domingo, 16 de junho de 2019

Aula 12 – A NUVEM DE GLÓRIA – Subsídio


2º Trimestre/2019

Texto Base: Êxodo 40:34-38; Números 9:15,16
 “Sê exaltado, ó Deus, sobre os céus; seja a tua glória sobre toda a terra” (Sl.57:5).
Êxodo 40
34-Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo,
35-de maneira que Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porquanto a nuvem ficava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo.
36-Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, então, os filhos de Israel caminhavam em todas as suas jornadas.
37-Se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam até ao dia em que ela se levantava;
38-porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.
Números 9
15-E, no dia de levantar o tabernáculo, a nuvem cobriu o tabernáculo sobre a tenda do Testemunho; e, à tarde, estava sobre o tabernáculo como uma aparência de fogo até à manhã.
16-Assim era de contínuo: a nuvem o cobria, e, de noite, havia aparência de fogo.

INTRODUÇÃO

Nesta Aula, estudaremos a respeito da experiência de Israel com a glória de Deus. Ao construir o Tabernáculo estritamente conforme às ordenanças de Deus, os israeli­tas foram recompensados com a glória de Deus, pois ela encheu a Tenda e a Nuvem do Senhor permaneceu sobre ela. Igualmente conosco, se desejamos a presença e a bênção de Deus, temos de cumprir as condições expressas na Palavra de Deus.
Assim como a Nuvem de glória nunca se separou do povo de Israel enquanto ele caminhava rumo à Terra Prometida, o Espírito Santo, desde o dia em que Ele foi derramado sobre a Igreja no dia de Pentecostes, nunca nos desamparou.
Assim como a Nuvem era o selo que indicava o povo de Israel como propriedade peculiar de Deus, o Espírito Santo é o selo que nos indica que somos propriedade de Cristo Jesus (2Co.1:22). O selo é a marca de identificação e de segurança. É a marca de legitimidade, propriedade, inviolabilidade e garantia. Somos propriedade exclusiva de Deus, e ninguém pode nos arrancar de seus braços. Quando Deus nos sela, Ele deixa gravada a própria imagem do seu Filho em nós (Rm.8:20). Esse selo de Deus garante a autenticidade do nosso relacionamento com Ele (Ef.1:13; 4:30).
Assim como a Nuvem era o passaporte do povo de Deus da Antiga Aliança, o selo do Espírito Santo é nosso passaporte para o Céu, nossa verdadeira e definitiva “Pátria” (Fp.3:20). Vivamos, pois, e desfrutemos da glória de Jesus Cristo, que nos é revelado pela presença constante do Espírito Santo.

I. A COLUNA DE NUVEM: A GLÓRIA DIVINA SOBRE ISRAEL (Êx.40:34)

“Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo”.

1. “A Nuvem cobriu a tenda da congregação”

Quando o Tabernáculo ficou pronto, a glória do Senhor cobriu e encheu a Tenda. Que amor e delicadeza do Senhor em lhes dar a Nuvem e a coluna de fogo. Eram um sinal, dia e noite, de que Deus se preocupava e tomava conta de seu povo.
Quando a Nuvem se elevava acima do Tabernáculo, então os filhos de Israel reiniciavam sua jornada (cf. Êx.40:34-38). Deve ter sido uma experiência maravilhosa para eles. Aquele povo escravo que fora desprezado, agora desfrutava da divina presença. A escravidão durou 400 anos, o que nos alerta para o fato de que várias gerações dos hebreus não conheceram coisa alguma além de trabalho pesado e a pressão dos senhores. Suas tarefas ficavam cada vez mais árduas e as punições mais cruéis com o passar dos anos. Agora, veem de perto a presença gloriosa do Todo-Poderoso protegendo-os e provendo para eles.
Anos mais tarde, à época do Rei Salomão, na dedicação do Templo, esta "nuvem de glória" chama-nos a atenção.
Os sacerdotes trouxeram a Arca da Aliança do Senhor para seu lugar no santuário interno do Templo, o Santo das Santos. Quando os sacerdotes saíram do santuário, a Nuvem encheu o Templo - "E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor" (1Rs.8:11). Deus testificara outra vez que era com eles. Quer seja no deserto, quer seja em Canaã, Deus estava presente junto ao seu povo querido.
Quando terminarmos a nossa peregrinação, contemplaremos bem de perto, e para sempre, na Sião Celeste, a presença inefável de nosso Deus. O apóstolo Paulo afirmou que “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co.2:9).

2. A Glória de sua presença

A Nuvem de Glória cobria toda a Tenda da Congregação, e isto revelava que o Altíssimo se encontrava de modo especial no Santuário; era o sinal visível e glorioso da presença do Todo-poderoso.
Foi muito bom para o povo de Israel saber que tinha a constante presença do Senhor em seu meio. Tal presença os acompanharia por sua jornada até chegarem à Terra Prometida.
Onde quer que estivessem os filhos de Israel, certos estavam de que o Senhor era com eles. Para seguir adiante, tudo o que tinham a fazer era olhar para o alto e ver a Nuvem que pairava sobre a Arca. Desta maneira o Senhor sempre lhes provia um lugar de descanso (cf. Nm.10:33-36).
Assim também é hoje! Em nossa jornada pelo deserto da vida podemos ter descanso em Jesus, porque o Seu Espírito vai adiante de nós. Ele está sempre presente com o povo de Deus da Nova Aliança até chegar à Terra Prometida (João 14:1-3).

3. “Icabô” – foi-se a Nuvem de glória de Israel

Mais tarde, já em Canaã, infelizmente, a Nuvem de glória, que havia entre os querubins no Santo dos Santos, foi-se embora, por causa da iniquidade do povo de Israel.
À época de Jeremias, Deus enviou o profeta Ezequiel para avisar ao povo de Israel e a seus líderes espirituais do desagrado do Senhor por causa das abominações do seu povo. Ezequiel viu que Israel havia se apartado do Senhor a ponto de desonrar o Templo com adoração ao sol e outras abominações (cf. Ez.8:16,17).
No capítulo 10 de Ezequiel, ele vê como a Nuvem de glória abandona o Templo. Em Ezequiel 10:3, a nuvem ainda enche o Átrio Interior, mas se eleva dos querubins e vai para a entrada do Templo. A casa estava ainda cheia da glória do Senhor.
Em Ezequiel 10:18, porém, lemos o seguinte: "Então, saiu a glória do Senhor da entrada da casa e parou sobre os querubins". Estes não eram os querubins de ouro do Propiciatório, porém criaturas viventes, na visão de Ezequiel. Assim, a nuvem de glória juntou-se aos querubins que saíam do Templo.
Em Ezequiel 11:22, a atenção do profeta volta-se de novo para os querubins e a Nuvem de glória. No versículo 23, ele narra como a glória do Senhor subiu do meio de Jerusalém e se pôs sobre o Monte das oliveiras, a leste da cidade. A glória de Deus foi-se e o povo ficou desamparado e vulnerável aos ataques impiedosos do seus ferozes inimigos. Israel foi expulso de sua Terra Prometida.
A tragédia do exílio não pode ser interpretada como apenas a deportação de um povo para outra terra, ou a destruição de uma cidade e seu santuário central. Na verdade, Deus havia se retirado do meio de seu povo, uma ausência simbolizada por uma das visões de Ezequiel, na qual a Shekinah movia-se do Templo (Ezequiel – cap.1).
De certa forma, portanto, o fim do cativeiro dos judeus em 539/538 não pode ser sinônimo do fim do exílio, porque Jeová não retornou na ocasião para habitar no Templo. Pelo contrário, os profetas predisseram que seu retorno aconteceria apenas na era escatológica, quando o próprio Messias seria a glória de Deus (Ag.2:7-9). Deus não terminou ainda de lidar com Israel, cujo Dia mais grandioso está por vir.

II. A SHEKINAH QUE ESTEVE PRESENTE NAS PEREGRINAÇÕES DE ISRAEL

“Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, então, os filhos de Israel caminhavam em todas as suas jornadas. Se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam até ao dia em que ela se levantava; porquanto a nuvem do SENHOR estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas” (Êx.40:36-38).
“Shekinah” é um termo que, segundo o sentido aramaico, descreve a manifestação visível da glória de Deus.
Conquanto o termo não se encontre no texto original do Antigo Testamento é uma palavra adotada pela tradição judaica. O termo “Santíssima Trindade”, também, não aparece no Novo Testamento, mas ela retrata com perfeição o que os textos apostólicos ensinam sobre essa doutrina. Portanto, proferir o termo Shekinah para referir-se à glória de Deus, é plenamente válido.
A Nuvem da glória de Deus acompanhou o povo de Deus durante toda a sua peregrinação no deserto. Sempre que ela se movia, o povo a seguia; se não se movia, o povo permanecia onde estava.
Durante toda a sua peregrinação no deserto rumo à Canaã, o povo de Deus foi beneficiado com a proteção, orientação e descanso à sombra da Nuvem da glória de Deus.
Não sabemos como era essa Nuvem, mas com certeza abrigava a presença de Deus. Ela era a sombra do próprio Deus, que protegia o Seu povo do sol escaldante e da gélida escuridão.

1. A Glória permanente de Deus

A glória de Deus esteve presente durante toda a peregrinação de Israel no deserto, porque Ele cuida do Seu povo. Está escrito que Deus “nunca tirou de diante da face do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite” (Êx.13:22).
Obstáculos assustadores, inimigos impiedosos e tempestades repentinas e destruidoras surgiam ao longo da peregrinação, mas Deus, por meio da Nuvem e do fogo, esteve sempre presente. O apóstolo Paulo fez menção da fidelidade de Deus para com o seu povo:
“Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar, e todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar” (1Co.10:1,2).
As colunas da Nuvem e de fogo constituem exemplos de teofania (uma manifestação física de Deus). Desse modo, Deus iluminou o caminho de Israel, o guiou e o protegeu ao longo de sua jornada no deserto. Quando os inimigos impiedosos chegaram para destruir o povo de Deus, Ele os protegeu com sua Nuvem e com o seu fogo (Êx.14:19,20).
Deus providenciou segurança e controlou os movimentos do seu povo, inspirando o ardente zelo que este deveria ter pelo seu Deus. Também Deus lhes proveu de alimento durante os quarenta anos da jornada pelo deserto.
“Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá e colherá cada dia a porção para cada dia, para que eu veja se anda em minha lei ou não” (Êx.16:4).
O Senhor não mudou e nem mudará (Hb.13:8). Ele cuidou do seu povo na travessia do deserto e também cuida de nós, o povo da Nova Aliança, porque, também, o “deserto” faz parte de nossa jornada rumo à “Terra Prometida”, o Céu. Portanto, não nos desesperemos, pois o Espírito Santo conduz sua Igreja. Ele é o nosso Paracleto.

2. A Nuvem de Deus no Monte Sinai e nos desertos

Quando Moisés subiu ao Monte Sinai para receber de Deus o Decálogo e as instruções para construção do Tabernáculo, ele entrou no meio da Nuvem da glória de Deus. Foram 40 dias e 40 noites sob a Shekiná de Deus (Êx.24:15-18). No deserto, enquanto o povo marchava, a Nuvem guiava o povo de Deus (Ex.13:21,22; 40:36-38). Que momentos gloriosos e ímpares!
“E o SENHOR ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite. Nunca tirou de diante da face do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite” (Êx 13:21,22).
Deus colocou a Nuvem e o fogo como evidências da sua presença, do seu amor e do seu cuidado por Israel (cf.Êx.40:38; Nm.9:15-23; 14:14; Dt.1:33; 1Co.10:1). Segundo comentário no rodapé da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, Deus concedeu aos hebreus as colunas de nuvem e de fogo para que eles soubessem que a presença de Deus os acompanharia dia e noite durante sua peregrinação rumo à Terra Prometida.
Hoje, o que Deus nos tem oferecido para que possamos ter esta mesma certeza? A Bíblia Sagrada; Ela é algo que o povo de Deus da Antiga Aliança não possuía.
Devemos ler e estudar a Palavra de Deus para assegurarmos da presença de Deus junto a nós. Assim como os hebreus olhavam para aquelas colunas de Nuvem e fogo, também podemos ler a Palavra de Deus de dia e de noite para sentirmos que Ele está conosco e nos ajuda em nossa peregrinação rumo ao Céu.

3. A Nuvem se manifestou sobre o Propiciatório (Lv.16:2)

Sobre o Propiciatório (tampa da Arca) se manifestava a Shekinah, o fogo ou glória de Deus, que representava sua própria presença. Deus ordenou a Moisés que lembrasse Arão que ele só podia entrar na presença de Deus conforme a ordem dEle e da maneira prescrita. Se não estivesse devidamente preparado, morreria (Lv.16:2,13).
“E porá o incenso sobre o fogo, perante o SENHOR, e a nuvem do incenso cobrirá o propiciatório, que está sobre o Testemunho, para que não morra” (Lv.16:13).
Nesse momento, Deus se encontrava com Arão no Propiciatório (Lv.16:2).
“Disse, pois, o SENHOR a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo o tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque eu apareço na nuvem sobre o propiciatório”.
O sumo sacerdote Arão, ao entrar no Lugar Santíssimo, primeiramente tinha de oferecer “incenso”, de tal maneira que fossasse uma “nuvem de fumaça” espessa que cobrisse totalmente o Propiciatório (Lv.16:13). Ali, Deus se manifestava por meio da Nuvem de Sua glória (Lv.16:1,2; Nm.7:89).
“E, quando Moisés entrava na tenda da congregação para falar com o SENHOR, então, ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho entre os dois querubins; assim com ele falava”.
Na Antiga Aliança, a glória de Deus habitava no Santo dos Santos do Tabernáculo. Na Nova Aliança, a glória de Deus habita nos crentes (1Co.6:19).
A Igreja glorificada, a Noiva do Cordeiro, tem sobre si a plenitude do esplendor de Deus. A Shekiná de Deus brilhará sobre a Sua Igreja eternamente. Assim como a lua reflete a luz do sol, a Igreja glorificada vai refletir a glória do Senhor. Essa glória é indescritível (Ap.21:11), como indescritível é Deus (Ap.4:3).

III. OS BENEFÍCIOS DE ESTAR DEBAIXO DA NUVEM DA GLÓRIA DE DEUS

“Assim era de contínuo: a nuvem o cobria, e, de noite, havia aparência de fogo. Mas, sempre que a nuvem se alçava sobre a tenda, os filhos de Israel após ela partiam; e, no lugar onde a nuvem parava, ali os filhos de Israel assentavam o seu arraial. Segundo o dito do SENHOR, os filhos de Israel partiam e segundo o dito do SENHOR assentavam o arraial; todos os dias em que a nuvem parava sobre o tabernáculo, assentavam o arraial” (Nm.9:16-18).
O apóstolo Paulo, em 1Coríntios 10:1,2, chamou o aspecto da Nuvem de Deus, no deserto, de batismo:
“Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar, e todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar”.
Como o batismo simboliza a graça de Deus na vida da pessoa, a Nuvem simbolizava a graça protetora, provedora e orientadora de Deus na vida do povo de Deus.

1. Debaixo da Nuvem de Deus teremos Proteção de Deus (Nm.9:16)

“Assim era de contínuo: a nuvem o cobria, e, de noite, havia aparência de fogo”.
Quando andamos sob a Nuvem de Deus, contamos com a Sua proteção (Sl.121:5-8).
“O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia, nem a lua, de noite. O SENHOR te guardará de todo mal; ele guardará a tua alma. O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre”.
A Nuvem de Deus protegeu o povo no deserto: durante o dia, do sol escaldante e do calor impiedoso; durante a noite, do frio e da escuridão tenebrosa. O salmista diz que “aquele que habita no abrigo do Altíssimo descansa à sombra do Todo-Poderoso” (Sl.91:1).

2. Debaixo da Nuvem de Deus encontramos Orientação certa de Deus (Nm.9:17)

“Mas, sempre que a nuvem se alçava sobre a tenda, os filhos de Israel após ela partiam; e, no lugar onde a nuvem parava, ali os filhos de Israel assentavam o seu arraial”.
Quando a Nuvem se erguia do Tabernáculo, o povo de Israel marchava. Aonde a Nuvem parava, o povo acampava. A Nuvem era, obviamente, símbolo da presença de Deus guiando seu povo.
Embora nos dias de hoje o Senhor não conduza seu povo de maneira visível, pois “andamos por fé e não pelo que vemos” (2Co.5:7), o princípio ainda é o mesmo: caminhamos quando o Senhor se move, nunca antes, já que a incerteza sobre partir representa um bom sinal para permanecer onde estamos. Não devemos nos mover sem ser da vontade de Deus.
Imagine aquelas centenas de milhares de pessoas - homens, mulheres e crianças - viajando através de um impiedoso e inóspito deserto onde não havia um referencial de rota. Sem nenhum equipamento por mais rústico que fosse.
Certamente que, sozinha, essa multidão de pessoas não podia fazer planos para o dia seguinte. Não sabia onde acampar. Não sabia quando deveria pôr-se em marcha, ou quando em marcha. Não sabia onde iria acampar. A única solução era olhar para cima a fim de receber a orientação de Deus. Todos os seus movimentos e decisões eram orientados por Deus. A Nuvem de Deus os orientava.
Nós, povo de Deus da Nova Aliança, enfrentamos um deserto impiedoso em nossa jornada rumo à Sião Celeste. Desta feita, não teremos êxito em nossa jornada sem a orientação do Espírito Santo, a nossa gloriosa Nuvem.
Devemos olhar sempre para Jesus. O texto sagrado é contundente: “olhando para Jesus, autor e consumador da fé...” (Hb.12:2).
Jesus é quem nos dá direção certa. Ele mesmo falou: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas; mas terá a luz da vida" (João 8:12).
Israel teve a direção gloriosa de Deus. Está escrito:
“E o SENHOR ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite” (Êx.13:21).
Somente Deus conhece o caminho do deserto. O pastor não conhece, o padre não conhece, o papa não conhece, Maria não conhece, Paulo não conhece, Pedro não conhece, Tiago não conhece. Somente Deus conhece o caminho certo.
Israel tinha a coluna de Nuvem e coluna de fogo, símbolos da presença de Deus. Logo, sem a direção de Deus a nossa peregrinação é improfícua. Moisés disse ao Senhor: “se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui” (Êx.33:15).
Sem Jesus, não temos o rumo certo, logo, estaremos perdidos. Somente Ele é o Caminho. Ele mesmo disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6.).
Muitos ignoram a orientação de Deus para tomar suas próprias decisões; seguem suas próprias vontades ignorando a orientação da Nuvem de Deus, O Espírito Santo. O resultado disso é a frustração, a decepção e, em muitos casos, a morte no deserto da vida, a morte espiritual. Foi o que aconteceu com Jonas. Ele, a bel prazer, achou que a direção certa era Tarsis, enquanto a direção correta era Nínive. Jonas teve consequências nefastas por não estar debaixo da Nuvem de Deus: foi parar na barriga de um grande peixe, ou seja, no abismo. É isto que acontece quando se está fora da direção de Deus: o abismo.
Amados irmãos, qualquer decisão a tomar durante a nossa jornada neste deserto da vida, precisamos da orientação da Nuvem de Deus. Caso contrário, padeceremos. Deus tem a direção certa, o rumo certo para o seu povo. Devemos, pois, obedecê-lo, confiar nEle. Devemos seguir as suas pisadas.
Orienta-nos o apóstolo Pedro: “Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1Pd.2:21).
Que possamos nos firmar nas pisados do Senhor, como fez Jó, e não se desviar dos seus caminhos (Jó 23:11)
“Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho e não me desviei dele”.
“Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos. Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio, para que se não atirem a ti” (Sl.32:8,9).

3. Debaixo da Nuvem de Deus Descansaremos à Sua sombra (Nm.9:18)

“Segundo o dito do SENHOR, os filhos de Israel partiam e segundo o dito do SENHOR assentavam o arraial; todos os dias em que a nuvem parava sobre o tabernáculo, assentavam o arraial”.
Quando a Nuvem parava, o povo acampava para descansar debaixo da sombra do Senhor.  Podiam ficar despreocupados, descansados, porque a Nuvem de Deus estava li.
Quem está debaixo da Nuvem não tem o que temer, pois descansa à sombra do Onipotente Deus. Ele cuida de tudo para nós quando lhe entregamos a direção da nossa vida em todos os aspectos.
Está escrito em Deuteronômio 29:5 que tudo estava debaixo da providência de Deus.
“Durante os quarenta anos em que os conduzi pelo deserto, nem as suas roupas, nem as sandálias dos seus pés se gastaram”. 
O Salmista confirma isso (Sl.9:10,11).
 “Se você fizer do Altíssimo o seu abrigo, do Senhor o seu refúgio, nenhum mal o atingirá, desgraça alguma chegará à sua tenda. Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos”.
Portanto, quem está debaixo da Nuvem, não deve se preocupar com nada, deve, sim, descansar à sombra da Nuvem de Deus.
  • O Apóstolo Pedro exorta desta maneira: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês” (1Pd.5:7).
  • O salmista, também, nos aconselha desta maneira: “Lança o teu cuidado [preocupação] sobre o SENHOR, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado” (Salmos 55:22).
Se você tem sido uma pessoa ansiosa, preocupada, saiba que debaixo da Nuvem de Deus há esperança. Há um Deus que tudo pode fazer quando estamos debaixo de seus cuidados.
“Bendito o varão que confia no SENHOR, e cuja esperança é o SENHOR” (Jr.17:7).
Quem confia no Senhor, quem caminha debaixo da Nuvem de Deus, mesmo que esteja em perigo, correndo riscos, fica em paz e descansa.
“O ímpio tem muitas dores, mas aquele que confia no SENHOR, a misericórdia o cercará” (Sl.32:10).
“Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra e, verdadeiramente, serás alimentado” (Sl.37:3).

4. O perigo de não estar debaixo da Nuvem de Deus

Os israelitas foram alvos da graça de Deus no Êxodo:
ü  Foram libertos da escravidão do Egito de forma milagrosa (1Co.10:1).
ü  Foram protegidos e providos sob a Nuvem de Deus (Nm.9:16-18).
ü  Viram bem de perto, e de forma visível, o fogo da glória de Deus.
A despeito dessas bênçãos, abandonaram o Senhor Deus que os tirou da escravidão do Egito, e cometeram pecados terríveis de idolatria e abominações. Por causa disso, e de mais outros erros, a maior parte deles foi destruída no deserto (1Co.10:5). Eles perderam a sua eleição divina e, por conseguinte, não alcançaram a Terra Prometida (Nm.14:30).
“Não entrareis na terra, pela qual levantei a minha mão que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num”.
Portanto, assim como Deus não tolerou a idolatria, pecado e imoralidade de Israel, assim também Ele não tolera o pecado do seu povo da Nova Aliança. Ficar fora do abrigo de Deus é perigo certo. Pense nisso!

CONCLUSÃO

Em nossa caminhada rumo à Sião Celeste, nós não passamos somente por desertos; na verdade, o deserto é a nossa trajetória rumo à Terra Prometida, o Céu.
Para sobrevivermos nessa jornada da vida é necessário nos abrigarmos sob a Nuvem de Deus. Caso contrário, a nossa trajetória não será segura e nem proveitosa.
Se você não quer morrer no deserto da vida, se você não quer ficar perdido nessa vida, se você quer uma caminhada segura e proveitosa para poder atingir o objetivo que você pretende alcançar, então, é imprescindível que você esteja debaixo da Nuvem de Deus. Ali encontramos proteção, encontramos orientação e descanso para nossas almas.
Assim como Israel teve a experiência da Nuvem de Glória, nós podemos ter uma experiência com a glória do Altíssimo por intermédio do seu bendito Espírito.
Ainda é possível viver uma vida cheia do Espírito Santo de Deus. É possível ter experiências gloriosas com o nosso Deus.
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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Antigo e Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 78. CPAD.
Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.
Paul Hoff – O Pentateuco. Ed. Vida.
Leo G. Cox - O Livro de Êxodo - Comentário Bíblico Beacon. CPAD.
Victor P. Hamilton - Manual do Pentateuco. CPAD.
Elienai Cabral. O Tabernáculo – Símbolos da Obra redentora de Cristo. CPAD.
Alvin Sprecher. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto. CPAD.
Abraão de Almeida. O Tabernáculo e a Igreja. CPAD.

domingo, 9 de junho de 2019

Aula 11 – O SACERDÓCIO DE CRISTO E O LEVÍTICO – Subsídio


2º Trimestre/2019
Texto Base: Êxodo 28.1; Levítico 8.22; Hebreus 7.23-28; 1 Pedro 2.9
“Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus” (Hb.7:26).

Êxodo 28
1-Depois, tu farás chegar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal, a saber: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
Levítico 8
22-Depois, fez chegar o outro carneiro, o carneiro da consagração; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro;
Hebreus 7
23-E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque, pela morte, foram impedidos de permanecer;
24-mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.
25-Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.
26-Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus,
27-que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.
28-Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.
1Pedro 2
9-Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

INTRODUÇÃO

Na Aula anterior vimos que o sistema de sacrifícios levítico apontava para o sacrifício do Calvário. Nesta Aula veremos que o ofício sacerdotal levítico apontava para o sacerdócio perfeito de Cristo Jesus.
Todos os sacrifícios oferecidos pelos sacerdotes apontavam para Cristo. Tudo era sombra da plena realidade que se cumpriu em Cristo. Ele foi o sacerdote perfeito. Ele ofereceu o sacrifício perfeito. Seu sangue nos purifica de todo pecado. Sua morte foi substitutiva. Ele abriu para nós um novo e vivo caminho para Deus. Por meio de sua morte, fomos reconciliados com Deus, e através de Sua preciosa graça temos o maior Dom: a Salvação eterna.
No interior do Tabernáculo, o personagem mais importante era o sumo sacerdote. Somente ele estava autorizado a entrar no Lugar Santíssimo, com o sangue do sacrifício, uma vez por ano, para expiar os pecados do povo de Israel. Esse personagem era símbolo do sacerdócio eterno de Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote eterno do povo de Deus da Nova Aliança, que uma vez para sempre, entrou na presença de Deus e satisfez a justiça de Deus e expiou os pecados de todos aqueles que nele creem.
O sumo sacerdócio de Cristo é a sua mais completa descrição com respeito a sua obra redentora. Enquanto o levítico foi estabelecido em Arão, o do Novo Testamento foi estabelecido em Cristo, segundo a ordem de Melquisedeque (Hb.5:10) - “Sendo por Deus chamado sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque”.
Melquisedeque era rei e sacerdote. Somente em Jesus Cristo e em Melquisedeque é que esses dois cargos são unidos em uma só pessoa. Jesus Cristo é Rei e Sumo Sacerdote. Ele é o Sumo Sacerdote entronizado.

I. A ESCOLHA DOS SACERDOTES (Êx.28:1-5)

“Depois, tu farás chegar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal, a saber: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar” (Êx.28:1).
O ministério sacerdotal surgiu como uma necessidade para que houvesse o devido relacionamento entre Deus e os homens. Deus ordenou a Moisés que separasse a Arão e seus filhos para este tão grande e sublime mister. Essa escolha divina foi confirmada mediante a unção, que seguiu um rito todo especial, determinado pelo próprio Deus (cf. Levítico cap. 8).
No ministério cristão, por meio do Espírito Santo, Deus é quem elege líderes para a sua Igreja (At.13:2).

1. Os sacerdotes pertenciam à tribo de Levi.

O sacerdote era um mediador que ensinava a lei, mas principalmente oficiava os cultos religiosos dos israelitas. Eles só podiam vir da tribo de Levi (Êx.28:1).  No entanto, o simples fato de alguém ser levita não fazia dele um sacerdote.
Para atuar como sacerdote era necessário o chamado de Deus (Hb.5:4) -  "Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão". 
Então, ser sacerdote era uma honra especial, e os que desempenhavam essa função eram diretamente chamados por Deus. Os demais levitas, embora desempenhassem trabalhos importantes na vida religiosa de Israel, não eram sacerdotes.
Os sacerdotes da ordem levítica, da casa de Arão, eram consagrados ou separados por Deus para esse trabalho especial (Êx.28:1-4). Isso significa que eram santos, não devendo ser consideradas pessoas comuns. Eles tinham uma posição proeminente entre as demais tribos de Israel (Nm.1:52,53).
“E os filhos de Israel assentarão as suas tendas, cada um no seu esquadrão e cada um junto à sua bandeira, segundo os seus exércitos. Mas os levitas assentarão as suas tendas ao redor do tabernáculo do Testemunho, para que não haja indignação sobre a congregação dos filhos de Israel; pelo que os levitas terão o cuidado da guarda do tabernáculo do Testemunho”.
Além disso, para que um homem fosse sacerdote, ele precisava não só ser da tribo de Levi, ser chamada por Deus para o trabalho e ser consagrada, mas tinha de estar isenta de deformidades físicas e de outras contaminações (veja Levítico 21). Ainda que uma pessoa preenchesse todos os requisitos, se fosse cega, coxa ou de algum modo deformada, não podia atuar como sacerdote. Então, vemos que os que eram sacerdotes no sistema levítico eram especiais, santos e sem deficiências. Isso apontava para a perfeição do Sumo Sacerdote da Nova Aliança, Jesus Cristo (Hb.6:20).
“a qual temos como âncora da alma segura e firme e que penetra até ao interior do véu, onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb.6:19,20).

2. Características especiais dos levitas.

Os levitas possuíam duas características especiais:
a) eram os ajudantes dos sacerdotes. Por haverem sido resgatados da morte, na noite da páscoa, os primogênitos das famílias hebraicas pertenciam a Deus, mas os levitas, por seu zelo espiritual, foram escolhidos divinamente como substitutos dos filhos mais velhos de cada família (Nm.3:5-13; 8:17-19). Os levitas assistiam os sacerdotes em seus deveres e transportavam o tabernáculo e cuidavam dele.
“5.E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
6.Faze chegar a tribo de Levi e põe-na diante de Arão, o sacerdote, para que o sirvam,
7.e tenham cuidado da sua guarda e da guarda de toda a congregação, diante da tenda da congregação, para administrar o ministério do tabernáculo,
8.e tenham cuidado de todos os utensílios da tenda da congregação e da guarda dos filhos de Israel, para administrar o ministério do tabernáculo.
9.Darás, pois, os levitas a Arão e a seus filhos; dentre os filhos de Israel lhes são dados em dádiva.
10.Mas a Arão e a seus filhos ordenarás que guardem o seu sacerdócio, e o estranho que se chegar morrerá.
12.E eu, eis que tenho tomado os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo o primogênito que abre a madre, entre os filhos de Israel; e os levitas serão meus.
13.Porque todo primogênito meu é; desde o dia em que feri a todo o primogênito na terra do Egito, santifiquei para mim todo o primogênito em Israel, desde o homem até ao animal; meus serão; eu sou o SENHOR” (Nm.3:5-13).
b) havia unidade neles. Os levitas tinham unidade e não uniformidade. Unidade vem de dentro, é uma graça espiritual; enquanto uniformidade é o resultado de uma pressão de fora. Esta unidade não é externa nem mecânica, porém interna e orgânica. Paulo usa a figura do corpo para descrever a unidade da Igreja. A Igreja – A Universal Assembleia dos Santos - é o Corpo de Cristo (Ef.4:4-6).
“há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos”.
Ø  “Um só corpo”. Só existe uma igreja verdadeira, o corpo de Cristo, formada de judeus e gentios. Uma pessoa só começa a fazer parte desse corpo quando é convertida e batizada pelo Espírito nesse corpo (1Co.12:13).
Ø  “Um só Espírito”. É o mesmo Espírito que habita na vida de cada crente.
Ø  “Uma só Esperança”. É a esperança da volta de Jesus para reinar com a sua Igreja.
Ø  “Um só Senhor”. Este é o nosso Senhor Jesus Cristo que morreu por nós, vive por nós, e um dia virá para nós. É difícil crer que dois crentes que dizem obedecer ao mesmo Senhor sejam incapazes de andar juntos em unidade. Confessar o senhorio de Cristo é um grande passo na direção da unidade entre o seu povo.
Ø  “Uma só Fé’. Esta fé tanto é o conteúdo da verdade em que cremos (Jd.3; 2Tm.2:2), como é a nossa confiança pessoal em Cristo como Senhor e Salvador.
Ø  “Um só Batismo”. Este é o batismo pelo Espírito no corpo de Cristo (1Co.12:13). Não confundir com o batismo no Espírito Santo (Atos 2:2-4).
Ø  “Um só Deus e Pai”. Deus é o Pai de todos aqueles que receberam Jesus Cristo como único Senhor e Salvador (João 1:12).
A unidade da igreja, portanto, não é construída pelo homem, mas pelo Deus triúno. Ela existe por obra de Deus e não do homem. Portanto, ecumenismo não possui amparo na Palavra de Deus.

3. A consagração sacerdotal tinha um só propósito.

Em uma cerimônia impressionante e muito bem preparada, Arão e seus filhos foram consagrados ao sacerdócio. Eles tinham de estar devidamente limpos e ataviados e deviam ter expiado seus pecados antes de assumir os deveres sacerdotais.
O Deus vivo não é uma imagem impotente à qual os homens prestam culto segundo suas ideias. Somente Ele é quem determina os requisitos segundo os quais lhe é possível habitar com o seu povo.
Os sacerdotes foram consagrados para servir no Tabernáculo. Eles não podiam executar outra atividade que fugisse a esse propósito (Nm.1:50; 3:12).
“mas, tu, põe os levitas sobre o tabernáculo do Testemunho, e sobre todos os seus utensílios, e sobre tudo o que lhe pertence; eles levarão o tabernáculo e todos os seus utensílios; e eles o administrarão e assentarão o seu arraial ao redor do tabernáculo” (Nm.1:50).
Hoje, todos os crentes são sacerdotes, pois o Novo Nascimento nos inclui neste privilégio de compromisso espiritual (1Pd.2:9). O Novo Testamento dá base para que o crente considere a Cristo o seu Sumo Sacerdote.
“Por isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão” (Hb.3:1).
Assim como os sacerdotes da Antiga Aliança, os ministros de Cristo da Nova Aliança precisam ser consagrados ao Senhor, ser purificados de toda culpa, ungidos com o Espirito Santo, afim de que o culto tenha a qualidade desejada pelo Senhor, sendo, assim, aceitável diante dEle. Além disso, a vida do ministro deve ser coerente com o culto ou serviço que prestam a Deus.
O ministro do Senhor Jesus, nos dias de hoje, também deve observar o chamado divino para a sua vida, a santificação e a unção de Deus para exercer o seu ministério, o princípio da submissão no seu dia a dia e a necessidade de exercer o seu ministério conforme a vontade de Deus (leia 1Tm.3:1-7; 6:11,12; Tt.1:7-9; 1Pd.5:1-4).
Ainda, o ministro deve se lembrar de que sua função no reino de Cristo não é simplesmente um cargo ou uma forma de se alcançar status ou se locupletar. Pense nisso!

II. VESTIMENTA SACERDOTAL PARA O SERVIÇO

A vestimenta era um símbolo da autoridade sacerdotal. Além de despertar a atenção do povo, marcava o caráter divino do serviço.
O capítulo 28 de Êxodo descreve a vestimenta sacerdotal para o serviço no Tabernáculo.
 “E farás vestes santas a Arão, teu irmão, para glória e ornamento. Falarás também a todos os que são sábios de coração, a quem eu tenha enchido do espírito de sabedoria, que façam vestes a Arão para santificá-lo, para que me administre o ofício sacerdotal. Estas, pois, são as vestes que farão: um peitoral, e um éfode, e um manto, e uma túnica bordada, e uma mitra, e um cinto; farão, pois, vestes santas a Arão, teu irmão, e a seus filhos, para me administrarem o ofício sacerdotal” (Êx.28:2-4).

1. As vestes do Sacerdote

Os sacerdotes, quando estivessem ocupados com as funções sacerdotais deviam usar “vestes santas” (Êx.28:3). Essas vestes eram feitas do melhor linho fino, que era um símbolo de pureza.
Os materiais para fazer as vestes sacerdotais eram os mesmos das cortinas e do véu do Tabernáculo (Êx.26:1,31,32;28:5,6). Eram obras primorosas para que os sacerdotes estivessem vestidos com dignidade e formosura. Eles não poderiam apresentar-se diante do Senhor de qualquer maneira.
Havia quatro vestes prescritas por Deus aos sacerdotes:
a)   Os calções de linho, que serviam para cobrir as partes íntimas e as coxas do sacerdote (Êx.28:42).
b)   O manto ou túnica de linho fino e branco (Êx.28:39,40). Isto lhe recordava seu dever de viver uma vida pura e santa. Também, apontava para a pureza, perfeição e justiça de Cristo.
c)    O cinturão de linho, com bordado e usado para prender as roupas (Êx.28:39,40).
d)   As tiras para a cabeça, isto é, para o turbante ou mitra (Êx.28:37,40).

2. As vestes do Sumo Sacerdote

Além das quatro peças básicas anteriormente citadas, havia outras que eram usadas apenas pelo sumo sacerdote.
As vestimentas manifestavam a dignidade da mediação sacerdotal e lembrava ao intercessor que ele deveria se comportar com o devido decoro, bem como levava o povo a se comportar em santa reverência diante de Deus. Não deveria ser assim hoje nas igrejas locais?
a) Lâmina de ouro na testa (Êx.28:36-38). Esta peça era usada na frente da mitra sacerdotal, isto é, do turbante (Êx.28:37) com as seguintes palavras gravas sobre ela: “Santidade ao Senhor” (Êx.28:36). Isto proclamava que a santidade é a essência da natureza de Deus e indispensável a todo o verdadeiro culto prestado a Ele. O sumo sacerdote era a personificação de Israel e sempre era seu dever trazer à memória do povo a santidade de Deus.
Ao povo da Nova Aliança é exigido santidade, quando nos apresentamos ao Senhor para prestar-lhe culto. Como nós somos templos do Espirito Santo (1Co.6:19), logo a santidade deve ser buscada constantemente. Está escrito: “Sede santos em toda a vossa maneira de viver”(1Pd.1:15).
Assim como as vestes sujas do sumo sacerdote Josué, na visão do profeta Zacarias, representavam a sua iniquidade (Zc.3:3,4), as vestes santas do sumo sacerdote representavam a pureza e a perfeição de Cristo como o nosso Sumo Sacerdote definitivo e por excelência (Hb.7:26).
Matthew Henry disse que “o nosso adorno agora, sob o evangelho, tanto o dos ministros quanto o de todos os cristãos, não deve ser de ouro ou pérolas, nem custoso, mas deve ser composto das vestes da salvação e do manto da justiça” (Is.61:10; Sl.132:9,16).
“Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus, porque me vestiu de vestes de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como um noivo que se adorna com atavios e como noiva que se enfeita com as suas joias” (Is.61:10).
b) O Manto azul (Êx.28:31-35). Esta peça era usada sobre a túnica branca. Ela se estendia do pescoço até abaixo dos joelhos. As orlas do Manto eram adornadas com campainhas de ouro e romãs azuis que se alternavam. Como a romã tem muitas sementes, é considerada símbolo de uma vida frutífera. As campainhas de ouro anunciavam os movimentos do sumo sacerdote à congregação no interior da Tenda no Dia da Expiação. Desse modo, sabiam que ele não havia morrido ao entrar no Lugar Santíssimo, mas que sua mediação havia sido aceita.
Alguns estudiosos da Bíblia têm visto igualmente aí uma verdade espiritual para o cristão. Segundo eles, as campainhas podem representear o testemunho verbal, e as romãs, o fruto do Espírito. Ambos andam juntos e devem ser de igual importância para o cristão.
c) O Éfode (Êx.28:6-14). Ele consistia em um colete com as partes da frente e de trás unidas por tiras sobre cada ombro e por um cinturão à altura da cintura. Era feito de linho nas cores dourado, azul, púrpura e escarlate. Nas tiras sobre os ombros, havia duas pedras sardônicas, uma de cada lado, trazendo o nome das doze tribos de Israel – seis nomes em cada pedra (Êx.28:9,10). O texto bíblico diz que a ordem dos nomes era “segundo as suas gerações” (Êx.28:10), o que significa dizer que a disposição dos nomes nas pedras obedecia à ordem de nascimento dos doze filhos de Israel que davam nome às tribos.
O fato de o sumo sacerdote levar o nome das doze tribos nos ombros tinha um significado claro: ele, como intercessor entre o povo e Deus, levava em seus ombros todo o povo de Israel. O propósito divino era que, cada vez que o sumo sacerdote vestisse o Éfode, se lembrasse disso (Êx.28:12).
d) O Peitoral do juízo (Êx.28:15-30). Esta peça era colocada sobre o Éfode, na frente. Era uma bolsa quadrada de aproximadamente vinte centímetros. Era a parte mais magnífica e mística das vestes sacerdotais. Tinha na frente doze pedras de diferentes tipos e cores; cada pedra preciosa tinha o nome de uma das tribos de Israel (Ex.28:21). O significado aqui é claro:
Ø  No Éfode, o sumo sacerdote levava os nomes das tribos de Israel sobre os ombros, a parte do corpo que representa a força.
Ø  No peitoral, sobre seu coração, o órgão representativo da reflexão e do amor.
O Sumo-sacerdote não somente representava Israel diante de Deus, mas também intercedia em favor da nação. A verdadeira intercessão brota do coração e se realiza com todo o vigor. Ele é, sobretudo, uma imagem de nosso grande Intercessor no Céu, em cujas mãos estão gravados nossos nomes (Is.49:16) – “Eis que, na palma das minhas mãos, te tenho gravado; os teus muros estão continuamente perante mim”.
e) Urim e Tumim. O sumo sacerdote usava dentro do peitoral o Urim e o Tumim, que significavam “luzes e perfeições”. Eram empregados para consultar ao Senhor.
Segundo se crê, era duas pedrinhas, uma indicando resposta negativa e a outra, resposta positiva. Não se sabe como eram usadas, mas é provável que, em situações difíceis, fossem retiradas de algum lugar ou lançadas ao acaso, ao fazer-se uma consulta propondo uma alternativa: “farei isto ou aquilo?”. Ao retirar a pedra, interpretava-se a resposta, segundo a vontade de Deus (Êx.29:10; Nm.16:40; 27:21; Ed.2:63; 1Sm.14:36-42; 2Sm.5:19).

III. O SACERDÓCIO DE CRISTO (Hb.7:23-28)

Na Antiga Aliança, a função sacerdotal restringia-se à tribo de Levi, da casa de Arão. Na Nova Aliança, porém, o nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, ergue-se de uma ordem superior à ordem de Arão. Ele é da ordem de Melquisedeque (Hb.6:20). Aquele era temporário; este, permanente (Hb.7:24). Aquele, pecador (Hb.7:27); este, imaculado (Hb.7:26). Aquele, imperfeito; este, perfeito.

1. Um novo e perfeito sacerdócio

O sacerdócio de Cristo é superior ao sacerdócio levítico porque Jesus jamais pecou e, por isso, pôde oferecer um sacrifício perfeito, único e que não apenas cobriu, mas tirou o pecado do mundo (João 1:29).
“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb.4:15).
O sacerdócio levítico estava sujeito ao pecado (Lv.10:1,2; 9:7,8; Hb.8:3; 9:6,7), oferecia sacrifícios contínuos (Ex.29:38,41,42; 30:10; Nm.28:1-3) e o efeito da expiação era temporário (Hb.10:1-4; 9:9,10).
Já o sacerdócio de Cristo é muito superior, pois nele está a plenitude sacerdotal (Hb.4:14,15; 7:26,27; At.5:30,31). Ele fez uma única oblação (Hb.7:27; 9:24,25,28; 10:14; 1Pd.3:18) e Seu sacrifício foi eficaz (1Pd.1:18,19; Hb.5:9; 9:14,15,24).
“Porque, com uma só oblação, aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (Hb.10:14).
“assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação” (Hb.9:28).
Os sacerdotes da ordem levítica não eram apenas imperfeitos, mas também tinham seu ministério interrompido pela morte. Nenhum sacerdote em Israel viveu para sempre. Uma geração de sacerdotes dava lugar à próxima geração. Enquanto novos sacerdotes entravam, os mais antigos estavam se aposentando ou morrendo. Permanecia o sacerdócio, mas não havia um sacerdote específico de quem se pudesse depender o tempo todo.
O ministério de Cristo, porém, é perfeito e dura para sempre, pois Ele morreu pelos nossos pecados, venceu a morte, ressuscitou para a nossa justificação, voltou ao Céu e está à destra do Pai intercedendo por nós. Ele vive para sempre. Isto quer dizer que, quando nos aproximamos de Deus por meio dele, Ele está sempre presente, sempre à disposição e jamais se ausenta. Aleluia!
Jesus não é apenas o Sacerdote perfeito, mas ofereceu o sacrifício perfeito. Ele é a própria oferta. Ele é o próprio sacrifício. Ele entregou a si mesmo, como oferta pelos nossos pecados. Sua oferta foi perfeita, completa e eficaz. Resta afirmar, portanto, que, sendo Jesus Cristo o nosso Sumo Sacerdote, nunca haverá um tempo em que, ao nos aproximarmos de Deus, seremos rejeitados.
“Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus, que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre” (Hb.7:26-28).

2. Jesus trouxe salvação perfeita (Hb.7:25)

“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”.
O sacerdócio levítico não podia aperfeiçoar o pecador, mas Jesus pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus. A morte de Jesus foi vicária, substitutiva. Ele morreu em nosso lugar, como nosso substituto, para nos salvar.
Nossa salvação foi planejada por Deus Pai, executada pelo Deus Filho e aplicada pelo Deus Espírito Santo.
A salvação não é uma conquista das obras, mas uma oferta da graça (Ef.2:8). Não somos salvos por aquilo que fazemos para Deus, mas pelo que Cristo fez por nós. Ele e só Ele pode salvar completamente.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus” (Ef.2:8).
O apóstolo Paulo, em todas as suas Epístolas, enfatiza repetidas vezes que a salvação não é por obras, mas por fé no Senhor Jesus Cristo. Ou melhor, a salvação é um dom da graça de Deus, mas somente podemos recebê-la em resposta à fé no Senhor Jesus. Diz a Palavra de Deus: ”Pela Graça sois salvos, mediante a fé...”(Ef.2:8). Para entender corretamente o processo da salvação, precisamos entender essas duas palavras: Fé e Graça.
A Fé em Jesus Cristo é a única condição prévia que Deus requer do homem para a salvação. A Fé não é somente uma confissão a respeito de Cristo, mas também uma ação dinâmica, que brota do coração do crente que quer seguir a Cristo como Senhor e Salvador (cf. Mt.4:19; 16:24; Lc.9:23-25; João 10:4, 27; 12:26; Ap.14:4).
A Fé, em si mesma, não salva - quem salva é Jesus. A Fé, em si mesma, não cura - quem cura é Jesus.
A Fé é o meio, é o mover do homem, é como uma mão que se estende para tomar posse da bênção. Se essa mão não se estender a bênção não é entregue, automaticamente.

3. Jesus, o mediador de uma melhor Aliança (Hb.7:25b)

“vivendo sempre para interceder por eles”.
Jesus, como nosso Sumo Sacerdote, vive permanentemente intercedendo por nós. Sua morte vicária foi consumada na cruz, mas seu ministério sacerdotal continua no Céu. Ele é o Advogado, o Justo (1João 2:1).
Nenhuma condenação prospera contra aquele que está em Cristo, pois ele morreu, ressuscitou e está à destra de Deus, de onde intercede por nós (Rm.8:1,34,35).
“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm.8:1).
“Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Rm.8:34,35).
Jesus, como Sumo Sacerdote Perfeito, e de uma ordem superior e perfeita, é capaz de condoer-se e socorrer os que a Ele recorrem. Não há ninguém melhor que Ele para compreender nossas fraquezas e debilidades. Ele é o nosso mediador perfeito.
“porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm.2:5,6).
Com base nesse fato, o autor aos Hebreus encoraja os cristãos da seguinte forma:
"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hb.4:16).
“De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?” (Hb.7:11).

CONCLUSÃO

A ordem levítica encerrou sua atividade. Era sombra da realidade que veio em Cristo. Um sacrifício perfeito e cabal foi realizado. O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, foi imolado. Agora, uma nova ordem perpétua foi inaugurada. Cristo é Sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque. Ele morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras. Foi sepultado e ressuscitou segundo as Escrituras (1Co.15:3). Sua morte não foi um acidente nem sua ressurreição foi uma surpresa. Ele está no Céu intercedendo por nós, por isso pode salvar-nos totalmente (Hb.7:25).
O sacerdócio de Jesus é para sempre porque nunca poderá ficar melhor do que já é. Sendo perfeito, nunca chega a ponto de ceder lugar a um melhor. Por ser da ordem de Melquisedeque, não tem sucessão como tinha a ordem de Arão. Glórias sejam dadas a Ele!
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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Antigo e Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 78. CPAD.
Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.
Paul Hoff – O Pentateuco. Ed. Vida.
Leo G. Cox - O Livro de Êxodo - Comentário Bíblico Beacon. CPAD.
Victor P. Hamilton - Manual do Pentateuco. CPAD.
Elienai Cabral. O Tabernáculo – Símbolos da Obra redentora de Cristo. CPAD.
Alvin Sprecher. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto. CPAD.
Abraão de Almeida. O Tabernáculo e a Igreja. CPAD.
Rev. Hernandes Dias Lopes. Hebreus – A superioridade de Cristo.