terça-feira, 25 de maio de 2010

DUAS CLASSE DE CRENTES E SUA DIFERENÇA FUNDAMENTAL.

Caros leitores deste blog, com o objetivo de edificar e instruir o coração daqueles que amam a sã doutrina, e querem nutrir cada vez mais a sua fé em Cristo, a partir de hoje irei publicar alguns estudos e reflexões, concernentes a temas diversos, não necessariamente vinculados ao tema geral do trimestre da EBD.
Inicialmente, disponibilizo o estudo abaixo com o tema: DUAS CLASSE DE CRENTES E SUA DIFERENÇA FUNDAMENTAL. Tomemos como texto base a parábola das dez virgens, descrita em Mateus 25:1-13
I. INTRODUÇÃO
Enfatizaremos neste estudo a parábola das dez virgens para mostrarmos a diferença fundamental entre duas classe de crentes, que constituem as igrejas locais, que se irmanam, mas demonstram um caráter destoante com aquele que Jesus recomenda em sua Palavra e que, certamente, fará grande diferença no dia da vinda de Jesus Cristo.
A parábola das dez virgens só foi registrada por Mateus, em virtude de a mesma está umbilicalmente ligada a costumes próprios dos judeus, o que tornaria a sua compreensão difícil para os destinatários gentios dos outros dois evangelhos sinóticos (Marcos e Lucas). Nesta parábola, Jesus mostra porque o salvo deve viver em constante vigilância e que é na perseverança que alcançaremos o fim da nossa fé: a salvação das nossas almas, que só se completará com a glorificação, que se dará no arrebatamento da Igreja.
A parábola mostra, claramente, que é o que fizemos durante o dia que selará o nosso destino à noite, ou seja, como vivemos sobre a face da Terra é que determinará o nosso destino na eternidade.
II. ENTENDENDO A PARÁBOLA
Jesus afirma que o reino dos céus é semelhante a dez virgens. A linguagem é figurada, porém a mensagem é literal. Jesus queria ensinar aos seus discípulos sobre a sempre presente necessidade de cada crente estar preparado para a vinda de Cristo.
Para bem entendermos o que são estas virgens, faz-se necessário que saibamos o costume judaico da celebração do casamento. Essas virgens, segundo o costume judaico, preparavam a noiva desde o início do primeiro dia das bodas, de modo a que a noiva estivesse devidamente trajada e adornada para se encontrar com o noivo no final do dia.
O casamento em si continha várias partes importantes. O casamento também envolvia os trajes a serem usados. A noiva era praticamente adornada como uma rainha (veja Ap.21.2). Depois de banhada, ela tinha os cabelos trançados com todas as pedras preciosas que a família possuía ou podia tomar emprestado (Sl.45.14,15; Is.61.10; Ez.16:11,12). As moças que a ajudavam a vestir-se, permaneceriam a seu lado como ‘companheiras’.(…). Outro elemento importante do casamento era a procissão no fim do dia. O noivo saía de sua casa para buscar a noiva na casa dos pais dela. Nesse ponto, a noiva usava um véu. Em algum ponto o véu era retirado e colocado no ombro do noivo, e feita a seguinte declaração: ‘ O governo estará sobre os seus ombros’. A procissão deixava então a casa da noiva e seguia para o novo lar do casal, e a estrada escura era iluminada por lâmpadas a óleo carregadas pelos convidados. Na história contada por Jesus, o noivo demorou mais do que o esperado, de modo que o azeite nas lâmpadas das dez virgens começou a se acabar. Só as que tinham levado um frasco de óleo de reserva puderam reabastecer suas lâmpadas e dar as boas-vindas ao noivo (Mt.25.8,9). Havia canções e música ao longo do caminho (Jr.16.9) e algumas vezes a própria noiva participava da dança (Ct.6.13).…” (Ralph GOWER. Trad. de Neyd Siqueira. Usos e costumes dos tempos bíblicos, p.66).
1. AS VIRGENS NÃO SÃO NOIVAS. As virgens eram as “companheiras” da noiva, que estavam com ela desde o início dos preparativos para a festividade e que a levavam até a casa onde passaria a morar com o noivo. Jesus afirma que o reino dos céus é semelhante a dez virgens, ou seja, compara o reino de Deus com dez dessas moças que acompanhavam a noiva desde o início dos preparativos para seu encontro com o noivo até a chegada ao novo lar do casal.
O fato é que, na parábola das dez virgens, não há qualquer menção à noiva, que é a personagem que fica faltando, o que é de se admirar, já que Jesus está a falar de uma festividade de casamento, onde o centro das atenções é, precisamente, a noiva. Porém, na parábola das dez virgens, a grande ausente é a noiva. A noiva, que, como sabemos, é a Igreja, está ausente aqui nesta parábola, porque é alguém que se manifestará somente quando do arrebatamento da Igreja, quando, então, os salvos de todas as épocas, pela primeira vez, estarão reunidos diante do Senhor Jesus. Até lá, jamais se terá a “universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus” (Hb.12:23a). Com certeza, a Igreja será manifestada quando todos os remidos, de todos os tempos, estiverem reunidos em número incalculável, liderados pelo Senhor Jesus Cristo que irá adiante da grande multidão e nos apresentará ao Pai, dizendo: ”…Eis-me aqui, e aos filhos que Deus me deu”(Hb 2:13). Então haverá festa nos céus, todas as hostes celestiais se alegrarão juntamente com todos os seus servos(Ap 19:5-7).
As virgens, portanto, são pessoas que participam do propósito da noiva de se encontrar com o seu noivo e de morar com ele, com ânimo definitivo, em um lugar diferente de onde estava morando, ou seja, a casa dos seus pais. São pessoas que sabem muito bem o que está acontecendo, ou seja, que a noiva vai se mudar de lugar de habitação, que vai deixar a casa dos seus pais para ir morar na casa do noivo. As virgens têm consciência plena de que a noiva precisa se preparar, trocar as suas vestes, pôr adornos e enfeites, a fim de que, como rainha, chegar ao encontro do noivo e ir com ele para morar na casa dele.
Note-se que todas as dez virgens (tanto as prudentes como as loucas) foram surpreendidas, ao vir o noivo (Mt.25:5-7). Isto indica que a parábola das dez virgens refere-se aos crentes vivos antes da tribulação e não àqueles durante a tribulação, os quais terão sinais específicos precedendo a volta de Cristo no final da tribulação.
2. AS DEZ VIRGENS - EM QUE ERAM SEMELHANTES E EM QUE ERAM DIFERENTES
Aos olhos dos homens, elas eram iguais - “... pois o homem vê o que está diante dos olhos...”, porém, eram diferentes diante dos olhos de Deus, porque – “... o Senhor olha para o coração”(1Sm 16:7).
2.1. ALGUNS PONTOS SEMELHANTES
a) Todas eram Virgens. O fato de serem virgens não significa que eram puras, ou santas; se fossem, não ficariam de fora algumas delas. Todas dizem servir somente a Deus. Todas se identificam como sendo evangélicas. Por isto se diz que todas são virgens.
b) Todas estavam com vestimentas iguais. Interiormente eram diferentes, porém, no seu aspecto exterior eram iguais. É o que acontece hoje. Pelo aspecto exterior não podemos identificar e diferenciar os verdadeiros e os falsos crentes. Esta semelhança ficou, também, caracterizada na Parábola do Trigo e do Joio, que por serem tão semelhantes, o Senhor ordenou que deixassem crescer juntos, reservando a separação para o tempo da ceifa. No caso das dez virgens esta separação será feita quando vier o esposo.
c) Todas tinham lâmpadas nas mãos. A lâmpada é um dos símbolos da Palavra de Deus, conforme afirmou o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra...”(Salmo 119:105). Certamente que, hoje, não há uma só Igreja Evangélica que não tenha a Bíblia Sagrada como regra de fé e como base de suas doutrinas, erradas ou não. Todos procuram extrair da Bíblia a base de seus fundamentos doutrinários. Nenhum crente evangélico irá para sua igreja levando um livro espírita, ou católico, ou de qualquer outra religião. Todos possuem uma Bíblia, mesmo que não a leiam e nem a sigam, porém, a lâmpada está em suas mãos. Todas as virgens, Prudentes, ou Loucas, tinham uma lâmpada nas mãos. Todas as Igrejas Evangélicas, todos os crentes, tem uma Bíblia, nas mãos, tal como na Parábola.
d) Todas estavam no mesmo lugar. Não se diz que as virgens prudentes estavam dentro da casa e que as virgens loucas estavam fora, mas todas estavam juntas, no mesmo lugar. Se as Virgens Loucas são mundanas é porque o mundo está dentro de suas “igrejas”. Não são elas que estão lá fora, no mundo, pois quem está lá fora, no mundo não é chamado de crente. Segundo a Parábola, elas estavam todas juntas no mesmo lugar.
Na Parábola do joio e do trigo(Mt 13:24-30), o joio estava no meio do trigo. Na parábola da grande rede(Mt 13:47-51), os peixes ruins estavam na mesma rede juntos com os peixes bons. Nesta parábola em foco, da mesma forma, as virgens loucas estão no mesmo lugar juntas com as virgens prudentes; aqui, na vida real, também estão no mesmo lugar - estão nas Igrejas. Elas podem ser membros da mesma Igreja Local, elas podem cantar nos mesmos corais e tocar na mesma orquestra, elas podem ser alunas e até professores da Escola Dominical, e, por incrível que possa parecer, elas podem, também, estar assentadas e pregando no mesmo púlpito.
e) Todas estavam esperando o noivo. Todas as Igrejas chamadas evangélicas, mesmo aquelas onde não existe praticamente nada de ensino bíblico, mesmo aquelas que vivem de “campanha em campanha” pela conquista das coisas da Terra e úteis ao corpo, mesmo aquelas que só usam as mãos para bater palmas, quase sempre aos seus próprios líderes, mesmo nestas Igrejas e entre estes crentes há uma noção, embora vaga, sobre a vinda de Jesus. Se indagados saberão dizer que estão esperando Jesus, embora talvez até desejem que demore, pois, nada sabem sobre o céu e só esperam pelas bênçãos da terra, as únicas que eles conhecem. Todas as virgens estavam esperando o esposo, assim como todos os crentes dizem que estão esperando Jesus.
f) Todas tosquenejaram... e dormiram. Não foram só as loucas que dormiram. Ao usar a expressão “tardando o esposo” o Senhor Jesus quis deixar claro que ele demoraria a voltar. Nesta demora já se passaram mais de dois mil anos, e o “esposo” ainda não veio. Temos que convir que o tempo de Deus é diferente do nosso.
Dormir aqui pode significar descansar. O Senhor não queria ser esperado por pessoas aflitas, inquietas, temerosas, preocupadas, sem paz – veja o caso da Igreja em Tessalônica. Todas podiam dormir, ou descansar, porque, certamente, o esposo viria.
O erro das Virgens Loucas foi dormir sem antes por “a casa” em ordem. Elas deveriam, antes de descansar, ou dormir, providenciar azeite para suas vasilhas. Foram negligentes! As Virgens Loucas ficaram de fora, não porque dormiram, mas, porque não tinham azeite em suas vasilhas. Assim, se sua lâmpada estiver acesa e se houver azeite em sua vasilha, então “descansa no Senhor e espera nele”(Salmo 37:7).
2.2. A DIFERENÇA FUNDAMENTAL ENTRE AS VIRGENS PRUDENTES E AS VIRGENS LOUCAS
A Parábola demonstra que os dois grupos de virgens tinham levado azeite dentro das lâmpadas, contudo havia uma diferença fundamental entre eles:
a) as virgens prudentes levaram azeite de reserva para uma eventual situação, enquanto que as virgens loucas não levaram.
b) quando o noivo chegou as virgens prudentes, prontamente, repuseram o azeite nas suas lâmpadas e entraram para a festa proporcionado pelos nubentes, porém as virgens loucas não tiveram como repor o azeite nas suas lâmpadas, e por isso foram excluídas da festa.
As lâmpadas usadas numa ocasião festiva, como era a cerimônia de um casamento, eram reveladas como símbolo de vida, de alegria e de paz, e, portanto, era indispensável que não se tolerasse sequer a hipótese de as lâmpadas virem se apagar. Tratava-se, portanto, de uma preocupação das mais exigíveis para as virgens, consideradas acompanhantes da noiva. Portanto, levar o azeite consigo era a principal obrigação das virgens, neste momento do dia, um dever supremo, a sua principal responsabilidade.
O azeite, nesta parábola, representa:
a) o compromisso daquelas virgens em ir até o novo lar do casal de nubentes, a disposição de se ir até o fim no cumprimento de seus deveres, no papel que haviam assumido desde o início do dia.
b) a existência da prudência, da comunhão, da santidade.
c) no crente, a presença permanente do Espírito Santo, aliada à fé verdadeira e à santidade; Representa comunhão com o Espírito Santo.
Lembremos que as virgens simbolizam as pessoas que, tendo ouvido o Evangelho, resolveram ter o mesmo destino da Igreja, resolveram ir para o céu, creram no retorno de Cristo e na promessa de que nos dará uma nova morada, a vida eterna. Porém, lamentavelmente, as pessoas aqui representadas pelas virgens loucas não decidem conhecer o Senhor. Nascidas de novo, despertadas para a realidade da vinda de Cristo e da vida eterna, dizem estar se preparando para o encontro com o esposo, mas, infelizmente, não o fazem. Não se separam do pecado, não criam uma intimidade com Deus e, pouco a pouco, aquela chama que acendeu pelo efeito da fé salvadora, vai enfraquecendo e, como não foi levado azeite consigo, instantes antes da chegada do esposo, a lâmpada começa a se apagar, sem condições de haver um reabastecimento, porque não há mais comunhão, não se construiu um relacionamento entre esta pessoa e Deus depois do instante do novo nascimento.
Para ser de Cristo não basta ser evangélico; não basta ter a Bíblia nas mãos, na cabeça, ou no Púlpito. Para ser de Cristo é preciso ter azeite na vasilha , ter plena comunhão com o Espírito Santo - “... se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”(Rm 8:9).
3. VIRGENS LOUCAS E AS VIRGENS PRUDENTES: DUAS CLASSES DE CRENTES
Jesus afirmou que as dez virgens saíram ao encontro com o esposo. Isto nos mostra que a existência de duas classes de crentes que, aparentemente, estão servindo a Deus, que, aparentemente, estão aguardando o encontro com o Esposo, perdurará até o final do dia, ou seja, somente quando do arrebatamento da Igreja se saberá quem pertence à Igreja genuína, ao grupo que estava preparado para se encontrar com Jesus; e quem pertence à falsa Igreja, formada por pessoas que, embora afirmem que estejam esperando Jesus, simplesmente não vivem de acordo com esta suposta esperança, não estão devidamente preparados para se encontrar com Jesus.
a) As virgens loucas. As Virgens Loucas representam os crentes não salvos, aqueles que abraçaram o evangelho como se fosse uma religião. Aqueles que mudaram de religião, mas que não mudaram de vida. Estão na Igreja, são batizados nas águas, são parecidos com os verdadeiros crentes, mas, não têm vida espiritual, porque não têm Azeite, ou seja, não estão em plena comunhão com o Espírito Santo.
É interessante observar que as virgens loucas não tendo conseguido o Azeite, por empréstimo, junto às Virgens Prudentes, então elas foram comprá-lo. Isto demonstra duas coisas: elas sabiam onde poderiam “comprar” Azeite e elas tinham condições, ou o “dinheiro” necessário para pagarem o preço requerido. Assim, se não tinham Azeite em suas vasilhas, foi por pura negligencia.
Elas tiveram tempo. Na parábola é dito que o noivo tardou a chegar, então elas tiveram tempo para adquiri azeite; elas sabiam que havia Azeite disponível para ser adquirido; elas tinham condições para poder adquirir. Para que não incorramos no erro das virgens loucas, Paulo nos adverte, dizendo: “... enchei-vos do Espírito”(Ef 5:18), mas isso deve ser feito antes da “meia-noite”.
Elas foram comprar, mas não conseguiram. No dia do arrebatamento da Igreja, quando chegar a “meia-noite” e quando se ouvir “um clamor: ai vem o esposo!”, então, a Noiva que deverá estar pronta, será levada pelo Espírito Santo para ser entregue a Jesus. Ao deixar a Terra Ele terminará sua missão, nesta dispensação da graça, em relação à Igreja. Em sendo desta forma, é certo que as virgens loucas não mais encontrarão o Espírito Santo na Terra. Elas foram comprar Azeite, mas, não encontraram Azeite para comprar.
Quando do arrebatamento da Igreja, o Espírito Santo entregará a Noiva(a Igreja) ao Esposo(Jesus), tendo assim terminado a sua missão que foi começado no dia do Pentecostes. Por esta razão não há mais Azeite(o Espírito Santo) disponível para ser adquirido. Observe que as “virgens loucas” saíram para comprar Azeite, mas não acharam, pois já havia começado “o grande e terrível dia do Senhor” (A Grande Tribulação). Já havia terminado a dispensação da graça, na qual por mais de dois mil anos Deus falara ao homem com voz meiga e suave, sendo que, mesmo assim, muitos não quiseram ouvir. A grande tribulação trará consigo os juízos de Deus sobre os moradores da terra, razão porque as Virgens Loucas ouviram-no dizer, com voz firme e forte: “Em verdade vos digo que vos não conheço”.
b) As virgens pudentes. As cinco virgens chamadas de prudentes pelo Senhor eram pessoas que conheciam o cerimonial, que conheciam o caminho que seria percorrido e que, portanto, sabiam que deveriam ter azeite suficiente para a espera do noivo e o caminho até o novo lar do casal. Elas tinham pleno conhecimento do que estava ocorrendo à sua volta, de que havia possibilidade de o noivo se demorar, mas que ele certamente viria e que, portanto, era de bom senso, era necessário, para evitar inconveniências, que houvesse uma reserva de azeite para poder alimentar as lâmpadas até a chegada ao novo lar do casal.
A prudência tem, portanto, como requisito um prévio conhecimento, um domínio sobre o assunto que se está a tratar, sobre o problema que se está a enfrentar. As virgens prudentes conheciam o que se passava à sua volta, conheciam o noivo, seus atributos e tinham como provável a sua demora e, portanto, a necessidade de um abastecimento de azeite até o momento de sua chegada.
Jesus mostra-nos, portanto, que não há como se chegar ao novo lar do casal, não há como entrar na casa do noivo a não ser através da prudência, ou seja, do prévio conhecimento do noivo, do prévio conhecimento das circunstâncias que nos rodeiam.
As virgens prudentes não se sentiam senhoras da situação, não criam em si mesmas. Estavam dispostas a seguir o cerimonial estabelecido, em seguir o noivo para sua casa nova. O dia já declinava, haviam procurado, durante todo o dia, preparar a noiva e não iriam, agora, neste último instante, descuidar deste importante pormenor: o azeite. Vejamos que a única coisa que poderia dar errado, nesta altura do dia, em que todos os preparativos já haviam sido tomados, era a falta de azeite. As lâmpadas já estavam em suas mãos e se tinha apenas de esperar o noivo, que certamente viria. Assim, o que dependia das virgens era apenas tomar o cuidado de não deixar faltar o azeite até a chegada na nova moradia dos nubentes.
Esta é, precisamente, a situação em que se encontra a Igreja genuína, a Igreja militante, a Igreja que está preparada para se encontrar com o Senhor. Ela percebe que se está no final do dia, ou seja, no final da dispensação da graça. A noite está chegando, quando ninguém mais poderá trabalhar (João 9:4) e, desta forma, é hora de empunhar as lâmpadas, mas devemos tomar todo o cuidado para que não falte o azeite para abastecê-la.
Os salvos que estão em comunhão com o Senhor e percebem que Ele está voltando, e que as profecias estão se cumprindo, precisam estar alerta para o momento da chegada do noivo, que vem buscar a noiva para levá-la à nova moradia.
No instante do arrebatamento, o salvo deve estar ciente de que não pode deixar faltar o azeite em sua lâmpada, ou seja, de que é preciso manter esta comunhão com o Senhor, que é preciso estar na luz, como Ele na luz está (1João 1:7), para que não seja apanhado desprevenido no instante da chegada do noivo.
4. A CHEGADA DO ESPOSO(Mt 25:10)
a) O clamor da meia noite. O momento em que se notou a diferença entre as virgens prudentes e as virgens loucas foi o momento do clamor: “À meia-noite, ouviu-se o clamor: aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro” (Mt.25:6). O momento do clamor é o que se costuma dizer de “a hora da verdade”.
O clamor do esposo representa aqui o instante do alarido, da voz de arcanjo, da trombeta de Deus (1Tss 4:16), ou seja, o dia do arrebatamento da Igreja. Será apenas neste instante que se saberá a diferença entre os genuínos salvos e aqueles que apenas servem a Deus nominalmente. Quando Deus fizer a chamada, então saberemos quem tem levado azeite consigo e quem não o tem.
Até que se ouvisse o clamor, todas as virgens estavam adormecidas, todas se encontravam com suas lâmpadas acesas, aparentemente todas estavam em condições de ir ao encontro do noivo. Assim ocorre nos nossos dias: dentro das igrejas locais, todos parecem estar servindo a Deus, todos parecem estar esperando Jesus, todos parecem estar em comunhão com o Senhor. Entretanto, isto não é verdade. Existem aqueles que são salvos, que servem a Deus com sinceridade de propósito, com prudência, que estão em comunhão com o Senhor e aqueles que são apenas cristãos nominais, que não servem a Deus, que vivem uma vida de aparência, denominamos isso de hipocrisia. No instante da chamada, porém, a aparência se desfará e as lâmpadas se apagarão, porque não haverá azeite, não haverá comunhão com Deus.
b) A chegada do noivo. O noivo aqui é o Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
O casamento sempre foi uma figura que representa o relacionamento entre Deus e o seu povo. Assim, Israel sempre foi apresentado como sendo a esposa do Senhor, como também a Igreja, apresentada como a esposa do Cordeiro.
O relacionamento matrimonial é uma figura típica do relacionamento de Deus com o seu povo, porque é um relacionamento fundado em amor, em fidelidade e em santidade, precisamente como deve ser o relacionamento entre Deus e os homens.
O noivo era a pessoa que viria buscar a noiva no final do dia para levá-la até o novo lar do casal. A parábola, portanto, reforça a promessa de Jesus de que viria buscar a sua Igreja(João14:1-3), promessa que é a mensagem mais repetida em todo o Novo Testamento.
O noivo prometeu vir e viria até o final do dia, pois aquele era o dia marcado para o casamento. Entretanto, não disse a que hora viria, de modo que a noiva deveria aguardá-lo até o final do dia e a parábola nos diz que o noivo chegou à meia-noite, ou seja, no final do dia, mas, apesar da demora, cumpriu a sua promessa e veio buscar a noiva. Jesus, igualmente, cumprirá a sua promessa. No momento certo, que não sabemos nem temos condição de saber qual é (Mt 24:36), Jesus virá e levará consigo tão somente aqueles que estiverem preparados.
A volta do Senhor é uma realidade que se apresenta cada vez mais iminente e, por isso, tem de ser divulgada e pregada a cada momento, com maior intensidade pela sua Igreja. A noite está chegando, a volta do noivo se aproxima e nós, que tanto a desejamos, devemos anunciá-la, para que outros possam dela usufruir. Infelizmente, a mensagem da volta de Cristo tem desaparecido dos nossos púlpitos e tem sido substituída por mensagens de prosperidade material e pelas coisas desta vida.
c) As Bodas. Na parábola, Jesus deixa bem claro que quem não tiver levado azeite consigo não o encontrará enquanto noivo, não participará das bodas. A parábola, portanto, reforça a lição de que a Igreja não sofrerá a grande tribulação e que participará das bodas do Cordeiro, separadamente daqueles que serviram a Cristo apenas de aparência, ou seja, das virgens loucas. As virgens loucas não chegaram a ver o esposo, apenas ouviram o clamor e notaram que suas lâmpadas se apagavam. Pediram azeite as virgens prudentes, mas estas só tinham o suficiente para si. Assim, foram comprar mais azeite, mas, quando chegaram, já era tarde demais, pois a porta já havia se fechado e as bodas se iniciado sem elas.
CONCLUSÃO
Muitos têm sido levados por escarnecedores e começam a achar que o noivo está demorando e, por isso, não mais se preparam para encontrá-lo, preferindo amar o mundo e aquilo que no mundo há. Como consequência, não mais mantêm comunhão com Deus, não levam consigo o azeite e a consequência disto será funesta: antes que o noivo chegue, terão suas lâmpadas apagadas e ficarão do lado de fora das bodas. Não achemos, pois, que Jesus está demorando, esperemos o Senhor a qualquer momento, pois, assim agindo, certamente estaremos vigilantes, não permitindo que venhamos a perder a comunhão com o Senhor.
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD/Assembléia de Deus –Ministério Bela Vista/Fortaleza-CE.
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Bibliografia: Comentário Bíblico do Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco, Prof Antonio Sebastião da Silva; Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo das Profecias. Bíblia de Estudo Pentecostal.

4 comentários:

  1. aprendi muito comeste ensino. Obrigado e Paz do Senhor

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  2. nunca vie tanta sabedoria parabens pastor

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  3. Não só gostei, como aprendi coisas que com mais de trinta anos de crente, eu não sabia. Que nosso Deus continue te abençoando.

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