quarta-feira, 1 de julho de 2015

Aula 01 – UMA MENSAGEM À IGREJA LOCAL E À LIDERANÇA


3º Trimestre/2015


Texto Base:1Tm 1:1,2; Tito 1: 1-4

 
“Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza” (1Tm 4:12).

 

INTRODUÇÃO

Mais um trimestre se inicia. Estudaremos agora sobre as Epístolas Pastorais: 1º e 2º Timóteo e Tito. Estas Epístolas são as últimas que o apóstolo Paulo escreveu. Elas foram destinadas, originalmente, aos seus amigos e cooperadores Timóteo, que mandara pastorear a igreja em Éfeso (1Tm 1:3) e Tito, em Creta (Tt 1:5). A função primordial delas foi orientar estes obreiros no exercício das funções que lhes foram confiadas como pastores cristãos.

O problema comum entre as igrejas de Éfeso e Creta era as falsas doutrinas. Surgiram falsos mestres ensinando uma mistura de doutrinas e práticas judaicas e pagãs: proibição do casamento, abstinência de alimentos (1Tm 4:3); alguns afirmavam que a ressurreição dos mortos já havia ocorrido (2Tm 2:18). Havia, ainda, muitas contendas e discussões nas igrejas (Tt 2:9-11). Para combater estas e outras falsas doutrinas, Paulo recomenda a nomeação de oficiais qualificados, em cada igreja (1Tm 3:1-13, Tt 1:5-9).

Enfim, o conteúdo destas Epístolas está repleto de conselhos úteis sobre a estrutura da vida da igreja. Esses conselhos são atemporais e gerais, por isso devem ser seguidos pela igreja hodierna (1Tm 3:14,15).

I. AS EPÍSTOLAS PASTORAIS

1. Datas em que foram escritas.

a) 1º Timóteo. Quase todos os conservadores concordam que 1Timóteo é a primeira Carta pastoral escrita, seguida de Tito e de 2Timóteo pouco antes da morte de Paulo. Indica-se uma data entre 64 e 67 d.C., com base na informação de que Paulo foi liberado da prisão domiciliar no ano 61 d.C, o que possibilitou suas viagens. A Epístola foi provavelmente escrita na Grécia.

b) 2º Timóteo. Esta epístola foi escrita por ocasião de sua 2ª prisão em Roma. Como cidadão romano, Paulo não poderia ser lançado aos leões nem crucificado, mas "honrosamente" decapitado com uma espada. Uma vez que ele foi morto quando Nero era imperador, falecido em 8 de junho do ano 68 d.C, é provável que a redação de 2Tímóteo tenha ocorrido entre o outono de 67 e a primavera de 68.

c) Tito. Devido à semelhança dos temas e da linguagem, os conservadores creem que Tito foi escrito por volta do mesmo período ou um pouco depois de 1Timóteo. De qualquer modo, o livro foi escrito entre 1 e 2Timóteo, e não depois de 2Timóteo. Embora seja impossível fixar uma data exata, é provável que tenha sido entre 64 e 66 d.C. O lugar possível de origem é a Macedônia.

2. Conteúdo. O conteúdo de cada epístola pode ser resumido da seguinte maneira:

a) 1Timóteo. Nesta Epístola, Paulo transmite cuidados específicos que Timóteo deve proceder na Igreja de Éfeso. Um dos cuidados principais é que Timóteo lute com denodo pela fé e refute os falsos ensinos que estavam comprometendo o poder salvífico do Evangelho (1Tm 1:3-7; 4:1-8; 6:3-5,20,21). Paulo também instrui Timóteo a respeito das qualificações espirituais e pessoais dos dirigentes da igreja, e oferece um quadro geral das qualidades de um obreiro candidato a futuro pastor de igreja. Entre outras coisas, Paulo ensina a Timóteo sobre o relacionamento pastoral com os vários grupos dentro da igreja, como as mulheres em geral (1Tm 2:15; 5:2), as viúvas (1Tm 5:3-16), os homens mais idosos e os mais jovens (1Tm 5:1), os presbíteros (1Tm 5:17-25), os escravos (1Tm 6:1,2), os falsos mestres (1Tm 6:3-6) e os ricos (1Tm 6:7-10,17-19). Paulo confia a Timóteo cinco tarefas distintas para ele cumprir (1Tm 1:18-20; 3:14-16; 4:11-16; 5:21-25; 6:20-21). Neta Epístola, Paulo exprime sua afeição a Timóteo como seu convertido e filho na fé, e estabelece um elevado padrão de piedade para a vida dele e da igreja.

b) 2Timóteo. É a Epístola de despedida de Paulo. No capítulo 1, Paulo assegura a Timóteo o seu incessante amor e orações, e exorta-o a nunca transigir na fidelidade ao Evangelho, a guardar com diligencia a verdade e a seguir o seu exemplo.

No capitulo 2, Paulo incumbe seu filho espiritual a preservar a fé, transmitindo suas verdades a homens fiéis que, por sua vez, ensinarão a outros (2Tm 2:2). Admoesta o jovem pastor a sofrer as aflições como bom soldado (2Tm 2:3), a servir a Deus com diligência e a manejar corretamente a Palavra da verdade (2Tm 2:15), a separar-se daqueles que se desviam da verdade apostólica (2Tm 2:18-21), a manter-se puro (2Tm 2:22) e a trabalhar com paciência como mestre (2Tm 2:23-26).

No capítulo 3, Paulo declara a Timóteo que o mal e a apostasia aumentarão (2Tm 3:1-9), porém, ele precisa permanecer sempre, e em tudo, leal às Escrituras (2Tm 3:10-17).

No capítulo 4, Paulo incumbe Timóteo de pregar a Palavra e de cumprir todos os deveres do seu ministério (2Tm 4:1-5). Termina, informando a Timóteo quanto aos seus assuntos pessoais, quando ele já encarava a morte, e instando com o pastor a vir logo ao seu encontro (2Tm 4:6-21).

c) Tito. A carta de Paulo a Tito trata de vários temas fundamentais para a igreja. Dentre elas destacamos:

a) A organização das igrejas (Tt 1:5). Muitas coisas estavam fora de lugar nas igrejas de Creta. Tito foi deixado lá para colocá-las em ordem. Essas coisas incluíam o ensino da sã doutrina, a aplicação da disciplina, o combate aos falsos mestres e a instrução da sã doutrina aos crentes.

b) A liderança das igrejas (Tt 1:5-9). Paulo tinha uma solene preocupação com o governo da igreja. Uma igreja bíblica precisa ter líderes sãos na fé e na conduta. Paulo deixa claro que o objetivo supremo do governo da igreja é a preservação da verdade revelada.

c) O combate aos falsos mestres e às falsas doutrinas (Tt 1:10-16). A liderança da igreja precisa vigiar para que os lobos que estão do lado de fora não entrem; nem os lobos vestidos de peles de ovelha, disfarçados dentro da igreja, arrastem após si os discípulos (At 20:29-31).

d) O ensino da sã doutrina (Tt 2:1). A igreja não deveria ficar apenas na defensiva, combatendo os falsos mestres, mas deveria, sobretudo, engajar-se no ensino da sã doutrina.

e) A promoção da ética cristã (Tt  2:2-10). Paulo dá orientações claras para os líderes e para os liderados. As prescrições apostólicas contemplam os idosos, os recém-casados, os jovens e os servos. Não é suficiente ter doutrina sã, é preciso também ter vida santa. A doutrina sempre deve converter-se em vida. Quanto mais conhecemos a verdade, tanto mais deveríamos viver em santidade.

f) A prática das boas obras (Tt 2:11-14; 3:8,14). Não somos salvos pelas boas obras, mas demonstramos nossa salvação por meio delas. A salvação é pela fé somente, mas a fé salvadora nunca vem só; ela é acompanhada das boas obras. A fé é a causa; as boas obras são o resultado da salvação. As nossas boas obras não nos levam para o céu, mas nos acompanham para o céu (Ap 14:13).

g) A submissão às autoridades (Tt 3:1-11). A igreja de Deus é um lugar de ordem, e não de anarquia; de obediência, e não de insubmissão. Insurgir-se contra as autoridades instituídas por Deus é desafiar o próprio Deus que as instituiu. Assim, a fonte da autoridade não está nela mesma, mas em Deus.

II. PROPÓSITO E MENSAGEM

As Epístolas pastorais remetidas a Timóteo e Tito têm o propósito precípuo de orientar esses dois ministros a lidarem corretamente com as diferentes demandas da vida eclesiástica. Aqui, destacamos dois itens comuns importantes:

1. Orientar os líderes quanto à vida pessoal. Veja este texto remetido a Timóteo: “[...] Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1Tm 4:16). Perceba a ordem. Timóteo é primeiro aconselhado a cuidar de si mesmo e, então, da doutrina. Isso enfatiza a importância da vida pessoal para qualquer servo de Cristo. Se sua vida é torta, por mais ortodoxa que seja a doutrina, ela é inútil.

Paulo escreveu que pela leitura, exortação e ensino Timóteo salvaria tanto a si mesmo como os seus ouvintes. A palavra salvar não se refere à salvação da alma. O capítulo 4 começa com a descrição dos falsos mestres que causavam dano ao povo de Deus. Paulo conta a Timóteo que, se ele aderir fielmente à apalavra de Deus e a uma vida de piedade, se salvará dos falsos ensinamentos e também poupará seus ouvintes.

2. Combater as heresias. Uma heresia é uma negação da verdade ou uma distorção dela. Na época de Paulo, havia diversas heresias, que ameaçavam solapar as bases e as estruturas das igrejas locais, como parte do edifício maior da igreja do Senhor Jesus Cristo. O desafio de manter a unidade da igreja, com fundamento em Cristo e seus ensinos, emanados dos evangelhos, era enorme. As Epístolas eram o único meio de que se valiam os lideres ou supervisores da obra para transmitirem ensinamentos, advertências e doutrinas, mas elas demoravam meses para chegar até aos destinatários, devido a vários fatores, dentre eles a precariedade dos transportes. Enquanto isso, as heresias grassavam com muita penetração nas igrejas locais, causando enorme prejuízo espiritual ao povo de Deus, principalmente aos neoconversos e os crentes mais antigos, que dependiam da orientação de seus lideres, de presbíteros, que os reuniam para lhes transmitir o ensino cristão sadio.

Segundo o pr. Elinaldo Renovato, dentre as heresias que Paulo tinha em mente, duas se destacavam por sua influência cultural e filosófica: (a) o judaísmo, que se manifestava de forma insidiosa, visando destruir os ensinos de Cristo, por meio da observância dos rituais estabelecidos na Lei de Moisés; (b) o gnosticismo, que se propõe a explicar todas as coisas por meio da gnosis (gr. conhecimento). Os seguidores desta filosofia herética praticavam “culto aos anjos”, a quem chamavam de “tronos”, “denominações”, “principados” e “potestades”. Além desse ensino estranho ao cristianismo, negavam a supremacia de Cristo, negando sua encarnação, pois consideravam o corpo humano mau; este, sendo matéria, contaminaria a Cristo, visto que a matéria é má e somente o espírito é bom. Por considerarem a matéria essencialmente má, negavam a criação, a encarnação e a ressurreição.

Como se vê, era enorme a luta de Paulo e dos líderes designados por ele para manter os cristãos nos retos caminhos do Senhor, seguindo a sã doutrina. Contudo, o ministro do evangelho deve pregar a verdade e também combater a mentira. Deve anunciar a sã doutrina e também reprovar as falsas doutrinas. Deve eleger verdadeiros obreiros para cuidarem da igreja de Cristo, e também combater os falsos mestres.

III. UMA MENSAGEM PARA A IGREJA LOCAL E A LIDERANÇA DA ATUALIDADE

Como falamos no item 2 acima, duas heresias se destacavam e atormentavam a igreja do primeiro século: o judaísmo e o gnosticismo. Mas, na atualidade, duas heresias têm grassado nas igrejas locais em todo o mundo, mormente aqui no Brasil: a falaciosa “teoria da prosperidade” e a apostasia fatal. As igrejas precisam mais do que nunca serem alertadas sobre essas pragas que assolam o orbe cristão.

1. O “evangelho” da prosperidade. O “evangelho” da prosperidade é um falso evangelho. Paulo disse: “Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” (Gl 1:9).

A teoria da prosperidade é uma das inovações mais influentes nos últimos tempos. Ela tem invadido as igrejas com a devida anuência dos seus líderes. Segundo os pregadores dessa falsa doutrina, todo crente tem que ser rico, não morar em casa alugada, ganhar bem, além de ter saúde plena, sem nunca adoecer. Caso não seja assim, é porque está em pecado ou não tem fé. Paulo contradiz isso em 1Tm 6:9,10 – “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”.

Dizem mais os defensores dessa falsa doutrina: cada crente é um deus, cada crente é uma encarnação de Deus como Jesus Cristo o foi; assim sendo, dizem eles, cada crente tem autoridade suprema para decretar, determinar, exigir e reivindicar as promessas e bênçãos de Deus. À luz da Bíblia, tal comportamento equivale a orgulho, presunção e soberba. Isso é doutrina de demônios. Paulo deixou Timóteo em Éfeso para “[advertir] alguns que não ensinem outra doutrina” (1Tm 1:3). Sem dúvida, essa advertência é prá hoje!

2. Apostasia dos últimos dias. O Espírito Santo revelou ao apóstolo Paulo “que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1Tm 4:1). Também, em Tito, o apóstolo Paulo faz advertência semelhante sobre falsos lideres, contradizentes e de torpe ganância (Tt 1:9-13). A apostasia é o principal resultado que as falsas doutrinas promovem.

A apostasia corresponde a um período em que a pessoa peca cada vez mais e obedece cada vez menos. É o abandono deliberado e consciente da verdade e da fé cristã. Por influência dos falsos mestres, muitas pessoas que outrora professaram a fé cristã abandonaram ou abandonam essa confissão. Pessoas que fizeram parte da igreja visível e assumiram um compromisso público deixarão as fileiras da fé cristã. Os falsos mestres que promovem a apostasia engrossam as fileiras das seitas, e muitos estão infiltrados nas igrejas, lecionando nas cátedras dos seminários e subindo aos púlpitos para destilar seu veneno letal.

Concordo com o rev. Hernandes Dias Lopes quando diz que “a igreja evangélica brasileira tem crescido espantosamente. Tem crescido em extensão, mas não em profundidade. Tem número, mas não credibilidade. Tem desempenho, mas não piedade. Cresce vertiginosamente o número de igrejas que abandonaram a sã doutrina e abraçaram o pragmatismo com o propósito de crescer numericamente. Muitas igrejas parecem mais um supermercado que disponibilizam seus produtos ao gosto da freguesia. Pregam o que o povo quer ouvir, e não o que precisa ouvir. Falam para entreter, e não para levar ao arrependimento. Pregam palavras de homens, e não a Palavra de Deus. A igreja brasileira precisa desesperadamente voltar às Escrituras. Precisamos de púlpitos comprometidos com o evangelho. Precisamos de igrejas bíblicas. Precisamos de pregadores que alimentem o povo de Deus com o Pão do Céu”.

A liderança da igreja precisa ser firme na sã doutrina, zelosa na disciplina. Deve se posicionar em relação aos falsos mestres e seus ensinos perigosos. Precisa advertir o povo de Deus do perigo das falsas doutrinas e da apostasia. Hoje há muitos pastores que não gostam de combater as heresias. Outros não têm apreço pelo estudo das doutrinas da graça. Alguns dizem que a doutrina divide e que só deveríamos falar sobre aquilo que nos une. Mas o pastor precisa alertar a igreja sobre o perigo das heresias e sobre a influência perigosa dos falsos mestres. Expondo e alertando os irmãos sobre esses perigos é que ele se torna um bom ministro de Cristo.

IV. MENSAGEM PARA A LIDERANÇA

1. Administração eclesiástica. Em 1Timóteo 3:1-12 e em Tito 1:5-9, o apóstolo Paulo apresenta um conjunto de características que um pretendente ao ministério eclesiástico ou à liderança de uma igreja deve ter. Essas características têm mais a ver com a vida da pessoa do que com o seu desempenho. A vida precede o ministério e é a sua base. A vida do líder é a vida da sua liderança.

Se algum homem deseja ser “bispo” (gr. episkopos, i.e., aquele que tem sobre si a responsabilidade pastoral, o pastor), deseja um encargo nobre e importante (1Tm 3:1). É necessário, porém, que essa aspiração seja confirmada pela Palavra de Deus (1Tm 3:1-10; 4:12) e pela igreja (1Tm 3:10), porque Deus estabeleceu para a igreja certos requisitos específicos. Por isto, aquele que deseja trabalhar na obra de Deus, deve ser aprovado pela igreja segundo os padrões bíblicos de 1Tm 3:1-13; 4:12; Tt 1:5-9. Isso significa que a igreja não deve aceitar pessoa alguma para a obra ministerial tendo por base apenas seu desejo, sua escolaridade, sua espiritualidade, ou porque essa pessoa acha que tem visão ou chamada ou ainda, por conveniência. Infelizmente, em muitas igrejas, nem sempre estas recomendações são obedecidas. Por causa dessa inobservância, a igreja tem sofrido grandes reveses em sua administração eclesiástica e estrutura espiritual.

O rev. Hernandes Dias Lopes, quando analisa 1Tm 3:2-7, diz que das quinze qualificações exigidas para um homem ocupar o presbiteriato da igreja, apenas uma se refere à habilidade de ensino. A maioria são qualificações morais e apenas uma está relacionada à habilidade intelectual. Na verdade, os requisitos para ocupar uma posição de liderança na igreja exigem excelência moral mais que intelectual. A qualificações estão relacionadas com a personalidade, o caráter e o temperamento da pessoa.

2. Ética ministerial. A ética é o conjunto de padrões, de condutas, de atitudes que devem ser observados pelos indivíduos. Toda atividade humana tem um padrão a ser observado, tem a sua ética. Isso se aplica ardentemente na liderança ministerial. Na Segunda Epístola de Timóteo 2:15, Paulo exorta o ministro a respeito de como deve se apresentar a Deus – “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. Aqueles que são vocacionados por Deus para liderar o Seu rebanho em alguma igreja local, deve ser um líder autêntico, aprovado por Deus, cônscio de sua responsabilidade, irrepreensível (1Tm 3:2), que tenha um bom testemunho dos de fora (1Tm 3:7). Como bem disse o pr. Elinaldo Renovato, “a verdadeira liderança se estabelece pelo exemplo, pelo testemunho, muito mais do que pela eloquência, pela oratória ou pela retórica. Não são os diplomas de um pastor que o qualificam como líder cristão, mas seu exemplo, sua ética, diante de Deus e da igreja local”.

Como tem sido o nosso comportamento no meio das pessoas? Será que nossa conduta revela que somos sal da terra e luz do mundo, ou já estamos irremediavelmente comprometidos com os princípios, valores, crenças e comportamentos mundanos? Será que nossa conduta tem servido para a glória de Deus, ou temos sido motivo de escândalo na igreja ou entre os não crentes? Será que poderemos dizer que nossa conduta é a esperada por Deus? Que Deus nos abençoe e nos faça melhorar os nossos caminhos, para que, a cada dia, possamos nos santificar ainda mais (Ap 22:11), pois Jesus está às portas e, no arrebatamento, somente levará para Si aqueles que forem achados fiéis(Mt 24:45-47).

CONCLUSÃO

“As Epístolas pastorais – escritas por Paulo e enviadas às igrejas de Éfeso e de Creta por mãos de Timóteo e de Tito, respectivamente – são verdadeiros manuais de Administração Eclesiástica. Elas contêm doutrina, ensino, exortações, quanto a assuntos práticos, mas, também, diretrizes gerais sobre liderança, designação de obreiros, suas qualificações, as responsabilidades espirituais e morais do ministério, o relacionamento com Deus, com os líderes e as relações interpessoais. São riquíssimas fontes de ensino preciso para edificação das igrejas locais, no tempo presente” (Elinaldo Renovato de Lima).

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Luciano de Paula Lourenço - Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Revista Ensinador Cristão – nº 63. CPAD.

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD

Guia do Leitor da Bíblia – Lawrence O. Richards

Tito e Filemom – doutrina e vida, um binômio inseparável. Rev. Hernandes Dias Lopes. Hagnos.

1 Timóteo – o pastor, sua vida e sua obra. Rev. Hernandes Dias Lopes. Hagnos.

Comentário do Novo Testamento – 1 e 2 Timóteo e Tito. William Hendriksen.

As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais. Elinaldo Renovato de Lima. CPAD.

sábado, 27 de junho de 2015

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD - 3º TRIMESTRE DE 2015



 



 

No 3º Trimestre de 2015 estudaremos, através das Lições Bíblicas da CPAD, sobre o tema: “A Igreja e seu Testemunho – As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais”. As lições serão comentadas Pr. Elinaldo Renovato de Lima, e estão distribuídas sob os seguintes títulos:
 
 
 

Lição 1 – Uma Mensagem à Igreja Local e à Liderança.

Lição 2 – O Evangelho da Graça.

Lição 3 – Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs.

Lição 4 – Pastores e Diáconos.

Lição 5 – Apostasia, Fidelidade e Diligência no Ministério.

Lição 6 – Conselhos Gerais.

Lição 7 – Eu Sei em Quem Tenho Crido.

Lição 8 – Aprovados por Deus em Cristo Jesus.

Lição 9 – A Corrupção dos Últimos Dias.

Lição 10 – O Líder Diante da Chegada da Morte.

Lição 11 – A Organização de Uma Igreja Local.

Lição 12 – Exortações Gerais.

Lição 13 – A Manifestação da Graça da Salvação.

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POR QUE DEVEMOS ESTUDAR AS CARTAS PASTORAIS

INTRODUÇÃO

As cartas pastorais (1 e 2 Timóteo e Tito) são orientações práticas do veterano apóstolo aos seus filhos na fé, Timóteo e Tito, ensinando-lhes a maneira certa de agirem à frente da igreja de Deus, como representantes do apóstolo e pastores do rebanho.

O livro de Atos termina dizendo que Paulo havia sido autorizado a alugar uma casa onde cumpria prisão domiciliar, junto à guarda pretoriana, em Roma. Essa prisão durou dois anos (At 28:30). Colocado em liberdade, Paulo visitou a igreja de Éfeso, onde deixou Timóteo incumbido de supervisionar as igrejas da Ásia Menor, seguindo em direção à Macedônia. Após alcançar o norte da Grécia, possivelmente escreveu sua primeira carta a Timóteo (1Tm 1:3). Quando chegou à ilha de Creta, lá deixou Tito para encorajar e orientar a liderança dos cristãos cretenses (Tt 1:5), partindo em seguida para Acaia, região sul da Grécia (Tt 3:12). Na Macedônia, pouco antes de chegar a Nicópolis, Paulo possivelmente decidiu escrever a Epístola de Tito. Quando, finalmente, alcançou Trôade (2Tm 4:13), é provável que tenha sido inesperadamente preso e novamente levado a Roma, jogado num frio e isolado calabouço e, pouco tempo mais tarde, logo após ter escrito sua segunda carta a Timóteo, terminou decapitado sob as ordens de Nero.

As Epístolas Pastorais trazem princípios práticos que orientam a igreja acerca do modo correto de proceder diante dos perigos externos e dos conflitos interiores. Muitas igrejas são assediadas por falsos mestres e assaltadas por falsas doutrinas. Outras têm suas energias drenadas em intérminos conflitos internos, que tiram o foco da igreja de sua verdadeira missão, que é adorar a Deus e fazer a sua obra.

John Stott alerta para o fato de estarmos vivendo sob a avassaladora influência da pós-modernidade, com seu subjetivismo e pluralismo, em que as pessoas têm aversão pela verdade e rejeitam peremptoriamente a concepção e até mesmo a possibilidade de existir verdade absoluta. Nesse contexto de relativismo doutrinário e moral, é maravilhoso entender que Paulo ordena a Timóteo e a Tito nada menos que dez vezes para ensinar às igrejas a sã doutrina, ou seja, a verdade absoluta (cf 1Tm 3:4; 4:6,11,15; 5:7,21; 6:2,17; Tt 2:15; 3:8).

Sem dúvida, as Epístolas Pastorais são absolutamente oportunas e contemporâneas. Elas são totalmente necessárias ainda hoje.

I. A EPÍSTOLO DE 1 TIMÓTEO


O Tema de 1Timóteo é claramente apresentado em 1Tm 3:14-15: “Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade”. Paulo simplesmente declara que há um padrão de comportamento para a igreja de Deus e escreve a Timóteo para informá-lo disso.

Não é suficiente dizer "comporte-se!" a uma criança mal comportada se ela não sabe o que se espera de um bom comportamento. Primeiro deve-se contar a ela o que é bom comportamento. A primeira carta a Timóteo faz isso para com a "criança" de Deus no que se refere à Igreja de Deus.

A igreja de Deus precisa ser zelosa da doutrina e também da vida. Paulo escreveu a Timóteo, dizendo: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina..." (1Tm 4:16). A igreja de Éfeso era zelosa da doutrina e descuidada no amor (Ap 2:2-4). Precisamos subscrever a ortodoxia sem deixar de lado a ortopraxia. Precisamos de teologia boa e de vida santa.

II. A EPÍSTOLA DE 2 TIMOTEO


O Tema de 2Timóteo é expresso com exatidão em 2:15: ”Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

Em contraste com 1Timóteo, na qual se enfatiza a conduta coletiva e da congregação, nesta epístola é proeminente a responsabilidade e o comportamento individual. Pode-se definir esse tema como "responsabilidade individual na hora do fracasso coletivo".

Nesta Epístola, há muita falha coletiva na chamada Igreja de Deus. Era grande o abandono da fé e da verdade. Como isso afeta o cristão individualmente? Ele está dispensado de tentar manter a verdade e de viver uma vida santa? A resposta de 2Timóteo é um decidido não! "Procura apresentar-te diante de Deus aprovado...". A situação do jovem Daniel na corte da Babilônia (Dn 1) ilustra isso. Em razão da prolongada perversidade dos israelitas, ele e muitos outros foram levados cativos a Babilônia por Nabucodonosor e privados de todas as manifestações exteriores da religião judaica: sacrifícios, ministério sacerdotal, adoração no templo etc. De fato, tudo isso foi logo suspenso quando, poucos anos depois, Jerusalém foi destruída e a nação inteira levada cativa. Teria Daniel, então, dito a si mesmo: "Também eu devo esquecer a lei e os profetas e me acomodar às práticas, aos padrões e à moral da Babilônia?". A história registra sua brilhante e entusiasmada resposta na notável vida de fé em circunstâncias aparentemente tão adversas.

Assim, a mensagem de 2Timóteo também é dirigida a cada filho de Deus que encontra hoje o testemunho da igreja coletiva muito diferente da simplicidade e da santidade do Novo Testamento, no qual teve sua origem. O filho de Deus ainda tem a responsabilidade de "viver piedosamente em Cristo Jesus" (2Tm 3:12).

III. A EPÍSTOLA DE TITO


Tito, como 1 e 2 Timóteo, é uma Epístola pessoal de Paulo a um dos seus auxiliares mais jovens. É chamada de “Epístola Pastoral” porque trata de assuntos relacionados com a ordem e o ministério na igreja. Fornece uma longa lista de qualificações para o ofício de bispo e presbítero (Tt 1:6-9), bem como importante evidência de que os termos “bispo” e “presbítero” referem-se a um mesmo ofício, e não a dois distintos.

Como 1Timóteo, Tito mostra uma grande preocupação pela sã doutrina (Tt 1:9,13; 2:1,2). A preocupação de Paulo quanto a este assunto é contrabalançada por uma ênfase na conduta cristã adequada. Para Paulo, as duas claramente caminham de mãos dadas.

Tito também afirma a divindade de Cristo de uma maneira contundente – o título “Salvador” é aplicado livremente e nos mesmos contextos, tanto a Deus (Tt 1:3; 2:10; 3:4) quanto a Cristo (Tt 1:4; 2:13; 3:6). Tito 2:13 fala de “nosso grande Deus e Salvador, Cristo Jesus”.

Nesta Epístola, segundo Donald C. Stamps, Paulo examina quatro assuntos principais:

1) Ensina Tito a respeito do caráter e das qualificações espirituais necessárias a todos os que são separados para o ministério na igreja. Os presbíteros devem ser homens piedosos, de caráter cristão comprovado e bem sucedidos na direção da sua família (Tt 1:5-9).

2) Paulo manda Tito ensinar a sã doutrina, repreender e silenciar falsos mestres (Tt 1:10-2:1). No decurso da Epístola, Paulo apresenta dois breves resumos da sã doutrina (Tt 2:11-14; 3:4-7).

3) Paulo descreve para Tito o devido papel dos presbíteros (Tt 2:1,2), das mulheres idosas (Tt 2:3,4), das mulheres jovens (Tt 2:4,5), dos homens jovens (Tt 2:6-8) e dos servos (Tt 2:9,10).

4) Finalmente, Paulo enfatiza que as boas obras e uma vida de retidão são o devido fruto da fé genuína (Tt 1:16; 2:7,14; 3:1,8,14).

IV. POR QUE DEVEMOS ESTUDAR AS CARTAS PASTORAIS


Segundo Rev. Hernandes Dias Lopes, é necessário estudar exaustivamente as Epístolas Pastorais peias seguintes razões:

1. Porque a classe pastoral está em crise. Há muitos pastores perdidos e confusos no ministério. Alguns estão cansados da obra e na obra (Gl 6.9), enquanto outros vivem na indolência sem se afadigar na Palavra (1Tm 5.17), sem vigiar o rebanho dos aleivosos perigos (At 20.29,30), sem apascentar com conhecimento e inteligência o povo de Deus (Jr 3.15).

2. Porque muitas igrejas estão em crise. As cartas pastorais trazem princípios práticos que orientam a igreja acerca do modo correto de proceder diante dos perigos externos e dos conflitos interiores. Muitas igrejas são assediadas por falsos mestres e assaltadas por falsas doutrinas. Outras têm suas energias drenadas em intérminos conflitos internos, que tiram o foco da igreja de sua verdadeira missão, que é adorar a Deus e fazer a sua obra. A crise espiritual da igreja reflete a crise espiritual de seus líderes. A igreja é um reflexo de sua liderança.

3. Porque há nas igrejas um descompasso entre teologia e vida. A igreja de Deus precisa ser zelosa da doutrina e também da vida. Paulo escreveu a Timóteo, dizendo: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina..." (1Tm 4.16). A igreja de Éfeso era zelosa da doutrina e descuidada no amor (Ap 2.2-4). A igreja de Tiatira era zelosa quanto ao amor, mas desatenta quanto à doutrina (Ap 2.18-20). As duas igrejas foram solenemente exortadas e repreendidas por Cristo. Precisamos subscrever a ortodoxia sem deixar de lado a ortopraxia. Precisamos de teologia boa e de vida santa.

4. Porque as heresias sempre se vestem de nova roupagem para se infiltrar na igreja. As igrejas do primeiro século já estavam ameaçadas desde o seu nascimento pelo fermento da heresia. Os cristãos egressos do paganismo eram tentados a voltar a ele ou ter sua fé contaminada por ensinos enganosos, disseminados pelos falsos mestres itinerantes. Ainda hoje, há muitas heresias no mercado da fé. Muitas delas com sabor de alimento saudável e nutritivo, mas não passam de comida venenosa e mortífera. Essas heresias estão presentes nos seminários, nos púlpitos, nos livros, nas músicas. Uma heresia é uma negação da verdade ou uma distorção dela. Precisamos nos acautelar!

5. Porque a maneira errada de lidar com as pessoas dentro da igreja é a causa de muitas feridas. A carta de Paulo a Tito é um verdadeiro manual de relacionamento humano. Mostra como os líderes devem lidar com as pessoas mais jovens, mais velhas e as pessoas da sua idade. A liderança da igreja precisa ser firme na sã doutrina, zelosa na disciplina, mas sensível com as pessoas. Se não vivermos em harmonia internamente, não teremos autoridade para pregar a Palavra externamente.

CONCLUSÃO


O apóstolo Paulo foi um homem iluminado pelo Espírito Santo, e seus escritos devem ser considerados oráculos de Deus. A única função que os líderes da Igreja têm, hoje, é ensinar o que foi fornecido e selado nas Escrituras Sagradas.

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Ev. Luciano de Paula Lourenço.

Referências Bibliográficas:

William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Novo Testamento).

Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.

Tito e Filemom (doutrina e vida, um binômio inseparável) – Rev. Hernandes Dias Lopes.

Comentário do Novo Testamento (1 e 2 Timóteo e Tito) – William Hendriksen.

 

domingo, 21 de junho de 2015

Aula 13 – A RESSURREIÇÃO DE JESUS


2º Trimestre/2015
 
Texto Base: Lucas 24:1-8
 
 
“E, estando elas muito atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhe disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos?” (Lc 24:5)
 
INTRODUÇÃO
A ressurreição de Jesus é o episódio que dá sentido e significado à fé cristã. Sem ela, como disse o apóstolo Paulo, o cristianismo não teria razão de ser (1Co 15:14). A ressurreição é o fato que distingue o Cristianismo de toda e qualquer outra religião ou sistema filosófico-religioso; é a verdade que demonstra que Jesus é o Salvador do mundo, a Verdade e a Vida. Vários líderes religiosos deixaram suas marcas e ensinamentos na história da humanidade, porém, todos morreram e seus restos mortais ainda se encontram na sepultura. Somente o túmulo de Jesus encontra-se vazio, e a respeito dEle os anjos disseram: “Ele não está aqui, porque já ressuscitou” (Mt 28:6). Nenhuma outra coisa poderia ter transformado homens e mulheres tristes e desesperados em pessoas radiantes de alegria e inflamadas de um novo valor.
A ressurreição de Jesus é a demonstração de que o seu sacrifício foi aceito por Deus (Is 53:10-12), assim como a saída do sumo sacerdote do lugar santíssimo em vida significava, no tempo da lei, que Deus havia perdoado as iniquidades do povo e que cobrira os pecados por mais um ano (Lv 16:29-34).
A ressurreição de Jesus é a demonstração de que Ele venceu a morte e que, por isso, também nós poderemos nEle vencê-la e alcançar a vida eterna (Rm 8:11; 2Co 4:14; Ef.2:6; 1Ts 4:14).
A ressurreição de Jesus é a prova cabal da eficácia do Seu sacrifico por nós, por isso devemos aceitá-lo como único e suficiente Senhor e Salvador – “e por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus” (1Pe 1:21).
A ressurreição de Jesus é a principal garantia de que devemos morrer para este mundo e viver para Deus, de que vale a pena renunciar a si mesmo e seguir a Jesus, porque Ele renunciou a tudo, inclusive à própria vida, mas isto agradou a Deus que O ressuscitou e O exaltou sobre todo o nome. Assim, também, se não buscarmos as coisas e prazeres desta vida, mas única e exclusivamente fazer a vontade de Deus, também teremos o mesmo destino que teve o Senhor Jesus: o de agradar a Deus e ser levado à glória assim como foi o Senhor (Rm 6:4; 7:4; 2Co 5:15; Cl 2:12).
A ressurreição de Jesus é a principal garantia de que devemos aguardá-lo, pois, assim como Ele ressuscitou, como havia prometido, Ele também voltará para arrebatar a sua Igreja e nos livrar da ira futura (1Co 15:51-57; 1Ts 1:10).
Com a ressurreição, Jesus foi exaltado sobre todo o nome (Fp 2:9), passando, então, a ser chamado de Nosso Senhor (Rm 1:4), tendo todo o poder no céu e na terra (Mt 28:18).
I. A DOUTRINA DA RESSURREIÇÃO
A verdade da ressurreição dos mortos permeia de forma marcante as escrituras do Antigo e do Novo Testamento. É válido ressaltar que na ressurreição dos mortos os corpos tanto dos salvos como também dos ímpios terão uma natureza eterna, não podendo mais morrer. Desta feita, para aquelas pessoas que a Bíblia nos fala de que tendo morrido foram ressuscitados, tornando a morrer outra vez, como é o caso do filho da viúva de Serepta(1Reis 17:23); o filho da Sunamita(2Reis 4:32-36); o defunto lançado na sepultura de Elizeu(2Reis 13:21); o filho da viúva de Naim(Lc 7:11-17); a filha de Jairo(Lc 8:49-56); Lázaro(João 11:17-45); Dorcas(Atos 9:36-40); Êutico (Atos 20:27), para estes casos, à luz da doutrina bíblica da ressurreição, não se encaixam como ressurreição de fato, mas apenas como volta à vida natural.
Conforme ensina as Escrituras Sagrada, os mortos não serão todos ressuscitados ao mesmo tempo; não terão o mesmo destino, porém, todos serão ressuscitados (João 5:28,29). Daniel, considerado o principal escritor apocalíptico do Antigo Testamento, assim refere-se a cerca da ressurreição: "Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno" (Dn 12:2). Esta é uma referência clara à ressurreição dos justos e dos ímpios, embora o destino eterno de cada grupo seja bem diferente. Isto revela que há dois e somente dois destinos para toda a humanidade.
A Ressurreição dos mortos acontecerá em duas etapas diferentes. A Bíblia fala em Primeira e Segunda Ressurreição, separadas uma da outra por um período de cerca de mil anos. De acordo com a Bíblia, e conforme afirmou o próprio Jesus, todos os mortos ressuscitarão – “... vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.  E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação”(João 5:28-29). Paulo também afirmou: “Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos”(Atos 24:15). Este e muitos versículos desfazem a ideia de que os ímpios serão destruídos e de que não haverá condenação porque “Deus é amor”. Segundo a Bíblia, certamente todos ressuscitarão. O que precisamos saber é que os justos não irão ressuscitar juntamente com os ímpios.
1. A ressurreição dos Justos – ou Primeira Ressurreição. Na primeira ressurreição serão ressuscitados todos os santos, de todos os tempos. Não haverá ressurreição dos ímpios, nessa oportunidade. Neste primeira etapa, os santos ressuscitarão em três momentos diferentes, segundo uma determinada ordem, conforme afirmou Paulo: “Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua Vinda”(1Co 15:23).
a) Primeiro Momento. Este já aconteceu. É o que Paulo chama de “Cristo as Primícias”(1Co 15:23). Mateus 27:50-53 descreve esse momento: “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito.  E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras; E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos”. Os sepulcros se abriram no momento da morte de Jesus, porém, não poderia haver ressurreição antes que Ele ressuscitasse, por isto se diz que “saindo do sepulcro, depois da ressurreição dele”. Jesus teria que ser o primeiro a ressuscitar, e assim aconteceu.
b) O Segundo Momento. Este acontecerá no Dia do Arrebatamento da Igreja – “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro”(1Tes 4:16). Portanto, neste segundo momento da Primeira Ressurreição irão ressuscitar todos aqueles que, segundo Paulo, “morreram em Cristo”.
c) O Terceiro Momento. Este momento acontecerá na segunda fase da Segunda Vinda de Jesus, conhecida como o Dia da Revelação do Senhor. Nesse Dia ressuscitarão todos os mártires da Grande Tribulação, conforme escreveu João: “...E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta em a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos”(Ap 20:4). Aqui termina a Primeira Ressurreição. A Bíblia, então, diz: “Bem aventurados e santos são aqueles que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos”(Ap 20:6).
2. A Segunda Ressurreição – “... e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação”(João 5:29). Conforme se pode observar, esta é a Ressurreição dos Ímpios. Ela somente acontecerá depois do Milênio – “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram...”(Ap 20:5). Estes “outros mortos” são todos aqueles que morreram sem a salvação, tanto no Antigo como no Novo Testamento, ou seja, são os ímpios de todos os tempos. Diferente da primeira, na segunda Ressurreição todos os mortos ímpios ressuscitarão num só momento e comparecerão diante do Trono Branco para o Juízo Final. Isto foi visto e descrito por João em Apocalipse 20:11-15.
O Juízo Final ocorrerá depois do término do reino milenial de Cristo, depois da condenação definitiva do Diabo e suas hostes. Na Bíblia, este julgamento é explicitamente mencionado, pela primeira vez, por Daniel (Dn 7:9,10). Era algo de pleno conhecimento dos judeus, como mostra Marta, irmã de Lázaro, ao se dirigir ao Senhor, quando este chegou a Betânia quatro dias após a morte de Lázaro(João 11:24). Terá como objetivo retribuir a cada um segundo as suas obras(Ap 20:11-15).
A Igreja - a Universal Assembleia dos Santos (Hb 12:23) - não será submetida ao Juízo Final, por haver crida na eficácia da morte e da ressurreição do Filho de Deus.
II. A NATUREZA DA RESSURREIÇÃO DE JESUS
Deus garantiu que o corpo do Senhor Jesus Cristo não veria a corrupção, não se deterioraria (Sl 16:10); essa profecia cumpriu-se em sua ressurreição (At 2:24-30). O corpo que foi crucificado, não pôde ficar na sepultura. Jesus apresentou-se aos seus discípulos, dizendo ser Ele mesmo, e não uma aparição fantasmagórica. Isso prova que a sua ressurreição não foi em espírito. Ele não era um espírito desencarnado. A ressurreição de Jesus foi literal e física; Ele ressuscitou em carne e osso (Lc 24:39,40). Em sua primeira Carta aos Coríntios o apóstolo Paulo assevera que toda a fé cristã é falsa se a ressurreição de Jesus não aconteceu de forma corpórea (1Co 15:14,15).
1. O corpo de Jesus era visível – “ Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como percebeis que eu tenho” (Lc 24:39). Vede que o corpo de Jesus não era somente uma visão ou um fantasma; os discípulos tocaram o Mestre e Ele ingeriu alimentos. Mas o corpo de Jesus não era um corpo humano restaurado como o de Lázaro (João 11), porque Ele podia aparecer e desaparecer. O corpo ressurreto de Jesus era imortal e incorruptível. Este é o tipo de corpo que nós receberemos na ressurreição (1Co 15:42-50).
2. O corpo de Jesus era palpável – “Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente”(João 20:27). O corpo ressurreto de Jesus era singular, não estava mais sujeito às mesmas leis da natureza, como antes de sua morte. Ele podia aparecer em um recinto fechado, mesmo não sendo um fantasma ou uma aparição; também podia ser tocado e se alimentar (Lc 24:41-43).
III. EVIDÊNCIAS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS
A ressurreição é a prova cabal da aceitação do sacrifício de Jesus e da vitória sobre o pecado e a morte, com a consequente salvação da humanidade pela fé em Jesus. Não é outro o motivo pelo qual a ressurreição foi cercada de “muitas e infalíveis provas” (At 1:3), a fim de que não houvesse como negá-la justificadamente. Após a sua morte, Jesus foi sepultado em um sepulcro, que, em virtude de sua ressurreição, os discípulos o encontraram vazio (João 16:5,6). Jesus apareceu, ressurreto, pelo período de 40 dias aos seus discípulos, até que ascendeu ao Céu (At 1:1-11).
1. Evidências diretas. Muitas são as evidências que demonstram a veracidade incontestável da ressurreição de Jesus Cristo. Algumas pessoas, individualmente e coletivamente, viram a Jesus:
a) Maria Madalena – no túmulo (João 20:11-18).
b) várias mulheres – próximas ao túmulo (Mt 28:9,10).
c) dois discípulos – no caminho de Emaús (Lc  24:13-32).
d) Pedro – em localização indefinida (Lc 24:33-35).
e) aos dez discípulos – no salão superior (Lc 24:36-43).
f) aos onze discípulos – no salão superior (João 20:26-31).
g) a sete homens – no Mar da Galiléia (João 21:1-25).
h) aos onze discípulos – no monte (Mt 28:16-20).
i) aos discípulos – próximo a Betânia (At 1:9-12).
j) a quinhentas testemunhas (1Co 15:6). É interessante ressaltar que o apóstolo Paulo escreveu a Primeira Epístola aos Coríntios cerca de 30 anos depois de o fato ter acontecido, afirmando que muitas dessas testemunhas ainda estavam vivas. Em outras palavras, estava colocando as provas à disposição de qualquer interessado.
k) foi visto até pelos que não criam. Paulo menciona o fato de Tiago (irmão do Senhor, que durante a vida de Jesus na Terra não cria nEle - Mc 6:3; João 7:5) ter sido uma testemunha da ressurreição. Aparentemente, a ressurreição de Jesus o havia convencido da verdade a respeito de Cristo, pois ele estava entre o grupo que compareceu ao cenáculo depois da ascensão (At 1:13). Paulo, o maior perseguidor da fé cristã, também teve um encontro com o Cristo ressurreto. Ele mesmo conta como foi esse encontro (cf. At 22:5-8). Jesus provou a Paulo que Ele estava vivo. Com isso, tornou-se Paulo o maior defensor dessa doutrina. Trata-se, pois, de um doutor da lei, líder da religião dos judeus e perseguidor dos cristãos que se converteu a Jesus.
2. Evidência indiretas. Todas as evidências descritas anteriormente tiveram por finalidade mostrar que Ele verdadeiramente ressuscitou e que, portanto, não havia como negar este fato concreto, que, além do mais, se encontrava demonstrado pelo túmulo vazio. Os discípulos, que não haviam compreendido que Ele havia de ressuscitar, ao verem Jesus ressurreto, não tiveram dúvida alguma da veracidade desta mensagem e passaram a pregá-la com veemência e intrepidez. Homens que, outrora medrosos, passaram a anunciar o evangelho de Cristo, sacrificando, se necessário fosse, suas vidas por amor a Cristo (João 20:28; At 2:24,32; 3:15; 5:30).
É importante, ainda, observar que, mesmo durante o ministério de Jesus, houve pessoas que O seguiram e que O abandonaram. A sua própria mãe titubeou na fé, tanto que a vemos acompanhando os irmãos de Jesus numa tentativa de prendê-lo ou demovê-lo de sua pregação (Mc 3:21,31-35). A propósito, não devemos nos esquecer de que os irmãos de Jesus eram incrédulos (João 7:5). Ora, como, então, entender que tenham crido em Jesus e, inclusive, juntamente com sua mãe, esperaram o derramamento do Espírito Santo até o dia de Pentecostes no cenáculo (At 1:14), senão pelo impacto gerado pelo fato de Jesus ter aparecido a Tiago após a ressurreição (1Co 15:7)?
Pessoas que não creram em Jesus enquanto Ele curava, expulsava demônios, fazia milagres, teriam passado a crer com base em alucinações, farsas e fantasias? Evidentemente que não! Jesus realmente ressuscitou e isto não pôde ser desmentido por ninguém! Aleluia!
Paulo é outro que, após ter sido grande perseguidor da Igreja, ao ter um encontro pessoal com Jesus, o Jesus ressurreto (1Co 15:8), não pôde negar esta realidade e passou a pregá-la (1Co 15:1-4), mesmo quando isto representasse o escárnio dos intelectuais de seu tempo (At 17:32). Como entender que alguém tão letrado e versado tanto na lei judaica, quanto na filosofia grega ou no direito romano, renegasse todo o seu conhecimento e saber em nome de uma ilusão, de uma alucinação que o levaria a enfrentar a morte e perseguição? Não há como se justificar tal fato senão pela circunstância de que a ressurreição é uma realidade que gera fé e esperança por meio de Jesus, que dá sentido à vida espiritual.
3. Teorias opostas, sem fundamento. Existem algumas teorias que são comumente propaladas e que objetivam negar que Cristo tenha ressuscitado de entre os mortos.
a) “O túmulo estava errado”. Os adeptos dessa teoria acreditam que as mulheres que anunciaram que o corpo tinha desaparecido se tinham enganado e teriam ido ao túmulo errado. Bem, mas se assim fosse, então os discípulos que foram verificar se o corpo tinha ou não desaparecido (João 20:3) também se enganaram e foram ao túmulo errado? Além disso, certamente que as autoridades judaicas que pediram uma guarda romana junto do túmulo não se enganariam na sua localização, nem, outrossim, os soldados romanos. Se se tratasse de outro túmulo, certamente que iriam buscar o corpo ao túmulo certo, terminando para sempre todo e qualquer rumor sobre a ressurreição.
b) “As aparições de Jesus eram alucinações e ilusões”. Esta noção implica em que os discípulos, perturbados emocionalmente depois da morte de Jesus, apenas pensaram tê-lo visto vivo. Mas como dizer que meras alucinações e imaginações fossem unir um número tão grande de pessoas, mais de quinhentas (1Co 15:6), que aceitaram arriscar e perder suas vidas em nome de fantasias? Além disso, os discípulos estavam inicialmente receosos e fecharam-se em casa. Como discípulos receosos convencer-se-iam com ilusões e saíram para a rua anunciando-o?
c) “Jesus não morreu, apenas desmaiou”. Não há como aceitar esta teoria, pois José de Arimatéia, após a retirada de Cristo da cruz, constatou que Ele, de fato, havia morrido. Além disso, não seria racional que Jesus, após várias horas crucificado, tenha tido forças para, sozinho, se desfazer das amarras e retirar a pedra, que segundo estudiosos pesava duas toneladas, além disso ter dominado os soldados romanos armados da cabeça aos pés e por fim ter escapado por mais de dois quilômetros?
d) “os discípulos roubaram o corpo de Jesus”. Isso está fora de cogitação. A depressão e a covardia reveladas pelos discípulos não se coadunam com a súbita bravura e ousadia de enfrentar um destacamento de soldados e roubar o corpo. Aliás, como explicar a dramática transformação de seres desprezados, desanimados e fugitivos em testemunhas a quem nenhuma oposição pôde calar - nem prisão, nem império romano, nem perseguição. Os discípulos foram inclusive mortos. Ora, nenhum homem na sua perfeita consciência é capaz de se entregar à morte, sabendo que tudo aquilo era uma fraude ou mentira criada por si próprio!
e) “o corpo de Jesus foi retirado pelas autoridades judaicas ou romanas”. Por que as autoridades teriam interesse em retirar o corpo de Jesus do sepulcro? Isso apenas convalidaria a promessa de que Ele haveria ressuscitado de entre os mortos. Esta teoria não tem qualquer lógica, na medida em que quando os discípulos proclamaram a ressurreição, bastava às autoridades mostrar o corpo e, assim desse modo, banido e destruído por completo o Cristianismo pela base. Aliás, o relato bíblico de Mt 28:11-15 mostra que tal teoria era impossível pelo suborno que os líderes judaicos deram aos soldados romanos para que estes mentissem.
IV. O PROPÓSITO DA RESSURREIÇÃO DE JESUS
1. Salvação e justificação.O qual por nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação” (Rm 4:25). Para garantir a eficácia da Obra vicária, Jesus ressuscitou. Tanto a morte como a ressurreição de Cristo são obras de Deus Pai. Ele O entregou e O ressuscitou. A ressurreição de Cristo é a garantia de que Deus aceitou o sacrifício de seu Filho, em nosso lugar, em nosso favor. Cristo morreu por causa de nossas transgressões e ressuscitou a fim de efetuar nossa justificação. A morte e a ressurreição são dois aspectos de um único evento divino. Sem a ressurreição, a morte de Jesus não é útil para a nossa justificação, uma vez que “se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé” (1Co 15:17).
2. A redenção do corpo. A ressurreição de Jesus é a garantia de que os crentes também ressuscitarão dos mortos – “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1Ts 4:16.17). Essa expectativa bendita não é apenas uma vaga esperança, mas uma certeza inabalável. Nós, que já fomos salvos da condenação do pecado (justificação) e estamos sendo salvos do poder do pecado (santificação), seremos, então, salvos da presença do pecado (glorificação).
Na ressurreição, receberemos um corpo imortal, incorruptível – “Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor” (1Co 15:42,43).
Na ressurreição, receberemos um corpo poderoso, glorioso e celestial, semelhante ao corpo da glória de Cristo – “que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp 3:21).
Os vivos serão transformados:Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória” (1Co 15:51-54).
CONCLUSÃO
A ressurreição de Jesus é a principal prova de que a fé cristã é a verdadeira, de que o caminho para a salvação é Jesus, é o fundamento da nossa fé e é o motivo da esperança que faz com que o crente não se desespere ao ver a partida de um irmão em Cristo. Assim como Jesus ressuscitou, também os crentes que morrerem antes da volta do Senhor ressuscitarão (1Co 15:51-54). Ele prometeu que todos os Seus com Ele viveriam para sempre nas moradas celestiais que Ele haveria de preparar (João 14:1-3). Assim como Cristo, também venceremos as ânsias da morte para estarmos com o Senhor para sempre (1Ts 4:17). Vem Senhor Jesus!
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Luciano de Paula Lourenço - Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Revista Ensinador Cristão – nº 62. CPAD.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD
Comentário Lucas – à Luz do Novo Testamento Grego. A.T. ROBERTSON. CPAD
Guia do Leitor da Bíblia – Lawrence O. Richards
John Vernon McGee. Através da Bíblia – Lucas. RTM.
Leon L. Morris. Lucas (Introdução e Comentário). VIDA NOVA.
MARCOS – O Evangelho dos Milagres. Hernandes Dias Lopes.
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. CPAD.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. A ressurreição de Jesus. PortalEBD.2008.