma linguagem simbólica, de forma que o fato de um elemento significar a Igreja sem que este elemento seja a noiva não é problema algum, até porque sabemos que Jesus não é agricultor, não é um tesouro, não é o dono de um campo, e isto não impediu que o Senhor se referisse a si mesmo nas parábolas como sendo um destes elementos.
O fato é que, na parábola das dez virgens, não há qualquer menção à noiva, que é a personagem que fica faltando, o que é de se admirar, já que Jesus está a falar de uma festividade de casamento, onde o centro das atenções é, precisamente, a noiva. Porém, na parábola das dez virgens, a grande ausente é a noiva.
A noiva, que, como sabemos, é a Igreja, está ausente aqui nesta parábola, porque é alguém que surgirá somente quando o Noivo voltar, ou seja, quando do arrebatamento da Igreja, quando, então, os salvos de todas as épocas, pela primeira vez, estarão reunidos diante do Senhor Jesus. Até lá, jamais se terá a “Universal Assembleia e Igreja dos Primogênitos, que estão inscritos nos céus” (Hb.12:23a).
Com certeza, a Igreja só será plenamente conhecida quando todos os remidos, de todos os tempos estiverem reunidos em número incalculável, liderados pelo Senhor Jesus Cristo que irá adiante da grande multidão e nos apresentará ao Pai, dizendo: “… Eis-me aqui, e aos filhos que Deus me deu”(Hb.2:13). Então haverá festa nos céus. Todas as hostes celestiais se alegrarão juntamente com todos os seus servos (Ap.19:5-7).
Note que todas as dez virgens foram surpreendidas, ao vir o noivo (Mt.25:5-7). Isto indica que a parábola das dez virgens refere-se aos crentes vivos antes da tribulação e não àqueles durante a tribulação, os quais terão sinais específicos precedendo a volta de Cristo no final da tribulação.

Alguns pontos semelhantes:

a)    Todas eram Virgens. O fato de serem virgens não significa que eram puras, ou santas; se fossem, não ficaria de fora a metade delas. Assim, todas são virgens porque nenhuma delas pode ser contada entre os idólatras, ou pagãos. Todas dizem servir somente a Deus. Todas se identificam como sendo “evangélicas”. Por isto se diz que todas são virgens.
b)    Todas estavam com vestes iguais. No seu aspecto exterior eram iguais, porém, interiormente eram diferentes. É o que acontece hoje. Pelo aspecto exterior não podemos identificar e diferenciar os verdadeiros e os falsos crentes. Esta semelhança ficou, também, caracterizada na Parábola do Trigo e do Joio, que por serem tão semelhantes, o Senhor ordenou que deixassem crescer juntos, reservando a separação para o tempo da ceifa. No caso das dez virgens esta separação será feita quando vier o noivo.
c)    Todas tinham lâmpadas nas mãos. A lâmpada é um dos símbolos da Palavra de Deus –“Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra...”(Salmo 119:105). Hoje, não há uma só Igreja evangélica que não tenha a Bíblia Sagrada como regra de fé e como base de suas doutrinas, erradas ou não. Todos procuram extrair da Bíblia a base de seus fundamentos doutrinários. Nenhum crente evangélico irá para sua igreja levando um livro espírita, ou mulçumano, ou de qualquer outra religião. Todos possuem uma Bíblia, mesmo que não a leiam e nem a sigam, porém, a lâmpada está em suas mãos. Todas as virgens - Prudentes, ou Loucas -, tinham uma lâmpada nas mãos. Todas as Igrejas evangélicas, todos os que dizem ser cristãos, tem uma Bíblia nas mãos, tal como na Parábola.
d)    Todas estavam no mesmo lugar. Não se diz que as virgens prudentes estavam dentro da casa e que as virgens loucas estavam fora, mas todas estavam juntas, no mesmo lugar. Se as virgens loucas são mundanas é porque o mundo está dentro de suas “igrejas”. Não são elas que estão lá fora, no mundo, pois quem está lá fora, no mundo, não é chamado de crente. Segundo a Parábola, lá elas estavam todas juntas; aqui, na vida real, também.
Na Parábola do joio e do trigo, o joio estava junto com o trigo; na Parábola dos peixes bons e peixes ruins, os peixes ruins estavam na mesma rede, juntos com os peixes bons. Na Parábola das dez virgens, as virgens loucas estão no mesmo lugar, juntas com as Virgens Prudentes - estão nas Igrejas Locais. Elas podem ser membros da mesma Igreja Local; elas podem cantar nos mesmos corais e tocar na mesma orquestra; elas podem ser alunas e até professores da Escola Dominical; e, por incrível que possa parecer, elas podem, também, estar assentadas e pregando no mesmo púlpito.
e)    Todas estavam esperando o Noivo. Todas as Igrejas chamadas evangélicas, mesmo aquelas onde não existem praticamente nada de ensino bíblico, mesmo aquelas que vivem de “campanha em campanha” pela conquista das coisas desta Terra, mesmo aquelas que só usam as mãos para bater palmas, quase sempre aos seus próprios líderes; mesmo nessas Igrejas, e entre estes crentes, há uma noção, embora vaga, sobre a vinda de Jesus. Se indagados saberão dizer que estão esperando Jesus, embora talvez até desejem que demore, pois, nada sabem sobre o céu e só esperam pelas bênçãos da terra, as únicas que eles conhecem. Todas as virgens estavam esperando o esposo, assim como todos os crentes dizem que estão esperando Jesus.
f)     Todas tosquenejaram e dormiram. Não foram somente as loucas que dormiram. Ao usar a expressão “tardando o esposo” o Senhor Jesus quis deixar claro que Ele demoraria a voltar. Nesta demora já se passaram quase dois mil anos, e o “Esposo” ainda não veio.
Dormir pode significar descansar. O Senhor não queria ser esperado por pessoas aflitas, inquietas, temerosas, preocupadas, sem paz. Todas podiam dormir, ou descansar, porque, certamente, o esposo viria. O erro das Virgens Loucas foi dormir sem antes por a vida em ordem. Elas deveriam, antes de descansar, ou dormir, providenciar azeite para suas vasilhas. Foram negligentes.
Assim, se nossa “lâmpada” estiver acesa e se houver azeite em nossa “vasilha”, então “descansemos no Senhor e esperemos nele”(Salmo 37:7). As Virgens Loucas ficaram de fora, não porque dormiram, mas porque não tinham azeite em suas vasilhas. Se alguém se diz seguidor de Cristo, isto é, cristão, e tem o Espírito Santo habitando continuamente em sua vida, não há o que temer, descanse em paz.
2. Duas classes de virgens. Jesus afirmou que as dez virgens – cinco prudentes e cinco loucas - saíram ao encontro do noivo. Isto nos mostra a existência de duas classes de crentes que, aparentemente, estão servindo a Deus, que, aparentemente, estão aguardando o encontro com o Noivo, e isto perdurará até o final do dia; ou seja, somente quando do Arrebatamento da Igreja se saberá quem pertence à “Universal Assembleia dos Santos” - Igreja genuína, que está preparada para se encontrar com Jesus -, e quem pertence à falsa Igreja, aquela formada por pessoas que, embora afirmem que estejam esperando Jesus, simplesmente não vivem de acordo com esta suposta esperança, não estão devidamente preparados para se encontrar com Jesus.
a) As Virgens Prudentes. As cinco Virgens Prudentes eram pessoas que conheciam o cerimonial, que conheciam o caminho que seria percorrido e que, portanto, sabiam que deveriam ter azeite suficiente para a espera do noivo e sabiam o caminho até o novo lar do casal. Elas tinham pleno conhecimento do que estava ocorrendo à sua volta, de que havia possibilidade de o noivo demorar, mas que ele certamente viria e que, portanto, era de bom senso, era necessário, para evitar inconveniências, que houvesse uma reserva de azeite para poder alimentar as lâmpadas até a chegada ao novo lar do casal.
As virgens prudentes conheciam o que se passava à sua volta, conheciam o noivo, seus atributos e tinham como provável a sua demora e, portanto, a necessidade de um abastecimento de azeite até o momento de sua chegada. Jesus mostra-nos, portanto, que não há como se chegar ao novo lar do casal, não há como entrar na casa do noivo a não ser através da prudência, ou seja, do prévio conhecimento do noivo, do prévio conhecimento das circunstâncias que nos rodeiam.
As virgens prudentes estavam dispostas a seguir o cerimonial programado, em seguir o noivo para sua casa nova, mas queriam tanto fazê-lo que não aceitaram a hipótese de faltar azeite durante a iluminação do caminho até a casa do noivo. O dia já declinava, haviam procurado, durante todo o dia, preparar a noiva e não iriam, agora, neste último instante, descuidar deste importante pormenor: o azeite.
Vejamos que a única coisa que poderia dar errado, nesta altura do dia, em que todos os preparativos já haviam sido tomados, era a falta de azeite. As lâmpadas já estavam em suas mãos e se tinha apenas de esperar o noivo, que certamente viria. Assim, o que dependia das virgens era apenas tomar o cuidado de não deixar faltar o azeite até a chegada na nova moradia dos nubentes.
Esta é, precisamente, a situação em que se encontra a Igreja genuína, a Igreja militante, a Igreja que está preparada para se encontrar com o Senhor. Ela percebe que se está no final do dia, ou seja, no final da dispensação da graça. A noite está chegando, quando ninguém mais poderá trabalhar (João 9:4) e, desta forma, é hora de empunhar as lâmpadas, mas devemos tomar todo o cuidado para que não falte o azeite para abastecê-la.
Os salvos que estão em comunhão com o Senhor e percebem que Ele está voltando, e que as profecias estão se cumprindo, precisam estar alerta para o momento da chegada do noivo, que vem buscar a noiva para levá-la à nova moradia.
No instante do arrebatamento, o salvo deve estar ciente de que não pode deixar faltar o azeite em sua lâmpada, ou seja, de que é preciso manter esta comunhão com o Senhor, que é preciso estar na luz, como Ele na luz está (1João 1:7), para que não seja apanhado desprevenido no instante da chegada do noivo.
b) As Virgens Loucas. Estas representam os crentes não salvos, aqueles que abraçaram o evangelho como se fosse uma religião; aqueles que mudaram de religião, mas não mudaram de vida; estão na Igreja, são batizados nas águas, são parecidos com os verdadeiros crentes, mas, não têm vida espiritual, porque não têm “Azeite”, ou seja, não estão em plena comunhão com o Espírito Santo.
Observação:
(1) as virgens loucas, não tendo conseguido o Azeite, por empréstimo, junto às Virgens Prudentes, então elas foram comprá-lo. Isto demonstra duas coisas: elas sabiam onde poderiam “comprar” Azeite; e elas tinham condições, ou o “dinheiro” necessário para pagarem o preço requerido. Assim, se não tinham Azeite em suas vasilhas, foi por pura negligência. Elas tiveram tempo, pois, o esposo tardou a chegar; elas sabiam que havia Azeite disponível para ser adquirido; elas tinham condições para poder adquirir.
(2) Elas foram comprar, mas não conseguiram. No dia do Arrebatamento da Igreja, quando chegar “meia-noite” e quando se ouvir “um clamor: ai vem o esposo!”, então, a Noiva que deverá estar pronta, será levada pelo Espírito Santo para ser entregue a Jesus. Ao deixar a Terra Ele terminará sua missão, nesta dispensação da graça, em relação à Igreja. Em sendo desta forma, é certo que as Virgens Loucas não mais encontrarão o Espírito Santo na Terra. Elas irão comprar Azeite, mas não encontrarão Azeite para comprar.
A Verdade Bíblica é que, com o Arrebatamento, o Espírito Santo terminará o seu ministério, nesta dispensação da graça, em relação à Igreja. Assim, quando as Virgens Loucas saírem para “comprar Azeite”, o Espírito Santo já haverá entregado a Noiva ao Esposo, tendo terminado ali sua missão que havia começado no dia do Pentecostes. Por esta razão não haverá mais Azeite disponível para ser adquirido. Elas sairão para comprar Azeite, mas não acharão, pois já haverá começado “o grande e terrível dia do Senhor” (a Grande Tribulação). Já haverá terminado a dispensação da graça, na qual por mais de dois mil anos Deus falara ao homem com voz meiga e suave, sendo que, mesmo assim, muitos não quiseram ouvir. A nova dispensação trará consigo os juízos de Deus sobre os moradores da terra, razão porque as Virgens Loucas, da Parábola, ouviram-no dizer, com voz firme e forte: “Em verdade vos digo que vos não conheço”.
3. O que representa o Azeite. As lâmpadas usadas numa ocasião festiva, como era a cerimônia de um casamento, eram reveladas como símbolo de vida, de alegria e de paz, e, portanto, era indispensável que não se tolerasse sequer a hipótese de as lâmpadas virem se apagar. Tratava-se, portanto, de uma preocupação das mais exigíveis para as virgens, consideradas acompanhantes da noiva. Levar o azeite consigo era, portanto, a principal obrigação das virgens, neste momento do dia, um dever supremo, a sua principal responsabilidade.
As virgens loucas não levaram o azeite consigo, ou seja, na interpretação costumeira, não tinham o Espírito Santo. Entretanto, como entender que tinham suas lâmpadas acesas, se não tinham o Espírito Santo? Como entender que tinham algum azeite, se aqueles que andam segundo a carne não têm o Espírito? Esta dificuldade surge se identificarmos o azeite com o Espírito Santo, mas, se verificarmos que o azeite simboliza a comunhão com o Espírito Santo, veremos que a situação se esclarece e que passamos a compreender o que se passa na parábola.
Lembremos que as virgens simbolizam as pessoas que, tendo ouvido o Evangelho, resolveram ter o mesmo destino da Igreja, resolveram ir para o céu, creram no retorno de Cristo e na promessa de que nos dará uma nova morada, a vida eterna.
Lamentavelmente, porém, as pessoas aqui representadas pelas virgens loucas não decidem conhecer o Senhor. Nascidas de novo, despertadas para a realidade da vinda de Cristo e da vida eterna, dizem estar se preparando para o encontro com o esposo, mas, infelizmente, não o fazem; não se separam do pecado, não criam uma intimidade com Deus e, pouco a pouco, aquela chama que acendeu pelo efeito da fé salvadora, vai enfraquecendo e, como não foi levado azeite consigo, instantes antes da chegada do esposo, a lâmpada começa a se apagar, sem condições de haver um reabastecimento, porque não há mais comunhão, não se construiu um relacionamento entre esta pessoa e Deus depois do instante do novo nascimento.
Para ser de Cristo não basta ser evangélico; não basta ter a Bíblia nas mãos, na cabeça, ou no púlpito. Para ser de Cristo é preciso ter azeite na vasilha, ter plena comunhão com o Espírito Santo - “... se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”(Rm.8:9).
4. A chegada do Noivo. À meia-noite se ouviu um grito de que o “noivo estava chegando”. Ao afirmar isso, Jesus declara que Ele voltará no momento em que a humanidade estiver envolvida, com maior intensidade, nas trevas do pecado (Mt.4:16; 6:23; João 3:19).
a) O clamor da meia noite(Mt.25:6). O momento em que se notou a diferença entre as virgens prudentes e as virgens loucas foi o momento do clamor: “À meia-noite, ouviu-se o clamor: aí vem o noivo, saí-lhe ao encontro” (Mt.25:6).
O momento do clamor é o que se costuma dizer de “a hora da verdade”. Todas as virgens haviam saído ao encontro do esposo, mas nem todas estavam preparadas para fazê-lo. O clamor do esposo representa aqui o instante do alarido, da voz de arcanjo, da trombeta de Deus (1Ts.4:16), ou seja, o Dia da Vinda de Jesus, para conduzir a sua Noiva ao novo Lar, ao Céu. Será apenas neste instante que se saberá a diferença entre os genuínos salvos e aqueles que apenas servem a Deus nominalmente. Quando Deus fizer a chamada, então saberemos quem tem levado azeite consigo e quem não o tem.
Até que se ouvisse o clamor, todas as virgens estavam adormecidas, todas se encontravam com suas lâmpadas acesas, aparentemente todas estavam em condições de ir ao encontro do noivo. Assim ocorre nos nossos dias: dentro das igrejas locais, todos parecem estar servindo a Deus, todos parecem estar esperando Jesus, todos parecem estar em comunhão com o Senhor. Entretanto, isto não é verdade. Existem aqueles que são salvos, que servem a Deus com sinceridade de propósito, com prudência, que estão em comunhão com o Senhor e aqueles que são apenas cristãos nominais, que não servem a Deus, que vivem uma vida de aparência, denominamos isso de hipocrisia. No instante da chamada, porém, a aparência se desfará e as lâmpadas se apagarão, porque não haverá azeite, não haverá comunhão com Deus.
b) A chegada do Noivo(Mt.25:10). O Noivo aqui é o Senhor Jesus. O casamento sempre foi uma figura que representa o relacionamento entre Deus e o seu povo. Assim, Israel sempre foi apresentado como sendo a esposa do Senhor, como também a Igreja, apresentada como a esposa do Cordeiro.
O relacionamento matrimonial é uma figura típica do relacionamento de Deus com o seu povo, porque é um relacionamento fundado em amor e em fidelidade, precisamente como deve ser o relacionamento entre Deus e os homens. O noivo era a pessoa que viria buscar a noiva no final do dia para levá-la até o novo lar do casal. A parábola, portanto, reforça a promessa de Jesus de que virá buscar a sua Igreja(João 14:1-3), promessa que é a mensagem mais repetida em todo o Novo Testamento.
O noivo prometeu vir e viria até o final do dia, pois aquele era o dia marcado para o casamento. Entretanto, não disse a que hora viria, de modo que a noiva deveria aguardá-lo até o final do dia, e a parábola nos diz que o noivo chegou à meia-noite, ou seja, no final do dia, mas, apesar da demora, cumpriu a sua promessa e veio buscar a noiva.
Jesus, igualmente, cumprirá a sua promessa. No momento certo, que não sabemos nem temos condição de saber qual é (Mt.24:36), Jesus virá e levará consigo tão somente aqueles que estiverem preparados.
A volta do Senhor é uma realidade que se apresenta cada vez mais iminente e, por isso, tem de ser divulgada e pregada a cada momento, com maior intensidade pela sua Igreja. A meia-noite está chegando, a volta do noivo se aproxima, e nós, que tanto a desejamos, devemos anunciá-la, para que outros possam dela usufruir. Infelizmente, a mensagem da volta de Cristo tem desaparecido dos nossos púlpitos e tem sido substituída por mensagens de prosperidade material e pelas coisas desta vida.
c) As Bodas(Mt.25:10). Na parábola, Jesus deixa bem claro que quem não tiver levado azeite consigo não o encontrará enquanto noivo, não participará das bodas. A parábola, portanto, reforça a lição de que a Igreja não sofrerá a grande tribulação e que participará das bodas do Cordeiro, separadamente daqueles que serviram a Cristo apenas de aparência, ou seja, das virgens loucas. As virgens loucas não chegaram a ver o esposo, apenas ouviram o clamor e notaram que suas lâmpadas se apagavam; pediram azeite para as virgens prudentes, mas estas só tinham o suficiente para si. Assim, foram comprar mais azeite, mas, quando chegaram, já era tarde demais, pois a porta já havia se fechado e as bodas se iniciado sem elas.

II. O ARREBATAMENTO DA IGREJA É IMINENTE

“Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir” (Mt.25:13).
1. O Arrebatamento. O Arrebatamento da Igreja é o evento que porá fim à dispensação da Graça, a este tempo que estamos vivendo em que o Espírito Santo atua livremente através de todos os homens e mulheres que, independentemente de raça, tribo ou nação, aceitam a mensagem do Evangelho, creem que Jesus é o Salvador e se submetem ao seu senhorio, passando a viver segundo a sua vontade. É o momento da retirada repentina, de improviso, de sobre a face da Terra, de todos os redimidos que permaneceram fiéis, antes que se inicie o período mais tenebroso da história da humanidade - a Grande Tribulação. O Arrebatamento é tremendo em sua vitória sobrenatural sobre a morte; é o milagre que Satanás não pode imitar; é o testemunho sobrenatural de Jesus Cristo que ganhou a vitória sobre a morte e o inferno. Jesus, então, como diz Paulo, descerá e se encontrará com a Igreja nos ares, que é a reunião dos salvos em Cristo (1Ts 4:16,17).
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1Ts.4:16,17).
2. Diferença entre o Arrebatamento e a Vinda de Jesus em glória. Geralmente, ao se ler sobre estes dois eventos, cria-se uma certa confusão e acaba-se considerando todos os trechos da Bíblia como pertencentes a um mesmo evento. Porém, a Bíblia deixa claro que são dois estágios distintos da Segunda Vinda de Cristo.
  • No Arrebatamento, muitos na Igreja não estarão esperando Jesus. Jesus disse que virá num tempo de paz e prosperidade quando até Sua Noiva não estará esperando por Ele - “Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do Homem à hora que não imaginais” (Lc.12:40). Não somente as “virgens loucas”, mas até as “prudentes” estarão dormindo - “E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mt.25:5).
  • A Vinda de Cristo em Glória ocorrerá quando todos os sinais já tiverem sido cumpridos e todos souberem que Ele está voltando. A um Israel descrente, Cristo declarou: “Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt.24:33). Até o Anticristo saberá: “E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o Seu exército” (Ap.19:19). As Escrituras dizem que o Messias virá quando o mundo estiver quase destruído pela guerra, fome e os juízos de Deus, e quando Israel estiver quase derrotado. Zacarias declara: “olharão para aquele a quem traspassaram” (Zc.12:10b), e todos os judeus vivos na Terra reconhecerão seu Messias. Exatamente como os profetas previram, Ele veio como homem, morreu pelos seus pecados, e retornará dessa vez para salvar Israel. Sobre esse momento culminante, Paulo declara: “... todo o Israel [ainda vivo] será salvo”... (Rm.11:26).
Portanto, a Vinda do Senhor é uma só, porém, manifesta em duas fases distintas, envolvendo três tipos de povos (1Co.10:32): para a Igreja, Jesus virá como Noivo; para os Judeus, como Messias; e para os Gentios, como Juiz.
3. Quem será arrebatado. Este acontecimento envolverá somente a Igreja, ou seja, todos aqueles que fazem parte da Nova Aliança, isto é, todos aqueles que foram transformados mediante o Novo Nascimento. Aqueles que foram redimidos pelo sangue de Jesus e permaneceram fiéis a Ele serão arrebatados para encontrar o Senhor nos ares, participar das Bodas do Cordeiro e estar para sempre com o Senhor. Abrangerá tanto os que estiverem vivos na Terra quanto os que “dormem” no Senhor e estão no Paraíso (1Co.15:51,52; 1Ts.4:16,17). Os cristãos que estiverem vivos e aqueles que já “dormem” no Senhor serão arrebatados (1Ts.4:16,17). Chamamos esse evento de a “Grande Colheita” dos justos.
Estamos vivendo um espaço de tempo indeterminado chamado era da Igreja ou era da Graça, o qual se iniciou no dia do Pentecostes e se findará no Dia do Arrebatamento. Este período de tempo indeterminado está compreendido entre a 69ª e 70ª semana de anos, conforme as profecias do livro de Daniel (Dn.9:20-27). Após o arrebatamento, iniciar-se-á um período de grande sofrimento e angústia na Terra, chamado de Grande Tribulação, ou septuagésima semana de Daniel. A Igreja não passará por esse tenebroso período.

III. UMA VIDA CHEIA DO ESPÍRITO E DE SANTIDADE

"Sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver" (1Pd.1:15).
A parábola das dez virgens ressalta o valor de cada cristão estar pronto e com a vida santificada, isto é, vivendo de forma separada das coisas profanas, consagrando a vida para agradar ao seu Noivo, o Senhor Jesus (Ap.19:.7). Ele que é santo, virá buscar os que são santos (1Ts.3:13; 5:23; 2Ts.1:10; Hb.12:14). Por isso, a vontade dEle para a vida do crente é que ele seja santo, separado do pecado (1Ts.4:3).
A santidade é o que identifica o povo de Deus. Por isso, a exigência permanente de Deus com relação à santidade do Seu povo. Todavia, os dias de hoje são difíceis e não são poucos os que têm se esforçado em encontrar guarida para as suas “inclinações da carne”, mas o Senhor, na Sua Palavra, é bem claro, é claríssimo: “os que estão na carne, não podem agradar a Deus” (Rm.8:8). Portanto, o santificar-se não é uma opção na vida do salvo, é uma ordenança divina: “Santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso Deus” (Lv.20:7). A nossa santificação é da vontade de Deus: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1Ts.4:3).
É bom ressaltar que ainda estamos neste mundo e, por causa disto, estamos sujeitos a pecar, mesmo tendo aceitado a Cristo como nosso Senhor e Salvador. O apóstolo João aprofundou-se nesta questão e demonstrou que os homens não estão livres totalmente do pecado (1João 1:8-2:2), pois ainda não foram libertos do “corpo do pecado”.
No entanto, o verdadeiro salvo não é uma pessoa que tenha um modo de vida voltado para as coisas pecaminosas, cujos propósitos e tendências sejam todas no sentido da separação de Deus mediante a prática da iniquidade.
O crescimento do crente "em santificação" ocorre à medida que o Espírito Santo o rege soberanamente e, o crente, por sua vez, busca-o, em cooperação com Deus.
Na Igreja Visível existem as pessoas que são salvas, que passaram pelo processo do Novo Nascimento, que se tornaram uma nova criatura, que experimentaram uma mudança de vida, da forma de pensar, de sentir, de falar, para as quais, verdadeiramente, “as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2Co.5:17).
·        Pessoas que procuram viver uma vida agradável a Deus, seguindo “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14).
·        Pessoas que se consideram mortas para os prazeres do mundo e as concupiscências da carne, seguindo e observando este principio estabelecido pela Palavra de Deus – “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado á destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Col.3:1,2).
·        Pessoas que procuram viver suas vidas em santidade, abrindo mão até mesmo de muitas coisas que outros crentes fazem. Elas podem dizer como disse Paulo: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1Co.6:12).
·        Pessoas que não apenas estão com a Bíblia Sagrada nas mãos, mas que procuram viver de acordo com o que nela está escrito. E, nela, dentre muitas coisas, está escrito: “Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça”.
·        Pessoas que, nesta Parábola, são representadas pelas Virgens Prudentes, aquelas que estavam preparadas e que tinham Azeite em suas Vasilhas.
Viver na plenitude do Espírito Santo é a maior necessidade para a nossa vida hoje, mas ninguém pode ser cheio do Espírito Santo de Deus se não adotar um estilo de vida santo. Santidade é o caminho para receber o poder do Espírito Santo (Lc.1:28,30).
Portanto:
·       Devemos ser santos porque somos filhos de Deus - “Amados, agora somos filhos de Deus...”(1João 3:2). Quando um filho ama seu pai ele se orgulha quando alguém diz que ele se parece com o pai. O mesmo sentimento compartilha o pai quando alguém diz que seu filho é a “sua cara”. Contudo, não havendo amor essa mesma declaração aborrece tanto o filho como o pai.
·       Devemos ser santos porque queremos fazer a vontade do Pai -  “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação...”(1Tes.4:3). Todo bom filho sente prazer e se esforça para fazer a vontade de seu pai. Todo pai fica feliz quando seu filho procura ser-lhe agradável. A Bíblia diz que Deus quer que seus filhos sejam santos.
·       Devemos ser santos porque queremos ser morada de Deus e um Templo para o seu Espírito - “Jesus respondeu, e disse-lhe: se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada”(João 14:23); “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós...”(1Co.6:9). A Bíblia diz que Deus é Santo na sua essência, ou seja, é absolutamente santo. Nós com todas nossas impurezas não sentimos bem habitando, ou convivendo num lugar sujo, imundo, quanto mais Deus. Daí, se eu quero que ele habite em mim, então preciso não apenas estar limpo, preciso estar purificado.
·       Devemos ser santos porque queremos ser um vaso nas mãos de Deus. Santificação significa ser separado para uso de Deus. Assim sendo, qualquer que desejar ser um vaso nas mãos de Deus, tem que ser um vaso separado para seu uso. Esta é a condição exigida pela Palavra de Deus, conforme escreveu Paulo: “Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purifica destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra”(2Tm.2:20,21).
·       Devemos ser santos porque somos peregrinos a caminho da Canaã Celestial - “...Andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação”(1Pd.1:17). Os que não conhecem a Bíblia pensam que para ser santo é preciso estar morando no céu. Pensam que é somente lá que vivem os santos. Porém, pela Palavra de Deus sabemos que Deus exigiu que Israel fosse santo durante a peregrinação através do deserto. Foi lá no Monte Sinai que Deus disse: “...Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo”(Lv.19:2). Naquele deserto, Israel teria que andar com Deus. Porém, o profeta Amós, pergunta: “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”(Amós 3:3). Deus é Santo, e só existe uma maneira de poder andar com Ele: sendo santo.
·       Devemos ser santos porque queremos morar no Céu - “Senhor, quem habitarás no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?” (Salmo 15:1). O Senhor Deus diz: “Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que estejam comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá”(Salmo 101:6). Somente os santos morarão no céu. Que o Senhor nos ajude a andar de valor em valor até que venhamos a completar a nossa carreira espiritual.

CONCLUSÃO

A Parábola das dez virgens ressalta o fato que todos os crentes devem constantemente examinar a sua vida espiritual, tendo em vista a vinda de Jesus Cristo num tempo desconhecido, inesperado e repentino. Devemos perseverar na fé, para que uma vez chegados o dia e a hora, sejamos levados pelo Senhor na sua vinda. Portanto, estar despreparado e sem comunhão pessoal com o Senhor quando Ele voltar, significa ser lançado fora da sua presença e do seu Reino. A Parábola deixa claro que uma grande parte dos crentes estará despreparada no momento da volta de Cristo. Ele deixa, pois, claro que Ele não vai esperar até que todas as igrejas locais estejam preparadas para a sua vinda. Que possamos estar de prontidão para a vinda do nosso Noivo.
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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 76. CPAD.
Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. Vinda de Jesus e a Vigilância do crente. PortalEBD_2005.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. VIGIAI, POIS NÃO SABEIS QUANDO VIRÁ O SENHOR. PortalEBD.