domingo, 12 de novembro de 2023

MISSIONÁRIOS FAZEDORES DE TENDAS

      4°Trimestre/2023

Subsídio para a Lição 08

Texto Base: Atos 18:1-5; 1Tessalonicenses 4:11,12

“Vós mesmos sabeis que, pare que me era necessário, a mim e aos que estão comigo, estas mães me servirem” (Atos 20:34).

Atos 18:

1.Depois disto, partiu Paulo de Atenas e chegou a Corinto.

2.E, achando um certo judeu por nome Áquila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), se ajuntou com eles,

3.e, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas.

4.E todos os sábados disputava na sinagoga e convencia a judeus e gregos.

5.Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, foi Paulo impulsionado pela palavra, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo.

1Tessalonicenses 4

11.e procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado;

12.para que andeis honestamente para com os que estão de fora e não necessiteis de coisa alguma.

INTRODUÇÃO

A ideia de usar vocações profissionais como meio para o trabalho missionário é bastante relevante no cenário missionário global. Ela se baseia em reconhecer que Deus pode chamar e usar cristãos em suas profissões como ferramentas para alcançar pessoas e lugares que, de outra forma, poderiam ser difíceis de acessar para o evangelismo tradicional.

Em alguns países ou regiões, o acesso direto para atividades missionárias pode ser limitado ou proibido. No entanto, através de suas profissões, os missionários podem entrar nessas áreas de forma legal ou mais discreta, possibilitando o testemunho do Evangelho. Ao exercerem suas profissões no local onde vivem, os missionários podem construir relacionamentos genuínos e significativos com as pessoas ao seu redor. Isso cria uma base sólida para compartilhar a mensagem do Evangelho com autenticidade.

O profissionalismo nas suas áreas de atuação pode conferir aos missionários credibilidade e respeito dentro da comunidade local. Isso pode abrir portas para introduzir a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo. A Bíblia apresenta exemplos de pessoas como o apóstolo Paulo, Priscila e Áquila que conciliaram suas profissões com o ministério missionário. Eles eram fazedores de tenda (Atos 18:3).

I. A VIDA PROFISSIONAL DE PAULO E SUA VOCAÇÃO MINISTERIAL

1. A profissão do apóstolo Paulo

“Depois disto, partiu Paulo de Atenas e chegou a Corinto. E, achando um certo judeu por nome Áquila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), se ajuntou com eles, e, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas” (Atos 18:1-3).

Pelo texto, percebe-se que Paulo era um fazedor de tendas. Estas tendas eram feitas de couro de animais. O contexto histórico e cultural da época proporciona uma visão interessante sobre como Paulo integrava sua profissão com sua missão de pregar o Evangelho.

A prática de Paulo como trabalhador em couro (ou fazedor de tendas) ilustra a integração de sua profissão com sua missão. Ele não via essas atividades como separadas, mas como parte de seu serviço a Deus. Essa integração era uma estratégia sábia para sua sobrevivência financeira e sustento, enquanto também lhe permitia estabelecer conexões com diferentes igrejas.

Quando Paulo se deparou com a necessidade de sustento durante seu ministério em Corinto, ele se adaptou às circunstâncias e ao contexto cultural. Fabricar tendas era uma habilidade útil e necessária naquela época, e isso lhe permitiu ser autossuficiente, evitando ser um fardo para a igreja local. A sua parceria com Priscila e Áquila mostra como Deus usa relacionamentos e colaborações para avançar na obra do Reino. Ao compartilharem a mesma profissão, não apenas mantiveram-se sustentáveis financeiramente, mas também tiveram a oportunidade de passar tempo juntos, compartilhar experiências e apoiar-se mutuamente no ministério.

Paulo demonstrou flexibilidade ao equilibrar seu trabalho secular com seu chamado missionário. Ele não viu a fabricação de tendas como uma distração, mas como uma extensão do seu propósito de servir a Deus e proclamar o Evangelho. Essa flexibilidade o ajudou a alcançar seu objetivo comum de difundir as Boas-Novas.

O exemplo de Priscila e Áquila também destaca o papel fundamental das parcerias no ministério. Eles não apenas acolheram Paulo, mas também o discipularam e apoiaram em sua jornada missionária. O relacionamento e a colaboração eficazes são vitais para o avanço da obra missionária.

Portanto, o exemplo de Paulo como fazedor de tendas de couro ressalta a importância da adaptação cultural, da integração de habilidades profissionais com a missão e da colaboração com outros crentes para alcançar os objetivos do Reino de Deus.

2. Como o apóstolo Paulo conjugava vida profissional e ministerial? 

O apóstolo Paulo era um exemplo de como integrar vida profissional e ministerial de maneira eficaz e dedicada. Ele equilibrava suas atividades profissionais e ministeriais de várias maneiras:

a)    Sustento pessoal. Paulo era habilidoso na fabricação de tendas, uma profissão comum naquela época. Embora tivesse direito de ser sustentado pelas igrejas que plantara, o apóstolo trabalhou em seu ofício para ganhar o pão de cada dia (Atos 20:34; 1Co.9:12; 2Co.11:9-12; 1Ts.2:9; 2Ts.3:7-9). Ele usou essa habilidade para prover seu próprio sustento e não ser um fardo financeiro para as igrejas que ele estava servindo. Não por acaso, o apóstolo Paulo era fariseu e fora criado aos pés de Gamaliel, mas não esqueceu a arte de fazer tendas, provavelmente uma profissão que aprendera na juventude.

b)   Flexibilidade e adaptação. Paulo demonstrou flexibilidade e adaptabilidade em relação ao seu trabalho. Ele estava disposto a ajustar sua programação e atividades profissionais de acordo com as necessidades e oportunidades para ministrar às pessoas.

c)    Priorização do Ministério. Embora Paulo trabalhasse em sua profissão, ele sempre priorizava seu ministério. Ele dedicava uma parte significativa de seu tempo pregando, ensinando, discipulando e estabelecendo igrejas, mesmo enquanto trabalhava para se sustentar.

d)    Uso estratégico do tempo. Paulo utilizava seu tempo de forma estratégica, aproveitando as janelas de oportunidade para compartilhar o Evangelho, seja durante o trabalho, em sinagogas, nas casas das pessoas ou em outros encontros sociais.

e)    Parcerias e colaborações. Ele formava parcerias estratégicas com outros crentes, como Priscila e Áquila, que compartilhavam da mesma profissão e da mesma fé. Essas colaborações fortaleciam seu ministério e proporcionavam um ambiente de apoio e comunidade.

f)     Integração do propósito de vida. Paulo via sua profissão como uma extensão do seu chamado missionário. Ele não a via separada de sua missão de pregar o Evangelho e fazer discípulos, mas como uma maneira de expressar sua fé e servir a Deus no contexto secular.

g)    Compromisso e determinação. Ele demonstrava um compromisso inabalável com sua missão, apesar dos desafios e perseguições que enfrentava. Sua determinação em propagar o Evangelho era evidente em todas as áreas de sua vida, incluindo sua profissão.

O apóstolo Paulo entendia que a missão de espalhar o Evangelho era sua principal prioridade, e ele usava todos os meios disponíveis para alcançar esse objetivo, incluindo sua profissão. Sua vida serviu como um modelo de como integrar a vida profissional e ministerial de maneira eficaz, sempre mantendo o foco no propósito maior de glorificar a Deus e fazer discípulos.

3. A ética financeira na atividade missionária de Paulo

Paulo reconhecia a legitimidade e a importância de receber apoio financeiro das comunidades a quem ele ministrava. Ele via isso como uma prática estabelecida no Antigo Testamento (vide 1Co.9:12ss), onde os ministros eram sustentados pelo povo. Esse suporte permitia que os missionários se concentrassem completamente em seu trabalho de pregação e ensino. Em algumas situações, Paulo aceitou ajuda financeira de outras igrejas ou indivíduos, como a igreja de Filipos, para financiar suas atividades missionárias. Ele entendia que o apoio financeiro era essencial para expandir o ministério e alcançar mais pessoas.

Apesar de reconhecer a validade de receber ajuda financeira, Paulo era cuidadoso ao aceitá-la. Ele não queria criar obstáculos ao Evangelho ou ser visto como alguém que estava interessado apenas no dinheiro. Ele buscava equilibrar a ajuda financeira com uma vida de integridade e exemplo.

Paulo demonstrava independência e desapego em relação ao dinheiro. Ele não exigia ofertas ou financiamento das igrejas e não baseava seu ministério nisso. Sua confiança estava em Deus para suprir suas necessidades. Mesmo não exigindo ajuda financeira, Paulo era grato pelo apoio que recebia. Ele reconhecia as ofertas voluntárias e expressava sua gratidão por meio de palavras e bênçãos aos que contribuíam para seu ministério (Fp.4:10-12).

Enfim, sua ética reflete um equilíbrio delicado entre aceitar ajuda financeira quando necessário, ser transparente sobre as necessidades, não abusar dessa ajuda e manter um compromisso com a independência e a confiança em Deus. Ele valorizava o princípio de sustento missionário, mas também era sensível ao impacto que poderia ter na pregação do Evangelho.

II. MISSIONÁRIOS FAZEDORES DE TENDAS

1. Fazedores de tendas

A produção de tendas não é uma concepção recente; é tão antiga quanto os ensinamentos encontrados nas Escrituras, como aprendemos em Atos 18. Dessa maneira, no contexto de atividades missionárias, a expressão "fazedores de tendas" está relacionada aos seguidores de Jesus, chamados e enviados pela Igreja, para empregar seus dons, talentos e habilidades profissionais no campo missionário. São indivíduos que atuam como profissionais de negócios em missões, trabalhando em áreas fortemente opostas à mensagem cristã.

Segundo os especialistas em missões, durante muitos anos, a abordagem predominante nas práticas missionárias era abandonar a vida secular (trabalho profissional, estudos, etc.) para se dedicar exclusivamente à obra missionária. Contudo, nos dias de hoje, a compreensão se expandiu, permitindo que seja plenamente viável ser um profissional ou empreendedor e ao mesmo tempo realizar a obra missionária, sem necessariamente deixar a carreira profissional de lado.

O episódio em Atos 18:1-3 nos mostra que Paulo trabalhava como fabricante de tendas para se sustentar financeiramente durante suas atividades missionárias em Corinto. Essa abordagem ilustra que ser um "fazedor de tendas" é uma estratégia viável para sustentar a obra missionária e difundir a mensagem cristã em locais onde o sustento proveniente da própria missão pode não ser suficiente.

Essa dualidade entre trabalho profissional e missão mostra que a obra de Deus pode ser realizada em diversos contextos e por meio de diferentes métodos. Além disso, evidencia a importância de adaptar-se às circunstâncias locais e utilizar os recursos disponíveis para espalhar a mensagem do evangelho.

Portanto, Atos 18:1-3 oferece um exemplo prático de como é possível integrar uma carreira profissional com a missão de propagar a fé, reforçando a ideia de que a obra missionária não está restrita a um modelo único e pode ser adaptada de acordo com as circunstâncias e necessidades.

2. A força missionária no mundo

A maior força missionária cristã do mundo é formada por profissionais, empreendedores e estudantes que se movem entre culturas para servir a Cristo através de suas vidas e trabalho. A Missão não é mais limitada a um grupo específico de pessoas, como os tradicionais missionários em tempo integral. Profissionais, empreendedores, estudantes e pessoas de várias esferas da vida agora são vistos como agentes vitais na propagação do evangelho em suas esferas de influência.

Profissionais e empreendedores cristãos muitas vezes têm acesso a regiões e países onde os missionários tradicionais podem encontrar barreiras. Sua presença nessas áreas oferece uma oportunidade única de testemunho e compartilhamento do evangelho.

O exemplo do apóstolo Paulo em 1Coríntios 9:20-22 destaca a importância de compreender e se identificar com diferentes culturas para comunicar o evangelho de forma relevante. Essa contextualização é essencial para alcançar pessoas de diferentes origens e contextos.

Cada pessoa tem habilidades, talentos e experiências únicas que podem ser usados de maneira significativa na missão. Essa diversidade de habilidades permite que a missão seja abordada de maneiras criativas e eficazes.

3. O preparo dos fazedores de tendas

A preparação e capacitação dos “fazedores de tendas”, assim como de todos os missionários, é fundamental para que desempenhem eficazmente seus papéis transculturais na propagação do evangelho. A referência à orientação de Paulo a Timóteo, destacando a importância da instrução e preparação, é relevante nesse contexto (2Tm.3:17). Aqui estão alguns pontos a considerar sobre a preparação dos “fazedores de tendas” para a missão transcultural:

a)    Formação teológica e Bíblica. Assim como os missionários tradicionais, os “fazedores de tendas” devem buscar uma sólida formação teológica e bíblica. Isso lhes proporcionará uma base sólida para compreenderem as Escrituras e comunicarem a mensagem cristã com precisão e relevância.

b)   Entendimento cultural. É vital que os “fazedores de tendas” se preparem para compreender e respeitar as culturas onde estão inseridos. Isso envolve aprendizado sobre tradições, valores, normas sociais e formas de comunicação específicas de cada cultura.

c)    Habilidades profissionais. Além da formação teológica, aprimorar habilidades profissionais é crucial. Os “fazedores de tendas” podem usar suas habilidades e conhecimentos profissionais para contribuir de maneira significativa na missão, seja na área da saúde, educação, tecnologia, administração, entre outras.

d)    Capacitação em Missões. Participar de programas de capacitação em missões que abordem temas como evangelismo transcultural, contextualização, estratégias de implantação de igrejas e questões interculturais é valioso para os “fazedores de tendas”.

e)    Desenvolvimento de competências pessoais. Desenvolver habilidades como resiliência, empatia, resolução de conflitos, adaptação e liderança é essencial para se ajustar a ambientes culturais diversos e lidar com os desafios inerentes à vida e ao trabalho em contextos transculturais.

f)     Comunicação efetiva. Aprimorar habilidades de comunicação é fundamental para transmitir a mensagem do evangelho de forma clara e compreensível, levando em consideração as nuances culturais.

O crescimento significativo de profissionais-missionários destaca a necessidade de investir em sua preparação e capacitação, capacitando-os para se tornarem agentes eficazes na obra missionária transcultural.

A integração de habilidades profissionais e um entendimento profundo da missão cristã são essenciais para o avanço do Reino de Deus em contextos globais diversificados. Graças a Deus, hoje, homens e mulheres são treinados por instituições missionárias com experiência reconhecida, para que eles usem suas profissões além-fronteiras a fim de testemunhar de Cristo, principalmente, em países fechados para o trabalho missionário tradicional.

III. VOCAÇÃO, PROFISSÃO E MISSÕES

1. Deus é quem chama

Deus é, sem dúvida, o Agente principal na vocação e capacitação de cada indivíduo. É Ele quem, por Sua graça e sabedoria, concede a inclinação, disposição e habilidades necessárias para exercer um determinado ofício ou missão. A vocação, portanto, não é apenas uma escolha pessoal, mas um chamado divino que reflete Seus desígnios e propósitos para cada um de nós.

Esse chamado divino vai além de simplesmente desempenhar uma função; é uma convocação para servir a Deus e às outras pessoas de maneira significativa. Deus capacita e comissiona os crentes para que possam desempenhar papéis únicos em Seu plano redentor para o mundo.

O texto de 1Coríntios 9:16-19 destaca que, quando somos guiados por Deus em nossa vocação, encontramos um profundo significado e satisfação pessoal. Ao vivermos de acordo com o chamado de Deus, somos impulsionados por um senso de propósito e paixão que vai além de nossa própria realização pessoal; alcança a esfera do serviço ao próximo e a glorificação do nome de Deus.

Essa compreensão da vocação como um chamado divino também implica responsabilidade. Deus confia em nós para cumprir nossa vocação de maneira ética, compassiva e orientada por Seus princípios. É um convite para viver em integridade, servindo com amor e dedicação, e buscando a transformação do mundo em conformidade com os valores do Reino de Deus.

Em resumo, Deus é o arquiteto de nossa vocação, capacitando-nos para desempenhar papéis específicos no mundo. Responder a esse chamado e viver de acordo com ele é uma maneira de honrar a Deus, servir aos outros e encontrar realização profunda e duradoura em nossa jornada terrena.

2. Exercendo a vocação

Quando respondemos de maneira prática ao chamado que recebemos da parte de Jesus, aplicando nossas habilidades e paixões, é quando encontramos nosso propósito de vida. A vocação é a missão única para a qual cada um de nós foi equipado, visando servir ao nosso Criador; é a razão pela qual fomos criados de forma singular por Deus. Ele nos capacita a realizar essas tarefas através de nossos dons e virtudes, integrando-nos em Seus planos para Sua honra e glória.

É notável que o apóstolo Paulo exemplificou uma fé robusta, obediência e dedicação ao chamado que recebeu para proclamar a salvação e anunciar a boa nova a diferentes povos. Ele compreendeu que a mensagem e a vida de Jesus eram para ser vividas plenamente por cada cristão e, da mesma forma, ser transmitida aos outros com total comprometimento (2Co.4:11-14). Dessa maneira, o apóstolo Paulo expressava sua vocação ao anunciar sobre Jesus e testemunhar o Evangelho onde quer que Deus o enviasse.

3. Minha profissão, meu campo missionário

Todos somos chamados a servir a Cristo com nossas habilidades, recursos e vocações. Esse entendimento está fundamentado na fé cristã, onde a vida é vista como uma oportunidade de glorificar a Deus através de nossas ações, inclusive nas esferas profissionais.

A profissão pode, de fato, representar uma significativa porta aberta para compartilhar a mensagem do Evangelho e contribuir para a obra missionária, seja através de um negócio próprio ou ao servir em outras organizações e corporações. A diversidade de habilidades e talentos em diferentes áreas profissionais pode ampliar o impacto da obra missionária e expandir o alcance da mensagem de Cristo.

Os missionários tradicionais que dedicam suas vidas integralmente para plantar igrejas são fundamentais, pois estabelecem comunidades de fé e compartilham os ensinamentos de Cristo em contextos onde o Evangelho pode não estar presente. Por outro lado, os profissionais que integram suas habilidades e fé na sua carreira diária têm a oportunidade única de serem testemunhas vivas do Evangelho nos ambientes onde passam a maior parte do tempo.

Essa dualidade mostra que a missão não é apenas sobre ações diretas de pregação, mas também sobre viver os princípios do Evangelho no cotidiano, influenciando positivamente as pessoas ao nosso redor e moldando a cultura no ambiente de trabalho. Seja através de práticas éticas, relacionamentos respeitosos, contribuições para a comunidade ou ações de caridade, os profissionais podem compartilhar o amor de Cristo e demonstrar os valores do Reino de Deus em suas esferas de influência.

Essa diversidade de abordagens missionárias fortalece a causa do Evangelho, permitindo que a mensagem seja proclamada de maneiras adaptadas e relevantes para diferentes contextos, atendendo às necessidades espirituais e práticas das pessoas ao redor do mundo.

A passagem bíblica de Romanos 16:25-27 destaca a importância de glorificar o nome de Deus tanto dentro quanto fora da igreja, reconhecendo que todas as dádivas e talentos vêm de Deus e devem ser usados para o propósito maior de Sua glória.

Em resumo, o exercício de uma atividade missionária em nossa área profissional implica viver e expressar os princípios e valores do Evangelho em nosso trabalho diário. Isso pode incluir:

ü  Ética e integridade. Demonstrando princípios éticos e comportamento íntegro no ambiente profissional, independentemente das pressões externas.

ü  Serviço e compaixão. Demonstrando cuidado e preocupação genuína pelos colegas de trabalho, clientes, clientes, ou qualquer pessoa com quem interagimos durante o trabalho.

ü  Testemunho pessoal. Compartilhando nossa fé de maneira sensível e respeitosa, quando apropriado, e vivendo de forma que nossa vida e ações falem do amor e da verdade de Cristo.

ü  Generosidade e caridade. Contribuindo com recursos financeiros e tempo para causas e organizações que estejam alinhadas com os princípios do Evangelho, buscando melhorar a vida dos necessitados.

ü  Mentoria e aconselhamento. Oferecendo orientação e apoio a colegas de trabalho ou subordinados, compartilhando princípios de fé e valores que possam ajudar no desenvolvimento pessoal e profissional.

A ideia é que, ao vivermos nossa fé de maneira autêntica no local de trabalho, podemos ser uma luz para os outros e influenciar positivamente nossa área profissional e a sociedade como um todo. Isso se alinha com o entendimento de que somos chamados a ser "sal da terra" e "luz do mundo" (Mt.5:13-16), levando a mensagem e o amor de Cristo aonde quer que vamos.

CONCLUSÃO

Deus está convocando cada vez mais profissionais para transmitirem a mensagem de salvação aos lugares mais remotos da Terra, especialmente entre os povos que ainda não foram alcançados. No entanto, é importante ressaltar que sentir a atração de "fazer tendas" não garante automaticamente a qualificação para proclamar o evangelho nos lugares mais distantes. É necessário examinar os motivos e avaliar a disposição espiritual. Daí, a importância do trabalho da igreja local na descoberta de vocações. A igreja local, guiada e assistida pelo Espírito Santo, desempenha um papel crucial na identificação daqueles verdadeiramente chamados para essa nobre missão. É por meio do discernimento espiritual e do acompanhamento atento que a igreja pode reconhecer e apoiar aqueles que são vocacionados para levar a mensagem do evangelho até os confins da Terra. Esse processo requer sensibilidade espiritual, discernimento comunitário e busca constante da orientação divina para garantir que a missão seja cumprida de maneira eficaz e fiel aos ensinamentos de Cristo.

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Luciano de Paula Lourenço – EBD/IEADTC

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Bíblia de Estudo – Palavras Chave – Hebraico e Grego. CPAD

William Macdonald. Comentário Bíblico popular (Antigo e Novo Testamento).

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Caramuru Afonso Francisco – Evangelização, a Missão máxima da Igreja.

Pr. Hernandes Dias Lopes. Atos, A ação do Espirito Santo na vida da igreja.

Pr. Hernandes Dias Lopes. 1 e 2 Tessalonicenses, como se preparar para a segunda vinda de Cristo.

Pr. Caramuru Afonso Francisco. A Evangelização: a missão máxima da Igreja. PortalEBD_2007.

Ruben Tito Paredes. A Dimensão Transcultural do Evangelho.

 

domingo, 5 de novembro de 2023

A RESPONSABILIDADE DA IGREJA COM OS MISSIONÁRIOS

         4°Trimestre/2023

Subsídio para a Lição 07

Texto Base: 1 Coríntios 9:9-14

“Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gl.6:10).

1Coríntios 9:

9.Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarde a boca ao boi que trilha o grão. Porventura, tem Deus cuidado dos bois?

10.Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança, e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante.

11.Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais?

12.Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes, suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.

13.Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar participam do altar?

14.Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.

INTRODUÇÃO

Nesta lição, vamos tratar da responsabilidade da Igreja Local no que diz respeito ao apoio ao missionário e à sua família. Uma das grandes responsabilidades da Igreja é garantir o bem-estar integral dos missionários, desde a identificação e preparação até o envio e o acompanhamento ao longo de sua jornada missionária. Isso inclui não apenas o cuidado direto com o missionário, mas também se estende ao seu cônjuge e filhos, reconhecendo a importância de facilitar a adaptação de todos a uma nova realidade cultural. Essa adaptação é fundamental para que o trabalho missionário possa progredir de acordo com o planejamento estabelecido. Não haja dúvida de que a adaptação a uma nova realidade cultural representa um desafio significativo para a igreja que está organizando a missão.

I. A IGREJA E O SISTEMA DE APOIO AOS MISSIONÁRIOS

1. A responsabilidade da igreja

O suporte aos missionários é uma responsabilidade fundamental e contínua que recai sobre as igrejas em todo lugar. No livro de Atos, vemos a igreja primitiva desempenhando um papel vital na identificação e suporte aos missionários (Atos 11:19-26; Atos 13:1-5; 14:25-28; 16:1-8). Eles eram enviados após um discernimento coletivo, muitas vezes com imposição de mãos e comissionamento pelo Espírito Santo, por intermédio dos líderes da igreja local. Isso reflete a responsabilidade da igreja em reconhecer e nutrir as vocações missionárias dentro de sua congregação. Além disso, a igreja local assumia a responsabilidade de sustentar esses missionários, seja financeiramente ou através de apoio prático e orações. Esse suporte era vital para que os missionários pudessem se dedicar inteiramente à obra missionária, sem se preocupar excessivamente com as necessidades materiais.

Esses princípios continuam relevantes nos dias de hoje. As igrejas devem discernir, capacitar e enviar missionários, proporcionando um ambiente de apoio espiritual, emocional, financeiro e prático. Ao fazer isso, estão cumprindo sua responsabilidade bíblica de espalhar o Evangelho além das fronteiras locais, alcançando diferentes culturas e nações. É um testemunho vivo do corpo de Cristo trabalhando em unidade para cumprir a Grande Comissão.

Por outro lado, é incumbência do missionário fornecer relatórios periódicos sobre a Obra no campo missionário (Atos 15.4,12; Atos 21.19). Essas passagens mostram que os missionários, após uma jornada ou em uma visita à igreja que os enviou, compartilhavam suas experiências, testemunhos e o que Deus estava realizando no campo missionário. Isso era vital para manter a igreja informada sobre o avanço do Evangelho, os desafios enfrentados e as necessidades específicas de oração e apoio.

Ao oferecer esses relatórios, os missionários não apenas compartilham histórias inspiradoras, mas também possibilitam que a igreja participe ativamente do trabalho missionário por meio de suas orações e apoio prático. Isso cria um senso de conexão e parceria entre os missionários e a igreja, fortalecendo o relacionamento e reforçando o compromisso da igreja com a missão global.

Portanto, a prática de prestação de relatórios periódicos beneficia tanto os missionários quanto a igreja, permitindo uma colaboração eficaz no avanço do Reino de Deus em diferentes partes do mundo. É uma maneira prática de implementar a responsabilidade mútua e a cooperação no contexto da missão transcultural.

2. O sistema de apoio e a “obra de fé”

Cada empreendimento missionário é, do início ao fim, uma jornada fundamentada na fé. Independentemente do modelo de suporte adotado, os missionários devem confiar em Deus e depender da fidelidade das pessoas que os apoiam. Sem fé, oração e esforço, a missão não alcançará seus objetivos. Tanto os missionários quanto aqueles que os sustentam precisam cultivar uma fé sólida, pois é essa fé que impulsiona a obediência ao mandamento de Jesus de fazer discípulos. Assim sendo, há crescimento e expansão contínua da obra de Deus, conforme vemos nas Escrituras, como narrado em Atos 2:42-46.

3. O objetivo de Missões

O cerne da Missão cristã é revelar Cristo ao mundo para que Ele seja conhecido e adorado em todos os cantos da terra. Esse objetivo central reflete a essência do Evangelho, que é compartilhar a mensagem de salvação e transformação que vem por meio de Jesus Cristo.

Quando Cristo é conhecido e adorado em todas as nações, vidas são transformadas, comunidades são renovadas e a reconciliação é promovida. A missão não é apenas sobre proclamar palavras, mas também viver o Evangelho de maneira que reflita o caráter e o amor de Cristo. Ela visa mostrar ao mundo quem é Cristo e o que Ele fez por todos.

Portanto, a missão cristã é um convite para que as pessoas experimentem a graça e a verdade encontradas em Jesus. É um convite para um relacionamento vivo e significativo com o Criador. Quando Cristo é verdadeiramente conhecido e adorado, as vidas são transformadas para a glória de Deus e o bem da humanidade. Esse é o coração pulsante da missão de Deus e o privilégio da igreja de participar dela. Portanto, que haja todo o suporte necessário e planejamento na igreja local para que o nome de Jesus seja conhecido em todos os lugares por meio da obra missionária!

II. O CUIDADO INTEGRAL DOS MISSIONÁRIOS

1. O cuidado integral

É papel essencial da Igreja Local assumir uma responsabilidade abrangente no cuidado e apoio daqueles que estão trabalhando no campo missionário. Este cuidado integral transcende a esfera financeira, englobando as áreas espiritual, emocional, física e social da vida do missionário. A igreja deve acompanhá-los de perto, proporcionando apoio pastoral com amor e respeito, visando ajudar o missionário a superar as adversidades internas e externas que possam surgir durante o seu ministério (Atos 17:14,15).

Ao longo do Novo Testamento, observamos uma preocupação constante das igrejas com os missionários que estão dedicados a pregar o Evangelho em locais distantes, conforme podemos ver em Filipenses 1:3-11. Os crentes da Igreja de Filipos eram ativos na obra missionária, contribuindo significativamente para o ministério de Paulo. Eles estavam envolvidos não apenas na divulgação do Evangelho, mas também no suporte direto ao apóstolo enquanto ele enfrentava desafios e dificuldades durante suas missões. Isso destaca a importância de uma participação ativa da igreja no cuidado dos missionários.

O apóstolo Paulo expressa sua gratidão pela participação ativa e sustento da igreja de Filipos na obra missionária. Ele não menciona apenas apoio financeiro, mas também expressa sua oração constante por essa Igreja, demonstrando uma preocupação integral pela situação espiritual e emocional dos missionários. Isso indica que o cuidado inclui tanto aspectos materiais quanto espirituais e emocionais.

Portanto, o apoio da Igreja Local é vital para sustentar os missionários no cumprimento da Grande Comissão e para que o Evangelho seja proclamado e enraizado em todos os lugares.

Além do mais, esse apoio diz respeito também ao planejamento de visitas aos missionários no campo. Veja o exemplo de Onesíforo, cujo nome significa “portador de préstimos”. Este extraordinário recreador e consolador de Paulo foi um bálsamo para ele nos momentos difíceis de seu ministério. Veja o que Paulo disse dele:

“Que o Senhor demonstre misericórdia a Onesíforo e sua família, pois muitas vezes me animou em suas visitas e nunca se envergonhou por eu estar na prisão. Pelo contrário, quando veio a Roma, procurou-me diligentemente até me encontrar. Que o Senhor lhe mostre misericórdia no dia da volta de Cristo. E você sabe muito bem quanto ele me ajudou em Éfeso” (2Tm.1:16-18).

Note quatro fatos acerca desse precioso amigo de Paulo:

a) Um amigo consolador e refrescante (2Tm.1:16) – “Porque, muitas vezes, me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas”. Onesíforo foi um amigo que não apenas prestou serviço multiforme a Paulo em Éfeso, mas também o encorajou nos momentos difíceis de sua prisão, na antessala do seu martírio, nunca se envergonhando das circunstâncias. Ele trouxe ânimo e conforto na prisão de Roma, sendo uma verdadeira "brisa fresca" nos dias cinzentos da vida de Paulo.

b) Um amigo encorajador e persistente (2Tm.1:17) - “Antes, tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar”. Ao viajar de Éfeso a Roma, arriscando-se em tempos perigosos para encontrar Paulo, Onesíforo demonstrou grande perseverança e determinação. Incansavelmente o buscou, mesmo desconhecendo o local exato de sua prisão, mostrando-se um verdadeiro amigo encorajador nos momentos mais desafiadores. Ele poderia ter desistido após várias buscas inglórias, mas não desistiu até encontrar Paulo, para estar ao seu lado nos momentos mais difíceis da sua vida. Ele era, de fato, um amigo encorajador.

c) Um amigo abençoador e prestativo (2Tm.1:18b) - “[…] e tu sabes, melhor do que eu, quantos serviços me prestou ele em Éfeso” (2Tm.1:18b). Durante os anos em que Paulo esteve em Éfeso, Onesíforo não poupou esforços para servir e abençoar Paulo em diversas situações. Sua generosidade e desejo de auxiliar na missão de pregar o Evangelho revelam sua natureza prestativa e abençoada como amigo.

d) Um amigo que colhe o que semeou (2Tm.1:16a, 18a) - “Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo [...]. O Senhor lhe conceda naquele Dia, achar misericórdia da parte do Senhor”. Onesíforo plantou sementes de misericórdia ao demonstrar compaixão e apoio a Paulo. Em resposta, Paulo roga a Deus misericórdia para Onesíforo e sua família, ilustrando a recompensa que os misericordiosos recebem, conforme ensinado por Jesus no Evangelho de Mateus (Mt.5:7).

Que as marcas deste irmão amado e solícito, desperte em nós o desejo de imitarmos seu exemplo, bem como suas atitudes.

2. Uma agenda quanto à volta do missionário

A igreja local deve demonstrar discernimento, sensibilidade e flexibilidade ao receber missionários de volta ao seu meio. O amor, a compaixão e o suporte devem ser as bases de como a igreja lida com os missionários e suas famílias em diferentes situações de retorno do campo missionário.

a)    Acolhimento Bíblico. O exemplo dos apóstolos em Atos 20:1-6 mostra a prática de receber e apoiar os missionários que retornavam de viagens missionárias. Eles eram recebidos com alegria e apoio da igreja local. Isso sugere que a igreja deve seguir esse padrão de acolhimento caloroso e solidário aos missionários que retornam ao lar de origem.

b)   Cuidado pastoral. É fundamental que as igrejas ofereçam cuidado pastoral e apoio emocional, espiritual e físico aos missionários e suas famílias. O retorno de uma missão pode trazer desafios de adaptação e transição, especialmente quando se trata de questões culturais e de reintegração na comunidade local.

c)    Necessidades específicas. Cada situação pode ser única, e os missionários podem ter diferentes necessidades ao retornar, seja para descanso, tratamento médico ou transição para uma nova fase de ministério. As igrejas devem se esforçar para compreender essas necessidades e oferecer suporte cabível.

d)    Apoio prático. Além do suporte emocional e espiritual, as igrejas podem oferecer ajuda prática, como assistência financeira, acomodação temporária, orientação para questões práticas da vida cotidiana ou conexões com profissionais de saúde, dependendo da situação.

e)    Reconhecimento e gratidão. É importante que a igreja reconheça o serviço e o esforço dos missionários e suas famílias. Expressar gratidão e apreciação pelos anos de dedicação e trabalho no campo missionário é uma forma de encorajamento e fortalecimento para o futuro.

Assim, abraçar os missionários e sua família faz parte do cuidado integral dos missionários.

III. MANEIRAS PRÁTICAS DE SE COMPROMETER COM OS MISSIONÁRIOS

Comprometer-se com os missionários de maneira prática envolve diversos aspectos importantes. Veja alguns exemplos.

1. Comunicar as necessidades

Tudo na obra de Deus passa pela comunicação. Esse princípio encontramos na Bíblia, quando lemos: “comunicação com os santos nas suas necessidades” (Rm.12:13). Comunicar as necessidades é fundamental para estabelecer uma relação transparente e de confiança entre os missionários e seus apoiadores. Isso significa que os missionários devem ser claros sobre as necessidades específicas que possuem, sejam elas financeiras, materiais ou emocionais. É importante que comuniquem de forma precisa e atualizada, permitindo que os apoiadores compreendam as demandas reais e tomem decisões informadas sobre como melhor contribuir. Essa comunicação pode ser feita num momento do culto regular ou por meio de e-mail, telefone, mídias e redes sociais, mensagens de texto etc. O importante é não eixar de comunicar e dar ciência a Igreja do que está se passando no campo onde missionário atua.

2. Doar para suprir necessidades

Como afirma o pr. Wagner Gaby, “a vida no campo missionário pode ser desafiadora, exaustiva e difícil. No meio do estresse e das lutas, muitos missionários frequentemente se sentem desconectados e esquecidos pela igreja que os envia, principalmente, quando se deparam com a escassez no campo. Nesse sentido, é importante que a igreja local dê oportunidade aos missionários para que eles compartilhem essas necessidades e, assim, a igreja se sinta convocada a cooperar nas doações”.

Doar é uma maneira prática e direta de apoiar os missionários. Isso pode envolver contribuições financeiras, doações de suprimentos, alimentos ou qualquer outra coisa que os missionários possam necessitar para cumprir sua missão. As doações fornecem os recursos necessários para que os missionários continuem seu trabalho de forma eficaz e alcancem seus objetivos. Ao conhecer as necessidades dos missionários, a igreja local é desafiada a agir em amor e generosidade, semelhante à igreja de Corinto que foi convocada a fazer doação (1Co.8:1-7). Isso cria uma cultura de contribuição e serviço, incentivando a igreja a se envolver ativamente no sustento dos missionários e na expansão do reino de Deus.

Ao apoiar os missionários neste aspecto e em oração, a igreja local se torna uma participante ativa da obra missionária. Eles compartilham do impacto do ministério dos missionários, tornando-se coobreiros na propagação do Evangelho e no cumprimento da Grande Comissão.

Enfim, a comunicação aberta e regular das necessidades dos missionários e a resposta ativa da igreja local com generosidade e cooperação são cruciais para manter uma parceria frutífera e eficaz na obra missionária. Isso fortalece os laços entre os missionários e a igreja, promovendo o cuidado mútuo e o avanço da missão de forma integrada e sustentável.

3. Orar e jejuar pela causa

A oração e o jejum são práticas espirituais poderosas que demonstram um compromisso profundo com a causa dos missionários. Orar por eles é essencial, pois as bênçãos espirituais e a proteção divina são fundamentais em seu trabalho. O jejum é uma forma adicional de dedicação espiritual, mostrando solidariedade e buscando a orientação divina para os desafios enfrentados pelos missionários. Nesse sentido, é muito importante os líderes das igrejas locais convocarem o povo de Deus para orar e jejuar pelos missionários no campo. Note que a oração e o jejum estão na base do envio de Paulo e Barnabé para o campo missionário (Atos 13:1-3). Outrossim, além das convocações coletivas, é muito importante o comprometimento individual na oração e no jejum. Que assim seja!

As práticas relatadas neste tópico, quando combinadas, ajudam a criar uma rede de apoio eficaz para os missionários, permitindo que eles alcancem suas metas e compartilhem sua mensagem de maneira mais eficaz. A comunicação aberta e honesta, doações práticas e o apoio espiritual são elementos essenciais para o sucesso e o impacto positivo das atividades missionárias.

CONCLUSÃO

Nesta lição, fomos encorajados a entender as necessidades dos missionários. A Igreja Local tem o poder de impactar significativamente a vida deles e de suas próprias famílias. Quando nosso coração está voltado para missões, nossa postura é de oração constante, nosso testemunho alcança mais pessoas e nossos recursos financeiros são direcionados para o que tem valor eterno (conforme mencionado em Mateus 6:19-21). É por isso que Deus nos chama a assumir o compromisso e a responsabilidade de apoiar os missionários que estão no campo. As bênçãos que advêm dessa atitude são verdadeiramente abundantes.

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Luciano de Paula Lourenço – EBD/IEADTC

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Bíblia de Estudo – Palavras Chave – Hebraico e Grego. CPAD

William Macdonald. Comentário Bíblico popular (Antigo e Novo Testamento).

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Caramuru Afonso Francisco – Evangelização, a Missão máxima da Igreja.

Pr. Hernandes Dias Lopes. Atos, A ação do Espirito Santo na vida da igreja.

Pr. Hernandes Dias Lopes. 2Timóteo, o testemunho de Paulo à Igreja.

Pr. Caramuru Afonso Francisco. A Evangelização: a missão máxima da Igreja. PortalEBD_2007.

Ruben Tito Paredes. A Dimensão Transcultural do Evangelho.