terça-feira, 12 de novembro de 2013

Aula 07 – DEUS, DONO ABSOLUTO


REVISTA: EDUCAÇÃO CRISTÃ CONTINUADA

Texto Básico: Sl 24:1-5


“Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam”.


INTRODUÇÃO

A partir desta Lição estudaremos sobre Mordomia Cristã. Esta destaca que Deus é o Criador, nós somos suas criaturas; Deus é o Rei, nós somos seus súditos; Deus é o Senhor, nós somos seus servos. Como Criador, como Rei, como Senhor, Deus tem direitos e poder para exigi-los. Um desses direitos é o de exigir a prestação de contas das mordomias exercidas por seus mordomos, conforme o Senhor Jesus ensinou em Lucas 16:1-13. Como criaturas, como súditos, como servos, nós temos deveres e obrigação de cumpri-los. É dentro deste entendimento que vamos procurar compreender a doutrina da Mordomia Cristã. Os ensinamentos sobre este assunto ajudarão você a identificar para quem está trabalhando e como está servindo, além de entender que o verdadeiro proprietário daquilo que está em nosso poder é Deus, a quem todos nós devemos prestar contas. Inicialmente, vamos tratar que Deus é Dono Absoluto de todas as coisas, do mundo e de todos que nele habitam.

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

Mordomia - seu sentido popular

A palavra mordomia sofreu, ao longo dos anos, uma deturpação devido ao seu mau uso. Num sentido popular, tem sido usada para caracterizar a má utilização do dinheiro, ou dos bens públicos, para atender interesses pessoais, especialmente da classe política. É usada também para destacar o uso de qualquer regalia, ou conforto que alguém possa desfrutar sem precisar despender esforços. Mordomia tornou-se sinônimo de “boa-vida” por parte daqueles que vivem sem precisar “fazer força”. Sempre ouvimos alguém dizer para tais pessoas: “Que mordomia, heem!”

Mordomia - seu sentido literal

No seu sentido literal, Mordomia refere-se à função exercida pelo administrador ou governante de uma casa. Mordomia diz respeito à administração de bens alheios. Trás implícita a ideia de que o administrador não é o dono, mas, um empregado de confiança que administra os bens da família. Assim, mordomo é o principal servo, o que administra a casa do seu senhor. José, filho de Jacó, exerceu a função de Mordomo na casa de Potifar - “José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha” (Gn 39:4). Veja, também, o caso de Eliézer em Gênesis 24:2 – mordomo de Abrão.

Mordomia Cristã - seu sentido bíblico

No seu sentido bíblico a Doutrina da Mordomia Cristã ressalta a Soberania de Deus sobre tudo e sobre todas as coisas e a nossa responsabilidade como administradores dos bens que ele nos confiou - São bens morais, espirituais e materiais, incluindo a nossa própria vida e o nosso próprio corpo. Nós não somos donos de nada; somos mordomos de Deus. Desta feita, ao dizermos “restitui tudo o que é meu”, não tem respaldo diante deste conceito, haja vista que somos apenas mordomo de tudo que é de Deus, o genuíno proprietário. Logo, o conceito bíblico de mordomia: “É o reconhecimento da soberania de Deus, a aceitação do nosso cargo de depositários da vida e das possessões, e administração das mesmas de acordo com a vontade de Deus”.

I. PROPRIEDADE

1. Conceito – At 4:32.Propriedade é o direito real que dá a uma pessoa (denominada então "proprietário") a posse de uma coisa, em todas as suas relações. É também o direito/faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, além do direito de reavê-la de quem injustamente a possua ou detenha. Orlando Gomes descreve que é ainda um direito complexo, absoluto, perpétuo e exclusivo” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Propriedade).
Os primeiros cristãos expressaram a realidade de sua vida comunitária em Cristo por meio do uso comum dos bens. Em vez de se apegarem, de forma egoísta, às propriedades pessoais, consideravam-nas bens comunitários. Sempre que surgia uma necessidade, vendiam terras ou casas e entregavam os valores correspondentes aos apóstolos para que estes os distribuíssem. É importante observar que se distribuía essa renda à medida que alguém tinha necessidade. Não foi uma divisão uniforme arbitrária realizada em determinada ocasião.
Não houve, porém, uma renúncia geral do direito a propriedades pessoais; havia, sim, uma demonstração clara de amor aos necessitados; não era aceitável que alguém tivesse algo para comer, vestir, e outros irmãos fossem desprovidos disso. O amor divino reinante nos coração de cada indivíduo não permitia que alguém padecesse necessidade. A igreja reconhecia que Deus era o proprietário de tudo, e que ela era apenas mordomo dos bens a ela confiada, e que suprimir as necessidades dos carentes era um dever.
Ao comparar a igreja primitiva com o cristianismo de hoje, alguém comentou: “Se o evangelista Lucas estivesse descrevendo o cristianismo moderno em vez do primitivo, teria de mudar sua forma de ser expressar em Atos 4:32-35 para algo como: “Da multidão dos que creram, o coração de pedra, e alma, endurecida. Todos consideravam todas as coisas que possuíam exclusivamente suas; tudo lhes era conforme os modismo da época. Com grande poder, davam testemunho dos encantos deste mundo, em todos eles havia abundante egoísmo. Muitos entre eles eram necessitados de amor, porquanto os que possuíam terras ou casas adquiriam ainda mais posses e, de vez em quando, entregavam uma pequena parcela para o bem comum, a fim de que seus nomes fossem alardeados em jornais e se distribuíssem louvores a qualquer um à medida que este assim o desejasse”.
Imediatamente após à igreja primitiva, o materialismo ascendeu na igreja e abalou seus alicerces (Ap 3:17); o primeiro amor esmaeceu-se (Ap 2:4). A valorização do TER sobressaiu em detrimento do SER. A falaciosa teologia da prosperidade tem causado um grande prejuízo ao Reino de Deus nestes últimos dias. Certamente, isso não ficará impune.
2. Atributos – Dt 15:17. Atributo significa “aquilo que é próprio de um ser”. O proprietário de alguma coisa possui direitos que lhe são inerentes, exclusivamente seus. Sendo assim, ele poderá dispor de tudo aquilo que lhe pertence como bem lhe convier. Ele possui soberania sobre todos os seus bens. Em se tratando de pessoas, esse direito é denominado domínio ou autoridade. No Antigo Testamento, o escravo era propriedade do seu senhor, tendo este  domínio ou autoridade sobre aquele - “então, tomarás uma sovela e lhe furarás a orelha, à porta, e teu servo será para sempre; e também assim farás à tua serva” (Dt 15:17).
Observando o salmo 33, percebemos que ali Deus é apresentado como Supremo Criador, convidando todos a adorá-lo: ”Regozijai-vos no Senhor, vós justos, pois aos retos fica bem o louvor”(v.1). Em sua descrição de Deus, o salmista destaca seus atributos: Ele é fiel(v.4); “ama a justiça e o direito”(v.5); a terra demonstra sua bondade(v.5). Os versículos 6-9 resumem o primeiro capítulo de Gênesis. Deus não é apenas o coordenador das forças naturais, é o Senhor da criação, o Deus todo-poderoso, por isso devemos reverenciá-lo em tudo o que fazemos. A seguir, os atos criativos de Deus em relação ao mundo são apontados bem como a criação do homem: “forma o coração de todos eles”(v.15). Ele observa os atos dos homens. Destaca o cuidado de Deus destinado àqueles que esperam nele(v. 18-19). É um Deus soberano em relação às nações, frustrando os desígnios das que não O reconhecem(v.10); abençoando os povos que desejavam ser guiados por Ele(v.12). Depois de ter discorrido sobre o caráter de Deus e suas ações, o salmista expõe sobre a confiança daquele que nele espera(v.20-22).

II. PROPRIETÁRIO

1. Conceito – Sl 24:1. Aquele que é senhor ou possuidor de quaisquer bens (Dicionário Aulete). “É uma pessoa física ou jurídica que tem o direito exclusivo sobre determinado bem, podendo transformá-lo, construí-lo ou aliená-lo!”.
O proprietário tem a prerrogativa de impedir que outros façam uso de determinada coisa, sendo apoiado pelas leis civis. Conforme o SALMO 24:1, só o Senhor é dono absoluto de tudo – “Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam”.
2. Falsos proprietários – Lc 16:19-21. “Por muitos anos entendeu-se que o individuo é o legítimo dono de alguma coisa. Sendo assim, ainda que alguém tenha recursos ou bens suficientes para ajudar a suprir as necessidades de seu próximo, se não quiser fazê-lo, nada há que o obrigue a isso. Ele é soberano com relação a todos os aspectos da administração dos seus bens. A Bíblia ilustra esse egocentrismo na parábola do rico e Lázaro, quando o rico se recusa a ajudar o mendigo” (Lc 16:19-21). O rico usava apenas a roupa mais cara, feita sob encomenda, e sua mesa estava repleta dos melhores alimentos. Ele vivia para si, suprindo os prazeres corporais e os apetites. Ele não tinha genuíno amor a Deus e nenhum cuidado com seus contemporâneos. Lázaro apresenta um contraste impressionante. Ele era um pobre mendigo, deixado todos os dias na frente da casa do rico, coberto de chagas, enfraquecido pela fome e atormentado pelas cães que vinham lamber-lhe as úlceras.
É bom ficar claro que o rico (sem nome) não foi condenado ao Hades por causa da sua riqueza. A base da salvação é a fé no Senhor, e os homens são condenados por se recusarem a crer nele. Mas esse rico mostrou que não tinha fé verdadeira e salvadora devido à sua falta de consideração pelo mendigo que jazia à sua porta. Se ele tivesse tido o amor de Deus nele não poderia ter vivido em luxo, conforto e sossego, enquanto um contemporâneo estava fora da sua porta, pedindo migalhas de pão. Ele teria entrado impetuosamente no reino por abandonar o amor ao dinheiro (ler 1Tm 6:10).
O cristão deve saber que o dinheiro que ele possui não é dele (ler 1Tm 6:18). Ele o recebeu para ser administrado. Ele é responsável pelo uso do dinheiro para a glória de Deus e para o bem-estar de seu próximo. Ele deve usá-lo para as boas obras e ser generoso com os necessitados.
3. Legitimo dono – 1Cr 29:14.  Disse Davi: “... Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos”. Davi foi contundente e explícito de que Deus é o legítimo dono de tudo. Sendo isto um fato incontestável, nenhum individuo nem a comunidade tem o status de dono, mas exclusivamente a Deus é atribuído esta posição. O domínio de Deus é absoluto, pois Ele tem a posse e é o dono absoluto:
  • Do universo: Gn 1.1; 14.22; l Cr 29.l3-l4; Sl 24.l; 50.10-12.
  • Do homem: por direito de criação -Is 42.5; por direito de preservação: At 14.15-17 e At 17.22-28; por direito de redenção: 1 Co 6.19e20; Tt 2.14 e Ap 5.9 .
4. O homem não tem direitos a exigir. O homem, não existia quando Deus “criou os céus e a terra”. Assim, ele nada viu e não teve qualquer participação na Obra de Deus. Foi o último a ser criado pelas mãos de Deus, no último dia da Criação - “E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança ... (Gn 1:26). Quando o homem foi criado, o Universo, com tudo que nele há, já estava pronto. Portanto, o homem não pode reivindicar qualquer direito na Obra criada por Deus. Ele só chegou depois que tudo estava pronto. Como criatura, o homem não recebeu de Deus um Título de Propriedade, mas, recebeu a incumbência de, como servo, cuidar do Jardim do Éden - “E tomou o Senhor Deus ao homem, e o pôs no Jardim do Éden para o lavrar e o guardar”(Gn 2:15).

III. DIREITO DE POSSE

A Posse não se confunde com a propriedade. Esta é fundada em uma relação de direito (natureza jurídica), enquanto aquela é fundada em uma relação de fato (natureza fática) . Quando falamos em tomar posse, não significa que vamos ser proprietário de algo, mas sim usufruir daquilo que o titular e/ou proprietário me dá o direito(posse) de usar. Ou por alguma lei, terei o direito de usar (http://pt.wikipedia.org/wiki/Posse).
1. Ele nos criou – Gn 1:1. Deus é o dono do Universo porque Ele mesmo o criou - “No princípio criou Deus os céus e a terra”(Gn 1:1). “Eu fiz a terra, o homem, e os animais que estão sobre a face da terra, pelo meu grande poder, e com o meu braço estendido, e a dou àquele que me agrada em meus olhos” (Jr 27:5). Sendo assim, como proprietário de tudo, somente Ele pode reivindicar direitos sobre o Universo e sobre o homem.
Pela ciência nada sabemos, de concreto, sobre a origem do Universo. Homens sem Deus, que “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos”(Rm 1:22), usados por Satanás, têm procurado desvincular Deus das obras da Criação, negando, assim, seus direitos sobre ela. Mas, homens de Deus, na sua simplicidade, e pela fé, aceitam, como verdade incontestável que Deus é o Criador, de todas as coisas - “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Heb 11:3).
Qualquer tentativa de fazer-se dono, ou de apoderar-se daquilo que pertence a Deus, chama-se usurpação. Isto é crime e é punível, mesmo pelas nossas próprias leis. O papel do homem como mordomo de Deus consiste na administração de bens e poderes que pertencem a Ele.
2. Ele nos sustenta – Hb 1:3. “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas”.
Deus sustenta o Universo pela Palavra do seu poder. No princípio, Ele falou, e os mundos foram criados (Hb 11:3). Se Deus não sustentasse todas as coisas pelo poder de sua Palavra nossa existência seria tão breve como um pensamento.
Ele ainda fala, e sua poderosa Palavra sustenta a vida, as substâncias e mantém o Universo em sua ordem. É por Ele que todas as coisas subsistem (Cl 1:17). Aqui está uma explicação simples de uma profunda questão científica. Os cientistas se atracam para descobrir o que ume as moléculas. Nós sabemos que Jesus Cristo é o grande sustentador, e o faz pela sua poderosa Palavra.
Uma coisa devemos observar com atenção: para criar o Universo, Deus teve apenas de falar. Para mantê-lo e guiá-lo, Ele precisa apenas falar, pois nenhum problema moral está envolvido. Mas para aniquilar o nosso pecado uma vez por todas, teve de morrer na cruz do Calvário. É assombroso pensar que o soberano Senhor chegaria a um ponto tão baixo para se tornar o cordeiro do sacrifício. “Amor tão maravilhoso, tão divino, exige minha alma, minha vida, todo o meu ser”, diz o hino de Isaac Watts. Conscientizemo-nos,pois, de que Deus nos sustenta e cuida de nós.
3. Ele nos resgatou – 1Pe 1:18,19. Todas as criaturas pertencem a Deus por direito de Criação e por direito de preservação. Nós, os salvos, temos mais um privilégio: pertencermos a Deus por direito de Redenção. Ele nos criou e através do Sacrifício Expiatório de Jesus nos resgatou do poder e da culpa do pecado – “Porque fostes comprados por bom preço” (1Co 6:20). Pedro nos dá detalhe a respeito desse “bom preço”, dizendo: “sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado"(1Pedro 1:18-19).
4. Ele nos santifica – 1Co 6:11. Cristo não apenas nos redimiu por meio do Seu sacrifício, Ele também nos consagrou e santificou. Diz o apóstolo Paulo: “E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus”.
Santificar ou separar tem o mesmo significado. Deus separa para si o que consagrou, e aquilo que separou para Si, lhe pertence. 
A Bíblia diz que o Espírito Santo nos selou(2Co 1:22) – “o qual também nos selou[...]”. O selo é a marca de legitimidade, propriedade, inviolabilidade e garantia. A obra feita por nós e em nós é legitima e não falsa. Somos propriedade exclusiva de Deus, e ninguém pode nos arrancar de seus braços. Quando Deus nos sela, Ele deixa gravada a própria imagem do seu Filho em nós(Rm 8:20). Esse selo de Deus garante a autenticidade do nosso relacionamento com Ele(Ef 1:13;4:30).
Portanto, Deus nos escolheu para sermos propriedade exclusiva dEle – “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).

IV.  DIREITOS DO PROPRIETÁRIO

Direito de propriedade é o direito de usar, gozar, usufruir e dispor de um determinado bem, e de reavê-lo, de quem quer que injustamente o esteja possuindo. É previsto na Constituição: “É garantido o direito de propriedade” (art. 5º, XXII da CF). O direito de propriedade é um direito individual e como todo direito individual, uma cláusula pétrea.
Deus é o Dono Absoluto de tudo que existe. Portanto, direitos de propriedade só a Ele pertence. O homem, como servo ou mordomo, não se torna proprietário dos bens que administra - “... Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou ...” (Jó 2:21). “Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele”(1Tm 6:7). Esta é uma verdade bíblica. O homem recebe de Deus permissão para usar os seus bens. Esta permissão não gera direito de propriedade. Na expressão de Jó, o homem chega nu, e parte nu. Na expressão de Paulo, o homem nada trás e nada leva.
1. Dedicação – 2Co 8:5 –E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor e depois a nós, pela vontade de Deus”. Quando Paulo diz que os macedônios a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor e depois a nós, pela vontade de Deus, está apenas explicando que, em primeiro lugar, eles entregaram sua vida inteiramente a Cristo e, então, entregaram-se voluntariamente a Paulo no sentido de que contribuiriam com a oferta para Jerusalém.
Uma vez que nós nos entregamos ao Senhor, devemos entender que os nossos recursos (dinheiro, habilidades, etc.) são ferramentas para usar no serviço a Deus. Os discípulos na Macedônia entenderam isso. 
Tudo o que o homem pensa ter, na verdade pertence a Deus. É o que a Bíblia afirma: “Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade, porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra...”(1Cr 29:11).
- A vida que o homem pensa ser sua, não é. A vida pertence a Deus - “O Senhor é o que tira a vida e a dá...” (1Sm 2:6). Ele tem o poder para dar e para tirar.
- A Casa que o homem pensa que é dele, não é. Ele se engana quando fala “de boca cheia”: “a minha casa”! A Casa está construída sobre a Terra, e a Terra pertence a Deus. Foi o próprio Deus quem declarou: “... toda a terra é minha” (Êx 19:5). Todos os materiais usados na construção de uma casa, como cimento, areia, cal, ferro, madeira, pedra, etc., tudo é retirado da Terra, e a Terra e tudo que nela há tem dono - “Assim diz Deus, o Senhor, que criou os céus, e os estendeu, e formou a terra, e a tudo quanto produz ...”(Is 42:5).
- O Carro que o homem pensa ser seu, não é. A Fábrica está construída sobre a Terra, e a Terra pertence a Deus; todos os que trabalham na sua construção são servos de Deus, porque só Deus é o Senhor; todos os materiais usados na sua fabricação, como o aço, a borracha, o vidro, etc., tudo é retirado da Terra - “Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam” (Sl 24:1).
- O Dinheiro que o homem pensa ser seu, não é. O papel, ou plástico usados para confeccionar as notas ou cédulas, os metais usados na fabricação das moedas, também pertencem a Deus. Mas não são esses materiais que dão valor ao dinheiro. O que dá valor ao dinheiro é a reserva em ouro que o País possui. Esse ouro é retirado da terra. A terra, e tudo que nela há pertence a Deus, incluindo o ouro e a prata - “Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos” (Ageu 2:8).
Portanto, a Doutrina da Mordomia Cristã ensina que o homem, como servo ou mordomo, não se torna dono dos bens que administra. Deus lhe deu uma concessão de uso. Esta concessão não gera direito de propriedade.
2. Ação de graças – 1Ts 5:18. Dar graças a Deus deve ser  uma emoção natural para o cristão. Devemos ser gratos a Ele, pois, conquanto nada seja nosso, Ele nos dá livre acesso a tudo o que lhe pertence. Deus se agrada da nossa atitude de gratidão sendo essa a Sua vontade para conosco – “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”.

CONCLUSÃO

A mordomia cristã estabelece como verdade que somos criaturas, Deus é o Criador; somos súditos, Deus é o Rei; somos servos ou mordomos, Deus é o Senhor - “A ele seja a glória e o poderio para todo o sempre. Amém” (1Pedro 5:11). Disse Paulo: “Além disso, requer-se nos despenseiros (ou mordomos) que se ache fiel” (1Co4:2).
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembleia de Deus – Ministério Bela Vista.
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico Popular do Novo Testamento – William Macdonald.
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.


2 comentários:

  1. Achei o seu blog , bem ensinativo , parabéns com toda sinceridade

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  2. Só um conselho , poste mais coisas , o seu blog e otimo

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