domingo, 23 de dezembro de 2018

Aula 13 – A HUMILDADE E O AMOR DESINTERESSADO - SUBSÍDIO


4º Trimestre/2018

Texto Base: Lucas 14:7-14

"Porquanto, qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado" (Lc.14:11).
Lucas 14:7-14
7. E disse aos convidados uma parábola, reparando como escolhiam os primeiros assentos, dizendo-lhes:
8. Quando por alguém fores convidado às bodas, não te assentes no primeiro lugar, para que não aconteça que esteja convidado outro mais digno do que tu,
9. e, vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o lugar a este; e então, com vergonha, tenhas de tomar o derradeiro lugar.
10. Mas, quando fores convidado, vai e assenta-te no derradeiro lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, assenta-te mais para cima. Então, terás honra diante dos que estiverem contigo à mesa.
11. Porquanto, qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.
12. E dizia também ao que o tinha convidado: Quando deres um jantar ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado.
13. Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos
14. e serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado serás na ressurreição dos justos.
INTRODUÇÃO
Com esta Aula concluímos mais um trimestre letivo. Além do que ainda temos a aprender com esta última Aula, recebemos, ao longo deste trimestre, valiosos esclarecimentos para a nossa caminhada cristã. As parábolas de Jesus nos ensinaram princípios de sabedoria para a vida.
Concluímos este trimestre com os assuntos da humildade e do amor desinteressado. Não poderia haver assuntos melhores que estes para concluirmos o nosso trimestre letivo. Estas são palavras-chave dos ensinos das Parábolas de Jesus.
Nesta Aula, trataremos da Parábola dos Primeiros Assentos e dos Convidados, proferida por Jesus quando participava de uma refeição na residência de um fariseu. Para além das importantes questões concernentes à vida espiritual, a presente Aula é uma instrução de etiqueta social, de como comportar-se em sociedade e em ambientes específicos onde o exercício do bom senso e da discrição só faz bem. Jesus também quer nos conscientizar de nossa postura enquanto discípulos de Cristo, destacando a importância de, na prática, demonstrarmos o quanto vivemos sob uma forma diferente da do mundo (Rm.12:2; Mt.20:17-28).
I. INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA DOS PRIMEIROS LUGARES E DOS CONVIDADOS
1. O contexto da Parábola (Lc.14:1-6). Jesus conta a Parábola dos Primeiros Lugares e dos Convidados na casa de um dos principais fariseus. A casa desse líder religioso tornou-se o palco de um grande milagre, a cura de um homem hidrópico, e de profundos ensinamentos sobre a salvação e o preço do discipulado.
Jesus foi convidado para a refeição num sábado. Tudo parece que era uma tentativa velada para apanhar Jesus em alguma transgressão. A cura do homem hidrópico deixa transparecer que o convite para esse jantar pode ter sido um cenário armado para acusar Jesus da quebra do dia do sábado. Até que parece que esse encontro fora planejado astuciosamente, por esse fariseu e os intérpretes da lei, a fim de encontrar algum motivo nas palavras ou na conduta de Jesus para incriminá-lo.
Não sabemos se esse homem hidrópico, com barriga d’agua, estava diante de Jesus furtivamente ou se havia sido “plantado” ali pelos escribas e fariseus, como uma armadilha, para acusar Jesus. Ele já havia feito outras curas em dia de sábado e, sempre que isso ocorria, uma tempestade de discussões se formava no horizonte, agravando ainda mais a já conflituosa relação com o Senhor Jesus.
Jesus, conhecendo as intenções maliciosas dos líderes religiosos postados à mesa, armados até os dentes para acusá-lo no caso de alguma cura ao enfermo ali postado, antecipa o problema e sai da posição de acusado para o ataque, perguntando aos seus críticos: “é ou não é licito fazer o bem no sábado?”. Aqueles críticos de plantão, muito provavelmente, usaram o homem doente como isca e nutriam os mais perversos sentimentos sobre Jesus, sem imaginar que essa sua atitude pudesse ser a quebra do sábado. O desamor deles ao doente e a fúria deles com Jesus não eram vistos por eles como uma transgressão da lei, mas curar no sábado, sim. Diante da pergunta contundente de Jesus, guardaram silêncio e nada disseram. Eles que pensaram em pegar Jesus na rede de sua astúcia, foram apanhados pela armadilha de seu legalismo medonho.
Diante do silêncio de seus críticos, sabendo que já estavam derrotados pelo seu silêncio covarde, Jesus cura o homem com barriga d’água e demonstra ao mesmo tempo seu poder e sua compaixão.
O sábado foi criado por Deus para o bem do homem, para fazer o bem e não o mal, para trazer alívio e não fardo; foi criado para que as obras de Deus sejam realizadas na Terra, e não para que o legalismo mortífero seja colocado como jugo pesado sobre os homens.
Depois de curar o enfermo, Jesus ainda os confronta: “qual de vós, se o filho ou o boi cair num poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado?” (Lc.14:5). Ora, se a lei permitia socorrer um boi que caiu num buraco, por que a lei proibiria socorrer um homem, criado à imagem e semelhança de Deus, caído no fosso da enfermidade? Não valem os homens mais do que os animais? A isto nada puderam responder (Lc.14:6). Os acusadores estavam calados, o enfermo estava curado, e a causa de Jesus seguia adiante sobranceira e vitoriosa.
2. A interpretação da Parábola (Lc.14:7-14). Nesta Parábola, Jesus ensina sobre a busca da honra. Em meio a seus inimigos (os fariseus estavam cuidadosamente observando-o para ver se conseguiram apanhá-lo de alguma forma), Jesus os admoestou pela sua arrogância.
a) Aqueles que procuram a honra por si mesmos serão desonrados (Lc.14:7-9). Na época de Jesus, o costume judaico em um jantar era dispor os assentos em forma de U com uma mesa baixa diante deles. Os convidados se apoiavam no cotovelo esquerdo, e assentavam-se de acordo com a sua posição social, sendo o lugar de honra o assento no centro do U. Quanto mais distante do lugar de honra, menor seria o status. Se alguém se colocasse no primeiro lugar e então chegasse outro convidado mais digno, lhe pediriam que passasse para um lugar inferior. Mas a esta altura o único lugar vago seria o derradeiro, no final da mesa.
Isto pode parecer uma estranha lição de boas maneiras dada por Jesus, mas o seu significado era muito mais amplo. Este banquete de bodas retrata o reino do Messias. Aqueles que procuram a honra por si mesmos serão desonrados. Jesus explica que a honra não pode ser tomada, ela deve ser dada por Deus. Ele não irá honrar aqueles que procuram honrar a si mesmo.
b) Aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado (Lc.14:10,11). Jesus explicou que as pessoas devem sentar-se no derradeiro lugar (no fim da mesa). Isto mostraria que a pessoa não superestimou a sua própria importância. Então, o convidado poderia pedir àquela pessoa que passasse para um lugar melhor. Ao invés de ser desonrada, a pessoa seria honrada. O princípio seria verdadeiro nesta situação, e no reino de Deus – “qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado”. Aquele que convidou, o próprio Deus, fará a disposição final dos lugares no Seu Reino. As pessoas não devem ousar assumir a sua própria importância; é muito melhor ser honrado por Deus.
c) fazer o bem sem olhar a quem e sem esperar retribuição, ou recompensa (Lc.14:12-14). Jesus continua mostrando o ambiente daquele jantar e apresenta, através das palavras do próprio Jesus, o estabelecimento de um contraste relativo à nossa motivação: interesses pessoais versos generosidade. De acordo com o verso 12, o conselho que Jesus deu a seu anfitrião representa uma inversão de valores: “não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem vizinhos ricos; para não suceder que eles, por sua vez, te convidem e sejas recompensado”. Ao invés de convidar aqueles que têm algum mérito, no verso 13, Jesus orientou o fariseu para que convidasse “os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos”.
Quando o povo de Deus consegue fazer o bem, sem esperar retribuição ou recompensa, terá verdadeiramente servido a Deus sem egoísmo, e aquele que o servir dessa maneira, voluntariamente, será recompensado por Deus.
II. AS GRANDES LIÇÕES DA PARÁBOLA E A INVERSÃO DA LÓGICA HUMANA
1. As Lições da Parábola. Enquanto Jesus era observado pelos convidados na casa do fariseu que o convidara, Jesus também os observava. Ao mesmo tempo em que eles censuram Jesus por curar o hidrópico no sábado, estão nutrindo no coração, nesse próprio jantar, uma atitude de soberba. Então, Jesus conta a Parábola dos Primeiros Lugares e dos Convidados, para ensinar duas lições centrais.
a) A necessidade imperativa da humildade (Lc.14:7-11). Jesus conta a Parábola para ensinar o principio exarado no versículo 11: “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado”. A Parábola tem que ver com um convite para o casamento. Em vez de o convidado chegar à festa e imediatamente ocupar os primeiros lugares, deve procurar os últimos lugares. Pois, é um grande constrangimento ser solicitado para sair de um lugar de honra a fim de dar a vez a outro convidado nos últimos lugares e ser convidado pelo dono da festa a ocupar lugar de maior destaque. A Parábola mostra que a humildade é a antessala da honra, mas a soberba é a plataforma da vergonha. Quem se humilha é exaltado; quem se exalta é humilhado.
Então, qual foi o significado da lição ministrada por Jesus em Lc.14:7-11? Ele desmascarou a competitividade social em que todos brigam para ficar em primeiro lugar, para serem destacados. Jesus mostrou que um jantar do Reino é diferente dos banquetes humanos, em que os convites e os convidados estão baseados nos méritos.
No Reino da justiça, que é a festa para a qual Deus convida a todos, quem oferece a honra dos primeiros lugares é o próprio Deus. O uso da voz passiva no texto (Lc.14:10,11), confirma que é Deus quem toma a iniciativa de convidar e exaltar.
Portanto, este texto sagrado ensina, acima de tudo, a humildade como marca de um verdadeiro seguidor de Cristo (Lc.9:23,24). O princípio bíblico da humildade é destacado em Lucas 11:43; 18:14; 20:46, e aqui, em Lucas 14:11, que diz: “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado”. Essas palavras são, portanto, um julgamento. A justiça de Deus consiste em inverter aquilo que costumamos considerar “certo, justo e louvável”.
Como você está nessa área? Gosta de disputar os primeiros lugares ou se contenta em ter sido convidado para um evento importante? Esse é um grande desafio para todos nós.
b) A necessidade imperativa da motivação certa das nossas ações (Lc.14:12-14). Jesus se dirige agora ao líder fariseu, que o convidara para comer em sua casa, e mostra-lhe que a hospitalidade e a generosidade de um banquete oferecido aos convidados precisam ter a motivação certa. Há muitos que expressam a sua vaidade num banquete, em vez de demonstrar sua generosidade. Ressaltam sua grandeza, em vez de demonstrar sua compaixão. Fazem propagando de sua riqueza, em vez de revelar sua bondade. Convidam pessoas ricas para receber em troca redobrada recompensa, em vez de expressarem amor aos que não têm com o que retribuir.
É claro que Jesus não está aqui proibindo ninguém de convidar seus pares, seus amigos e sua família para um banquete. O que Jesus está proibindo é a motivação egoísta de só oferecer um banquete àqueles que podem devolver o favor ou só dar para receber em troca a benevolência. Jesus ensina que devemos honrar aqueles que nada podem retribuir-nos nesta vida, para que nossa recompensa seja recebida na ressurreição dos justos (Lc.14:14).
Portanto, a lição que Jesus ensinou é a de não buscarmos nossos interesses pessoais quando fazemos um favor a alguém; ou melhor, as nossas ações devem ser praticadas sem esperar reciprocidade alguma. Tal atitude deve nortear os pensamentos dos verdadeiros seguidores do Mestre, pois Ele mesmo assim vivia e praticava boas ações com espírito humilde e amor desinteressado (Mt.20:28; João 10:17,18; 15:13).
2. A lógica do Reino é diferente da humana. Em síntese, a humildade e amor desinteressado são as grandes lições ensinadas nesta parábola que desafiam a lógica humana, pois nesta prevalecem as estratégias oportunistas, mas na lógica do Reino tudo é diferente. Muitos têm simulado favores quando, na verdade, estão buscando vantagens pessoais. Você está ocupando os primeiros lugares nas festas? Tem convidado e acolhido os menos favorecidos? Está sossegado em receber a sua recompensa só por ocasião da ressurreição dos justos? Este é o grande desafio.
III. A RECOMPENSA DA HUMILDADE E DO ALTRUÍSMO
1. Humildade e altruísmo. Nesta parábola Cristo nos ensina o cultivo da humildade e do desprendimento - também conhecido como amor desinteressado ou altruísmo. São duas características indispensáveis ao verdadeiro cristão.
A humildade foi uma das características marcantes na vida e no Ministério de Jesus - “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração...”(Mt.11:29).
Humildade é o Sobretudo do verdadeiro cristão - “... revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”(1Pd.5:5).
Humildade é uma condição necessária para todo aquele que quiser ser uma testemunha de Cristo. Os cristãos no princípio da Igreja foram ensinados que o orgulho, a altivez, a soberba eram coisas do mundo e que “Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes”(Tg.4:6). Neste mesmo sentido ensinou o Apóstolo Paulo: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo”(Fp.2:3).
Pelo que se pode observar, entre os crentes do início da Igreja não havia sentimentos de grandeza, orgulho, soberba, superioridade – “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam...” (Atos 4:32). Entre esses cristãos, servir ao próximo era um dever basilar da fé; eles serviam ao próximo não por vanglória, mas por dedicação pessoal e altruísmo (Fp.2:3-11).
2. Amor, a palavra-chave do altruísmo. O amor age como fator civilizador, transformando o egoísmo no altruísmo. Porém, devemos olhar para o amor de uma forma mais ampla, não nos limitando a amar apenas os mais próximos, uma vez que não é uma moeda de troca, não é algo que se compra ou que se negocia; o amor é um sentimento relevante que deve ser prezado e estendido a todas as pessoas. “O amor é a palavra-chave do altruísmo, pois este só pode ser praticado em amor e, por sua vez, o amor só pode ser revelado na prática”. É nosso dever cultivar o altruísmo em lugar do egoísmo. Noemi, sogra de Rute, semeou amor, plantou altruísmo; e, mais tarde, colheu os resultados.
“E, se o irmão ou a irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg.2:15-17).
“Quem, pois, tiver bens do mundo e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar o seu coração, como estará nele a caridade de Deus?” (1João 3:17).
3. A recompensa. Ajudar aos que estão necessitados é altruísmo, e isso trará recompensa neste mundo ou no porvir (Mt.25:34-40). Desde o início da história da igreja, havia aqueles que padeciam de necessidades para sobreviver (cf. At.2:45; 4:35). Se é verdade que Deus tem promessa de que o justo não será desamparado e que sua descendência não mendigará o pão (Sl.37:25), isto se deve, em grande parte, ao fato de que o Senhor, na igreja, proporciona aqueles que repartem o que têm com quem tem necessidade. A igreja primitiva compartilhava desta prática largamente (At.4.32-37). Porque será que os pregadores da prosperidade ignoram estes textos? A função de assistência social na Igreja é uma das suas pedras de toque e, sem dúvida, uma das formas mais poderosas de demonstrarmos ao mundo a nossa diferença e o amor de Deus que está em nossos corações.
Podemos fazer muitas declarações ao Senhor e prometer-lhe obediência e amor. No entanto, é diante do nosso próximo que vamos mostrar se há mesmo amor, benignidade, bondade, etc, em nossos corações. De nada vale o nosso discurso se não há a prática de boas obras palpáveis (Tg.2:14-17). Os irmãos pobres estão na igreja em grande maioria, e Jesus disse que sempre haveria pobres sobre a face da Terra (João 12:8), não fugindo desta realidade nem mesmo aqueles que pertencem à igreja, como nos mostra o episódio que levou à criação do diaconato (At.6:1-3). Paulo fez um grande coleta para suprir a necessidade básica dos irmãos pobres da Judéia, precisamente em Jerusalém. Veja as palavras de Paulo: “Porquanto pareceu bem às igrejas da Macedônia e da Acaia levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre os santos de Jerusalém” (Rm.15:27).
Muitas vezes podemos fazer muito com pouco. Jesus declarou o seguinte: “E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulos, em verdade vos digo, que de modo algum perderá sua recompensa”(Mt.10:42). Exorta o apóstolo Paulo:
 “Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra” (2Co.9:7,8).
O crente que contribui com o que pode, para ajudar os necessitados, verá que a graça de Deus suprirá o suficiente para suas próprias necessidades, e até mais, a fim de que possa ser fecundo em toda boa obra.
CONCLUSÃO
Jesus aconselhou as pessoas a não se apressarem a ocupar os melhores lugares em um banquete. Entretanto, hoje muitos estão ansiosos por elevar a sua posição social. Quem nunca conheceu pessoas que são capazes de tudo para conseguir um holofote? Muitas pessoas buscam os melhores lugares nos púlpitos, nas solenidades e em quaisquer outras atividades que estejam presentes. Há uma fome pelos primeiros lugares!
Quem não conhece pessoas que só se relacionam com outras por causa das "vantagens" que lhe podem oferecer? Não é uma relação pelo valor das pessoas, mas pelo o que elas podem oferecer. Isso ocorre, infelizmente, em nossas organizações religiosas.
Nesta Parábola, Jesus condena tais atitudes. Quem o segue não se porta como amante dos primeiros lugares nem fazem o bem por alheios interesses. O Pai celeste conhece a verdadeira motivação do coração de seus filhos.
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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 76. CPAD.
Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.
Rev. Hernandes Dias Lopes. Lucas – Jesus, o Homem perfeito.
Itamir Neves de Souza. Através da Bíblia. Lucas. RTM.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Aula 12 – ESPERANDO, MAS TRABALHANDO NO REINO DE DEUS - ESBOÇO


4º Trimestre/2018
Texto Base: Mateus 25:14-30
”Cada um administre aos outros o dom com o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (1Pd.4:10).
Mateus 25.14-30
14. Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens,
15. e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.
16. E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles e granjeou outros cinco talentos.
17. Da mesma sorte, o que recebera dois granjeou também outros dois.
18. Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor.
19. E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.
20. Então, aproximou-se o que recebera cinco talentos e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei com eles.
21.E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
22. E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles ganhei outros dois talentos.
23. Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
24. Mas, chegando também o que recebera um talento disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;
25. e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
26. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei;
27. devias, então, ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o que é meu com os juros.
28. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos.
29. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado.
30. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.
INTRODUÇÃO
TRATAREMOS NESTA AULA DA PARÁBOLA DOS TALENTOS. ELA É UMA DAS MAIS RICAS ILUSTRAÇÕES A RESPEITO DO SENTIDO DA MORDOMIA DO HOMEM EM RELAÇÃO A DEUS.
ESTA PARÁBOLA É MENCIONADA APENAS POR MATEUS E INCLUÍDA NO SERMÃO ESCATOLÓGICO DE JESUS.
ELA ENCONTRA-SE INSERIDA NOS ENSINOS DE JESUS A RESPEITO DA SUA VINDA, TENDO O OBJETIVO DE MOSTRAR AOS SEUS DISCÍPULOS A NECESSIDADE DA FIDELIDADE E DA DILIGÊNCIA NA OBRA DE DEUS COMO ASPECTOS DA VIGILÂNCIA EXIGIDA PARA O SEU RETORNO.
ELA FOI PROFERIDA ALGUNS DIAS DEPOIS DA CHEGADA DE JESUS EM JERUSALÉM. FOI A ÚLTIMA QUE ELE PROFERIU, TALVEZ NO DIA EM QUE FOI PRESO, À NOITE.
O SENHOR JESUS NÃO PROFERIU ESTA PARÁBOLA COM O OBJETIVO DE ENSINAR SOBRE A SALVAÇÃO, MAS, SOBRE A FIDELIDADE DOS SALVOS NA ADMINISTRAÇÃO DOS TALENTOS, OU DOS DONS RECEBIDOS.
I. INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA DOS DEZ TALENTOS
NESTA PARÁBOLA, JESUS CONTA A HISTÓRIA DE UM HOMEM QUE, PARTINDO PARA FORA DA TERRA, CHAMOU OS SEUS SERVOS E ENTREGOU-LHES OS SEUS BENS. PARA UM SERVO DEU CINCO TALENTOS, A OUTRO, DOIS E AO TERCEIRO, UM.
VEJAMOS A INTERPRETAÇÃO DE ALGUNS ITENS DA PARÁBOLA.
1. O HOMEM DA PARÁBOLA (MT.25:14).
A PARÁBOLA COMEÇA DIZENDO:
”PORQUE É ASSIM COMO UM HOMEM QUE, AUSENTANDO-SE DO PAÍS, CHAMOU OS SEUS SERVOS E LHES ENTREGOU OS SEUS BENS”(MT.25:14).
É CLARO QUE ESTE HOMEM DA PARÁBOLA REPRESENTA O PRÓPRIO SENHOR JESUS.
ESTE HOMEM APÓS PASSAR AQUI NA TERRA UM PERÍODO DE 33 ANOS, FEZ SUA VIAGEM DE VOLTA À CASA DE SEU PAI.
PORÉM, ANTES DE PARTIR, COMO BOM SENHOR, ELE NÃO DEIXOU SEUS SERVOS OCIOSOS E NEM DESAMPARADOS. ANTES “...CHAMOU OS SEUS SERVOS, E ENTREGOU-LHES OS SEUS BENS”.
2. ESTE HOMEM TEM SERVOS, OU SEJA, ELE É SENHOR (MT.25:14).
ISTO NOS MOSTRA BEM QUE A NOSSA CONDIÇÃO DIANTE DE CRISTO, MESMO APÓS A SALVAÇÃO, É UMA CONDIÇÃO DE SERVOS, DE MORDOMOS.
ISTO É DEVERAS IMPORTANTE AFIRMAR NUM INSTANTE EM QUE MUITOS SÃO OS QUE PREGAM UM EVANGELHO DIFERENTE, QUE REDUZ O SENHOR JESUS À INADMISSÍVEL CONDIÇÃO DE EMPREGADO QUALIFICADO, PRONTO E OBRIGADO A ATENDER A TODOS OS CAPRICHOS DOS CRENTES, EM NOME DE UMA “CONFISSÃO POSITIVA” SEM FUNDAMENTO.
SÓ JESUS É O SENHOR. PORTANTO, SÓ A SUA VONTADE DEVE PREVALECER, NÃO A DOS SERVOS.
3. QUEM ERAM OS SERVOS.
CERTAMENTE QUE ESTES SERVOS NÃO ERAM OS ANJOS, EMBORA ELES TAMBÉM SEJAM SERVOS (MT.4:11; HB.1:14).
AQUI, NESTA PARÁBOLA, O DONO DOS TALENTOS CHAMOU “OS SEUS SERVOS”. DESTA FEITA, NÃO SE TRATAVA DE PESSOAS ESTRANHAS, DESCONHECIDAS, MAS, OS QUE VIVIAM NA SUA CASA. PORTANTO, OS SERVOS SOMOS NÓS.
SER CRENTE SIGNIFICA SER SERVO, E ISTO NÃO IMPLICA EM ALGO DEPRECIATIVO, MAS, HONROSO, CONSIDERANDO QUE SOMOS SERVOS DAQUELE QUE A BÍBLIA DENOMINA DE “...REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES”(AP.19:16).
SER SERVO DO REI DOS REIS E DO SENHOR DOS SENHORES, SER SERVO DAQUELE QUE DISSE: “TODA A TERRA É MINHA”, “MINHA É A PRATA E MEU É O OURO”; DAQUELE DO QUAL A SUA PALAVRA DIZ, QUE “DO SENHOR É A TERRA E A SUA PLENITUDE, O MUNDO E AQUELES QUE NELE HABITAM”; DAQUELE QUE NOS AMOU “E SE ENTREGOU A SI MESMO POR NÓS”(GL.2:20), É UMA COISA QUE NOS ENCHE DE JÚBILO.
4. ESTE HOMEM PARTIU PARA FORA DA TERRA (MT.25:14).
ISTO NOS INDICA QUE HAVERIA UMA AUSÊNCIA FÍSICA DO DONO DOS BENS.
OS SERVOS, ENTÃO, DURANTE ESTA AUSÊNCIA FÍSICA DO SEU SENHOR, DEVERIAM TOMAR CONTA DO BEM-ESTAR DO SEU PATRIMÔNIO, ATÉ QUE ELE VOLTASSE.
É PRECISAMENTE O QUE SIGNIFICA A VIDA DO CRENTE ENQUANTO ESTAMOS AQUI NESTA TERRA. NOSSO TRABALHO É REALIZAR AS OBRAS DO DONO QUE SE AUSENTOU FISICAMENTE. SEU NOME: JESUS CRISTO.
DESDE O MOMENTO EM QUE JESUS FOI OCULTADO DA VISÃO FÍSICA DOS DISCÍPULOS (AT.1:9), ELES NÃO PODIAM FICAR INERTES OU PERPLEXOS, MAS DEVIAM FAZER O QUE O SENHOR ESTAVA ACOSTUMANDO FAZER ATÉ A SUA VOLTA (AT.1:11-14; 20:24).
ESTE PERÍODO DE AUSÊNCIA FÍSICA DO DONO É O PERÍODO DA DISPENSAÇÃO DA GRAÇA (EF.3:2,9-11), O PERÍODO EM QUE CABE À IGREJA FAZER AQUILO QUE JESUS FAZIA, TER AS MESMAS ATITUDES QUE JESUS TINHA ENQUANTO ESTEVE ENTRE NÓS, ISTO É, ANUNCIAR O EVANGELHO DA SALVAÇÃO DA GRAÇA.
5. O TRABALHO DOS SERVOS (MT.25:15-18).
NA PARÁBOLA ESTÁ BEM CLARO QUE NÃO HOUVE DOAÇÃO. OS BENS CONTINUARAM SENDO DO DONO DA CASA, OU SEJA, DO HOMEM QUE PARTIU “PARA FORA DA TERRA”, O QUAL “MUITO TEMPO DEPOIS, VEIO O SENHOR DAQUELES SERVOS, E AJUSTOU CONTAS COM ELES”.
PERCEBA QUE “MUITO TEMPO DEPOIS”, QUANDO ELE RETORNOU, ELE CONTINUAVA SENDO O SENHOR E CONTINUAVA SENDO O DONO DOS BENS “ENTREGUES” AOS SEUS SERVOS.
TAMBÉM OS SERVOS TINHAM CONSCIÊNCIA DE QUE NÃO ERAM DONOS DAQUELES BENS. SERVO NÃO PODE CONSIDERAR NADA COMO SENDO SEU. TUDO QUE ESTIVER EM SEU PODER É PROPRIEDADE DE SEU SENHOR, ATÉ MESMO SEUS FILHOS, ALIÁS, ATÉ ELE PRÓPRIO.
PELO EXPOSTO NA PARÁBOLA, OS SERVOS ENTENDERAM QUE OS TALENTOS RECEBIDOS ERAM BENS DO SEU SENHOR.
COMO SERVOS FIÉIS QUE ERAM, PROCURARAM TRABALHAR DA MELHOR MANEIRA, POSSÍVEL. É ASSIM QUE FAZEM OS SERVOS FIÉIS, AINDA HOJE.
QUANTO AO SERVO NEGLIGENTE, OU O “MAU SERVO”, TAMBÉM TINHA CONSCIÊNCIA DE QUE AQUELE TALENTO NÃO ERA SEU, E QUE, NO FUTURO, TERIA QUE PRESTAR CONTAS AO SEU SENHOR. POR ISTO, “CAVOU NA TERRA E ESCONDEU O DINHEIRO DO SEU SENHOR”.
NENHUM DELES ENTENDEU QUE TINHA RECEBIDO UM PRÊMIO PELOS SERVIÇOS PRESTADOS, OU UM PRESENTE PESSOAL.
TODOS SABIAM TER RECEBIDO OS TALENTOS PARA TRABALHAREM COM ELES.
TODOS SABIAM TER EM MÃOS UM INSTRUMENTO DE TRABALHO QUE LHES FORA ENTREGUE POR SEU SENHOR.
6. A PRESTAÇÃO DE CONTAS (MT.25:19).
“E, MUITO TEMPO DEPOIS, VEIO O SENHOR DAQUELES SERVOS E AJUSTOU CONTAS COM ELES”.
 AQUI, JESUS NOS ENSINA QUE TEREMOS DE PRESTAR CONTAS QUANDO O SENHOR VOLTAR.
SUA VOLTA É CERTA, DEMORARÁ, CONFORME SE DEPREENDE DA PARÁBOLA, MAS ACONTECERÁ DE FORMA INEVITÁVEL.
QUANDO O SENHOR CHEGAR, DEVEREMOS NOS APRESENTAR COM OS TALENTOS QUE NOS FORAM CONFIADOS, POIS, NA ETERNIDADE, APENAS AS NOSSAS OBRAS NOS SEGUIRÃO (AP.14:13).
ESTAS OBRAS SERÃO MANIFESTADAS A TODOS E, NO TRIBUNAL DE CRISTO, PASSARÃO PELO TESTE DO FOGO, PELA PROVA DIVINA E, ENTÃO, O TRABALHO QUE CADA UM FEZ POR MEIO DO CORPO SE REVELARÁ DE FORMA INAPELÁVEL DIANTE DAQUELE EM QUE TUDO ESTÁ NU E PATENTE (HB.4:13).
II. USANDO A NOSSA CAPACIDADE PARA O REINO DE DEUS
1. O SENHOR REPARTE SEUS TALENTOS SEGUNDO A NOSSA CAPACIDADE (MT.25:15).
O HOMEM DA PARÁBOLA É UM HOMEM SÁBIO, POIS ANTES DE ENTREGAR “OS SEUS BENS”, PROCUROU CONHECER OS SEUS SERVOS E DETERMINOU A CAPACIDADE DE CADA UM.
PARA ESTE CONHECIMENTO ELE NÃO NECESSITOU DE INFORMAÇÕES DE TERCEIROS; NÃO MANDOU “GRAMPEAR” O TELEFONE DE NINGUÉM; NÃO ESPALHOU “ESPIÕES”, OU AGENTES SECRETOS NO MEIO DO POVO; NÃO INCENTIVOU E NÃO APOIOU O DEDURISMO.
ELE ERA UM HOMEM SÁBIO. ELE SABE E CONHECE TUDO SOBRE CADA UM DOS SEUS SERVOS, POR ISTO PODE DAR “A CADA UM SEGUNDO A SUA CAPACIDADE”.
SOBRE “ESTE HOMEM”, DECLAROU DAVI: “... TU ME SONDAS, E ME CONHECES. TU CONHECES O MEU ASSENTAR E O MEU LEVANTAR; DE LONGE ENTENDES O MEU PENSAMENTO”(SALMO 139:1,2).
A DISTRIBUIÇÃO DOS TALENTOS:
A) O QUE RECEBEU CINCO TALENTOS (MT.25:16,19-21).
ESTE FOI O QUE RECEBEU MAIS TALENTOS, DENTRE OS TRÊS. NOTA-SE QUE ERA O MAIS CAPACITADO, TANTO QUE LOGO APÓS A SAÍDA DO SEU SENHOR, FOI IMEDIATAMENTE APLICAR OS TALENTOS QUE RECEBERA, SABENDO QUE O TEMPO É CURTO E NÃO SABIA QUANDO O SEU SENHOR VOLTARIA.
O SEU ESFORÇO FOI 100% RECOMPENSADOR, POIS PRODUZIU MAIS 05(CINCO) TALENTOS (MT.25:16,20).
ISTO SIGNIFICA QUE O VERDADEIRO CRISTÃO PROCURA PRODUZIR O MÁXIMO QUE PUDER PARA O SENHOR JESUS, SABENDO QUE O SEU GALARDÃO É CERTO (1CO.15:10).
B) O QUE RECEBEU DOIS TALENTOS (MT.25:17,22,23).
ESTE SERVO RECEBEU COM BOM GRADO OS DOIS TALENTOS, E NÃO DEMONSTROU NENHUMA INVEJA OU CIÚMES DO QUE RECEBERA CINCO, POIS SABIA DE SUA CAPACIDADE DE PRODUÇÃO.
O SENHOR SABE PERFEITAMENTE QUANTOS TALENTOS OU DONS PODEMOS ADMINISTRAR. ELE CONHECE A ESTRUTURA DE CADA INDIVÍDUO (SL.103:14), POIS ELE FEZ A CADA UM DE NÓS E NOS ACOMPANHOU DESDE A NOSSA GERAÇÃO (SL.139:13-16).
ESTE SERVO NÃO QUIS SABER POR QUE RECEBEU APENAS DOIS TALENTOS, PELO CONTRÁRIO, TRABALHOU COM MÁXIMA DEDICAÇÃO E O INCREMENTO FOI IGUAL AO DO PRIMEIRO SERVO, OU SEJA, 100%.
C) O QUE RECEBEU APENAS UM TALENTO (MT.25:18,24,25).
ESSE SERVO, QUE NA PARÁBOLA É CHAMADO DE SERVO MAU, RECEBEU UM TALENTO APENAS. MAS, NÃO É POR ISSO QUE FOI CONSIDERADO MAU.
ELE GOZAVA DA PLENA CONFIANÇA DO SEU SENHOR, TANTO QUANTO OS OUTROS DOIS, A PONTO DE TAMBÉM LHE SER CONFIADO UM TALENTO. A CONFIANÇA DO SENHOR ERA IGUAL PARA TODOS OS SERVOS.
O SERVO QUE RECEBEU UM TALENTO SÓ TINHA RECEBIDO UM TALENTO EM VIRTUDE DE SUA CAPACIDADE, DE SUA APTIDÃO. PORTANTO, EM NADA ERA DIFERENTE DOS DEMAIS SERVOS.
ENTRETANTO, AO CONTRÁRIO DOS OUTROS DOIS SERVOS, ESTE, AO RECEBER O TALENTO, TRAIU A CONFIANÇA DO SEU SENHOR, NÃO NEGOCIANDO. ISTO CARACTERIZA DESOBEDIÊNCIA AO MANDAMENTO DO SENHOR, POIS, A ORDEM DE NEGOCIAR, EMBORA NÃO TENHA SIDO EXPLÍCITA POR JESUS NA PARÁBOLA, ESTÁ INFERIDA, NA MEDIDA EM QUE O SENHOR, NA PRESTAÇÃO DE CONTAS, CHAMA O SERVO DE INFIEL.
O SENHOR HAVIA SE AUSENTADO, MAS CONTINUAVA SENDO O SENHOR, E O SERVO, MESMO TENDO RECEBIDO O TALENTO, CONTINUAVA SENDO SERVO E, PORTANTO, LHE ERA NECESSÁRIO A OBEDIÊNCIA.
A MANUTENÇÃO DE NOSSA COMUNHÃO COM O SENHOR, MESMO ESTANDO ELE AUSENTE, DEPENDE DA OBEDIÊNCIA. OBEDECER É SE MANTER EM POSIÇÃO DE VIGILÂNCIA, É SE CREDENCIAR PARA O REINO DOS CÉUS.
2. O SENHOR CONFIA NOS SEUS SERVOS.
NA PARÁBOLA, O HOMEM É CAPAZ DE CONFIAR NOS SEUS SERVOS.
“... CHAMOU OS SEUS SERVOS, ENTREGOU-LHES OS SEUS BENS... E AUSENTOU-SE LOGO PARA LONGE” (MT.25:4,15).
PARA AGIR DESTA MANEIRA É PRECISO TER CONFIANÇA.
O SENHOR CONFIAVA E CONTINUA CONFIANDO NOS SEUS SERVOS. NÃO SE DIZ QUE ELE CHAMOU OS PARENTES, OU MESMO OS AMIGOS MAIS CHEGADOS, MAS QUE “CHAMOU OS SEUS SERVOS”.
CONSIDEREMOS AINDA QUE ELE ENTREGOU BENS DE GRANDE VALOR.
·       NÃO EXIGIU QUALQUER GARANTIA.
·       NÃO DETERMINOU COMO DEVERIAM APLICAR “OS SEUS BENS”.
·       NÃO CONTRATOU “FISCAIS” PARA VIGIAR OS PASSOS DOS SEUS SERVOS E ESTAREM ATENTOS PARA QUE NÃO HOUVESSE MÁ ADMINISTRAÇÃO DE SEUS TALENTOS.
·       NÃO FEZ QUALQUER TIPO DE AMEAÇA.
·       AO PARTIR, NÃO MARCOU A DATA DE SEU RETORNO.
PARA FAZER O QUE ELE FEZ ERA PRECISO CONFIAR, E ELE CONFIOU.
COM ESSE PROCEDIMENTO ELE ESTABELECEU AOS SEUS SERVOS, COMO FORMA DE SERVI-LO, O PRINCIPIO DA RESPONSABILIDADE PESSOAL.
ELE CONCEDEU-LHES PLENA LIBERDADE DE AÇÃO.
ELE QUER SER SERVIDO COM TEMOR, NUNCA POR MEDO; COM ALEGRIA, E NÃO COM TRISTEZA; DE FORMA VOLUNTÁRIA, NUNCA COMO QUE POR OBRIGAÇÃO.
ELE AMA SEUS SERVOS E QUER SER AMADO POR ELES. É ASSIM QUE ELE QUER SER SERVIDO.
TODOS NÓS CONHECEMOS ESTE HOMEM. SEU NOME É JESUS.
“ESTE HOMEM” TRATAVA SEUS SERVOS DE UMA FORMA DIFERENTE DE TODOS OS DEMAIS SENHORES.
CERTA FEITA ELE DISSE AOS SEUS SERVOS: “JÁ VOS NÃO CHAMAREI SERVOS, PORQUE O SERVO NÃO SABE O QUE FAZ O SEU SENHOR, MAS TENHO-VOS CHAMADO AMIGOS”(JOÃO 15:15).
3. O ACERTO DE CONTAS (MT.25:19).
“E, MUITO TEMPO DEPOIS, VEIO O SENHOR DAQUELES SERVOS E AJUSTOU CONTAS COM ELES”.
É INTERESSANTE NOTAR QUE JESUS FALA EM “MUITO TEMPO DEPOIS”.
A PARÁBOLA, PORTANTO, INDICA QUE A DISPENSAÇÃO DA GRAÇA, O TEMPO DESTINADO PARA OS SERVOS NEGOCIAREM, SERIA EXTENSO.
TUDO PARECIA INDICAR QUE NADA ACONTECERIA, QUE A DESOBEDIÊNCIA FICARIA IMPUNE E QUE O LABOR DOS SERVOS OBEDIENTES TINHA SIDO EM VÃO, UM ZELO DISPENSÁVEL E DESNECESSÁRIO.
MAS, SEM QUE ALGUÉM ESPERASSE, CHEGOU O DIA DO RETORNO DO SENHOR E, COM ELE, A PRESTAÇÃO DE CONTAS.
MAIS UMA VEZ, JESUS MOSTRA QUE CHEGARÁ O DIA EM QUE PRESTAREMOS CONTAS PELOS NOSSOS ATOS.
“ASSIM, POIS, CADA UM DE NÓS DARÁ CONTA DE SI MESMO A DEUS”(RM.14:12).
A) O ACERTO DE CONTAS DOS SERVOS FIÉIS (MT.25:20-23).
OS SERVOS APRESENTARAM AS SUAS OBRAS E, EM TENDO SIDO ELAS APROVADAS, TIVERAM A OPORTUNIDADE DE SEREM RECONHECIDOS PELO SENHOR E DE SEREM CONVIDADOS A ENTRAR NO SEU GOZO.
ESTE JULGAMENTO MOSTRA-NOS A REALIDADE DO TRIBUNAL DE CRISTO, O LOCAL ONDE OS SERVOS DO SENHOR SERÃO JULGADOS PELAS SUAS OBRAS.
O TRIBUNAL DE CRISTO É EXCLUSIVO PARA OS SERVOS BONS E FIÉIS E TERÁ LUGAR DEPOIS DO ARREBATAMENTO DA IGREJA E ANTES DA CEIA DAS BODAS DO CORDEIRO. NELE, OS SALVOS SERÃO JULGADOS PELO QUE TIVEREM FEITO POR MEIO DO CORPO, OU BEM, OU MAL (2CO.5:10). O SENHOR, ALI, VERIFICARÁ O QUE FOI DADO AO SERVO E O QUE ELE GRANJEOU COM O QUE LHE FOI DADO.
A MENSAGEM DADA AO SERVO QUE RECEBEU CINCO TALENTOS É ABSOLUTAMENTE IDÊNTICA AO QUE RECEBEU DOIS TALENTOS, UMA VEZ QUE O TRABALHO DE AMBOS FOI, TAMBÉM, IGUAL.
“BEM ESTÁ, BOM E FIEL SERVO. SOBRE O POUCO FOSTE FIEL, SOBRE MUITO TE COLOCAREI; ENTRA NO GOZO DO TEU SENHOR” (MT.25:21,23).
AMBOS OS SERVOS DUPLICARAM OS TALENTOS QUE RECEBERAM, AMBOS EXERCERAM A PLENITUDE DE SUA CAPACIDADE NA OBRA DO SENHOR, AMBOS TIVERAM DEDICAÇÃO INTEGRAL, DE SORTE QUE AMBOS TIVERAM O MESMO GALARDÃO.
NÃO FOI, PORÉM, PELAS OBRAS QUE CADA UM CHEGOU AO GOZO DO SENHOR, MAS PELA SUA FIDELIDADE E OBEDIÊNCIA.
B) O ACERTO DE CONTAS DO SERVO QUE RECEBEU UM TALENTO (MT.25:24-30).
O JULGAMENTO DESSE SERVO NÃO SERÁ REALIZADO NO TRIBUNAL DE CRISTO.
REFERE-SE O SENHOR, AQUI, AO JUÍZO FINAL OU JUÍZO DO TRONO BRANCO, JÁ QUE OS ÍMPIOS SERÃO JULGADOS NESTA OPORTUNIDADE, ONDE HAVERÁ, SIM, CONDENAÇÃO, AO CONTRÁRIO DO TRIBUNAL DE CRISTO, ONDE OS QUE FOREM JULGADOS JAMAIS PERDERÃO A SALVAÇÃO, AINDA QUE SEJAM SALVOS COMO QUE PELO FOGO (1CO.3:15).
O SERVO MAU SURGE COM DESCULPAS, NUM COMPORTAMENTO BEM DIFERENTE DAQUELE QUE FOI APRESENTADO PELOS SERVOS FIÉIS.
ASSIM PROCEDE O HOMEM NO PECADO: TENTA SEMPRE ENCONTRAR UMA JUSTIFICATIVA PARA O SEU ERRO, MAS A BÍBLIA DIZ QUE OS PECADORES SÃO INESCUSÁVEIS, OU SEJA, NÃO TÊM QUAISQUER DESCULPAS DIANTE DE DEUS (RM.1:20).
VEJA ALGUMAS PARTICULARIDADES DESSE SERVO MAU:
·       EM PRIMEIRO LUGAR, ELE MENTIU, POIS ALEGOU QUE CONHECIA O SENHOR (MT.25:24).
SE CONHECESSE MESMO O SENHOR, TERIA SE EMPENHADO EM NEGOCIAR OS TALENTOS. QUEM O DIZ É O PRÓPRIO SENHOR, NA PARÁBOLA, QUE AFIRMA QUE, PELO MENOS, O SERVO MAU DEVERIA TER SE PREOCUPADO EM NÃO CAUSAR A PERDA DO PODER AQUISITIVO DO PATRIMÔNIO QUE LHE FORA CONFIADO (MT.25:26).
·       EM SEGUNDO LUGAR, ELE ACUSOU O SENHOR DE “HOMEM DURO”, QUE CEIFAVA ONDE NÃO SEMEARA E AJUNTAVA ONDE NÃO ESPALHARA (MT.25:24).
VEMOS, AQUI, A SEGUNDA PARTICULARIDADE DO PECADOR: ELE SEMPRE CULPA DEUS PELAS SUAS PRÓPRIAS FALTAS.
QUANTOS, NOS NOSSOS DIAS, NÃO TÊM CULPADO DEUS, NEGADO ATÉ A EXISTÊNCIA DE DEUS?
QUANTOS NÃO ACUSAM DEUS DE SER IMPIEDOSO E CRUEL PORQUE MANDARÁ PESSOAS À PERDIÇÃO ETERNA?
AO MESMO TEMPO EM QUE VOCIFERAM PALAVRAS DE ACUSAÇÃO CONTRA DEUS, PECAM DESMEDIDAMENTE, ESCANDALIZAM O EVANGELHO, MUITAS VEZES ATÉ, SOB A PACIÊNCIA DESTE MESMO DEUS INJUSTAMENTE ACUSADO.
·       EM TERCEIRO LUGAR, O SERVO NEGLIGENTE CHAMA O SENHOR DE LADRÃO (MT.25:24) – “...QUE CEIFAS ONDE NÃO SEMEASTE...”.
CEIFAR ONDE NÃO SE SEMEOU É INVADIR TERRENO ALHEIO, É APROPRIAR-SE DO ALHEIO, É CHAMAR O SENHOR DE LADRÃO.
·       EM QUARTO LUGAR, O SERVO MAU CHAMA O SENHOR DE COBIÇOSO (MT.25:24) - “QUE AJUNTAS ONDE NÃO ESPALHASTE”.
AJUNTAR ONDE NÃO SE ESPALHOU É UMA EXPRESSÃO PROVERBIAL QUE INDICA UM DESEJO ILEGÍTIMO DE CRESCIMENTO, UMA GANÂNCIA. O SERVO MAU, ENTRETANTO, AO ASSIM SE REFERIR AO SENHOR, DENUNCIA A SUA PRÓPRIA GANÂNCIA. ELE HAVIA SE APROPRIADO INDEVIDAMENTE DO TALENTO RECEBIDO E O ENTERRARA PORQUE SABIA QUE TUDO QUE GRANJEASSE SERIA DO SENHOR E NÃO DELE.
·       EM QUINTO LUGAR, O SERVO MAU DIZ QUE TEVE MEDO DO SENHOR (MT.25:25) - “ATEMORIZADO, ESCONDI NA TERRA O TEU TALENTO...”.
NÃO ADIANTA TER MEDO DE DEUS. É PRECISO TER RESPEITO, REVERÊNCIA, NÃO MEDO.
O SERVO MAU ALEGOU TER MEDO DE DEUS, POR ISSO NÃO LHE OBEDECEU. É ASSIM MESMO: QUEM TEM MEDO, NÃO OBEDECE. PODE ATÉ FAZER O QUE SE MANDA, MAS ISTO NÃO É OBEDECER, POIS A OBEDIÊNCIA É UMA AÇÃO VOLUNTÁRIA, NÃO FORÇADA. NÃO PODEMOS MOSTRAR AOS HOMENS UM DEUS IRADO, CRUEL E PRONTO A CASTIGAR. O MEDO DE DEUS NÃO RESOLVE.
NA GRANDE TRIBULAÇÃO, OS HOMENS TERÃO MEDO DE DEUS, QUE ESTARÁ DERRAMANDO TERRÍVEIS JUÍZOS SOBRE A TERRA, MAS NÃO SE ARREPENDERÃO DE SEUS PECADOS, POIS MEDO NÃO TRANSFORMA, NÃO TORNA NINGUÉM OBEDIENTE.
·       EM SEXTO LUGAR, O SERVO MAU NÃO DEVOLVEU CORRETAMENTE O QUE HAVIA RECEBIDO DO SENHOR (MT.25:25) – “...AQUI TENS O QUE É TEU”. ELE MENTIU MAIS UMA VEZ, AO DIZER AO SENHOR: “AQUI TENS O QUE É TEU”.
DIANTE DO LONGO TEMPO DECORRIDO, O TALENTO DEVOLVIDO NÃO TINHA O MESMO VALOR DO TALENTO QUE HAVIA SIDO ENTREGUE. O TEMPO PASSOU E, COMO A VIDA É DINÂMICA, O PATRIMÔNIO RECEBIDO SE DESVALORIZOU, TANTO QUE O SENHOR DIZ QUE, SE O SERVO MAU QUISESSE MESMO APENAS DEVOLVER O QUE LHE HAVIA SIDO DADO, TERIA ENTREGADO O TALENTO AO BANQUEIRO PARA QUE ESTE O NEGOCIASSE E, ASSIM, NÃO HAVERIA PERDA DE VALOR. O SERVO MAU SE APROPRIOU DE PARTE DO VALOR DO TALENTO ILEGITIMAMENTE.
ASSIM OCORRE COM AQUELE QUE NÃO USA O DOM QUE DEUS LHE DEU. ELE RETÉM ILEGITIMAMENTE E O DOM NÃO SERÁ SIMPLESMENTE DEVOLVIDO AO SENHOR, POIS HAVERÁ UM PREJUÍZO IRREPARÁVEL, POIS, O BEM QUE DEVERIA TER SIDO FEITO COM AQUELE DOM, A GLÓRIA QUE DEVERIA TER SIDO DADA A DEUS ATRAVÉS DAQUELE DOM NUNCA TERÁ SIDO CONCRETIZADA E, COMO SABEMOS, QUATRO COISAS NÃO VOLTAM ATRÁS: O TEMPO PASSADO, A OPORTUNIDADE PERDIDA, A PALAVRA DITA E A PEDRA ATIRADA.
O SERVO MAU, PORTANTO, NÃO TERIA MAIS CONDIÇÕES DE REPOR O VALOR PERDIDO E, POR ISSO, ERA PRATICANTE DE UMA INJUSTIÇA, DE UMA INIQUIDADE.
QUE POSSAMOS, NO MOMENTO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS, SERMOS ACHADOS FIÉIS E DILIGENTES, E NÃO SERVOS NEGLIGENTES.
“BEM-AVENTURADO AQUELE SERVO QUE O SENHOR, QUANDO VIER, ACHAR SERVINDO ASSIM” (MT.24:46).
III.TRABALHANDO ATÉ O SENHOR VOLTAR
“E, MUITO TEMPO DEPOIS, VEIO O SENHOR DAQUELES SERVOS E AJUSTOU CONTAS COM ELES” (MT.25:19).
TODOS OS SALVOS SÃO CHAMADOS PARA FAZER A OBRA DE DEUS - “MAS VÓS SOIS A GERAÇÃO ELEITA, O SACERDÓCIO REAL...” (1PD.2:9).
SEGUNDO A BÍBLIA, NESTA DISPENSAÇÃO DA GRAÇA, CADA CRENTE É UM SACERDOTE. NO ANTIGO TESTAMENTO NENHUM SACERDOTE ERA CONSTITUÍDO PARA NÃO FAZER NADA. TODO SACERDOTE TINHA UM TRABALHO PARA FAZER.
JESUS CRISTO, NA CONCLUSÃO DO SEU MINISTÉRIO AQUI NA TERRA, SABENDO QUE O TEMPO DE PARTIR “PARA FORA DA TERRA” ERA CHEGADO, ELE PROFERIU ESTA QUE FOI SUA ÚLTIMA PARÁBOLA, DEIXANDO CLARO QUE TODOS OS SEUS SERVOS DEVERIAM SE EMPENHAR EM FAZER A SUA OBRA.
AO NÃO DEIXAR NENHUM DOS SERVOS SEM TALENTO, E AO FAZER A DISTRIBUIÇÃO SEGUNDO A CAPACIDADE DE CADA UM, O SENHOR JESUS CONFIRMOU A GRANDE CHAMADA:
“E DISSE-LHES: IDE POR TODO O MUNDO, PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA. QUEM CRER E FOR BATIZADO SERÁ SALVO...” (MC.16:15,16).
“PORTANTO, IDE, ENSINAI TODAS AS NAÇÕES, BATIZANDO-AS EM NOME DO PAI, E DO FILHO, E DO ESPÍRITO SANTO; ENSINANDO-AS A GUARDAR TODAS AS COISAS QUE EU VOS TENHO MANDADO; E EIS QUE EU ESTOU CONVOSCO TODOS OS DIAS, ATÉ À CONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS. AMÉM!” (MT.28:19,20).
JESUS NÃO EXIGIU UMA PRODUÇÃO IGUAL PARA TODOS OS SEUS SERVOS, ELE RESPEITOU A CAPACIDADE DE CADA UM.
NINGUÉM PODERIA ALEGAR QUE NÃO PODIA FAZER NADA, PORQUE TODOS RECEBERIAM DOS “BENS” DO SENHOR, NA FORMA DE DONS, OU TALENTOS, OS QUAIS SERIAM SEUS INSTRUMENTOS DE TRABALHO.
OS SEUS SERVOS TERIAM AMPLA LIBERDADE PARA USAREM OS TALENTOS, MAS QUE ERA NECESSÁRIO USÁ-LOS.
UMA COISA ELES DEVERIAM ESTAR CÔNSCIOS: O SENHOR VOLTARIA E QUE, NO DIA DE SUA VINDA, HAVERIA UM AJUSTE DE CONTAS COM CADA UM, E CADA UM SERIA, COMO DE FATO SERÁ, RECOMPENSADO NÃO PELA QUANTIDADE DAS OBRAS, MAS, PELA FIDELIDADE NA FORMA EM QUE ELAS SERIAM REALIZADAS.
DEUS NÃO PEDE O QUE NÃO TEMOS PARA DAR. DEUS NÃO EXIGE O QUE NÃO PODEMOS FAZER.
DEUS CONHECE AS LIMITAÇÕES DE CADA UM, E SÓ EXIGE CONFORME A CAPACIDADE DAQUELE QUE RECEBEU OS SEUS BENS.
NÃO SOMOS IGUAIS, DEUS SABE DISTO. SOMOS MEMBROS DE UM CORPO, O CORPO DE CRISTO. SEJA QUAL FOR NOSSA CAPACIDADE, SOMOS NECESSÁRIOS NESSE CORPO.
PORTANTO,
·       SE VOCÊ RECEBEU CINCO TALENTOS, DÊ GLÓRIAS A DEUS, NEGOCIE COM ELES E GANHE OUTROS CINCO.
·       SE VOCÊ RECEBEU DOIS TALENTOS, DÊ GLÓRIAS A DEUS NEGOCIE COM ELES E GANHE OUTROS DOIS.
·       SE VOCÊ RECEBEU APENAS UM TALENTO, DÊ GLÓRIAS A DEUS, NEGOCIE COM ELE E GANHE OUTRO TALENTO.
ALEGRE-SE, PORQUE NA VERDADE NÓS NÃO MERECÍAMOS RECEBER NADA. TUDO O QUE TEMOS E TUDO O QUE SOMOS É PELA MISERICÓRDIA DE DEUS.
DEVEMOS ESTAR CÔNSCIOS DE QUE UM DIA PRESTAREMOS CONTAS.
NO TRIBUNAL DE CRISTO, RECEBEREMOS DO SENHOR A RECOMPENSA PELO TRABALHO QUE FIZERMOS PARA ELE (LER 1CO.3:12-15 CF. 2CO.5:10). ALEGREMO-NOS COM ESSA VERDADE.
O QUE PRECISAMOS TER CUIDADO É NÃO FAZER A OBRA DO SENHOR RELAXADAMENTE, COMO FEZ O SERVO MAU DA PARÁBOLA.
É NECESSÁRIO FAZER A OBRA DO SENHOR COM ZELO, PORQUE FAZER A OBRA DE DEUS RELAXADAMENTE É APROPRIAR-SE DE MALDIÇÃO. ESTÁ ESCRITO:
“MALDITO AQUELE QUE FIZER A OBRA DO SENHOR RELAXADAMENTE...” (JR.48:10).
CONCLUSÃO
SE POR UM LADO DEVEMOS ESPERAR, OU AGUARDAR A VINDA DO SENHOR, POR OUTRO LADO, ENQUANTO ISSO NÃO ACONTECE, É NOSSO DEVER TRABALHAR NA CAUSA DO MESTRE, LEVANDO A PALAVRA DO EVANGELHO A TODO O MUNDO (MT.28:19,20).
É JUSTAMENTE ISSO QUE O SENHOR JESUS CRISTO ENSINOU COM A PARÁBOLA DOS TALENTOS.
VIMOS QUE FAZER TAL TRABALHO NÃO SE TRATA DE UMA OPÇÃO, MAS DE ALGO OBRIGATÓRIO, POSTO QUE TAL ORDEM FOI DADA PELO SENHOR.
PRECISAMOS DESENVOLVER OS TALENTOS QUE RECEBEMOS DE DEUS, E PRECISAMOS ESTAR CÔNSCIOS DE QUE JESUS PODE VIR A QUALQUER MOMENTO PARA PRESTAR CONTAS DOS TALENTOS OU DO TALENTO QUE ELE NOS CONFIOU (MT.24:36; MC.13:32; AT.1:7).
PORTANTO, CADA "UM" DEVE ADMINISTRAR "AOS OUTROS O DOM COMO RECEBEU, COMO BONS DESPENSEIROS DA MULTIFORME GRAÇA DE DEUS" (1PD.4:10).
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Luciano de Paula Lourenço