sábado, 23 de setembro de 2017

LIÇÕES BÍBLICAS - 4° TRIMESTRE DE 2017


No 4º Trimestre letivo de 2017, estudaremos, através das Lições Bíblicas da CPAD, sobre o tema: “A Obra da Salvação – Jesus Cristo é o Caminho a Verdade e a Vida”. Trata-se de uma das principais doutrinas da fé cristã, tendo como base fundamental a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. As lições serão comentadas pelo Pr. Claiton Ivan Pommerening, e estão distribuídas sob os seguintes temas:

Lição 1 - Uma Promessa de Salvação.

Lição 2 - A Salvação na Páscoa Judaica.

Lição 3 - A Salvação e o Advento do Salvador.

Lição 4 - Salvação - O Amor e a Misericórdia de Deus.

Lição 5 - A Obra Salvífica de Jesus Cristo.

Lição 6 - A Abrangência Universal da Salvação.

Lição 7 - A Salvação pela Graça.

Lição 8 - Salvação e Livre-Arbítrio.

Lição 9 - Arrependimento e Fé para a Salvação.

Lição 10 - O Processo da Salvação.

Lição 11 - Adotados por Deus.

Lição 12 - Perseverando na Fé.

Lição 13 - Glorificados em Cristo.

Lição 14 - Vivendo com a Mente de Cristo.

A Cruz é a figura apresentada na capa da Revista. A cruz de Cristo é a mais eloquente expressão do amor de Deus por nós. Deus nos ama, e Ele revelou essa verdade na cruz do seu Filho. Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Foi numa rude cruz que o Filho de Deus, o Cordeiro de Deus, se sacrificou por toda a humanidade, para que todo aquele que nele crer tenha a Salvação.

A Cruz foi o gesto mais profundo do sacrifício de Cristo. Jesus Cristo deixou a glória, o trono, esvaziou-se, tornou-se homem, servo, foi perseguido, preso, açoitado, cuspido, pregado na cruz. Sendo Deus, se fez homem; sendo o Senhor, se fez servo; sendo Santo, se fez pecado; sendo Bendito, se fez maldição; sendo o Autor da vida, deu a Sua vida. Cristo veio para morrer; Ele foi morto desde a fundação do mundo; Ele nasceu para ser o nosso substituto, representante e fiador.

A Cruz, portanto, não foi um acidente na vida de Cristo, mas um apontamento de Deus desde a eternidade. Cristo não foi para a cruz pela trama dos judeus, pela traição de Judas, pela maldade de Anás e Caifás, pela covardia de Pilatos, pela gritaria insana dos judeus, pela crueldade dos soldados, não! Ele foi à cruz por um plano eterno do Pai; Ele sabia que estava indo para a cruz; Ele jamais recuou da cruz.

Quem levou Jesus à Cruz?  Isaias 53 responde prontamente esta pergunta.

-  Os nossos pecados levaram Jesus à cruz. O que matou Jesus não foram os açoites, nem os soldados, nem o suplício da cruz, fomos nós, os nossos pecados. Ele morreu pelos nossos pecados. Ele foi moído pelos nossos pecados. Na cruz Ele sorveu o cálice da ira de Deus sobre o pecado. Na cruz Ele foi feito pecado por nós. A espada da lei caiu sobre Ele, pois era o nosso substituto.

“Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados” (Is.53:4,5).

- O Pai levou seu Filho à Cruz. Jesus não foi à cruz porque a multidão sanguissedenta gritou: “crucifica-o, crucifica-o”. Ele não foi à cruz porque os sacerdotes o entregaram, por inveja; Ele não foi à cruz porque Judas o traiu, por ganância; Ele não foi à cruz porque Pilatos o sentenciou por covardia e os soldados o pregaram na cruz por crueldade; Ele foi à cruz porque o Pai o entregou por amor.

 “O Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós” (Is.53:6). “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar” (Is.53:10)

- Jesus voluntariamente foi à Cruz. Jesus marchou à Cruz como um rei caminha para a coroação. Segundo o texto de Isaias, Jesus voluntariamente se entregou por nós à Cruz - “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si” (Is.53:4); “Quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado” (Is.53:10); “O seu servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si” (Is.53:11).

O Filho de Deus já havia se disposto a sacrificar-se pelo homem antes mesmo de toda Criação (Ap.13:8). E não foi uma decisão obrigada, mas voluntária, e havia assumido todas as consequências dessa decisão, inclusive a sua morte na cruz. Deus não teria criado o mundo, bem como o homem, se não tivesse incluído dentro do plano da criação, um plano de salvação. É nesse sentido que as Escrituras afirmam a existência de um plano salvador antes da fundação do mundo (Ef.1:4-11; 3:10; At.4:28; 2Tm.1:9; 1Pd.1:19). E este plano salvador se constituía em um mistério que seria revelado em tempo oportuno, e desde a eternidade estava oculto em Deus (Rm.16:25; Ef.3:9; Cl.1:26). Sempre foi do plano de Deus que o homem estivesse eternamente em comunhão com Ele. Dessa forma podemos dizer que a obra da Salvação já havia sido planejada de antemão e foi anunciada aos homens por meio da promessa da vinda do Messias Salvador, descrito nas Escrituras. Como prometido e planejado, Ele veio como o Unigênito do Pai.

- Jesus se entregou voluntariamente à Cruz e morreu sobre ela, mas venceu a morte. Ele tirou o aguilhão da morte, Ele matou a morte. A morte agora não tem a última palavra. Tragada foi a morte pela vitória.

- Jesus se entregou voluntariamente à Cruz, foi morto, mas ressuscitou. Ele está vivo. Ele venceu a morte. Ele rompeu os grilhões da morte. Ele conquistou para nós imortalidade. Portanto, a Cruz não é um sinal de derrota, e sim o maior sinal de vitória. Aleluia!

A Obra da Salvação, portanto, somente se consumou porque o Filho deu a Sua vida pela humanidade (João 10:15-18). A Salvação foi consumada na cruz do Calvário, quando Jesus morreu por nós (João 19:30; Cl.1:20; Ef.2:13,16). O homem não poderia, por si só, alcançar meios para restaurar a sua comunhão original com o seu Criador. Deus, pelo seu grande amor, providenciou um plano para trazer o homem de volta ao convívio com Ele. Este plano de Deus para a Salvação do homem, revelado à humanidade no momento mesmo da aplicação da penalidade pela prática do pecado, foi sendo executado desde então.

- O primeiro ato de Deus após a entrada do pecado no mundo foi imolar um animal, derramar seu sangue e com a pele providenciar vestes para o primeiro casal (Gn.3:21). Sangue fala do meio para a Redenção e vestes falam dos resultados, isto é, o usufruto da salvação (cf. Is.61:10; Jó 29:14; Ap.19:8; 3:18).

- O segundo ato deste plano foi a proibição de o homem ter acesso à árvore da vida por causa do pecado (Gn.3:22), acompanhado da expulsão do Éden (Gn.3:23). Como o salário do pecado é a morte (Rm.6:23), assim que o homem desobedeceu a Deus, morreu espiritualmente, ou seja, ficou sem comunhão com o Senhor, exatamente como Deus lhe havia falado (Gn.2:16,17). Estava, pois, arriscado a ficar eternamente separado de Deus, mas o Senhor, na sua infinita misericórdia, não o permitiu, impedindo que esta situação de morte adentrasse, de imediato, para o âmbito da eternidade (como ocorrera com os anjos rebeldes), impedindo o acesso do homem à árvore da vida e o expulsando do jardim do Éden.

Com estas medidas, Deus impediu que o homem, a exemplo dos anjos pecadores, vivesse numa dimensão eterna, condenado à inevitável e sempiterna separação de Deus, possibilitando ao homem que, mediante o arrependimento enquanto estivesse na dimensão terrena, pudesse desfrutar de uma eternidade com o Senhor. A partir de então, o Senhor iniciou a execução de seu plano que alcançou o seu ápice quando da própria encarnação do Deus Filho, momento que as Escrituras denominam de “a plenitude dos tempos” (Gl.4:4), instante em que Deus cumpre a sua promessa de providenciar, da semente da mulher, o único e suficiente Salvador, Jesus, o seu próprio Filho (Mt.1:21; Lc.2:11; Jo.3:16,17; At.4:12). Eis a razão pela qual a Bíblia, mais de uma vez, diz que Deus é o Deus da nossa salvação (1Cr.16:35; Sl.24:5; 51:14), bem como que a Salvação provém dEle (Sl.3:8; 37:39; 62:1). Mas, precisamente porque a Salvação tem origem em Deus, podemos buscá-la e ter a certeza de que seus efeitos são permanentes e duradouros, pois, como qualquer outra obra do Senhor, a Salvação apresenta algumas características que demonstram a sua sublimidade e grandeza.

- A Salvação, por ter origem em Deus, é boa. Tudo quanto Deus fez é muito bom (Gn.1:31), e a Salvação não é exceção. A Salvação é boa porque demonstra a bondade e misericórdia de Deus para com o homem. Porque a salvação é boa, quando a conquistamos, somos separados do mal e passamos a fazer o bem (Mt.5:16; Rm.12:9-21; Gl.5:22; Ef.4:20-32).

- A Salvação, por ter origem em Deus, é eterna (Is.45:17; Hb.5:9). Deus é eterno e tudo quanto faz é, também, eterno e a Salvação não é exceção. A Salvação permite ao homem que, tendo seus pecados perdoados, passe a desfrutar de uma nova comunhão com Deus, uma comunhão que é eterna, e, por isso mesmo, é chamada pela Bíblia de “vida eterna” (João 3:16; 1João 2:25).

- A Salvação, por ter origem em Deus, é perfeita (Tg.1:17). A Salvação veio do alto, foi-nos dada por Deus e, por isso, é perfeita. A Salvação é tão perfeita que Jesus tirou o pecado do mundo (João 1:29), resolvendo, com o Seu sacrifício na Cruz, a questão que atormentava a humanidade desde a queda no jardim do Éden, de uma só vez, removendo os pecados e permitindo restabelecer a comunhão com Deus (Ef.2:13-16; Hb.9:26-28).

- A Salvação, por ter origem em Deus, é única (At.4:12). A Salvação é obra do único Deus, do Deus imutável, e, portanto, só pode haver uma forma de Salvação, um meio de Salvação, que é através de Jesus Cristo. Não existe outro modo de alcançarmos a Salvação a não ser pela fé em Cristo, pela aceitação do Seu único sacrifício.

- A Salvação, por ter origem em Deus, é um ato de amor (João 3:16). A Salvação é a maior demonstração do amor de Deus ao homem. Através da salvação, Deus revela o seu grande amor para com o homem, este amor incondicional e incompreensível, que se encontra muito além do nosso entendimento. Deus nos ama tanto que Se fez homem para pagar o preço dos nossos pecados e nos salvar, para que vivamos com Ele eternamente.

- A Salvação, por ter origem em Deus, é uma manifestação da graça de Deus (Tt.2:11). Deus, por intermédio da Salvação, mostra que oferece ao homem um “favor imerecido”, a “graça”. A Salvação não vem ao homem porque o homem a mereça (e reside aqui uma das grandes dificuldades dos homens em compreenderem a Salvação, pois sempre associam a Salvação a algum mérito, o que, evidentemente, está completamente fora dos padrões bíblicos e da revelação divina sobre o assunto), mas porque Deus quis favorecer o homem, por ser um Deus de graça, manifestada em Jesus Cristo (1Co.1:4).

- A Salvação, por ter origem em Deus, é um ato de justiça (Sl.65:5; 78:21,22; 98:2). Deus é justo (Ex.9:27) e, por isso, a Salvação é, também, a manifestação da Sua justiça. Por isso, a Salvação se fez mediante a morte de Cristo na cruz do Calvário, para pagar o preço da justiça divina, pois não há perdão sem derramamento de sangue (Hb.9:22) e o salário do pecado é a morte, de forma que se fazia necessário um sacrifício para o perdão de todos os pecados. Também, como a Salvação é um ato de justiça, não há como escapar da ira divina se não se atentar para esta tão grande Salvação (Hb.2:1-4). Só os que alcançarem a Salvação estarão livres da ira de Deus (Sl.85:4).

Há uma tendência atual de afirmar que, no final das contas, Deus, em sua graça, salvará a todos os perdidos, mesmo aqueles que jamais responderam (e mesmo rejeitaram) o sacrifício de Cristo. Essa perspectiva teológica, bastante cultivada atualmente, denomina-se de “universalismo”. Esse ensinamento é totalmente falso. O arrependimento sempre foi e continuará sendo uma prerrogativa àqueles que querem ser salvos. Veja os seguintes trechos bíblicos que comprovam tal fato:

Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”(Mc.16.16);

“Responderam eles: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa”(At.16.31);

“Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados”(At.2:38);

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor”(At.3:19).

Uma outra abordagem teológica, muito citada nos arraiais teológicos, em relação à Salvação, é a de que Deus teria elegido apenas alguns poucos. Muitos homens de Deus têm se deixado levar por este ensino, que consideramos errado, à luz da Bíblia Sagrada. Baseados em versículos bíblicos isolados, alguns seguidores da predestinação, transformam a decisão humana, diante do chamado divino à Salvação, em mera ilusão. A revelação bíblica, no seu contexto geral, conclama o ser humano, constantemente, a responder ao chamado divino, deixando claro que o Senhor deseja que todos se arrependam. Veja alguns trechos bíblicos sobre isso:

Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus”(João 1:12,13).

“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se”(2Pd.3:9).

A Salvação é pela graça, pois é um favor imerecido (Ef.2:8), mas exige de cada um a aceitação de Jesus como Senhor e Salvador, o que requer uma atenção constante, sem o que não haverá como escaparmos da condenação (Hb.2:3) - “como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram”.

O Senhor escolheu salvar o homem, mesmo sabendo que ele haveria de pecar, e previamente determinou que todos aqueles que crerem em Cristo serão salvos e os que não o crerem serão condenados. A Salvação é para todos os homens (Is.55:1; Tt.2:11), sem qualquer distinção, tanto que o primeiro casal foi expulso do Éden e impedido de tomar da árvore da vida para que toda a humanidade tivesse a mesma oportunidade de Salvação, até porque Deus é imparcial e não faz acepção de pessoas (cf. Dt.10:17; At.10:34), mas, já antes mesmo da fundação do mundo, o Senhor estipulou condições para que tal Salvação se desse, mas nem por isso deixou de querer que todos os homens se salvem (1Tm.2:4).

A Salvação é condicional e, portanto, não tendo havido cumprimento da condição, haverá, sim, a condenação eterna. Quem somos nós, vasos de barro, verdadeiros cacos, para querer discutir ou dizer o que deve fazer o oleiro, ainda mais quando ele já nos disse o que fará? Portanto, amados irmãos, glorificando a Deus por nos ter dado esta oportunidade imerecida de salvação, cumpramos a nossa parte, aceitando a Cristo como Senhor e Salvador, renunciando a nós mesmos, tomando a nossa cruz e seguindo ao Senhor Jesus (Mt.16:24), para que alcancemos a glorificação, tornando, assim, realidade em nossas vidas, esta maravilhosa promessa.

Quando do Arrebatamento da Igreja, aqueles que dormiram no Senhor, ou seja, mantiveram-se em santidade até o instante de sua morte física, ressuscitarão primeiro e receberão um corpo glorioso. Os que estiverem vivos naquela oportunidade serão transformados e, assim, todos atingirão o estágio final da Salvação: a glorificação (1Co.15:51-57). Por isso as Escrituras nos dizem que Cristo é as primícias dos salvos (1Co.15:20), pois foi o primeiro a ressuscitar e a receber a glorificação que nós também receberemos naquele grande Dia (1Co.15:23). Entretanto, para alcançarmos a glorificação é mister que nos mantenhamos em santidade, que permaneçamos separados do pecado, que nos santifiquemos cada momento. O próprio apóstolo João, ao falar do que nos aguarda, foi incisivo ao dizer que quem tem esta esperança deve purificar-se a si mesmo (1João 3:3).

Que Deus abençoe sobremaneira as Aulas que serão ministradas este trimestre letivo! Que possamos alcançar a maturidade suficiente para entendermos quão preciosa é a Obra da Salvação, que Deus, por meio de seu Filho Unigênito, manifestou a todos nós. Que em cada Lição, possamos evidenciar ainda mais a nossa gratidão ao Pai pelo extraordinário dom que Ele nos ofertou, o dom da maravilhosa Salvação.

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Luciano de Paula Lourenço

domingo, 17 de setembro de 2017

Aula 13 – SOBRE A FAMILIA E A SUA NATUREZA


3ª Trimestre/2017

Texto Base: Gênesis 2:18-24

"Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn.2:24).

 INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos da Família e a sua natureza, e aqui concluímos o trimestre letivo. A família é instituição criada por Deus. Antes de fundar a Igreja, Deus instituiu a família, por meio do casamento entre um homem e uma mulher (Gn.2:24). No salmo 128, encontramos o valor da família no plano de Deus: “Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos! A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR!” (Sl.128:1,3,4). Estas são promessas de Deus para a família que nele crê, teme-o e lhe obedece. Deus disse a Abraão: “E abençoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn.12:3). Deus deseja que, em cada lar, haja um ambiente espiritual que honre e glorifique o seu nome. O amor de Deus pela humanidade faz com que Ele veja todas as famílias da terra como alvo de sua bênção, pois todos os homens a Ele pertencem (Sl.24:1). Porém, só podem desfrutar do favor de Deus as famílias que se sujeitam a obedecer à sua Palavra. Nestes últimos dias da Igreja na Terra, o espírito do Anticristo tem dominado a mente do homem, a tal ponto de promover verdadeira subversão dos valores morais, que se fundamentam na Palavra de Deus. Uniões abomináveis de pessoas do mesmo sexo têm sido aprovadas por lei, como se fossem famílias, em aberta afronta à Lei de Deus. A Igreja precisa ardentemente preservar os valores morais constituídas por Deus para a família, pois são inegociáveis. Se os pilares morais que formam e sustentam a família forem destruídos, a sociedade se extinguirá, e, por conseguinte, a Igreja terá suas estruturas abaladas. A família é a base de nossa vivência, dela nascemos e dela dependemos na maior parte da existência. Isso é plano de Deus.

I. A ORIGEM

A origem da família remonta à criação do homem e da mulher como a base da formação familiar.

1. O Homem e a Mulher. O Espírito Santo, ao inspirar Moisés, quando este escrevia o Livro de Gênesis, foi criterioso ao declarar que Deus criou macho e fêmea – “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou “(Gn.1:27). Segundo o Pr. Esequias Soares, a palavra hebraica usada para "homem" neste texto é adam, que serve tanto para o nome do primeiro homem que Deus criou, como também para "homem" no sentido de representante do ser humano, semelhantemente à palavra grega anthropos. A expressão final, "macho e fêmea os criou", mostra que adam, nesse versículo, diz respeito ao ser humano. Isso revela a igualdade de ambos, macho e fêmea, homem e mulher, como portadores da imagem de Deus; a diferença está na sexualidade (1Pd.3:7).

Como se vê, em Gênesis 1:27, o “macho” é chamado de “Homem”; a “fêmea” é chamada de “Mulher”. O macho, o Homem, é chamado de um ser do sexo masculino; a fêmea, a Mulher, é chamada de um ser do sexo feminino. Para a Bíblia existem, apenas, dois tipos de sexo: ou a criatura é Homem, ou, então, é Mulher. Não existe a “coluna do meio”. Um homem e uma mulher, biblicamente, formam um casal. Ao reunir esse casal, Deus instituiu o que chamamos hoje de casamento; e, conforme afirma o apóstolo Paulo, o homem e mulher, são mutuamente dependentes (1Co.11:11).

Portanto, a primeira Família, formada pelo próprio Deus, teve como princípio a formação de um casal, ou seja, Deus uniu, com a sua bênção, um homem e uma mulher – “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a”(Gn.1:28). Estava, assim, realizado, pelo próprio Deus, o primeiro casamento, e determinado uma de suas principais funções: a perpetuação da raça humana através da geração de filhos. Portanto, segundo o plano de Deus, o modelo para formação de uma Família é a união de um casal, de um homem e de uma mulher, ou seja, de um macho e de uma fêmea - “Portanto deixará o varão o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”(Gn.2:24). Qualquer tentativa de formar uma Família contrariando este princípio estabelecido por Deus é contrária à Bíblia Sagrada. O Senhor Jesus Cristo fez questão de confirmar este princípio declarando: “Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher. E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois mas uma só carne”(Mc.10:6-8). Portanto, pelo casamento entre um homem e uma mulher, forma-se uma Família. Essa Família poderá, ou não, ter filhos.

2. A formação da Mulher. Para ser companheira do homem, Deus criou uma mulher – “E disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma de suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher; e trouxe-a a Adão”(Gn.2:18,22).  Esta foi a decisão de Deus para suprir a carência afetiva e física do homem. Qualquer desvio deste princípio contraria a decisão de Deus, e constitui pecado. Observemos a simplicidade da declaração bíblica, ao dizer: “formou uma mulher”. Esta mulher foi formada como resultado da decisão de Deus de que não era bom que o homem estivesse só. Assim, biblicamente, para ser companheira do homem, Deus formou uma mulher.

II. A FAMÍLIA

A Família está inserida dentro de um contexto social, e, portanto, sujeita a mudanças. Porém, os princípios divinos para as Famílias são eternos e imutáveis (Mt.24:35).

1. Conceito de família entre os antigos hebreus. Entre os antigos hebreus o modelo familiar apresentava aspectos variáveis. Vejamos, sucintamente, alguns modelos que a Bíblia apresenta:

a) Família patriarcal.  Neste modelo, a figura do pai (pater) tinha um papel bem definido, como sendo o líder do grupo familiar inconteste, em todos os sentidos. Na família patriarcal, quase sempre não era observado o princípio da monogamia, estabelecido por Deus no Éden, quando o homem deixaria pai e mãe e se uniria à sua mulher (Gn.2:24) para formar o lar e a família. Em grande parte, a família patriarcal era poligâmica. O Antigo Testamento demonstra que todos os primeiros patriarcas, Abraão, Isaque, Jacó e outros, eram polígamos. Lameque foi o primeiro a rejeitar o princípio do casamento monogâmico, ordenado por Deus (Gn.2:22-24) – “E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá” (Gn.4:19). A partir daí a depravação hereditária se alastrou progressivamente no lar e na Família. Deus tolerou a poligamia, mas nunca a aprovou, por ser prática estranha ao seu projeto para a constituição da família.

A família patriarcal era típica no contexto histórico e cultural do Antigo Testamento. Além do pai, da mãe e dos filhos, a família patriarcal incluía as concubinas, das quais nasciam filhos, que eram parte do grupo familiar, causando, por vezes, muitos transtornos, com nascimento de meios-irmãos, que competiam quanto aos direitos da prole, principalmente no que tangia às questões de herança. Neste modelo de família as esposas e os filhos não tinham liberdade de escolha, pois a palavra final era sempre do patriarca. O pai de família era o líder espiritual, responsável pela prática e o respeito dos ritos da religião que a família adotava. Abraão, Isaque e Jacó eram líderes de sua parentela. Eram verdadeiros sacerdotes em seus lares.

b) Família ampliada. Este modelo de Família no antigo Israel é aquele em cuja convivência há pessoas além dos cônjuges e filhos. Considerando que a base da economia do antigo Israel era a agricultura e o pastoreio, a família nuclear com poucos membros via-se em dificuldade por falta de mão-de-obra para o sustento da casa. Por isso, ela poderia se estender com parentes próximos - tios e primos - ou com duas ou mais gerações vivendo juntas (cf. Gn.24:67). Quando se tratava de famílias ricas, acrescentavam-se servos e estrangeiros, como no caso de Abraão (cf. Gn.14:14), ou como previsto na legislação mosaica (cf. Êx.23:12). Saul, por exemplo, aparece na Bíblia com a menção de seu pai, avô, bisavô, trisavô, e também da tribo (1Sm.9:1,2). No Novo Testamento, temos o exemplo de Pedro, que possivelmente tinha a sua sogra por perto.

c) Família nuclear. Também chamada de “família tradicional”, formada por pai, mãe e filhos, como núcleo familiar (Sl.128:1-4), em torno do qual se desenvolvem os descendentes, parentes e outros que a ela se agregam. É a família ideal, pois tem origem na mente de Deus (Gn2:24), o Criador, e atende a seus propósitos para o desenvolvimento, o bem-estar e estabilidade social. Exemplo de família nuclear na Bíblia: José, Maria, Jesus e seus irmãos.

2. O papel da mulher na sociedade israelita. Percebe-se pelo texto de Provérbios, capítulo 31, que o papel da mulher na sociedade israelita, nos tempos do Antigo Testamento, especialmente no antigo Oriente Médio, era muito bem definido. A vida cotidiana exigia da mulher uma atitude firme frente aos afazeres domésticos, como bem descreve o livro de Provérbios capítulo 31:10-28, que destaca algumas características louváveis de uma mulher virtuosa tais como: o marido confia nela (Pv.31:11); trabalha com a próprias mãos, tem iniciativa própria (Pv.31:13); acorda cedo, cuida das refeições da família e delega tarefas aos empregados da casa (Pv.31:15); é ativa nos negócios e no trabalho secular (Pv.31:16); é generosa (Pv.31:20); preocupa-se com aparência da família (Pv.31:21); ela é determinada e não vive ansiosa quanto ao futuro (Pv.31:25); ela é prudente no que fala (Pv.31:26); assume suas responsabilidades como dona de casa e não é preguiçosa (Pv.31:27); ela é amada, aceita, respeitada e valorizada pelo marido e pelos filhos (Pv.31:28). Estas são características exercidas por uma mulher casada na sociedade israelita no Antigo Testamento, um sonho de todo filho, e uma esperança para qualquer marido. Nos dias em que vivemos, não convém aos homens imaginar que conseguirão uma esposa com todos esses atributos, nem as mulheres tentar imitar esse modelo em todos os detalhes; apenas deve ver essa mulher como uma inspiração para você ser tudo o que puder ser. Talvez não possa ser como ela, mas pode aprender com seu trabalho, integridade e desenvoltura.

III. PRINCÍPIOS BÁSICOS

Deus estabeleceu a Família para companheirismo mútuo, felicidade e para uma convivência amorosa. Ela tem como fundamento basilar o casamento, que, conforme a declaração de Gênesis 2:24 – “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" -, apresenta três princípios básicos: monogamia (1Co.7:2), heterossexualidade (Gn.4:1,25) e indissolubilidade (Mt.19:6).

1. Casamento. É a mais fundamental de todas as relações sociais. Trata-se da união íntima e verdadeira entre duas pessoas de sexos opostos que manifestam publicamente o desejo de viverem juntas mediante um pacto solene e legal. Sendo uma instituição criada por Deus, o casamento tem o objetivo de ser a base da família e, consequentemente, de toda a sociedade. O padrão para o matrimonio bíblico é que seja realizado entre um homem e uma mulher. E dentro dessa única e correta perspectiva, há mandamentos diretos para ambos os cônjuges.

Como bem diz o pr. Elinaldo Renovato, em seu livro “A família Cristã e os ataques do inimigo”, o casamento cristão deve ser construído sobre as bases do amor a Deus e do amor conjugal verdadeiro. É a única forma de união consagrada por Deus para a constituição da família, objetivando o bem-estar do ser humano em todos os aspectos da vida. Por ser uma instituição criada por Deus, para atender seus propósitos quanto às finalidades divinas para a existência do homem na Terra, não é de admirar que o matrimônio tem sido atacado de maneira constante, sistemática e violenta. A exemplo do "ladrão", que só vem "a roubar, a matar e a destruir" (João 10:10), Satanás luta diutumamente para prejudicar o plano de Deus para a vivência do ser criado à sua imagem e semelhança. A História, e mais claramente a História Contemporânea, demonstra de forma inequívoca que o casamento é um dos alvos preferenciais das forças satânicas. Sob o pretexto de "evolução", "progresso" e "avanços sociais", novas formas de união tem sido inventadas e aceitas pela sociedade sem Deus. Mas os cristãos devem preservar e cultivar o matrimônio monogâmico (1Co.7:2) e heterossexual (Gn.4:1,25, como uma bênção de Deus para a humanidade.

2. Monogamia. Monogamia é o ideal divino. O Criador instituiu o matrimônio com a união de um homem e uma mulher (Gn.2:18-24; Mt.19:5; Mc.19:7) - “Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher”. Aqui, não é dito que o homem deve unir-se às suas mulheres. Deus não criou mais de uma mulher para Adão nem mais de um homem para Eva. Tanto a poligamia quanto a poliandria estão em desacordo com os princípios de Deus para o casamento (Dt.28:54,56; Sl.128:3; Pv.5:15-21; Ml.2:14).

A Monogamia não foi estabelecida apenas na criação, mas também foi reafirmada na entrega da lei moral. A lei de Deus ordena: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo...”(Ex.20:17). O uso do singular é enfático. Moisés não deu provisão à questão da poligamia.

Em o Novo Testamento a poligamia é condenada por Jesus e pelo apóstolo Paulo. Jesus, em Sua resposta aos fariseus, quando estes lhe interrogaram acerca do divórcio, foi clarividente que Deus criou o casamento monogâmico. Ele disse: “Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher...”(Mt.19:5). Ele não disse: “suas mulheres”, e sim, “sua mulher”. A resposta do Senhor remonta às origens do casamento e da própria criação (cf. Gn.2:24).

O apóstolo Paulo, também, proíbe a poligamia no casamento (1Co.7:2). Ele afirma: “Cada um [singular] tenha a sua própria esposa, e cada uma [singular] tenha o seu próprio marido” (1Co.7:2). Paulo coloca o aspecto singular de que a poligamia não é o padrão moral de Deus para o seu povo. Cada um deve ter a sua esposa, e cada uma o seu marido. Tanto a poligamia - um homem ter mais de uma mulher -, quanto a poliandria - uma mulher ter mais de um marido -, estão em desacordo com o ensino das Escrituras.

Ao mencionar as qualificações do presbítero, Paulo adverte: “É necessário, portanto, que o bispo seja (...) esposo de uma só mulher...” (1Tm.3:2). O diácono também deve ser “marido de uma só mulher” (1Tm 3:12). Portanto, a liderança eclesiástica deve ser o exemplo dos fiéis em tudo, e esse exemplo inclui o casamento bíblico (1Tm.4:12).

3. Heterossexualidade. O relacionamento sexual aprovado na Bíblia é o de um homem e de uma mulher dentro do matrimônio. Aliás, um dos propósitos divinos na criação do homem e da mulher é a procriação, visando a conservação dos seres humanos na terra – “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn.1:27,28). E não existe outra forma de procriação a não ser por meio de uma relação heterossexual. O homem se une sexualmente à sua esposa, como resultado do amor conjugal, não só para procriar, mas para uma vivência afetuosa, agradável e prazerosa (Pv.5:18).

Em 1Co.7:2 Paulo afirma: “Cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma tenha o seu próprio marido”. Quando Paulo diz que cada um tenha a sua esposa e cada uma tenha o seu marido, fica clara a ideia de uma relação heterossexual. Embora a união homossexual fosse algo comum no tempo de Paulo, ele define essa prática como uma paixão infame, um erro, uma disposição mental reprovável, uma abominação para Deus. A relação homossexual pode chegar a ser aprovada pelas leis dos homens, por causa da corrupção dos costumes, mas jamais será chancelada pelas leis de Deus. Uma decisão não é ética, apenas por ser legal. Ainda que a relação homossexual se torne legal pelas leis dos homens, jamais será aprovada por Deus, pois fere frontalmente a Sua Lei.

Portanto, Deus criou a Família com propósitos que exigem a heterossexualidade, entre as quais, a procriação e a complementaridade afetiva e emocional, que só é possível diante de uma união entre pessoas de sexos diferentes. Se não fosse a união heterossexual, promovida por Deus, desde o princípio, a raça humana não teria subsistida.

4. Indissolubilidade. O casamento não é apenas monossomático, monogâmico e heterossexual, mas também indissolúvel. No projeto de Deus, o casamento é indissolúvel; deve ser para toda a vida; é uma união permanente. O divórcio é um atentado contra a família. Quem mais sofre com ele são os filhos. As consequências amargas do divórcio atravessam gerações. Deus odeia o divórcio (Ml.2:16).

O casamento é indissolúvel porque foi Deus quem o instituiu e o ordenou. O próprio Jesus disse: “... o que Deus ajuntou não separe o homem”(Mt.19:7). Logo, nenhum ser humano tem competência nem autoridade para desfazer o que Deus faz. Mesmo que um juiz lavre uma certidão de divórcio e declare uma pessoa livre dos vínculos do casamento, aos olhos de Deus essa relação não é desfeita. O casamento só termina pela morte de um dos cônjuges (Rm.7:3), pela infidelidade conjugal (Mt.5:32; 19:9) ou pela deserção por parte do cônjuge descrente (1Co.7:15).

O divórcio é a quebra do nono mandamento da lei de Deus, ou seja, um falso testemunho, a quebra de um juramento feito na presença de Deus. Mesmo que um casal não tenha buscado a orientação de Deus para o casamento, uma vez firmada a aliança, Deus a ratifica. Ele é a testemunha da união entre um homem e uma mulher – “Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto” (Ml.2:14).

IV. O DESAFIO DA IGREJA

1. Institucionalização da iniquidade. Iniquidade é o ato de transgredir a lei ou os bons costumes; é ação que desagrada alguém ou a muitas pessoas; é ato malvado; é transgressão às leis. Deus instituiu a família a partir da união entre um homem e uma mulher (Gn.2:24; 1:27,28), mas o atual sistema de coisas quer institucionalizar a iniquidade ao considerar legitima a união de pessoas do mesmo sexo. Isto é uma verdadeira afronta a Deus, uma transgressão à Sua Lei (cf. Lv.18:22; 20:13). Aliás, afrontar a Deus é uma tendência humana desde o princípio da humanidade e vai continuar até o final dos tempos. Atualmente, estamos vendo isso com bastante clareza em todos os sistemas que o maligno tem dominado.

A união de pessoas do mesmo sexo é a própria negação do conceito bíblico de família, que diz que uma família se constitui quando um varão deixa seu pai e sua mãe e se une à sua mulher e se constituem em uma só carne, como se vê claramente em Gn.2:24. Não é possível que uma união de pessoas do mesmo sexo possa constituir uma família, pois Deus criou a família com propósitos que exigem a heterossexualidade, entre as quais, a procriação e a complementaridade afetiva e emocional, que só é possível diante de uma união entre pessoas de sexos diferentes. Sem dúvida, o ajuntamento homossexual é uma excentricidade e uma abominação aos olhos de Deus (ler Lv.18:22).

Deus condena a prática homossexual, e isto está bastante claro nas Sagradas Escrituras (cf. Dt.23:17; Lv.18:22). O avanço dessa prática é um dos sinais do fim dos tempos (Lc.17:28-30; Jd.7); é um grande desafio que a Igreja tem que enfrentar, haja vista que essa prática danosa tem de forma clara grassado os seus termos com a devida anuência de líderes de tendências liberais. A Bíblia condena de maneira direta tal estilo de vida (Rm.1.26,27; 1Co.6:10; 1Tm.1:9,10). Atente para a seguinte advertência do apóstolo Paulo:

“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus” (1Co.6:10).

2. A inversão de valores. Neste tempo pós-moderno testemunhamos uma inversão de valores no campo da vida moral - chamamos luz de trevas e trevas de luz; chamamos o doce de amargo e o amargo de doce; temos visto nossa sociedade justificando o perverso e condenando o justo. O que se vê hoje é a tentativa de tornar o errado certo e o certo, errado (Is.5:20). O mundo atual está invertendo os valores em busca do hedonismo, ou seja, a procura indiscriminada do prazer, gozo sensual, deleite sexual (1João 2:16). O apóstolo Paulo denunciou este comportamento hedonista, dizendo que "mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!"(Rm.1:25 - ARA).

Sob um discurso de tolerância e de liberdade, o mundo, hodiernamente, defende a ideia do "relativismo moral”, ou seja, nega que haja padrões de comportamento válidos para todos os homens, independentemente da época, da cultura ou da vontade de cada ser humano. Dentro deste pensamento, entende-se que não pode ser imposto qualquer comportamento a qualquer homem, sendo "fanáticos" e "intolerantes" aqueles que assim não entendem. Não se pode negar a liberdade de cada indivíduo de viver conforme a sua vontade, pois o livre-arbítrio foi dado ao ser humano pelo próprio Deus e, desta forma, é igualmente antibíblico agir de forma a negá-lo ou procurar massacrá-lo, mas não resta dúvida de que existe uma ordem universal instituída por Deus e que essa ordem deve ser observada pelo ser humano. O homem, na sua loucura, pode até colocar de ponta-cabeça os princípios que devem reger a família e a sociedade, mas não pode fugir das consequências inevitáveis de suas encolhas insensatas. Ao contrário do que se diz no mundo, existe, sim, um padrão universal de conduta, que independe de cultura, de época ou da vontade de cada ser humano: o padrão bíblico, o padrão estabelecido por Deus e revelado ao homem em Sua Palavra.

“O cristão que tem a mente de Cristo conhece a sua vontade e seu propósito, por isso ele aprende a viver com uma consciência dos valores morais e espirituais estabelecidos por sua Palavra. Quando praticamos alguma ação, dizemos uma palavra, pensamos algo ou adotamos alguma atitude, devemos agir com uma mente espiritual. Devemos sempre comparar nossas ações à luz da justiça que a Bíblia apresenta. Nossas ações devem corresponder à uma consciência baseada na Palavra de Deus (2Tm.3:16,17)" (CABRAL, Elienai. A Síndrome do Canto do Galo: Consciência Cristã. Um desafio à ética dos tempos modernos, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p.134).

CONCLUSÃO

Aprendemos que a família, biblicamente falando, deve nascer do casamento, que é o gesto de deixar pai e mãe e se unir a uma pessoa do sexo oposto para com ela formar um novo projeto de vida, e o fator principal que deve nortear este deixar e o subsequente unir não é outro senão o amor, o chamado “amor conjugal”, que nada mais é que o mesmo amor existente em Deus, mas aplicado para a formação de uma família. Uma família não pode ser construída nem sustentada, se não houver este esteio sustentador entre os cônjuges, e tem sido a ausência deste fator preponderante no relacionamento uma das principais causas das crises em muitas famílias. Lembre-se: a vontade de Deus, o amor e a fidelidade são as bases estruturais fundamentais do relacionamento entre os cônjuges, os quais devem estar presentes diariamente no relacionamento conjugal. Lembre-se disso!

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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 71. CPAD.
Pr. Esequias Soares. A Razão de nossa Fé. CPAD.
Wayne Grudem. Teologia Sistemática Atual e exaustiva.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. A família – obra prima de Deus. PortalEBD_2004.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. A Promessa de um Lar Feliz. PortalEBD.
Elinaldo Renovato. A Família Cristã (e os ataques do inimigo).CPAD.

 

domingo, 10 de setembro de 2017

Aula 12 - O MUNDO VINDOURO


3º Trimestre/2017

Texto Base: Apocalipse 21:1-5

"E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe" (Ap.21:1).

INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos de um dos temas de grande interesse do povo de Deus: o Mundo Vindouro. Depois do Milênio e do Juízo Final, chegará de fato o fim de todas as coisas (1Pd.4:7; 2Pd.3:7,10-12), que ensejará um novo início, o começo do “período da eternidade” propriamente dito (Lc.20:35; 2Pd.3:13; Ap.cap.21-22); é o que chamamos de Estado Eterno, ou o Novo Céu e Nova Terra, de que trata o apóstolo Pedro (2Pd.3:13) e o apóstolo João (Ap.21:1,5). Certamente, haverá um Mundo novo, no qual de eternidade em eternidade o povo de Deus estará sempre com o Deus da glória. Os santos apóstolos anelaram por esse Estado Eterno. Por isso, como Igreja do Senhor, somos estimulados pelas Escrituras a mantermos viva a chama da esperança da vinda do Senhor.

I. SOBRE O MILÊNIO

1. Descrição. O Milênio é o Reino de Cristo de mil anos (Ap.20:1-7). Nesse período, a ação destruidora de Satanás na Terra será neutralizada, iniciando-se assim uma nova ordem de coisas. Todos os textos que se referem ao Reino de Cristo falam de que, já nos primeiros dias da Igreja, esse Reino era esperado com ansiedade, pois eles deveriam esperar a vinda e o reino de Cristo como um lavrador aguarda o precioso fruto da terra (Tg.5:7,8). Portanto, é bem patente nas Escrituras que o Milênio é prometido aos judeus e, depois, aos que viverem fisicamente naquela época, quando tudo será abundante, conforme narram as Escrituras Sagradas (Zc.8:4-12; Ez.47:9-12; Jr.31,13; Is.65:21-23).

a) Nesse período glorioso, a Terra será restaurada. No princípio, "tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar" (Gn.2:15). Além de cuidar do planeta, o homem teria o domínio da Terra, com autoridade delegada pelo Criador sobre todos os reinos naturais (Gn.1:28). Era o plano original de Deus que o homem, feito à sua imagem e semelhança, o representasse, cuidando do planeta. Todavia, o homem fracassou em cuidar de si mesmo e da Terra. Com a entrada do pecado no mundo e a Queda do homem, toda a natureza foi perturbada e atingida pelos nefastos efeitos do rompimento da comunhão do homem com o Criador (Gn.3:17,18). Diz Paulo: "Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora" (Rm.8:20-22). A Terra ou a criação aguarda a gloriosa redenção do homem e da própria natureza. Isto ocorrerá, quando Cristo assumir o Reino Milenial – “Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm.8:23,24).

b) Neste período glorioso, a Terra será governada por Jesus (Zc.14:9) - “E o SENHOR será rei sobre toda a terra; naquele dia, um será o SENHOR, e um será o seu nome”. A Terra será regida, não por monarquia, nem por democracia, nem por autocracia, mas sim por uma teocracia, isto é, o próprio Deus regerá o mundo na pessoa do Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo (Lc.1:32,33; Dn.7:13,14). Todas as formas de governo que já existiram e as que existem são falhas, umas mais, outras menos. Mostrando assim que elas não são perfeitas. Mas Cristo quando reinar será diferente, pois este será um período de completa glória divina no Seu domínio, governo, justiça e reino (Is.9:6; Is.11:4; Dt.18:18,19; Is.33:21,22; At.3:22).

O Espírito Santo de Deus revelou aos profetas Miquéias e Isaías os detalhes de como será este governo milenar de Jesus Cristo:

Miquéias 4:3

"E julgará entre muitos povos, e arbitrará entre nações poderosas e longínquas; e converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra".

Isaías 2:4

"E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear".

É muito importante ressaltar que esse será o único e verdadeiro governo de paz e justiça mundial, cujo Rei será Jesus Cristo. O que estamos vendo hoje são governantes mundiais prometendo falsas promessas de paz com o objetivo de se autopromoverem.

Os judeus serão a cabeça federativa desse governo. A sede do governo milenial será em Israel e Jerusalém será a capital do mundo. O Senhor Jesus se assentará sobre o trono de Davi, e de Jerusalém reinará sobre toda humanidade. O domínio de Cristo será universal (cf. Is.2:2-4; 4:2,3; Jl.3:17-20; Mq.4:2). O Reino milenial de Cristo, que trará salvação aos judeus, é a conclusão do programa divino sobre o povo de Israel (cf.Is.59:20; Rm.11:26).

2. Sobre a ressurreição dos mortos. A Bíblia ensina que os justos e os injustos serão ressuscitados (Dn.12.2; João 5:29; At.24:25). Mas, em Apocalipse ficamos sabendo que há um intervalo de mil anos entre essas ressurreições:

“E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos” (Ap.20:4-6).

O Senhor Jesus falou sobre essas duas Ressurreições: uma ele chamou de Ressurreição da Vida e a outra, de Ressurreição da Condenação, isto é, uma é a Ressurreição dos justos e a outra é a Ressurreição dos ímpios: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram mal, para a ressurreição da condenação”(João 5:28,29).

Os justos ressuscitarão primeiro, por isto, chamamos a Ressurreição dos justos de Primeira Ressurreição. Por ocasião do Arrebatamento da Igreja, Jesus ressuscitará aqueles que morreram nele (1Ts.4:14-17):

“Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”.

Tudo isto acontecerá num abrir e fechar de olhos - “num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co.15:52).

Os ímpios, porém, somente ressuscitarão depois do Milênio, para se apresentarem diante do Trono Branco, para o Julgamento Final; por isto, chamamos a Ressurreição dos ímpios de Segunda Ressurreição - “Mas, os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram” (Ap.20:5). Fica claro que os ímpios também ressuscitarão, porém muito depois: “...os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação”, ou, conforme afirmou Daniel: “...para vergonha e desprezo eterno”.

Enquanto os salvos ressuscitarão num corpo imortal e glorificado, conforme o corpo de Cristo, os ímpios ressuscitarão num corpo imortal, porém, sem nenhuma glória, sem qualquer beleza. Esta Segunda Ressurreição acontecerá numa única etapa. Todos os ímpios, de todos os tempos, ressuscitarão e comparecerão diante do Grande Trono Branco, para o Julgamento Final.

II. SOBRE O JUÍZO FINAL

1. Descrição. O “Juízo Final” será o julgamento a que serão submetidos os incrédulos de todas as eras, que foram ressuscitados, na consumação de todas as coisas (Ap.20:5). É chamado também de “Juízo do Trono Branco”, porque a narrativa bíblica se inicia com a visão de um “Grande Trono Branco”. Ocorrerá depois do término do Reino milenial de Cristo, depois da condenação definitiva do Diabo e suas hostes. Na Bíblia, esse julgamento é explicitamente mencionado pela primeira vez por Daniel (Dn.7:9,10). Portanto, era e é algo de pleno conhecimento dos judeus, como mostra Marta, irmã de Lázaro, ao se dirigir ao Senhor, quando este chegou a Betânia quatro dias após a morte de Lázaro (João 11:24). Terá como objetivo retribuir a cada um segundo as suas obras (Ap.20:11-15). A Igreja - a Universal Assembleia dos Santos (Hb.12:23) - não será submetida ao Juízo Final, por haver crida na eficácia da morte e da ressurreição do Filho de Deus.

Quem será o Juiz que se assentará no Grande Trono Branco? Certamente será o Senhor Jesus Cristo, conforme Ele mesmo declarou: “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo”(João 5:22); “E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem” (João 5:27). O Apóstolo Pedro afirmou que o Senhor Jesus é o Juiz: “E nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos” (Atos 10:42). O Apóstolo Paulo ratificou o que Jesus e Pedro disseram; escrevendo aos crentes, da cidade de Roma, disse: “No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho”(Rm.2:16). Em Atenas, falando aos filósofos da Grécia, no Areópago, Paulo declarou: “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (Atos 17:31). Paulo não tinha dúvidas de que aquele que hoje é o nosso Advogado (1João 2:1), amanhã será o Juiz que se assentará no Grande Trono Branco - “Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino”(2Tm.4:1).

No Juízo Final não haverá nenhuma chance para alguém se salvar ou ter seus pecados perdoados. Naquele grande Tribunal Jesus será Juiz e não mais Salvador e nem Advogado (2Tm 4:1). Conta-se que um fazendeiro, muito rico, cometeu um crime, um homicídio. Para defendê-lo contratou um famoso advogado. Este, usando seu prestigio e capacidade, foi adiando sempre o julgamento, enquanto seu cliente permanecia respondendo o processo, em liberdade. O advogado, contudo, nesse ínterim, prestou concurso para a magistratura e foi empossado como juiz. O fazendeiro, quando soube, ficou muito feliz. Enviou uma carta felicitando o juiz e manifestando sua confiança e certeza na sua absolvição. O juiz ao enviar seu agradecimento, fez, contudo, constar o seguinte: "Eu era o seu advogado. Fiz tudo para defendê-lo. Agora, porém, eu sou o seu juiz e vou julgá-lo com justiça”. O Senhor Jesus é, hoje, nosso Advogado. Certamente que o seu desejo é o de justificar o pecador, diante do Pai. Porém, a partir do momento em que o homem partir para a eternidade, sem salvação, o mesmo Jesus passa a ser o seu Juiz, Aquele que, no Grande Trono Branco, julgará, com justiça - “...Ele é o que por Deus foi constituído Juiz dos vivos e dos mortos” (Atos 10:41).

Todo ser humano devia se preocupar com o Juízo Final, pois fora da Salvação em Cristo, indubitavelmente, enfrentará esse momento que, infelizmente, nele só haverá um veredicto: a condenação eterna (Ap.20:15).

2. O julgamento. No Julgamento do Grande Trono Branco não há menção de vivos. Afirma o apóstolo João: “e vi os mortos, grandes e pequenos... E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia...” (Ap.20:12,13). Assim, podemos afirmar que no banco dos réus, no Julgamento Final diante do Grande Trono Branco, estarão todos os mortos ímpios de todos os tempos. Não importa quando, onde, ou como tenham morrido – os que foram queimados, cremados, devorados pelos peixes ou qualquer animal marinho, terrestre, ou pelos micro-organismos -, ninguém será esquecido na terra, no mar, no Hades, em lugar nenhum. Conforme afirmou o Senhor Jesus: “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (João 5:29).

“E vi os mortos, grandes e pequenos...”. Certamente que a expressão “grandes e pequenos” nada tem a ver com a idade, ou com a estatura física. Não se trata, também, de adultos e crianças; grandes e pequenos diz respeito ao que esses mortos tinham sido, quando vivos, aqui na Terra. Diz respeito à posição, ao prestigio, à importância que representaram em sua época. Deus não faz acepção de pessoas, conforme afirmou Pedro: “E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um...” (1Pd.1:17). Entre os grandes certamente que estarão milhares de milhões de reis, imperadores, nobres, presidentes, ditadores, generais, cientistas, milionários, etc.. Entre os pequenos estarão escravos, mendigos, analfabetos, operários, etc. Não é verdade que ninguém vai para o inferno por ser rico, sábio, nobre; como também não é verdade que ninguém vai para o céu por ser pobre mendigo, analfabeto; grandes e pequenos, de todas as camadas sociais que morreram sem salvação, estarão, naquele Dia, diante do Trono Branco. Creia nisto!

A Sentença. A sentença desse Julgamento está bem claro em Apocalipse 20:14,15: “E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”. O “lago de fogo” é uma prisão eterna, pois, segundo informou o Senhor Jesus, foi o lugar preparado para Satanás viver, na eternidade - “... Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”(Mt.25:41); é o Inferno propriamente dito. Será nesse lugar tenebroso onde serão lançados os ímpios condenados no Julgamento Final, diante do Trono Branco, onde já estarão o Anticristo, o Falso profeta e Satanás (Ap.20:15) - “... de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”(Ap.20:10).

Observe que, nesse último grande Juízo, não serão proferidas duas sentenças, como ocorrerá no Julgamento das Nações (Mt.25:46). Haverá uma única condenação para os ímpios (Ap.20:15). Alguns dizem que os salvos também hão de ser julgados, mas isso contraria o que Jesus afirmou, em João 5:24: "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entrará em juízo, mas passou da morte para a vida" (ARA). Portanto, o salvo em Cristo tem a vida eterna hoje e não será julgado mais quanto ao pecado (cf. Rm.8:1,33,34), a menos que se desvie do caminho da justiça (2Pd.2:20-22; Mt.24:13; Ap.3:5).

3. Destino dos ímpios. É o Inferno, descrito em Apocalipse 19:20 como "lago de fogo" ou "ardente lago de fogo e enxofre". Esse lugar foi preparado para o Diabo e seus anjos (Mt.25:41), e não para os seres humanos, mas será o destino final dos perdidos por causa da sua incredulidade e desobediência, pois a vontade de Deus é que ninguém se perca, mas que todos sejam calvos (1Tm.2:4). Atualmente, não há ninguém no “lago de fogo”. A localização de todos os ímpios mortos desde o início da criação é, no Antigo Testamento, “Seol” e, no Novo Testamento, “Hades”. Segundo Lucas 16:19-31, este lugar é bastante parecido com o lago de fogo, mas não igual. Depois do julgamento do Grande Trono Branco, todos os anjos caídos e a humanidade incrédula passarão a eternidade no lago de fogo. Portanto, a eterna separação de Deus é o destino eterno dos incrédulos. É o que a Bíblia considera de segunda morte (Ap.20:14) - “Aqueles que forem lançados no ‘lago de fogo’ passarão pela ‘segunda morte’ (Ap.2:11; 21:8) -, que não é igual à primeira que é física e temporal. A primeira morte é apenas a interrupção da existência na Terra, mas a segunda não traz nenhuma interrupção. Aqueles que rejeitam o chamado de Deus, cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida, enfrentarão um terrível julgamento e um futuro ainda mais funesto.

4. Estado Intermediário. Apesar da vida findar-se aqui neste mundo, a alma humana é imortal. Após a morte, o corpo se desfaz no pó da terra, entretanto, existe uma parte espiritual no ser humano que não cessa de existir. Jesus claramente ensinou que a existência não cessa com a morte (Mt.22:31,32; Lc.16:19-31). Segundo a Bíblia, existe um local onde a alma e o espírito dos que morrem aguardam a ressurreição: é o chamado Estado Intermediário.

a) Sheol, Hades. Sheol é a morada dos mortos. No Antigo Testamento era considerado como uma região situada embaixo da terra (Nm.16:30,33; Am.9:2), sombria e escura, onde os espíritos desencarnados tinham uma existência consciente, mas amortecida e inativa (2Sm.22:6; Ec.9:10). O povo hebreu via o Sheol como o lugar para onde justos e ímpios iam, após a morte (Sl.9:17; Is.38:10; Dt.32:22), um lugar onde se recebiam punições e recompensas. No Novo Testamento, Sheol é traduzido por Hades. Tanto Sheol como Hades designam o lugar para onde, nos tempos do Antigo Testamento, iam todos após a morte: justos e injustos, havendo, no entanto, nessa região dos mortos, uma divisão para os justos e outra para os injustos, separados por um abismo intransponível. Todos estavam ali plenamente conscientes, como está escrito em Lucas 16:19-31. O lugar dos justos era de felicidade plena, paz e segurança, era chamado de “Seio de Abraão” ou “Paraíso”. Já o lugar dos ímpios era e é tenebroso, cheio de dores e sofrimentos, estando todos lá plenamente conscientes.

b) Paraíso. É o Lugar para onde vão os salvos depois que morrem, aguardando a ressurreição. O Paraíso está agora na imediata presença de Deus. Os salvos em Cristo, desde a ressurreição de nosso Senhor Jesus, não mais descerão ao Hades, isto é, para a divisão que antes era reservada ali para os justos. A mudança ocorreu entre a morte e a ressurreição do Senhor, pois Ele disse ao ladrão arrependido: “hoje estarás comigo no paraíso” (Lc.23:43). Sobre este assunto, diz o apóstolo Paulo: “quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro, e concedeu dons aos homens. Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra?” (Ef.4:8,9). Entende-se, pois, que Jesus, ao ressuscitar, levou para o Céu os crentes do Antigo Testamento que estavam no “seio de Abraão”, conforme narra Lucas 16:22. Muitos desses crentes Jesus os ressuscitou por ocasião da Sua morte, certamente para que se cumprisse o tipo prefigurado na Festa das Primícias (Lv.23:9-11), que profeticamente falava da ressurreição de Cristo (1Co.15:20,23).

Conforme afirma o apóstolo Paulo, o Paraíso não está em baixo, como dantes; está agora na imediata presença de Deus. O apóstolo Paulo foi ao Paraíso, o qual está no Terceiro Céu (2Co.12:1-4). A mesma coisa vê-se em Ap.6:9,10, onde as almas dos mártires da Grande Tribulação permanecem no Céu, “debaixo do altar”, aguardando o fim da Grande Tribulação, para ressuscitarem (Ap.20:4) e ingressarem no reino milenial de Cristo.

Os crentes que agora “dormem” no Senhor estão no Céu, pois o Paraíso está lá agora, como um dos resultados da obra redentora do Senhor Jesus Cristo (2Co.5:8). No momento do Arrebatamento da Igreja, seus espíritos e almas virão com Jesus, unir-se-ão a seus corpos ressurretos e subirão com Cristo, já glorificados, e viverão no Céu eternamente.

Como eu disse, depois que Cristo ressuscitou, os crentes, quando morrem, vão direto para o Céu “estar com Cristo” (Fp.1:23; 2Co.5:8). Por outro lado, o lugar de tormentos do Hades continua existindo, e é aonde os não-salvos vão depois que morrem, para aguardar o Grande Trono Branco (Juízo Final), que acontecerá depois do Milênio, quando, então, irão de lá para o Inferno (lago de fogo e enxofre), o Geena, juntamente com Satanás e seus anjos (Ap.20:5,11-15).

III. SOBRE A NOVA CRIAÇÃO

Antes de começar o Estado Eterno, a Terra e os céus que agora existem serão destruídos para darem lugar a uma Nova Criação. A nova Terra será adaptada para a eternidade; o Universo dará lugar a um novo céu e uma nova Terra (Ap.21:5; 2Pd.3:13; Mt.5:5), na qual haverá uma “Santa Cidade” (Ap.21:2), a Formosa Jerusalém. Antes, porém, haverá alguns eventos que precederão o Estado Eterno (o Mundo Vindouro): o Julgamento das Nações que sobreviveram às catástrofes ocorridas na Terra durante a Grande Tribulação (Mt.25:31-46; Ap.19:11-20.6), por ocasião da volta do Senhor Jesus no final da Grande Tribulação; a prisão de Satanás (Ap.20:2,3); o Reino milenial de Cristo (Ap.20:1-7); o lançamento de Satanás e seus anjos no Inferno (Ap.20:10) e; o Juízo Final (Ap.20:11-15). Após tudo isso, haverá um Mundo novo, no qual de eternidade em eternidade estaremos sempre com o Deus da glória.

1. Um Novo Céu e uma Nova Terra (2Pd.3:13) – “Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça”. Aqui, Pedro está tratando do Estado Eterno, do Novo Céu e Nova Terra. Em Isaias 65:17, também, fala do “novos céus e nova terra”, mas, nesta passagem, Isaias está tratando do Milênio, onde o pecado e a morte ainda estarão presentes (Is.65:20), e crianças ainda nascerão (Is.65:23); estes fatos não existirão no Estado Eterno. Portanto, não devemos confundir os “novos céus e nova terra” de 2Pedro 3:13 com os “novos céus e nova terra” de Isaias 65:17, pois são fatos distintos.

Em uma bela descrição dos Novos Céus e da Nova Terra, os crentes têm a segurança de que será um mundo em que habita a justiça (2Pd.3:13), porque o próprio Deus viverá entre o seu povo (Ap.21:1-4,22-27). De acordo com o apóstolo, a justiça habitará nos novos céus e nova Terra. Na dispensação da graça, a graça reina pela justiça (Rm.5:21), no Milênio, a justiça reinará (Is.32:1); no Estado Eterno, a justiça habitará. Em seu reinado aqui na Terra, Cristo governará com cetro de ferro e imporá a justiça, nesse sentido, a justiça reinará. No Estado Eterno, porém, não haverá necessidade de cetro de ferro, a justiça estará em casa, nenhum pecado perturbará o cenário de paz e beleza.

O velho mundo no qual vivemos vai desaparecer (Is.34:4; 51:6; 2Pd.3:7,10,12) por causa da sua contaminação; os céus e a terra não poderão resistir à santidade e à glória de Deus - "E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles" (Ap.20:11). Esta palavra profética é reiterada em Apocalipse 21:1: "Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe". O universo físico não se susterá diante da pureza, santidade e glória daquele que está assentado sobre o trono.

Diante desses acontecimentos, o que devemos fazer? Pedro exorta-nos assim: “Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade” (2Pd.3:11, ARA). Pedro, aqui, quer nos ensinar que todas as coisas das quais os seres humanos se vangloriam, as coisas para as quais eles vivem, são, na melhor das hipóteses, passageiras. O bom senso nos diz que devemos deixar de lado as futilidades e os passatempos deste mundo e vivamos em santidade e piedade. Trata-se simplesmente de viver em função da eternidade, e não do tempo; de enfatizar as coisas espirituais, e não as materiais; de escolher aquilo que é permanente, e não o que é efêmero.

2. A Nova Jerusalém. A Nova Jerusalém é o Eterno Lar de todos os salvos em Cristo. É a “Cidade santa” (Ap.21:2), um lugar preparado “como noiva adornada para o seu esposo” (Ap.21:2). Nesse lugar, “a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Ap.21:4). É a Cidade que “tem a glória de Deus” e cujo “fulgor” é “semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina” (Ap.21:11). Partes da Cidade são construídas com imensas joias preciosas de várias cores (Ap.21:18-21). Será livre de todo o mal, pois “nela, nunca penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap.21:27). Ela é explicitamente mencionada e revelada no capítulo 21 do livro do Apocalipse, mas, antes da visão do apóstolo João, já havia referências a ela nas Escrituras Sagradas. O próprio Jesus já havia mencionado existir um lugar que seria por Ele preparado para que os seus servos nele habitassem para sempre com o Senhor (João 14:3). O objetivo de Deus é fazer com que tenhamos, novamente, um lugar onde possamos habitar com Deus e a Nova Jerusalém é esse local. Nessa gloriosa Cidade o Altíssimo “habitará” eternamente entre seu povo (Ap.21:3; 22:3,4) e Ele mesmo limpará de nossos olhos toda a lágrima (Ap.21:4). Os seus servos o servirão” (Ap.22:3).

Na Nova Jerusalém serviremos ao Senhor continuamente (Ap.22:3). Alguns pensam que no Céu, na eternidade com Cristo, na Santa Cidade, não haverá trabalho. Esquecem-se de que Deus, sendo perfeito em tudo, trabalha (João 5:17; Is.64:4). Aqueles que tiverem sido servos do Senhor aqui hão de continuar a servi-lo ali: "os seus servos o servirão". É a nossa eterna bem-aventurança. Aqui está o final glorioso da jornada da Igreja.

Na Nova Jerusalém há grande alegria, pureza e santidade (Ap.21:2,11). Lá só haverá alegria, infinitamente superior a tudo o que já sentimos nesta vida. Imaginemos qual será o sentimento de todos nós, ao vermos o rosto de Deus e do Cordeiro (Ap.22:4)!

3. A eternidade dos salvos. A Formosa Jerusalém apresenta o rio puro da água da vida, o qual procede do trono de Deus e do Cordeiro e, no meio da praça, a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, cujas folhas são para a saúde das nações. Diz assim o texto sagrado (Ap.22:1,2):

“E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações”.

Esta linguagem, que é figurada, fala-nos da eternidade de que desfrutarão os habitantes desta santa Cidade. No Éden, o homem possuía uma eternidade condicional, embora, enquanto obedecesse ao Senhor, jamais morreria. Aqui, porém, a situação é bem diferente: o homem tem a vida eterna, esta dádiva que é recebida por todos aqueles que creem em Jesus Cristo (João 3:16; 17:3; 1João 2:25; 5:11,12).

- O texto de Ap.22:1,2 nos fala de eternidade, porque nos diz que, no meio da praça, há “a árvore da vida”. A vida na Nova Jerusalém é eterna, pois Deus se encarregará de regenerar constantemente o homem, de impedir que o tempo tenha qualquer efeito sobre ele; é o Estado Eterno, ou seja, o tempo não mais existirá. Os séculos terão se consumado (Mt.28:20), mas o Senhor continuará conosco, providenciando e garantindo a perpetuidade da nossa existência ao Seu lado. A árvore da vida é o próprio Cristo, o Pão da Vida, o pão que desceu do céu, para que o que dele comer não morra (João 6:50). O texto também nos fala que, de mês em mês, a “árvore da vida” dá seu fruto e que seu fruto é restaurador, sarador, é para a saúde das nações. A periodicidade mencionada aqui no texto de Ap.22:2 é figurativa, apenas retrata a constância com que se dará esta comunhão, pois, na Nova Jerusalém, não haverá mais tempo. Também é figurativa a afirmação concernente à “saúde das nações”, pois, na Nova Jerusalém, não haverá qualquer possibilidade de doença; o que o texto está a afirmar é que a restauração espiritual operada nos homens que perseveraram até o fim será eternamente sustentada e garantida pelo Senhor, a nossa Árvore da vida.

CONCLUSÃO

Certos de que em breve estaremos diante de Deus, na Nova Jerusalém, devemos ansiar por ser santo e irrepreensível (2Pd.3:14), isto é, moralmente puros. Nossas vidas devem estar em contraste direto com as vidas ímpias e o ateísmo encontrado no mundo. O apóstolo Paulo nos conclama a jamais desanimarmos nem desistirmos, por maiores que sejam as provas e as lutas, pois “… as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm.8:18). A promessa profética deste Lar Eterno para o povo de Deus leva os santos a orar: “Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).

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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
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